segunda-feira, 31 de março de 2014

Usuário já pode acessar a internet em parada de ônibus do Recife

Parada de ônibus na pista central da Agamenom, em frente a praça do Derby, no sentido
Boa Viagem - Olinda é a primeira a ser contemplada com a rede wi-fi gratuita.
Créditos: Google Maps/Reprodução


2014 tem rendido boas surpresas no que diz respeito a integração transporte e tecnologia no Recife. O passageiro já pode conferir o horário em que seu ônibus vai passar, o itinerário completo da sua linha, entre outras informações.

E as novidades não param. A mais recente delas é a parada de ônibus equipada com wi-fi. Sim, ela existe e fica localizada aqui mesmo no Recife, mais precisamente no bairro do Derby, região central da cidade.

A iniciativa é de uma famosa marca de chicletes. Foi instalado um modem e um roteador no teto das duas paradas localizadas na Avenida Agamenom Magalhães, bem em frente a praça do Derby: uma no sentido Olinda - Boa Viagem e a outra no sentido Boa Viagem - Olinda, ambas na pista central.

Com isso, basta ter um smartphone ou tablet equipado com wi-fi para aproveitar a novidade. A rede se chama "Trident" e é aberta, ou seja, não exige que o usuário digite uma senha para se conectar. Também não é preciso pagar nada para usufruir do serviço.

Veja também:
- Usuários de ônibus do Grande Recife já podem baixar aplicativo que permite saber o horário dos coletivos

A equipe do Maxi Ônibus Olinda fez um teste do sistema nas duas paradas. A rede wi-fi foi totalmente aprovada. O sinal estava bom e permitia a navegação na internet com bastante velocidade. Claro, que não é indicado para trabalhos muito pesados, como download e execução de jogos. Mas, para dar uma checada rápida nas redes sociais, ou conferir quanto tempo o ônibus vai demorar, é o suficiente.

Ainda não há previsão de extensão do serviço para outros pontos de ônibus da capital.

Transportadores de passageiros pedem prioridade ao transporte coletivo

Créditos: Agência Estado/Acervo

Os transportadores de passageiros por terra e pelo ar se reuniram para debater os principais desafios do setor e criar uma série de propostas para superar estes entraves. O encontro ocorreu no Senado Federal nessa quinta e sexta-feira (27 e 28), durante o Fórum Nacional de Infraestrutura. O evento teve como objetivo compilar recomendações de setores para aprimorar serviços e atividades nas áreas de transporte, energia, mineração e saneamento telecomunicações.


Entre as principais dificuldades destacadas estão a elevada carga tributária e gargalos estruturais, como rodovias em más condições e ausência de vias exclusivas, que reduzem a eficiência do transporte, além da saturação dos aeroportos, que operam no limite da capacidade e acabam por provocar atrasos e gastos adicionais para as companhias aéreas. Para o setor, é preciso reduzir tributos, destinar parte dos recursos para melhorias e fixar fontes de verbas para custear as gratuidades.


Transporte urbano
Segundo dados da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), um bilhão de passageiros são transportados diariamente pelos ônibus nas cidades brasileiras. “É importante considerar a dimensão do setor e tratá-lo adequadamente”, destaca o diretor técnico da entidade, André Dantas. A proposta é criar condições para que o transporte coletivo de passageiros seja priorizado, com subvenção pública, redução de tributos (já que 30% das tarifas são para impostos) e que parte da verba seja aplicada para implementar melhorias. A ideia é que isso reduziria deficiências e ampliaria a demanda. Faixas exclusivas para ônibus, aumentando a velocidade operacional, e projetos que prevejam a integração intermodal também foram medidas destacadas por Dantas como fundamentais para reduzir problemas de mobilidade urbana.


