sábado, 28 de janeiro de 2012

Sindicato dos Mecânicos pede na Justiça impugnação de plano de recuperação da Busscar

Segundo a entidade trabalhista, as propostas da encarroçadora não dão garantia de pagamento dos débitos e usam valores não compatíveis com o mercado.

Ônibus da Busscar. Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias e Oficinas Mecânicas de Joinville entrou com pedido de impugnação do Plano de Recuperação Judicial apresentado pela encarroçadora de ônibus Busscar, uma das mais tradicionais do País e que já chegou a empregar 5 mil pessoas. Segundo o Sindicato, o plano é inconsistente e se baseia em dados de mercado desatualizados ou difíceis de serem realizados. Foto: Adamo Bazani.


O Sindicato dos Mecânicos de Joinville, em Santa Catarina, protocolou na 5ª Vara Cível da Comarca local, pedido de impugnação do Plano de Recuperação Judicial apresentado pela Busscar. A encarroçadora de ônibus passa por dificuldades financeiras desde 2008, atribuindo a situação à crise econômica mundial daquele ano, que restringiu o crédito e os financiamentos paras as empresas. A versão é contestada por analistas de mercado que dizem que outras companhias, de diversos setores, também passaram pelo mesmo problema e conseguiram se livrar dos impactos maiores da crise mundial. Para estes analistas, o que ocorreu com a Busscar teriam sido erros administrativos para enfrentar a situação de 2008 e a não recuperação plena da crise de 2002 e 2003, vivida pela encarroçadora, que na época, conseguiu ajuda do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

As dívidas da Busscar, com fornecedores, instituições bancárias, trabalhadores e outros credores são de cerca de R$ 700 milhões. Os funcionários já caminham para 22 meses sem pagamento de salários.
Como determinou a Justiça, a Busscar apresentou um Plano de Recuperação. Nele, prevê carência para pagamentos das dívidas e descontos nos valores dos débitos que variam entre 7% e 95%. A empresa pede também a inclusão dos produtos da marca no programa de exportação de ônibus feito pelo BNDES para a Guatemala. O Programa é R$ 400 milhões e a Busscar propõe participação para receber R$ 130 milhões em financiamentos deste total de R$ 400 milhões disponibilizados pelo Governo Federal através do banco.

A Busscar estima este ano produzir 1,8 mil carrocerias com faturamento de R$ 335, 6 milhões.
Em 2014, a estimativa da Busscar é se tornar superavitária novamente, com lucros reais de R$ 30,2 milhões, já descontados todos os custos de operação e tributários. Para 2016, as projeções são de produção de 4,5 mil ônibus com faturamento de R$ 1,1 bilhão. Para o Sindicato dos Mecânicos de Joinville, o plano está fora do que considera realidade e pode acabar prejudicando os credores por não ter, na visão do Sindicato, consistência e não apresentar outras alternativas (Plano B), caso algumas das propostas não sejam realizadas. O Sindicato pede a saída da família Nielson, fundadora da empresa em 1946, do comando da encarroçadora.

Além disso, a entidade diz que as margens de lucro e expansão de 24,7% planejadas pela Busscar para 2014 estão fora da realidade de mercado, pois usa como base “produtos desatualizados” frente aos ônibus das concorrentes e um índice de participação no segmento que já foi perdido pela Busscar.
Quanto à participação do programa de financiamento de ônibus para Guatemala, o Sindicato diz que não há garantias da realização imediata das exportações de ônibus para o país latino. Além disso, a participação no programa corresponderia a 70% da produção projetada pela empresa em 2012. Caso os embarques para Guatemala não sejam retomados ou a Busscar não seja incluída no plano do BNDES, a encarroçadora de Joinville ficará bem longe de cumprir sua meta de produção.

