quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Terminal de Rio Doce passa por mudança operacional

Créditos: Henrique Matheus/Ônibus Brasil

O Terminal de Rio Doce está passando por alterações operacionais devido à realização da segunda etapa das obras de reforma. Nesta fase, o sistema viário será demolido e pavimentado desde a curva de retorno até a saída do Terminal.

Com a primeira plataforma desativada, as linhas que ocuparão as bandeira existentes são:
• Plataforma 2:  966 – Rio Doce/Circular e 929 – Alameda Paulista/Rio Doce
• Plataforma 3:  930 – Rio Doce/Dois Irmãos
• Plataforma 4:  986 - Rio Doce/Derby e 960 – Maria Farinha/Casa Caiada
• Plataforma 5:  910 – Piedade/Rio Doce

As linhas 983 – Rio Doce (Princesa Isabel), 987 – Rio Doce (Príncipe), 981 – Rio Doce (Cde. Boa Vista), 920 - Rio Doce/CDU e 978 – Loteamento Conceição/Rio Doce (PE-22) estão operando na plataforma localizada ao lado oposto da reforma.

Durante as obras o desembarque deverá ocorrer no mesmo local do embarque das linhas ou, quando possível, na área anexa às baias.

Já a estocagem se dará em área específica ou na própria garagem das operadoras. Um terceiro portão será aberto no terminal, no lado oposto à entrada, por onde se dará a saída provisória dos veículos. O Grande Recife irá disponibilizar divulgadores, para orientar os passageiros durante as obras.

Em caso de dúvidas, os usuários podem entrar em contato com a nossa Central de Atendimento ao Cliente, através do número 0800.081.0158.

Atenciosamente,
Assessoria de imprensa.

GRCT

A Marcopolo e o futebol

Times do futebol brasileiro receberam através de parcerias com montadoras ou encarroçadoras como a Marcopolo, novos ônibus para fazer o translado de seus jogadores para os estádios ou centros de treinamento. A Volkswagen e a Mercedes tem parcerias com vários times como o Grêmio de Porto Alegre e o Botafogo de futebol e regatas que receberam o modelo Marcopolo Paradiso 1200 G7 com chassis de ambas as marcas. Nessa matéria vamos mostrar ao nosso leitor e torcedor do nosso portal os ônibus de algumas equipes que receberam o mesmo modelo citado acima!!!  

Internacional de Porto Alegre

 Créditos: Marcopolo/Divulgação

Em janeiro de 2012 foi a vez do colorado de receber o seu. O modelo é o VW 18.320 EOT, com carroceria Marcopolo Paradiso 1200 G7, e conta com diversos opcionais para um maior conforto dos usuários. Ar-condicionado, calefação, kit multimídia com quatro monitores LCD, DVD e CD, mesa de jogos, geladeira, cafeteira, poltronas em couro e sanitários são alguns dos detalhes do novo transporte do Colorado. Na Seleção VolksBus, este é o primeiro ônibus a ser entregue pela Volkswagen a um clube de futebol com a nova carroceria Marcopolo G7. Para escolher a nova pintura, a torcida colorada foi convocada a votar. E foi com uma grande mobilização que os colorados elegeram, com mais de 31 mil votos, a nova cara do ônibus do Inter. 



Grêmio

 Créditos: Marcopolo/Divulgação

Em 28 de Setembro do ano passado o Grêmio de futebol porto-alegrense recebeu seu Paradiso 1200 G7 montado sobre chassi Volkswagen 18.320 EOT. O novo carro do Tricolor foi feito em uma parceria do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense com a Volkswagen Caminhões e Ônibus e a Marcopolo. O lay-out foi escolhido pelo clube.



Botafogo

 Créditos: Marcopolo/Divulgação

No mesmo período do Grêmio, o Botafogo do Rio de Janeiro recebeu o seu Marcopolo Paradiso 1200 G7 porém com motorização Mercedes-Benz O-500 RS. A Mercedes-Benz foi parceira do Botafogo na iniciativa por intermédio do ex jogador Carlos Alberto Torres. O ônibus de 35 lugares (23 para atletas e 12 para comissão técnica) apresenta diversas mordomias: poltrona semi leito, descanso para pernas, parede de separação entre jogadores e comissão além de ar condicionado. Quatro televisões, dois DVDs, duas geladeiras, cafeteira, banheiro e internet wi-fi completam a longa lista de utensílios.
Flamengo
Créditos: Marcopolo/Divulgação
 
No mês de novembro de 2012 foi a vez do Clube de Regatas Flamengo receber seu novo ônibus . A pintura do veículo foi escolhida pelos torcedores em votação que ocorreu no site da Volkswagen.

O ônibus foi fornecido por contrato de comodato com a montadora de veículos e servirá para dar mais conforto aos jogadores. O Flamengo será responsável pelo motorista, combustível e o seguro do veiculo. A Volkswagen vai pagar toda a manutenção do novo ônibus rubro-negro.

O ônibus é todo estilizado, e conta com espaço para reuniões da comissão técnica, compartimento para carteado, frigobar, poltronas de couro, televisores com tela LCD e uma poltrona para atendimento de atletas machucados.
 
Portuguesa de Desportos
 
  Créditos: Marcopolo/Divulgação

O time paulista foi o mais recente a receber seu Marcopolo Paradiso 1200 G7 no início de 2013, também com motorização Volkswagen 18.330 OT Euro V.
Times de futebol da cidade sede da Marcopolo, Caxias do Sul no Rio Grande do Sul, são patrocinados pela encarroçadora e também tem seus ônibus que receberam através de parcerias com a Marcopolo, sendo que do modelo G6 e com motorizações diferentes. O do Esporte Clube Juventude é com motorização VW e da Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul veio com chassi Scania K124.

 
 
 Portal Ônibus Paraibanos

Viajando de ônibus

 Créditos: Guto de Castro/Acervo

Na hora de viajar, trocar o avião ou carro pelo ônibus pode ser uma boa opção. A primeira vantagem é o custo. Outro ponto importante para quem pretende viajar de carro é que o ônibus é mais seguro. Você relaxa ao invés de dirigir. Pode trabalhar durante a viagem, assistir um bom filme, colocar a leitura em dia e até dormir.

A maioria das empresas brasileiras de transporte de passageiros oferece veículos modernos, bom atendimento, pontualidade, preços competitivos e segurança. Embora algumas rodoviárias já estejam modernizadas, ainda há muitas cujos serviços são precários, mas nas estradas há linhas com pontos de parada de primeiro mundo. Além disso, muitas empresas de ônibus já estão na web. Você pode checar as linhas, disponibilidade de horários e até comprar online.

Mas só viaje em empresas que operam regularmente. Dê preferência a ônibus que ofereçam cinto de segurança (obrigatório para os modelos a partir de 1999) e procure observar se o motorista está descansado e preparado para levar você com segurança ao seu destino. Qualquer dúvida procure o órgão responsável pela concessão da linha. Viagens interestaduais e internacionais estão sob fiscalização da ANTT.

Os direitos e deveres dos passageiros você pode conhecer através dos links:

:: Internacionais e Interestaduais - Fonte ANTT 


:: Linhas que Fazem Ligação entre Duas Localidades - Fonte ANTT  


Estradas.com.br/Ônibus Paraibanos 

Parada provisória é implantada na Avenida Sul

Em virtude da recuperação do pavimento da Avenida Sul, o Grande Recife desativou provisoriamente as paradas localizadas após o viaduto do Forte das Cinco Pontas. As linhas que trafegam pelo local deverão utilizar a parada provisória ao lado do Forte até a conclusão das obras.