Transporte intermunicipal e interestadual
O modal rodoviário responde por 95% da movimentação total de passageiros no país. Somente as viagens feitas entre cidades e entre estados transportam R$ 1,6 bilhão de pessoas anualmente. Apesar disso, o setor se queixa da ausência de um marco regulatório que promova mais segurança para os empresários. Segundo o superintendente da Abrati, José Luiz Santolin, a incerteza sobre contratos, destinação dos investimentos realizados. “A lei, hoje, trata de permissões nesta modalidade, quando deveria tratar de concessões ou de condições para a renovação das outorgas”, defende. Além disso, salienta que os usuários são penalizados com a elevada carga tributária: “37% do valor pago pelas tarifas corresponde a impostos”, complementa. Outro fator está relacionado ao transporte pirata: a estimativa da Abrati é que de 15% a 20% dos ônibus que prestam esses serviços são irregulares, criando uma condição injusta de concorrência e aumentando riscos para os passageiros.


Propostas serão analisadas pelos senadores
O 1º Fórum Nacional de Infraestrutura foi proposto pela Comissão de Infraestrutura do Senado. O evento ocorreu nessa quinta e sexta-feira (27 e 28), em Brasília. As propostas feitas em seis mesas-redondas com diferentes temas serão compiladas em um único documento. As sugestões poderão ser levadas ao poder Executivo ou servir como base para a elaboração de projetos de lei.

Agência CNT de Notícias

Marcopolo vende modelo de luxo para o Peru

Créditos: Canal do Ônibus/Divulgação


Liderando a fabricação de ônibus no Brasil (se somadas todas as categorias), a Marcopolo anuncia o que considera mais um importante negócio para o mercado externo. Nesta terça-feira, dia 25 de março de 2014, a encarroçadora com sede em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, informou que vendeu dez ônibus rodoviários Paradiso 1800 Double Decker (dois andares) para o Grupo Civa, um dos principais operadores de transporte de passageiros do Peru.


Um dos motivos, segundo a Marcopolo, de o Grupo Civa ter escolhido o modelo se deve à alta sofisticação do ônibus, essencial para empresas que precisam conquistar clientes num mercado cujo nível de exigência é cada vez maior: o de rotas turísticas nacionais.

As poltronas são do tipo leito, que reclinam 150 graus, e confeccionadas com espuma viscoelástica que se molda ao corpo do passageiro.

Os ônibus comprados pelos peruanos do Grupo Civa são encarroçados sobre chassi Scania K 410 6x2*4 e possuem capacidade para transportar 43 passageiros. O chassi possui o terceiro eixo direcional, ou seja, as últimas rodas também esterçam, a exemplo do conjunto da frente, o que facilita nas curvas, aumenta o raio de giro e diminuiu o desgaste dos pneus.

O Marcopolo Paradiso 1800 DD nesta configuração possui dois sanitários, sendo um em cada andar. Também fazem parte do modelo sistemas de som e de vídeo, ar-condicionado, calefação, três monitores de 15 polegadas no piso superior e outros dois de 23, sendo um no piso superior e outro no piso inferior, para melhor qualidade na reprodução de DVDs.

Em nota, a Marcopolo reafirma seus planos de faturamento e fabricação neste ano. “Para 2014, a Marcopolo tem a expectativa de atingir a receita líquida consolidada de R$ 3,8 bilhões (R$ 4,4 bilhões no padrão contábil anterior); e, produzir 20.850 ônibus nas unidades do Brasil e do exterior (33.000 unidades no padrão contábil anterior).”

Canal do Ônibus/Unibus RN

Empresa quer ser maior buscador de passagens rovodiárias do País

Créditos: Guto de Castro/Maxi Ônibus Olinda

Apostando na demanda por serviços de compra online de passagens rodoviárias, a Quero Passagem anunciou nesta terça-feira, dia 25, o início de suas operações no Brasil e a estratégia para 2014. A startup entrou em operação em setembro do ano passado e, em pouco tempo, atraiu a atenção de investidores estrangeiros, que deverão aportar cerca de R$ 1 milhão à medida que a empresa for ganhando envergadura.

“Nosso grande diferencial é a oferta não apenas de bilhetes, mas de serviços associados a boas ferramentas de marketing”, afirma Lukasz Gieranczyk, CEO e co-fundador da Quero Passagem. Em seis meses de atividade, a empresa já comercializa passagens das 30 principais empresas de ônibus do país, as quais cobrem 80% dos trechos em operação, num total de 3 mil destinos.