A reportagem de Adamo Bazani conversou nesta sexta-feira, dia 27 de janeiro de 2012, com o presidente do Sindicato dos Mecânicos, João Bruggmann. Caso o plano não se aprovado pelos credores e posteriormente pela Justiça, a Busscar pode entrar a falência. Perguntado se essa atitude do sindicato não pode causar a falência da encarroçadora, o dirigente sindical foi enfático ao dizer que não. “Do jeito que está este plano, ele não passa na Assembléia dos Credores, que deve ser realizada em abril, apesar de ainda não haver uma data definida. Aí sim que a empresa vai a falência. Lutamos para que os trabalhadores sejam pagos de maneira justa, o que este plano não permite. Pedindo a impugnação, há a possibilidade de o plano ser refeito, mas de maneira mais lógica” – disse João Bruggmann, que ainda afirmou que o Ministério Público recebeu nesta sexta-feira o pedido de impugnação para fazer a análise.

Bruggmann se disse desacreditado com a família Nielson. “Já não é a primeira vez que eles prometem coisas para os trabalhadores e outros credores e não cumprem. Não acreditamos mais. Entendemos que a entrada de novos investidores, mesmo que como sócios, seria um dos passos para a solução. Mas na última reunião no BNDES os Nielson foram bem incisivos aos afirmarem que não querem nenhum concorrente participando da Busscar” – revelou Bruggmann à reportagem de Adamo Bazani.

A DÍVIDA NA VERDADE É EM TORNO DE R$ 1, 3 BILHÃO

Outra crítica do Sindicato que baseia o pedido de impugnação, é que o plano de recuperação judicial não leva em conta todas as dívidas da Busscar. As dívidas com os bancos, trabalhadores e fornecedores são de cerca de R$ 700 milhões. Mas há outras dívidas expressivas que mostram a realidade da empresa. Entre estes débitos, segundo o sindicato, estão os fiscais que somam R$ 477 milhões. Como os programas de parcelamento do governo dividem estes débitos em até 60 prestações, nesta melhor hipótese, só para pagar os débitos fiscais, a Busscar teria mensalmente R$ 5 milhões comprometidos com esta responsabilidade.

A Busscar não deve R$ 700 milhões. Sua dívida, contanto com os débitos fiscais, chega a R$ 1,3 bilhão, e o plano de recuperação não leva em conta estes valores, o que é um erro. Hoje o patrimônio da Busscar vale 7 ou 8 vezes menos do que ela deve.” – disse João Bruggmann.

PRAZOS FORA DA LEI

O sindicalista também disse à reportagem que as carências para o pagamento total dos débitos da Busscar podem fazer com que algumas dívidas sejam pagas em 5 anos, que para ele contraria o artigo 54 da Lei de Falências, que prevê que uma empresa em recuperação judicial quite seus débitos em até 12 meses.

Ele teme também que enquanto o plano de recuperação não é analisado, mais bens que estavam bloqueados como garantia de pagamento, a exemplo do que ocorreu com uma fazenda de R$ 7 milhões, sejam liberados. O imóvel era garantia para pagar parte dos passivos trabalhistas.
O plano de recuperação da Busscar é ilógico. Não tem bases concretas, conta com fatos que não se tem certeza de que vão acontecer, como as exportações para a Guatemala. Usa dados de mercado desatualizados. Prevê uma produção que a mão de obra atual não daria conta, já que muitos funcionários que saíram da Busscar não querem mais voltar para ela. Além disso, com os descontos e carências, a Busscar não vai pagar o que é justo, o que deve realmente. É melhor a impugnação agora do que a reprovação na Assembléia dos Credores e a decretação da falência” – defende João Bruggmann.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Ônibus Brasil

Comil cresce 27% em 2011

No ano em que completou 25 anos, a Comil comemora o seu resultado, apontado como o melhor do setor em 2011. A empresa aumentou seu volume de vendas e produção em 27% no período, passando de 3,2 mil unidades em 2010 para 4,1 mil ônibus em 2011, segundo dados apurados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus). Conforme a entidade, o mercado como um todo cresceu 9% no ano passado.
COMIL
“O ano passado foi excepcional em termos de vendas e penetração em novos nichos de mercado. Além da forte presença já tradicional da Comil no segmento de fretamento, ocorreram incrementos importantes de volume em Rodoviários, Micros e Urbanos devido ao movimento de renovação e ampliação de frota de nossos principais clientes. A Comil conseguiu aproveitar bem esse cenário positivo ao direcionar seus esforços de vendas e atendimento nas regiões que apontavam para crescimento de demanda oriundo de um estudo de mercado bem elaborado em 2010. Os resultados também são fruto de um relacionamento bem mais estreito com o mercado e dos constantes investimentos em produto, tecnologia, inovação, distribuição de peças de reposição e prestação de serviços de pós-venda.”, afirma o diretor comercial, Dario Ferreira.