A parada atende os usuários das seguintes linhas:

013 - Jardim Beira Rio (Pina)
101 – Circular (Conde da Boa Vista) Rua do Sol
104 – Circular (IMIP)
107 – Circular (Cabugá/Prefeitura)
116 – Circular (Príncipe)
117 – Circular (Prefeitura/Cabugá)
432 – CDU (Várzea)
521 – Alto Santa Isabel
524 – Sítio dos Pintos (Dois Irmãos)
527 – Sítio dos Pintos/IMIP (Joana Bezerra)
623 – Vasco da Gama (João de Barros)
624 - Brejo
632 – Alto do Refúgio
742 - Linha do Tiro
841 – Nova Olinda
958 – Costa Azul
972 - Bultrins
983 – Rio Doce (Princesa Isabel)
992 - Pau Amarelo

GRCT

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Metroviários ameaçam paralisar metro do Recife após prisão de Policiais Ferroviários após ação da PF

A Polícia Federal que prendeu 23 Policiais Ferroviários Federais e recolheu todas as armas, na manhã desta quarta-feira (27).

A ação não agradou a categoria e motivou todo o efetivo de 158 Policiais Ferroviários Federais a se retirar das estações do METROREC e se dirigirem até a sede da Polícia Federal, onde neste momento eles todos se “entregarão” junto com o restante dos armamentos.

Alegando ausência de segurança nas estações, os metroviários ameacem paralisar o sistema de metrô da cidade.

Segundo Augusto Lima, Presidente do Sindicato dos Policiais Ferroviários Federais em Pernambuco, essa ação é dirigida pelo Delegado da PF, Eduardo Passos, que sem mandado ou nenhum documento oficial apresentado na hora, alegou que a PFF não tem autorização para a execução de seus trabalhos portando armas de fogo e por isso deu voz de prisão aos Policiais Ferroviários que estavam de plantão nas estações.

Augusto Lima argumenta que “as prisões além de arbitrarias são injustas tendo em vista a aprovação da lei 12.462, que garante a transferência de todos Policiais Ferroviários da CBTU para o Ministério da Justiça, garantindo a nós a condição do poder de polícia”.

Com o impasse e a possibilidade das estações do metrô continuar sem seguranças, os trabalhadores do metrô coordenados pelo Sindmetro-PE, ameaçam paralisar o atendimento e fechar o sistema.

Diogo Morais, Diretor de Imprensa do Sindicato dos Metroviários, confirmou a ameaça.

“Maquinistas e funcionários das estações não se sentem seguros para trabalhar nos trens e nos caixas, sem o contingente da PFF presente. Todos os funcionários da operação já estão alertados e podem ser convocados para uma assembleia extraordinária até o final do dia”.

O presidente do Sindimetro-PE, Lenival Oliveira, que está no Rio de Janeiro acompanhando as rodadas da campanha salarial da categoria, está articulando junto ao Ministério da Justiça a liberação dos 23 PFF presos. O sindicato ainda disponibilizou aos policiais ferroviários o advogado da entidade, que já seguiu para a sede da Polícia Federal acompanhar o andamento do caso.

Blog do Jamildo

Qualificar o motorista e valorizar a vida

Dar valor ao motorista é valorizar vidas. Por conta disso, Fabet, Scania e Grupo JCA fazem parceria em curso inédito para formação de motorista de ônibus.

 Créditos: Adamo Bazani/Blog Ponto de Ônibus

Dirigir ônibus não é apenas operar um veículo de grande porte, mas é transportar sonhos, talentos, emoções e as aspirações. Transportar pessoas é uma verdadeira arte de possibilitar que as histórias, realizações e sentimentos possam se integrar com outras vidas.

Por isso, que o motorista de ônibus deve ser um profissional do volante qualificado e encontrar o equilíbrio entre ser racional, econômico e técnico com uma visão humanizada de sua função.

E a busca por este equilíbrio fundamental é um dos objetivos do primeiro curso de formação de motoristas de ônibus rodoviários da Fabet – Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte, em parceria com a Scania, com a participação do Grupo JCA, que detém importantes empresas como Auto Viação 1001, Viação Catarinense, Viação Cometa, Rápido Ribeirão Preto, entre outras. As aulas têm início no dia 15 de abril e estão disponibilizadas 25 vagas, inclusive para motoristas que ainda não estão em nenhuma viação. Informações pelo telefone (11) 4708-1784.

A Fabet atua há cerca de 20 anos na qualificação de motoristas profissionais. Com sede em Concórdia, Santa Catarina, inicialmente o trabalho da Fabet era destinado ao transportador de cargas.

Mas as necessidades do mercado e da realidade das estradas mostraram que o profissional do transporte de pessoas precisa de uma qualificação diferenciada. Assim, nesta terça-feira, dia 26 de fevereiro de 2013, a fundação apresentou seu primeiro curso de Formação de Motoristas para o Transporte Rodoviário de Passageiros, na unidade da cidade de Mairinque, no interior Paulista, que começou a atender em 2010.

A iniciativa só foi possível, segundo a entidade, por conta do apoio da Scania, que entregou, também neste dia 26 de fevereiro, um ônibus – escola para as aulas destinadas aos motoristas profissionais. Trata-se de um K 310, já com motorização que atende às exigências de restrição à emissão de poluentes com base nas normas internacionais Euro V. O veículo tem câmbio Confort Shift e carroceria Comil Campione 3.65.

A parceria da Scania com a Fabet já é de 15 anos e já rendeu ações em conjunto consideradas de destaque pelo setor. A Fabet apoia a competição Scania Melhor Motorista de Caminhão do Brasil. A Scania já cedeu 30 caminhões, além de equipamentos e ferramentais para as aulas aos motoristas.

“Atendendo agora ao setor de passageiros, formando novos motoristas que já querem estar no mercado especializados, não apenas qualificamos um profissional, mas deixamos claro à categoria, às empresas e à toda sociedade o valor que possui um motorista de ônibus que faz parte de centenas e até milhares de vidas diariamente” – disse Salete Marisa Argenton, gerente da filial da Fabet na cidade de Mairinque, em São Paulo.

Segundo ela, a Fabet já oferece os cursos de qualificação para profissionais experientes na estrada, mas que agora, o objetivo da instituição é preparar novos motoristas para uma realidade de mercado que se modernizou.

E isso é mais que necessário pela carência no mercado de bons motoristas. “Hoje, a idade média de um motorista de ônibus é entre 45 e 55 anos, ou seja, em breve, boa parte vai se aposentar. Ao mesmo tempo, faltam no mercado aproximadamente 120 mil motoristas qualificados. Muitos jovens não estão interessados mais na carreira de motorista e é nisso que precisamos estar atentos. Além de despertar a atenção para a necessidade destes profissionais e da valorização deles, temos de incentivar que mais motoristas entrem no mercado de trabalho com a competência exigida por um setor e uma sociedade cada vez mais exigentes” – explicou Salete.

Há também no mercado duas realidades que, apesar de aparentemente serem contraditórias, coexistem: ônibus com alta tecnologia ao mesmo tempo que existem motoristas com deficiências comportamentais e técnicas.

“A indústria de ônibus no Brasil evoluiu muito. Mas não basta colocar estes ônibus mais modernos nas ruas e estradas. É necessário preparar o motorista para aproveitar ao máximo toda tecnologia que os veículos oferecem para a produtividade da empresa, bem estar do próprio profissional e bom atendimento ao passageiro, que é o cliente do serviço de transporte. Por isso, a Scania apoia mais esta iniciativa da Fabet” – contou Eduardo Monteiro, responsável pelo segmento de ônibus urbanos da Scania.

“Zelar pelo motorista é cuidar da segurança nas estradas. Tanto a Scania como a Fabet têm pontos em comum em suas missões. Um destes pontos é o desenvolvimento sustentável Ou seja, crescer com responsabilidade em todos os aspectos. O bom trabalho do motorista de ônibus influencia o ambiente social onde ele atua, faz com que o ônibus funcione adequadamente e com isso, possa poluir menos, e ao mesmo tempo economize recursos, com menos gastos de combustível, pneus e manutenção” – explicou Gustavo de Andrade, da área de desenvolvimento da rede Scania no Brasil e conselheiro deliberativo da Fabet.
E a necessidade de compatibilizar o conhecimento técnico com a atuação humanizada é sentida na pele pelos transportadores de passageiros.