O portal, disponível em português, inglês e espanhol, acumula 50 mil usuários únicos e 150 mil page views mensais. Além disso, o tíquete médio comercializado hoje é de R$ 200, mas há compras em torno de R$ 2 mil para um grupo de cinco pessoas. “Esse bom desempenho é resultado da facilidade de navegação, alta visibilidade e eficiência do serviço, que permite ao cliente adquirir um bilhete em cinco minutos”, ressalta.

O pagamento é outro diferencial. O site aceita compras com cartões de crédito nacional e internacional, sem a exigência de CPF para estrangeiros, além de boletos bancários com 5% de desconto.

Para garantir visibilidade, a Quero Passagem adota o marketing inteligente online, apostando em mecanismos de posicionamento no Google com nada menos do que 16 mil palavras-chave. “Assim, esperamos fechar o ano com 500 mil usuários únicos e, até junho de 2015, alcançar 1 milhão”, declara Gieranczyk.

O próximo passo será despertar a atenção das agências de viagem e da rede hoteleira. Para tanto, a empresa criou um mecanismo de afiliação, pelo qual os parceiros colocam a oferta de passagens no próprio site, com link direto para a startup. Sobre cada bilhete vendido, ganham uma comissão. “Em 15 dias já somamos dez hotéis e cinco agências parceiras, entre os quais a Via Régia Turismo e o Hostel Brasil Butique. Temos ainda parcerias com sites de ônibus, como onibuspassagens.com.br e autoaviacoes.com.br”, revela.

De olho na Copa
Atenta às oportunidades da Copa 2014, a Quero Passagem está fechando acordos com as federações de futebol da Inglaterra, Portugal e Espanha. A ideia é comercializar bilhetes com antecedência para os visitantes que desejem circular ao redor das cidades-sedes em viagens de menos de seis horas de duração. No período dos jogos, a expectativa é que 50% das vendas sejam destinados a passageiros oriundos do Exterior. Ao longo do ano, a média deve ser de 20% de estrangeiros e 80% de brasileiros.

Turismo em Foco

sexta-feira, 28 de março de 2014

VLT do Curado quebra e causa transtornos aos passageiros


Créditos: JC Trânsito/Divulgação

O VLT que liga o Curado ao Cajueiro Seco,em Jaboatão dos Guararapes quebrou por volta das 7h desta sexta-feira (28) e os usuários ficaram mais de 40 minutos dentro do veículo  sem poder sair. De acordo com seguidores do JC Trânsito, durante o período os passageiros não tiveram nenhuma irformação sobre o que estava acontecendo.

De acordo com a CBTU, empresa responsável pelo VLT, o problema teria sido ocasionado por falhas em um dos motores quando o veículo estava a 1 quilômetro da Estação do Curado. Apesar de os passageiros afirmarem que passaram mais de 40 minutos, a assessoria da CBTU informou que em menos de 30 minutos o problema já havia sido resolvido. Um outro VLT teria empurrado o coletivo quebrado de volta ao Curado. No local, os passageiros desceram e embercaram em um outro VLT.

JC Online

Terminal de Santa Rita terá mudanças nos pontos de embarque e desembarque

Créditos: Diário de Pernambuco/Acervo


Os usuários que utilizam o Terminal de Passageiros Santa Rita devem ficar atentos as mudanças das paradas existentes no terminal. Para facilitar o deslocamento dos veículos e distribuir melhor os ônibus, além de oferecer mais mobilidade aos usuários, o Consórcio reorganizou os Pontos de Embarque e Desembarque (PEDs) do terminal. A mudança acontecerá a partir desta segunda-feira (31).

Apenas dez, dos 18 Pontos de Embarque e Desembarque (PEDs), sofrerão mudança no atendimento das linhas. As plataformas A, B e C serão extintas, dando lugar as paradas numeradas de 1 a 18. Contudo, as linhas continuam parando na mesma plataforma de antes.