Do total de carros colocados no mercado em 2011, 1.798 são modelos rodoviários, 1.659 urbanos e 661 micros. A produção de rodoviários foi a que mais cresceu, 40%, o que demostra a boa aceitação do veículo Campione.

novocampione345

Entre as novidades apresentadas no ano passado, destacam-se o veículo urbano Svelto Piso Baixo, para atender os sistemas BRT (Bus Rapid Transit), já adotados em muitas cidades brasileiras, o que deverá impactar fortemente o desempenho das vendas deste ano, e a reestilização do veiculo articulado Doppio, o qual apresenta indiscutivelmente a melhor relação custo x beneficio da categoria, informa Ferreira.

O ano de 2011 também foi de comemoração para empresa gaúcha, que fez aniversário de 25 anos, com o lançamento de um livro: “A História do ônibus em Erechim”. A obra conta a história do município, conhecido como a Cidade do Ônibus, através do desenvolvimento e crescimento da Comil na região. O lançamento do livro na cidade de Erechim ocorreu em uma sessão solene na Câmara de Vereadores no dia 15 de dezembro, com a entrega da publicação ao prefeito Paulo Alfredo Polis.

Perspectivas 2012
A Comil estima manter o bom resultado alcançado em 2011 ao longo deste ano, porém com um crescimento menos acelerado devido à antecipação das renovações de frota ocorrida com os chassis Euro 3.

Consolidando o sucesso da linha de modelos Rodoviários, a Comil ingressa em 2012 lançando o seu primeiro ônibus DOUBLE DECKER, o Campione DD, e reestilizando seu modelo Campione HD 4.05, os quais já movimentam pedidos no Brasil e em demais países da América Latina, principais mercados demandantes destes modelos de ônibus.



Comil Ônibus e Paraíba Bus

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Passagem do metrô fica mais cara a partir de domingo no Grande Recife

Valor passará de R$ 1,50 para R$ 1,60, nas linhas centro, sul e a diesel. Segundo Metrorec, passageiros terão melhorias no sistema.
Créditos: Blog Meu Transporte/Acervo

Depois de anunciado, no último dia 20 de janeiro, o aumento do preço da tarifa de ônibus no Grande Recife, com um índice de 6,5%, as passagens das linhas de metrô e trem a diesel também ficarão mais caras para os passageiros da Região Metropolitana. A partir de domingo (29), o valor passará de R$ 1,50 para R$ 1,60, nas linhas centro e sul do Metrorec e também na linha a diesel, de Cajueiro Seco até o Cabo de Santo Agostinho.

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou nesta sexta-feira (27) que a decisão do reajuste foi tomada pelo conselho administrativo da companhia, reunido no Rio de Janeiro (RJ). No Grande Recife, cerca de 260 mil pessoas utilizam o serviço diariamente.

“Com certeza, os passageiros terão melhorias. Nós estamos colocando o sexto trem para operar na Linha Sul. Vamos colocar até o final do ano o VLT [Veículo Leve sobre Trilhos] para rodar no lugar da linha diesel. Certamente, o reajuste está de acordo com os índices e é bem simbólico, devido aos custos de manutenção dos modais desse transporte e o serviço de qualidade. Nosso metrô é o mais barato do Brasil e não oferece um serviço pior”, disse a gerente regional de planejamento do Metrorec, Ângela Grangeiro.

Frota
Segundo Ângela Grangeiro, até 2014 o sistema do Metrorec ganhará novos 15 trens para atender a demanda das linhas sul e centro. O sistema operado pela linha diesel será substituído por oito VLTs, que já estão chegando à capital pernambucana e sendo testados.

G1 PE

Situação das paradas de ônibus na Avenida Pan-Nordestina é crítica


Globo Nordeste

Terminal de ônibus desativado em Paulista é usado como esconderijo por bandidos


Globo Nordeste