“Constantemente, as frotas de ônibus estão se modernizando. Assim, os motoristas de ônibus têm de possuir habilidade em lidar com as novas tecnologias. Além disso, o passageiro não quer ser apenas transportado, mas quer ser atendido. E ainda a maior queixa por parte dos passageiros é o atendimento. Por isso que apoiamos esse curso da Fabet” – disse Carlos Otávio Antunes, membro do Conselho de Administração do Grupo JCA, que detém companhias como 1001, Cometa, Catarinense, Rápido Ribeirão, Expresso do Sul, etc.

Na apresentação do curso nesta terça-feira, boa parte da plateia era composta por motoristas da Cometa.
Cada curso para formação de motoristas para o transporte de passageiros terá duração de cerca de um mês e visa unir a parte comportamental com a técnica.

Serão repassados no curso, valores como: Saber ouvir, desenvolver a atenção, a responsabilidade, a necessidade da boa comunicação e da flexibilidade, a capacidade de resolução de conflitos, desenvolver a capacidade de tomar atitude em prol da vida, a responsabilidade e a consciência do valor das marcas e o equilíbrio emocional diante das dificuldades.

Experiências anteriores da Fabet mostram resultados positivos, de acordo com a instituição: a atuação de motoristas qualificados pode reduzir em 47% os acidentes, diminuir em cerca de 15% o consumo do óleo diesel, aumentar em 10% a vida útil de um pneu, melhorar a pontualidade, elevar o nível de satisfação do cliente e aumentar a produtividade do profissional, dentro de sua carga horária e sem sacrifícios.

Para se ter uma ideia da importância do trabalho do motorista na sociedade, de acordo com a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, 75% das movimentações interestaduais se dão por estradas. Só nos serviços de ônibus interestaduais e internacionais, são transportadas anualmente, 140 milhões de pessoas.

No entanto, para que estes números fossem plenamente satisfatórios, aspectos negativos dos transportes precisam ser reduzidos. Ao ano, 40 mil pessoas morrem e 400 mil ficam feridas nas vias de todo o país. O custo financeiro disso para a sociedade e de R$ 28 bilhões anuais.

“Por isso que o motorista tem de saber de verdade o seu valor na sociedade e trabalhar de forma humanizada. Não dá para fazer uma cotação da vida como se faz de uma carga. Assim, qualificar o motorista é dar valor à vida. Afinal, não existe transporte sem o profissional do volante e o transporte é uma atividade em prol da vida” – conclui a gerente da Fabet em Mairinque, Salete Marisa Argenton.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Blog Ponto de Ônibus

Alemanha investe em ônibus elétricos com recarga na rua da Bombardier

Alemanha investe em ônibus elétricos com recarga na rua. Cidade de Mannheim terá 200 quilômetros atendidos pelo sistema desenvolvido pela Bombardier.

 Créditos: Bombardier/Acervo

Aqueles que falam que ônibus é um transporte defasado e que locais como a Europa só investem em trilhos para a mobilidade urbana precisam se informar melhor.

Os ônibus são vistos como solução modernizada em todas as partes do mundo, inclusive nas nações mais desenvolvidas e com investimentos de empresas que também atuam no indispensável setor ferroviário.
E a tendência é unir preservação ambiental com a flexibilidade e os baixos custos que só o ônibus possui.
Assim, os projetos de ônibus não poluentes começam a se tornar realidades cada vez mais presentes em cidades de todo o mundo.

A cidade de Mannheim, na Alemanha, de 314 mil habitantes, deve ter um sistema de ônibus elétricos modernos, cuja rede deve ter aproximadamente 200 quilômetros. O sistema não precisa de fios aéreos, como os trólebus tradicionais, e consegue poupar mais espaço que outros modos de transporte que, pelo intervalo reduzido entre os ônibus, terá capacidade de atendimento semelhante a outras soluções.

Para isso, ao longo do trajeto dos ônibus serão instaladas placas com campos magnéticos usadas para recarregar as baterias dos veículos a cada parada que fizerem para embarque e desembarque de passageiros.

No chassi dos veículos também haverá placas que vão receber a energia e transferir para as baterias.
Em outros países, inclusive asiáticos, há em operação serviços semelhantes. Isso deixa o sistema livre de fios e os ônibus mais leves e com melhor espaço aproveitado na carroceria. Isso porque, pelas recargas constantes, as baterias podem ser menores, em vez de o conjunto grande e pesado. Além disso, evita a necessidade de parada na garagem de 4 a 5 horas por dia para uma recarga completa de um sistema convencional.

Na prática, em seu trajeto, a autonomia do ônibus não é limitada à capacidade da bateria. Isso tudo devido à tecnologia de indução, que pode recarregar a bateria em nível suficiente num prazo de apenas 15 segundos.

Essa tecnologia, chamada de PRIMOVE, é desenvolvida pela canadense Bombardier. A Bombardier conta com a participação de universidades da Alemanha e da Bélgica e com financiamento de 3 milhões e 300 mil euros.

Após o desenvolvimento completo, os custos dos veículos e manutenção do sistema vão ser reduzidos.
Todos os ônibus da cidade devem ser desse sistema até 2014.

Pelos baixos custos por passageiro, ganhos ambientais e também no combate à poluição sonora e pelos benefícios à mobilidade urbana que o ônibus pode trazer, os investimentos não foram considerados pesados pelo governo de Angela Merkel.


Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Blog Ponto de Ônibus

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Marcopolo: lucro líquido recua 12% em 2012


Mas receita cresce 13,3%, para R$ 3,81 bilhões

 Créditos: Guto de Castro/Acervo

O lucro líquido da Marcopolo recuou 12% em 2012 na comparação com o exercício fiscal anterior, para R$ 302,4 milhões, informa a empresa em comunicado divulgado na quinta-feira, 21. Segundo a encarroçadora de ônibus, o resultado é reflexo da venda de veículos completos, incluindo chassis, que diluíram a margem da carroceria, além da retração do mercado argentino, que afetou o desempenho da Metalpar e a consolidação da Volgren, na Austrália, que também contribuíram para este resultado.

Em 2012, o lucro bruto atingiu R$ 776 milhões, 4,6% acima do registrado em 2011 ou 20,3% da receita líquida, que totalizou R$ 3,81 bilhões no período, aumento de 13,3% na mesma base de comparação. As vendas para o mercado interno geraram receitas de R$ 2,4 bilhões, leve queda de 0,4%. Do total, 71,2% vêm das vendas de carrocerias, 19,9% dos negócios Volare e 8,9% das vendas de peças, do Banco Moneo e de chassis. O EBITDA (ou Lajida, lucro antes do pagamento de juros, impostos e depreciação de ativos) alcançou R$ 439,8 milhões com margem de 11,5% em 2012 contra R$ 464,1 milhões e margem de 13,8% anotados em 2011.

A produção de carrocerias pela Marcopolo no ano passado totalizou 31.296 unidades, 0,7% inferior às 31.526 unidades fabricadas em 2011: deste total, 62,3% foram produzidas no Brasil e as demais 37,7% no exterior. As vendas ao mercado interno somaram 19.754 unidades, queda de 8,8% sobre 2011. O desempenho segundo a empresa é reflexo dos desafios que trouxe a transição da motorização Euro 3 para Euro 5, necessária para atender aos novos níveis de emissões do Proconve P7, que impactou diretamente na produção nacional de ônibus. A empresa assinala que a queda teria sido maior não fosse o investimento do governo federal na compra de 8.570 ônibus escolares do projeto Caminho da Escola por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC – Equipamentos), dos quais a Marcopolo produziu 3.911 unidades.