Para orientar os usuários, a partir das 6h da segunda-feira (31), dez divulgadores estarão no terminal. Além disso, o Grande Recife vai substituir as placas e cartazes de informação em cada ponto de embarque e desembarque.

Confira a mudança:

A antiga Plataforma A, dará lugar as paradas e suas respectivas linhas:

Parada 12
033 – Aeroporto

Parada 13
061 – Piedade
062 – Jardim Piedade
071 – Candeias

Parada 14
013 – Jardim Beira Rio (Pina)
014 – Brasília (Conde da Boa Vista)
018 – Brasília Teimosa

Parada 15
031 – Shopping Center (Terminal Residencial Boa Viagem)
044 – Massangana (Boa Vista)

Parada 16
168 – TI Tancredo Neves (Conde da Boa Vista)
121 – Vila da Sudene

Parada 17
191 – Recife/Porto de Galinhas (Nossa Senhora do Ó)
195 -  Recife/Porto de Galinhas (Opcional)

Parada 18
212 – Jardim São Paulo
242 – Pacheco
243 – Vila Dois Caneiros

A antiga Plataforma B, dará lugar as paradas e suas respectivas linhas:

Parada 09
200 – Jaboatão (Parador)

Parada 10
167 – TI Tancredo Neves (IMIP)

Parada 11
107 – Circular (Cabugá/Prefeitura)


A antiga Plataforma C, dará lugar as paradas e suas respectivas linhas:

Parada 01
100 – Circular (Conde da Boa Vista/Prefeitura)
101 – Circular (Conde da Boa Vista/Rua do Sol)
107 - Circular (Cabugá/Prefeitura)
116 - Circular (Príncipe)
117 - Circular (Prefeitura/Cabugá)

Parada 02
958 – Costa Azul
992 – Pau Amarelo

Parada 03
972 – Bultrins
983 – Rio Doce (Princesa Isabel)

Parada 04
411 – Estrada dos Remédios
611 – Alto José do Pinho
612 – Morro da Conceição
644 – Largo do Maracanã

Parada 05
621 – Alto Treze de Maio
624 – Brejo
632 – Alto do Refúgio

Parada 06
532 – Casa Amarela (Cabugá)
717 – José Amarino dos Reis (PCR)
742 – Linha do Tiro

Parada 07
412 – San Martin (Largo da Paz)
432 – CDU (Várzea)

Parada 08
185 – TI Cabo
527 – Sitio dos Pintos/IMIP (Joana Bezerra)


GRCT

Obras das estações de BRT avançam na Av. Dantas Barreto



 Créditos: Divulgação

A construção das estações de embarque e desembarque de passageiros da Av. Dantas Barreto chegam a reta final. A obra, que integra o Corredor Exclusivo de Transporte Rápido de Ônibus do eixo Norte/Sul, começa a ser concluída neste sábado (29).

Para a finalização das obras, a pista oeste da Av. Dantas Barreto, no trecho compreendido entre a Praça da República e a Rua Siqueira Campos, será interditada. Com isso, quatro linhas de ônibus que trafegam pelo local terão alteração de itinerário.

As linhas 425 – Barbalho (DETRAN), 812 – Sítio Novo (Av. Norte), 821 – Jardim Brasil I (Estrada de Belém) e 823 – Jardim Brasil II (Estrada de Belém) passarão a fazer o seguinte trajeto: Ponte Princesa Isabel, Rua do Sol, Praça da República, Rua do Imperador Pedro II, Rua Siqueira Campos, Rua Cleto Campelo, Av. Guararapes, Ponte Duarte Coelho...

Com a mudança, as linhas 812, 821 e 823 deixarão de atender as paradas de nº 180205, nº180206 e nº180207, respectivamente, situadas na Av. Dantas Barreto. Essas linhas passarão a ter como ponto de retorno a parada nº 180267, localizada ao lado no Cartório de Protestos do 1º Ofício, na Rua Siqueira Campos.

Para mais informações o usuário dispõe da Central de Atendimento ao Cliente, no 0800.081.0158. 