Já as exportações somadas os negócios no exterior atingiram receita de R$ 1,3 bilhão em 2012, aumento de 50,3% sobre os ganhos do ano anterior. Os embarques cresceram 25,9% sobre 2011, para 2.864 unidades. A empresa destaca que a desvalorização do real frente ao dólar e o incentivo do governo dado por meio da prorrogação do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para Empresas (Reintegra) até o fim deste ano permitiram que os ônibus brasileiros fossem mais competitivos no mercado internacional.

PROJEÇÕES 2013

Para este ano, a empresa apoia sua expectativa positiva no mercado interno a partir das melhores condições de crédito, aceleração da renovação de frota de ônibus, as licitações dos serviços de transporte interestadual e investimentos em infraestrutura urbana, sobretudo nos sistemas de BRT (Bus Rapid Transit), que tem garantido carteira de pedidos elevada neste início de ano. Cita ainda a prorrogação das taxas menores de juros para os financiamentos via Finame PSI do BNDES, que além da redução das taxas, manteve os prazos de até 10 anos.

A continuidade do programa Caminho da Escola e os eventos esportivos Copa das Confederações este ano, Copa do Mundo em 2014 e Jogos Olímpicos em 2016 também deverão fomentar ainda mais a demanda por ônibus, estima a empresa no comunicado.

Com relação ao mercado externo, as exportações devem seguir a retomada iniciada em 2012, com margens beneficiadas pelo câmbio mais favorável e sobre as empresas controladas e coligadas no exterior, os principais destaques de 2013 devem ser a Índia e o México, cujas produções devem crescer 22,4% e 14,6% respectivamente, sobre 2012, de acordo com os planos já divulgados.

No fim do ano passado, a Marcopolo divulgou suas expectativas de desempenho para 2013, mantidas as condições atuais de mercado, com investimentos programados em R$ 200 milhões nos negócios existentes e projeção de receita líquida de R$ 4,3 bilhões a partir da produção de 35,2 mil unidades no Brasil e nas operações do exterior.

Automotive Business

Grande Recife disponibiliza ônibus para o jogo Sport X Serra Talhada


O Grande Recife reforçará as linhas de ônibus para o jogo Sport x Serra Talhada, que acontece nesta quarta-feira (27), a partir das 20h, no Arruda. Os torcedores contarão com apoio de sete ônibus que serão distribuídos, a partir das 18h, em três terminais de integração da seguinte forma: quatro ônibus estarão no TI Afogados, dois no TI PE-15 e um no TI Rio Doce.

Após o jogo, aqueles que decidirem retornar para estes mesmo terminais, terão à disposição 11 veículos, que se encontrarão a partir das 20h no TI Joana Bezerra aguardando o fim da partida. Para mais informações, os usuários podem entrar em contato com a Central de Atendimento ao Cliente, pelo 0800.081.0158 ou no site www.granderecife.pe.gov.br.

GRCT

Locomotiva perto de sair de cena

 Créditos: Blog Meu Transporte/Acervo

O trem a díesel que a mais de meio século transporta passageiros do Cabo de Santo Agostinho até a estação do Curado, no Recife, está mais perto de sair de cena. O modelo que tem capacidade para transportar até mil passageiros será substituído pelo Veículo Leve sobre Trilho (VLT) a partir da segunda quinzena de março.

No lugar da velha locomotiva, trens mais rápidos e confortáveis. O VLT, no entanto, tem uma capacidade menor e transporta apenas 600 passageiros por viagem. A principal vantagem do VLT em relação ao trem díesel é justamente a velocidade, que possibilitará um número maior de viagens e de pessoas transportadas.
Embora a operação regular com dois VLTs tenha data prevista para março, o intervalo das viagens não será muito diferente do que acontece hoje. O tempo de espera na estação pelo trem é de 47 a 49 minutos. Já o VLT, o intervalo será de 41 minutos. “Como só existe uma linha não podemos ter dois trens na linha ao mesmo tempo.

Por questão de segurança é preciso esperar que todo o percurso seja concluído”, explicou o diretor de Operações do Metrorec, João Dueire. O tempo de viagem de Cajueiro ao Cabo é feito em 35 minutos pelo trem a díesel e de 25 a 30 minutos no VLT. “O trem díesel, além de ser mais lento tem que fazer a acoplagem da locomotiva toda vez que muda de sentido. O VLT tem direção nos dois sentidos”, revelou Dueire.

Somente com a duplicação da linha, o intervalos das viagens será reduzido para cerca de 12 minutos. “Com a linha duplicada poderemos ter mais trens em circulação. Dispomos de sete VLTs e a linha do Cabo poderá operar com quatro em 2014”, afirmou. Já o percurso Cajueiro até o Curado também terá o trem díesel substituído por um VLT.

Os planos, no entanto, é de prolongar a linha do VLT até o Terminal Integrado de Passageiros (TIP), que já é atendido pelo metrô. “Será uma linha paralela. Quem estiver em Cajueiro Seco não precisará descer na estação Joana Bezerra para seguir viagem até o TIP”, explicou o gerente de operações.

À espera do trem para o Cabo, a estudante Raissa de Oliveira Negrão, 20 anos, já teve oportunidade de fazer o percurso pelo trem a díesel e pelo VLT, que já vinha funcionando nos finais de semana. “Apesar do trem ser mais lento, ele tem uma capacidade maior. Já o VLT, a impressão é que ele fica mais apertado nos horários de pico”, revelou.

Já a dona de casa, Selma Maria da Silva, 38 anos, está otimista. “O trem a díesel é um atraso de vida. Não vejo a hora do VLT ficar de vez”, revelou. Embora esteja saindo da linha regular, o trem díesel vai funcionar como coringa. “Ele poderá ser usado quando algum VLT entrar em manutenção ou pode ser transformado em um trem turístico”, sugeriu Dueire.

O cronograma da operação regular, prevista para março, não deverá ser alterado com o incidente com dois VLTs ocorrido no sábado de carnaval. Na ocasião, o segundo trem que estava acoplado a outro para o abastecimento se desacoplou e bateu na traseira do trem que estava na frente e acabou ficando com a área frontal, também chamada de máscara danificada.

A peça, que é feita de fibra de vidro foi solicitada ao fabricante. “Temos sete VLTS e vamos iniciar a operação com dois. Esse incidente não muda em nada o nosso cronograma”, afirmou Bartolomeu Carvalho, gerente de manutenção do Metrorec.

Dois trens novos na Linha Sul

 Créditos: Luma Oliveira/Metrorec

O mês de março entram em operação dois dos 15 trens novos adquiridos pelo Metrorec na Linha Sul do metrô. A entrada dos novos trens não irá significar aumento da frota na linha, pelo menos por enquanto. Dois trens antigos serão retirados para manutenção.

Mas, segundo a gerência de Operações do Metrorec, a Linha Sul está apta a receber a demanda do Terminal Integrado Tancredo Neves, que já está pronto desde o ano passado. Mas ainda não há data confirmada pelo Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano para que o Tancredo Neves comece a operar.

Atualmente seis trens atendem a Linha Sul, nos horários de pico, desde que entrou em funcionamento o Terminal Integrado de Cajueiro Seco. Antes eram cinco. A expectativa é que o Terminal Integrado Tancredo Neves fosse inaugurado, finalmente, em março, com a chegada dos trens novos. A previsão era de aumentar a frota da Linha Sul para sete trens.

“Se houver necessidade de aumentar o número de trens na linha, nós temos todas as condições, mas acreditamos que, inicialmente, os seis trens existentes sejam suficientes para o Tancredo Neves operar”, afirmou o diretor de Operações, João Dueire.O Grande Recife Consórcio de Transportes Metropolitano informou pela assessoria que, oficialmente, não foi informada de que o metrô já está apto para atender a demanda do Tancredo Neves.

“Os terminais de Aeroporto e Cajueiro Seco foram inaugurados de acordo com o cronograma do aumento da frota de trens. O mesmo pode acontecer com o Tancredo Neves”, revelou Dueire.

O metrô do Recife tem uma frota de 25 trens e terá até 2014 um total de 40 trens para as duas linhas Sul e Centro. Três trens novos já chegaram. A expctativa é que o número de pessoas transportadas alcance cerca de 400 mil usuários com a integração do metrô com os 25 terminais de ônibus do Sistema Estrutural Integrado (SEI).

Saiba Mais
Metrô do Recife
Linha centro
14 estações
1983 – início das obras
1985 – Início da operação na estação Werneck
1986 – Início da operação das estações Coqueiral e Rodoviária
2002 – Início da operação da estação de Camaragibe
220 mil passageiros por dia
4,4 minutos de intervalo nos horários de pico
8 minutos fora do horário de pico

Linha Sul
2005 – Estação Recife/Imbiribeira
2008 – Imbiribeira/Shopping
2008 – Shopping/Tancredo Neves
2009 – Tancredo Neves/Cajueiro Seco
R$ 1,60 é a tarifa do metrô Recife, integrada ao ônibus
45 mil usuários por dia
8,5 minutos de intervalo nos horários de pico
12,5 minutos de intervalo fora do horário de pico
40 trens devem operar nas duas linhas até novembro de 2013
400 mil usuários é a previsão das duas linhas

Blog Mobilidade Urbana

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Modelos de ônibus: Ciferal Minimax

  Créditos: Ciferal/Divulgação
A Ciferal apresentava em 2003 o Minimax, seu então mais novo micro ônibus urbano destinado para o mercado brasileiro e de exportação. O veículo foi desenvolvido e construído para atender as necessidades e expectativas dos frotistas por um micro-ônibus pequeno, mais ágil que o ônibus convencional e com preço competitivo.


O Minimax possuía a identidade da marca Ciferal, com desenho moderno, linhas arrendondadas e visual limpo e leve. Com peso 300 quilos menor que o dos concorrentes e manutenção simples e fácil, o veículo destacava-se pelas caracteristicas de funcionalidade para o transporte em centros urbanos.

O novo modelo oferecia ao frotista o menor custo aliado a robustez, dando ao empresário um produto que permite tornar mais eficiente o seu negócio. 

Com o lançamento do Minimax, a Ciferal consolidava sua posição como empresa especializada no desenvolvimento e produção de modelos urbanos funcionais e robustos. O veículo tem as mesmas características que contribuíram para o rápido sucesso do Citmax (lançado em setembro de 2003 e que tinha ultrapassado á época as 1.200 marcas comercializadas em todo o país).

Outro importante fato se deve a analise que, devido à queda do número de passageiros transportados e aos diversos outros problemas que afetam o transporte coletivo nos grandes centros urbanos, como a falta de investimento em infra-estrutura e a baixa velocidade média em linhas, a necessidade de veículos menores é uma realidade brasileira, dando o destaque aos pequenos notáveis. 

Ciferal Minimax - Mercedes-Benz LO 915
Viação Montes Brancos - Cabo Frio/RJ
Créditos: Alex de Souza Cornello/Connection Bus

Menor custo e tempo de manutenção : Minimax funcionalidade ao máximo

O Minimax apresentava um novo conceito na construção de sua estrutura, mais resistente e leve que os utilizados nos mini e micro-ônibus já fabricados no país. Sua carroceria era constituída com anéis estruturais passantes em aço que envolve todo o conjunto, proporcionando maior rigidez e permitindo ganhos de redução de peso, com aumento de sua resistência torcional, comprovados em análises numéricas e dinâmicas.
 Rodolemos - Carpina/PE
Ciferal Minimax - Volkswagen 9-150 OD
Créditos: Carlos Eduardo/Litoral Bus
Ciferal Minimax: Foco para o segmento urbano
Com foco direcionado para o segmento urbano, a Ciferal registrou crescimento de 46 % nos seis primeiros meses de 2004. O aumento na produção e nas vendas da Ciferal deve-se também às mudanças realizadas na empresa, como a aplicação do sistema produtivo Marcopolo e os investimentos realizados nos processos de fabricação e no treinamento de funcionários. A especialização foi o caminho escolhido para fabricar ônibus com padrões inéditos de qualidade, avançado design e preço extremamente competitivo.
 
A empresa investiu cerca de R$ 5 milhões em sua linha de produção com 58 anos de atividades , o Ciferal Minimax foi o resultado da elevada tecnologia, onde o produto é extremamente confiável e de soluções avançadas.


O Ciferal Minimax teve sua produção descontinuada em 2009 junto com o seu "irmão" Citmax.
In Bus Transport /Ônibus Paraibanos

Transportes: transformando cidades, transformando vidas

Estudo do Banco Mundial mostra que os municípios que melhoraram a vida da população foram aqueles que escolheram priorizar o transporte coletivo. A mudança se deu nas ruas, mas também na forma como as pessoas começaram a se interagir.

Créditos: Guto de Castro/Acervo

O transporte coletivo pode transformar as cidades! A frase não vem de nenhum entusiasta ou operador de transporte público, mas é uma constatação de especialistas do Banco Mundial que realizaram diversos estudos em vários locais do planeta, inclusive em nações em desenvolvimento que registraram historicamente um crescimento urbano muito mais rápido e desordenado.

Destas pesquisas e observações foi lançado o documento: “Transformando cidades com o Transporte Público: integração entre o uso do solo e transportes para a sustentabilidade urbana”. Com base em ações concretas de diversas cidades, que implantaram modernos sistemas de mobilidade, como os corredores de ônibus do tipo BRT – Bus Rapid Transit – o documento mostra que os municípios que conseguiram melhorar a qualidade de vida de seus habitantes ou visitantes foram aqueles que tomaram atitudes para aproveitar melhor o espaço urbano.

E os transportes coletivos estão entre as ações para que o espaço nas cidades seja usado de forma democrática. A questão é de fácil entendimento: um ônibus ou uma composição de trem e metrô conseguem substituir uma grande quantidade de carros nas ruas, levando o mesmo número de passageiros e ocupando menos espaço, além de emitir bem menos poluição.

Mas os estudos foram além e mostraram as dificuldades da implantação de sistemas de transportes públicos com prioridade e a ruptura do modelo de deslocamento baseado na circulação predominante do transporte individual.

Além da necessidade de investimentos e políticas públicas, um dos grandes desafios das cidades nestes processos foi a questão cultural. A boa notícia é que apesar das dificuldades, foi possível criar não só “novas” cidades, mas novos estilos de vida. Desacostumadas a pensarem coletivamente, as pessoas quando viam os espaços dos carros diminuídos se sentiram até mesmo agredidas em sua individualidade. Mas depois que estas pessoas viram que o espaço foi melhor aproveitado, que passaram a contar com sistemas mais confiáveis de transportes públicos por não ficarem confinadas no trânsito, viram que suas vidas individuais melhoraram: em vez de horas perdidas nos congestionamentos, sobrou mais tempo para a família, estudos ou o merecido descanso. Essas pessoas começaram a interagir com outros cidadãos, elas também passaram a ter hábitos mais saudáveis, como caminhar mais. Isso tudo porque elas sentiram algo ainda incomum em muitos lugares: prazer em estar nas cidades.

Num debate realizado em janeiro entre o presidente do Banco Mundial, Jim Young Kim, e o prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, durante um painel na conferência Transforming Transportation 2013, foram levantados dados que provam que além de melhorar a qualidade de vida das pessoas, os transportes públicos foram apontados como essenciais para o desenvolvimento econômico. Isso porque, com as vias mais livres, as organizações econômicas e geradoras de emprego, renda e educação, podem ter seus bens, serviços e produtos escoados de maneira mais livre, bem como podem contar com trabalhadores mais pontuais, motivados e principalmente, descansados.

Além disso, a falta de prioridade aos transportes coletivos faz com que sejam desperdiçadas grandes quantias de recursos, cujos gastos na área de saúde, por exemplo, poderiam ser evitados.
No painel, foi mostrado que 1 300 000 pessoas morrem por ano em todo o mundo por causa de acidentes de trânsito. São gastos, mas acima de tudo, famílias inteiras destruídas em nome do culto ao automóvel. Nas cidades, hoje os automóveis são responsáveis até por 90% da poluição do ar, que também ceifa vidas. Até 2050, 70% da população mundial deve ser urbana, o que mostra a necessidade de ações rápidas.

Os especialistas defendem ações em diversas frentes, que vão desde a educação da população, o melhor aproveitamento das ruas e o entendimento que muito mais que trazer benefícios à mobilidade urbana, os transportes públicos também auxiliam no acesso a oportunidades de emprego e renda, à serviços como educação e saúde e ao bem-estar nas cidades. Portanto, muito além de vantagens expressadas por números frios, o transporte coletivo faz bem para a vida, faz bem para a natureza, faz bem para o ser humano!

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Blog Ponto de Ônibus

Agrale lança seu primeiro chassi de grande porte para ônibus

 Créditos: Vrum/Acervo

Primeiro representante da Agrale no segmento de ônibus de 17 mil quilos de peso bruto total principal do mercado brasileiro, o MA 17.0 começa a ser vendido em março. O chassi vem sendo testado desde o fim do ano passado em Belo Horizonte, em linhas metropolitanas da Viação Novo Retiro que ligam a capital mineira a Esmeraldas.

Além do preço, um dos apelos do modelo é o motor: um 7.2 MWM de seis cilindros e 225cv de potência, enquanto os concorrentes Mercedes-Benz OF-1721 e Volkswagen 17.230 OD passaram a ter motor de quatro cilindros para se adequar à legislação Proconve P-7 (Euro 5), em vigor desde janeiro do ano passado.

Em 2013, mais um modelo se juntará ao segmento: o projeto Iveco S-170, chassi equipado com motor FPT NEF 6 de 280cv que trará três opções de suspensão, incluindo pneumática (a ar), para aplicação em BRTs como o de Belo Horizonte.

Vrum

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Onde Está Você: Progresso 1167 e CRT 609


Hoje é sábado, dia da tradicional coluna "Onde Está Você". Vamos trazer para você mais uma dupla de ônibus que rodaram nas ruas e estradas pernambucanas e desvender sua atual localização.

O primeiro a aparecer na coluna de hoje é um Busscar Urbanuss Pluss, de chassi Volkswagen 17-230 EOD. Ele pertenceu à Progresso e foi adquirido em 2007, tendo recebido o prefixo 1167, Operou por muito tempo na linha interestadual Maceió X Caruaru, onde fazia o serviço pinga-pinga (que para várias vezes ao longo do trajeto). Possui 57 poltronas e o trajeto era realizado ao valor de R$ 13,50.

 Créditos: Marcos Lisboa/Ônibus Brasil

Em meados de 2011, o 1167 deixa a Progresso. Atualmente, ele é o 117 da Viação Cruzeiro, empresa que faz parte do mesmo grupo. Opera no serviço de fretamento da empresa, e as vezes aparece em alguma linha urbana.

Veja como está o 1167 atualmente:

 Créditos: Rafael Fernandes/Ônibus Brasil

Já o segundo protagonista da nossa série hoje é um Comil Svelto III, chassi Volkswagen 17-210 EOD. Ele pertencia a CRT e tinha o prefixo 609. Foi adquirido em 2006, tendo sido um dos primeiros ônibus com elevador para cadeirantes na empresa. Rodou por várias linhas.

  Créditos: Daniel Cleiton Bezerra/Ônibus Brasil

Em janeiro de 2013, o 609 deixa a CRT. Ele foi transferido para a Rodoviária Metropolitana, que faz parte do mesmo grupo, onde manteve o mesmo prefixo. Ele ganhou a pintura do SEI Alimentadora, passando a rodar nas linhas dos TIs Camaragibe e Caxangá.

Veja como ele está atualmente:

Créditos: Erick Souza/Ônibus Brasil

Vendas de ônibus sobem 44% na primeira metade de fevereiro

Alta é em relação à primeira quinzena de janeiro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o resultado é negativo.

Créditos: Marcopolo/Divulgação

Aos poucos o mercado de ônibus vai se recuperando das quedas de vendas do ano passado motivadas pela estagnação da economia brasileira e pela mudança de tecnologia de redução de emissão de poluentes que deixou os ônibus mais caros afetando os negócios das fabricantes.

Dados da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, divulgados nesta quinta-feira, dia 21 de fevereiro, mostram que em relação à primeira quinzena de janeiro deste ano, as vendas de ônibus nos primeiros quinze dias de fevereiro subiram 44,04%, mas em comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 3,36%.

Na quinzena inicial deste mês, segundo a Fenabrave, foram vendidos 1 668 ônibus. Na primeira quinzena de janeiro, foram comercializados 1 158 ônibus, mas nos 15 primeiros dias do ano passado, que foi considerado fraco, as vendas foram maiores que o período de 2013: 1 701 ônibus.

Mesmo com a queda nas comparações entre as quinzenas iniciais de fevereiro de 2013 e de 2012, a indústria e os revendedores de ônibus continuam otimistas para este ano. Fatores como a recuperação natural do mercado depois de um período fraco, licitações de sistemas rodoviários e urbanos que resultam em renovações de frota, obras de mobilidade urbana, a aproximação da Copa do Mundo de 2014 e expectativa de crescimento do setor de turismo deixam os profissionais com um ânimo maior.

Em relação aos emplacamentos da primeira quinzena de fevereiro, a distribuição por marcas de ônibus é a seguinte:
1º) Mercedes Benz: 671 unidades, com 40,23% de participação no mercado.
2º) Volkswagen/MAN: 493 unidades, com 29,56% de participação no mercado.
3º) Marcopolo (minis Volare que são vendidos integralmente): 337 unidades, com 20,20% de participação no mercado.
4º) Volvo: 48 unidades, com 2,88% de participação no mercado.
5º) Iveco (incluindo os escolares CityClass): 47 unidades, com 2,82% de participação no mercado.
6º) Agrale: 38 unidades, com 2,28% de participação no mercado.
7º) Scania: 28 unidades, com 1,68% de participação no mercado.
8º) International: 01 unidade, com 0,06% de participação no mercado.

Em relação às categorias, mantém as lideranças em seus respectivos seguimentos, os modelos:
Mini / Micro-ônibus:
  1. Mercedes Benz Sprinter 415: 137 unidades, com 40,77% de participação no mercado.
  2. Midionibus (Micrão): Mascarello – Gran Midi: 16 unidades, com 48,48% de participação no mercado.
Ônibus Urbanos:
  • Caio Apache Vip – Mercedes Benz: 166 unidades, com 23,45% de participação no mercado.
Ônibus Rodoviários:
  • Marcopolo Ideale – Mercedes Benz: 50 unidades, com 25,38% de participação no mercado.
DEMAIS VEÍCULOS:
As vendas totais de veículos, incluindo ônibus, caminhões, carros de passeio, comerciais leves, motos e implementos rodoviários registraram queda de 3,69% na comparação entre a primeira quinzena de fevereiro e a primeira quinzena de janeiro deste ano e baixa de 3,19 % se for levada em conta a primeira quinzena de fevereiro do ano passado. Foram vendidos na primeira quinzena deste mês 223 152 veículos.

No segmento de carros de passeio e comerciais leves, a baixa entre esta quinzena e a do mês passado foi de 5,44% mas em relação ao mesmo período do ano passado, a alta foi de 4,53%. Nos quinze primeiros dias de fevereiro deste ano, foram vendidos 142 947 veículos.

O segmento de caminhões teve alta de 6,54% nesta primeira quinzena em relação ao mesmo período de janeiro e baixa de 1,75% na comparação com igual intervalo de 2012. Na primeira quinzena útil de fevereiro deste ano, foram vendidos 6 355 caminhões.
Na primeira quinzena deste fevereiro, foram vendidas 64 389 motos, número 4,91% menor na comparação com igual período de janeiro e 18,46% menos que os primeiros quinze dias de fevereiro de 2012.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Blog Ônibus Brasil

Agrale inicia o ano em segundo lugar no licenciamento de chassis de ônibus

 Créditos: Agrale/Divulgação

A Agrale iniciou o ano de 2013 em segundo lugar na produção brasileira de chassis para ônibus. Segundo os dados divulgados recentemente pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a empresa licenciou, em janeiro, 635 unidades, o que representa 29,3% de participação de mercado.

Um dos pontos de destaque no desempenho registrado é o crescimento de 80,4% em relação ao mesmo período de 2012 quando foram licenciadas 352 unidades. Essa segunda posição no mercado é mais relevante ainda porque a fabricante atua apenas nos segmentos de chassis para micro e midibus, que não são os de maior volume. Outro fator a ser observado é que o mercado brasileiro de chassis caiu 16,5% neste primeiro mês de 2013.

Há 15 anos a Agrale lidera o mercado de chassis leves, mas somente este ano, com o início de comercialização do Agrale MA 17.0, é que a empresa vai ingressar no segmento de chassis de 17 toneladas de PBT do mercado brasileiro, o de maior volume de vendas.

Brasil Caminhoneiro

Grande Recife disponibiliza ônibus para o jogo Santa Cruz X Pesqueira


Os torcedores que forem assistir ao jogo Santa Cruz X Pesqueira neste sábado (23) receberão apoio do Grande Recife com veículos disponibilizados para chegar ao estádio. A partida acontece às 20h, no Arruda.

Os torcedores contarão com sete ônibus que serão distribuídos, a partir das 18h, em três terminais de integração da seguinte forma: quatro ônibus estarão no TI Afogados, quatro no TI Macaxeira, três no TI PE-15 e um no TI Camaragibe.

Após o jogo, aqueles que desejarem seguir para o TI de Afogados ou PE-15, terão cinco veículos a sua disposição na sede do antigo DNOCS, na Rua Cônego Barata. Os torcedores que preferiram retornar ao TI Macaxeira terão duas opções: três veículos estarão disponíveis no Posto 11 da Av. Norte e outros três estarão na sede do antigo DNOCS. No TI Macaxeira haverá um veículo de prontidão para retornar ao TI Camaragibe.

Para mais informações, os usuários podem entrar em contato com a Central de Atendimento ao Cliente, pelo 0800 081 0158 ou no site www.granderecife.pe.gov.br.

GRCT

Jaboatão tira de circulação ônibus sem bilhetagem eletrônica

Uma operação aconteceu na manhã desta quarta-feira (20)

 Créditos: Alexandre Gondim/JC Imagem

A Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes começou nesta quarta-feira (20) a retirada de circulação dos veículos do transporte alternativo municipal que não estiverem com os equipamentos para recebimento da bilhetagem eletrônica, o VEM. Uma fiscalização retira de circulação os ônibus que estiverem sem o aparelho.

O secretário Executivo de Trânsito e Transporte do município, coronel William Carvalho, explicou que o processo de instalação começou no ano passado e o prazo para instalação encerrou em dezembro passado.

“O prazo foi prorrogado e agora, seguindo a recomendação do MPPE, vamos começar a retirar de circulação os veículos da frota municipal que não estiverem com o equipamento. Fizemos esse acordo com os permissionários desde o ano passado”, explicou.

Atualmente o município conta com uma frota de 380 veículos. Desses, já foram detectados 60 que ainda não instalaram o equipamento.

 JC Online 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Avenida Mário Melo: Perto de tudo, longe de ônibus

Créditos: Michele Souza/JC Imagem
 
Ela é larga, tem 1,2 quilômetro de extensão, é arborizada, possui duas pistas com 14 metros de largura cada e um pavimento bem conservado, quase sem buracos. Está localizada em Santo Amaro, bairro da área central do Recife considerado uma das apostas imobiliárias da cidade. Fica perto de hospitais, faculdades, supermercados e cercada por residências. Mas tantos atrativos de pouco valem. A Avenida Mário Melo e seu prolongamento, a Rua dos Palmares, vivem isoladas, esquecidas quando o assunto é a oferta de serviços. Principalmente o transporte público. Quem trabalha ou reside na via sofre para ir e vir. Uma única linha passa por ela e, mesmo assim, com intervalos que podem chegar a 30 minutos.

A carência de transporte público na avenida não é novidade. Ao contrário, é histórica. A Mário Melo sempre foi esquecida pelo poder público. Não é de hoje. Moradores afirmam que anos atrás a via chegou a ter duas linhas de ônibus circulando por ela. Mas esse tempo passou. Atualmente é apenas uma, a linha Alto do Pascoal, que demora para passar e atende exclusivamente parte da Zona Norte da capital. Prova de que a oferta de transporte público é muito pequena no corredor é a quantidade de estações de embarque e desembarque existentes: apenas duas, unicamente no sentido subúrbio-cidade e no trecho da Rua dos Palmares.

Além de não ser contemplada com transporte público, conforme o destino, as pessoas que trabalham, moram ou precisam chegar à Avenida Mário Melo têm que caminhar até 20 minutos para conseguir pegar um coletivo. A avenida é cercada por outros corredores por onde passam 214 linhas de ônibus, operadas por 1.632 coletivos e que transportam 874 mil passageiros diariamente. Mas nenhuma dessas linhas, segundo os argumentos técnicos do Grande Recife Consórcio de Transporte, pode ser desviada para atender à Mário Melo porque não há demanda que justifique.

A ampla oferta de ônibus fica espalhada pelas Avenidas Conde da Boa Vista (o principal corredor de transporte público do Recife), Norte e Visconde de Suassuna, além da Rua do Príncipe. Algumas delas, inclusive, estão saturadas devido à grande quantidade de coletivos.

O resultado é uma lacuna de vários quarteirões que obrigam a população a caminhar bastante. Problemas de segurança, iluminação, limpeza e acessibilidade também são lembrados pelos moradores, mas é a falta de transporte público o que mais incomoda. Um contrassenso com o crescimento do bairro de Santo Amaro, que a cada dia recebe mais e mais empreendimentos imobiliários, tanto residenciais quanto comerciais – foram quase 500 alvarás de funcionamento liberados pela prefeitura nos últimos dois anos. E que tem a ocupação ordenada incentivada pelo Plano Diretor do Recife, como a isenção de outorga onerosa (incentivo para construir além do coeficiente permitido mediante contrapartida financeira do construtor). Além de ter sido alvo de ensaios urbanísticos para ser transformado em um bairro projeto piloto de mobilidade.

“Na empresa em que trabalho são 140 funcionários e mais de 90% dependem de ônibus, sofrendo todos os dias para ir e vir. Principalmente à noite. Embora existam corredores de transporte próximos, como a Avenida Visconde de Suassuna e a Rua do Príncipe, eles atendem basicamente a Zona Norte do Recife. A melhor opção é mesmo a Avenida Conde da Boa Vista e para chegar até ela levamos pelo menos 15 minutos de caminhada”, afirma o líder de abastecimento do RM Express, Marcílio Bezerra da Silva.

JC Online

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Marcopolo registra crescimento de 13,3% com receita líquida de R$ 3,8 bilhões

Receita Líquida da Marcopolo cresce 13,3% em 2012 e atinge R$ 3, 8 bilhões. Negócios no exterior cresceram 50,3% e puxaram desempenho. Mercado brasileiro ficou praticamente estável.

 Créditos: Guto de Castro/Acervo

 Créditos: Guto de Castro/Acervo


A Marcopolo registrou, em 2012, receita líquida consolidada 13,3% superior à obtida no ano anterior, e alcançou R$ 3,817 bilhões, contra R$ 3,368 bilhões do exercício de 2011. A produção consolidada totalizou 31.296 unidades, 0,7% inferior às 31.526 unidades fabricadas em 2011. Deste total, 62,3% foram produzidas no Brasil e as demais 37,7% no exterior.

As vendas para o mercado interno ficaram praticamente estáveis (R$ 2.446,3 milhões – queda de 0,4%) ou 64,1% da receita líquida total (72,9% em 2011). As exportações, somadas aos negócios no exterior, geraram receita de R$ 1.370,8 milhões, contra R$ 912,3 milhões no exercício anterior, com crescimento de 50,3%. O lucro líquido de 2012 atingiu R$ 302,4 milhões e os investimentos foram de R$ 277,2 milhões.

O desempenho no mercado brasileiro em 2012 é reflexo dos desafios oriundos da transição da motorização Euro 3 para Euro 5. A nova motorização, necessária para atender aos novos níveis de emissões de poluentes estabelecidos pela regulamentação do Conama Proconve P7, impactou na produção nacional de ônibus, que caiu 8,1% em relação a 2011, com 33.080 unidades produzidas contra 35.989. O que impediu que essa queda fosse ainda maior foi o investimento do Governo Federal brasileiro na compra de até 8.570 ônibus escolares do projeto Caminho da Escola através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC – Equipamentos), dos quais a Marcopolo produziu 3.911 unidades.

No mercado externo, as exportações da Marcopolo a partir do Brasil cresceram 25,9% em relação a 2011 e atingiram 2.864 unidades. A desvalorização do real frente ao dólar norte-americano e o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para Empresas Exportadoras (REINTEGRA) permitiram que os ônibus brasileiros fossem mais competitivos no mercado internacional.

Outro destaque foi o desempenho das operações no exterior, que contribuíram com 37,7% da produção consolidada – 11.813 unidades, com crescimento de 14,3%. As unidades controladas/coligadas da Índia e do México aumentaram suas produções em 23,0% e 27,3%.

Perspectiva 2013
A perspectiva da Marcopolo para 2013 é de crescimento, tanto no mercado brasileiro como na maioria dos países onde opera. No Brasil, as melhores condições de crédito, a aceleração na renovação da frota de ônibus, as licitações dos serviços de transporte interestadual e os investimentos em infraestrutura urbana, em especial na implementação de sistemas BRT (Bus Rapid Transit), garantem à empresa uma carteira de pedidos elevada neste início de ano. Os eventos esportivos que o país sediará, dentre os quais a Copa das Confederações em 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, bem como o programa “Caminho da Escola” do Governo Federal continuam sendo os principais fomentadores da demanda por ônibus.

Em relação ao mercado externo, as exportações do Brasil devem seguir a recuperação iniciada em 2012, com margens beneficiadas pelo câmbio mais favorável. No que se refere às controladas e coligadas no exterior, os principais destaques de 2013 devem ser a Índia e o México, cujas produções a serem consolidadas devem atingir 9.500 e 1.800 unidades, respectivamente, em relação ao ano anterior, conforme guidance divulgado pela Companhia em 19 de dezembro de 2012.

As expectativas de desempenho da Marcopolo para 2013, mantidas as condições atuais de mercado e do desempenho econômico dos países onde a companhia opera, são de atingir uma receita líquida consolidada de R$ 4,3 bilhões e produzir 35.200 ônibus nas unidades do Brasil e exterior, com investimentos programados no montante de R$ 200 milhões, nos negócios existentes.

Secco Consultoria

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Nanotecnologia amplia durabilidade e conforto em ônibus e caminhões da MAN/Volkswagen

Nanotecnologia aumenta durabilidade de ônibus e caminhões da MAN/Volkswagen. Ganho na vida útil nos coxins do motor é de 50%. Por absorver mais os impactos, tecnologia também permite mais conforto a motoristas e passageiros.

Créditos: MAN/Divulgação

A fabricante de ônibus e caminhões MAN/Volkswagen anunciou uma inovação dos veículos da marca. A empresa começou a aplicar a nanotecnologia nos coxins dos motores. A MAN diz que é a pioneira no País a usar esta tecnologia nesta peça em ônibus e caminhões. Com a solução, é possível reduzir o nível de vibração transmitida aos veículos, ampliando o conforto para motoristas e passageiros. Já a vida útil do componente pode ser prolongada em até 50%.

O coxim, neste caso, é responsável pela sustentação do motor sobre o chassi. Devido a isso, ele fica submetido a muitos impactos que se não absorvidos adequadamente podem causar uma série de problemas não só ao componente, mas a diversas partes do ônibus ou do caminhão.

A nanotecnologia atua em estruturas do tamanho de um bilionésimo de metro e por conta disso, permite uma reorganização da estrutura de átomos e moléculas. E a nanotecnologia foi a solução escolhida pela MAN/Volkswagen para aprimorar os compostos de metal e borracha do coxim.

“Oferecemos hoje na linha Advantech um componente com relação otimizada entre conforto e durabilidade, proporcionando ainda mais benefícios a nossos clientes”, destaca Gastão Rachou, diretor de Engenharia, Estratégia do Produto e Gerenciamento de Portfólio da MAN Latin America, em nota à imprensa especializada.

A tecnologia já está disponível em ônibus e caminhões da marca em circulação. O Governo Federal recentemente instituiu o CIN – Comitê Interministerial de Nanotecnologia para incentivar sua aplicação em diversos segmentos Industriais, pelos ganhos de qualidade e durabilidade que a solução pode proporcionar.
A aplicação da nanotecnologia neste componente dos ônibus e dos caminhões foi desenvolvida em dois processos da fabricação numa parceria entre a MAN Latin America e a Truck Bus, fornecedora dos coxins: na borracha e na estrutura metálica.

Com a adição de nanocompósitos, a borracha teve a estrutura alterada e pode assim absorver mais impactos, o que permite maior vida útil ao componente e menos vibração no ônibus ou caminhão. Com esta alteração na estrutura molecular da borracha foi possível alterar sua resiliência, que é a capacidade de acumular energia sem causar ruptura, deformação e perda de rendimento. Com os nanocompósitos, a borracha tem níveis baixos de termo-oxidação, que causa degeneração e perda da vida útil do componente.
Já na estrutura metálica, o componente recebe agora um banho de nanocerâmica, que permite melhor aderência à borracha e possibilita uma simplificação para a fabricação e montagem da peça, que antes passava por dois processos, sendo agora submetida a apenas um. Esse tratamento evita que a borracha desprenda do metal, o que provoca a perda do coxim e pode comprometer a vida útil de outros componentes que dependem da função da peça.

A redução dos processos, segundo a MAN, faz com que haja ganhos ambientais, já que foi eliminada uma etapa que gerava componentes nocivos aos meio ambiente, o que ocasionava preocupação na Truck Bus quanto ao manuseio e descarte destes materiais.

O uso da nanotecnologia contempla a linha de ônibus e caminhões que atendem ao Proconve P 7 – Programa Nacional de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, com base nas normas internacionais Euro V.

“Fomos além da motorização e agregamos uma série de melhorias que fazem a diferença no produto. Empregamos toda nossa expertise em engenharia para países emergentes e escolhemos as melhores soluções de tecnologia”, afirma Gastão Rachou.

O coxim do motor é montado no chassi pela Maxion, parceira da MAN no Consórcio Modular, pelo qual, fornecedores e prestadores de serviços assumem junto com a MAN Latin Ameria a responsabilidade pela produção dos veículos, o que aumenta o nível de comprometimento com o produto final por parte de todos os envolvidos na fabricação dos caminhões e ônibus.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Blog Ponto de Ônibus
 

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