GRCT

quinta-feira, 27 de março de 2014

BRT será testado sem passageiros

Créditos: Annaclarice Almeida/Diário de Pernambuco


Faltando dez dias para o início dos testes do sistema de BRT (Bus Rapid Transit) no Recife ainda há muitas pedras no caminho. O atraso no cronograma das obras obrigou, mais uma vez, uma mudança de tática na operação do sistema pelo Grande Recife Consórcio de Transporte. A ideia de iniciar os testes no dia 4 de abril permanece, mas sem os passageiros e sem parte das paradas. Ontem, duas equipes técnicas do Grande Recife embarcaram para Belo Horizonte e Rio de Janeiro para verificar de que forma se deu a operação nas duas cidades. Mas já há duas definições antes mesmo da conclusão da visita: não haverá mais uma segunda fase, que estava prevista para o dia 26 de abril, e em maio não entrará todo o sistema em operação, mas apenas  uma linha.

As mudanças adotadas na operação têm relação direta com o ritmo das obras. Não há como os testes serem iniciados com os passageiros se o trecho previsto para a primeira etapa, no dia 4 de abril, entre o Hospital Getúlio Vargas, na Avenida Caxangá, e a Avenida Conde da Boa Vista, não dispõe, ainda, de todas as estações. O terminal ao lado do Getulio Vargas não está concluído. No sentido Centro, a situação piora. A estação da Benfica ainda não tem sequer alicerce e, na Avenida Conde da Boa Vista, as seis estações estão sendo construídas fora do padrão BRT e de forma improvisada, enquanto o projeto do município não fica pronto. Segundo o Grande Recife, as seis estações da Boa Vista serão concluídas até o fim de abril.

A segunda etapa da operação que ocorrerá em maio com passageiros, sem data definida, será feita com apenas uma linha. A assessoria do Grande Recife não informou qual linha será escolhida para iniciar a operação do Leste/Oeste. A única informação é que as linhas restantes serão incorporadas aos poucos ao sistema. No corredor Norte/Sul, a situação não é diferente. O trecho que entrará em testes no dia 4 de abril, também sem passageiros, entre o Terminal da PE-15 e a Avenida Dantas Barreto, também está com estações em obras no Parque Memorial Arcoverde, na Cruz Cabugá, na Rua Princesa Isabel e na própria Dantas Barreto, sem falar nas estações em outros pontos do Centro que serão usadas no retorno das linhas. O Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano decidiu não dar mais datas para as inaugurações dos terminais da 3ª Perimetral, Joana Bezerra. O cronograma anterior previa que eles iriam entrar em operação no dia 26 de abril.

Saiba mais

1ª fase do Corredor Leste/Oeste
- Da estação do BRT em frente ao HGV (Caxangá) até a Conde da Boa Vista
- 13 ônibus do BRT vão iniciar os testes sem passageiros

Trecho ainda em obras da 1ª fase no Leste/Oeste:
- 1 estação do BRT na Benfica (início das obras)
- 6 estações do BRT na Avenida Conde da Boa Vista

1ª fase do Corredor Norte/Sul
- Do Terminal da PE-15 até a Avenida Dantas Barreto
- 14 ônibus vão operar na 1ª fase sem passageiros

Trecho ainda em obras da 1ª fase no Norte/Sul
- Estação do Parque Memorial Arcoverde
- Estações da Avenida Cruz Cabugá
- Estação da Rua Princesa Isabel
- Estações da Avenida Dantas Barreto

Como deverão ser os corredores

Leste/Oeste

1 - Camaragibe - Centro do Recife
12km de extensão
22 estações
126 mil passageiros/dia
R$ 145 milhões de custo
30 minutos será o tempo estimado de redução no percurso

Norte/Sul

2 - Igarassu - Centro do Recife
33 km de extensão
33 estações
300 mil passageiros por dia
R$ 151 milhões de custo
30 minutos será o tempo estimado de redução no percurso

Diário de Pernambuco

Passageiro que caiu de ônibus em movimento vai receber R$ 40 mil

Créditos: Guto de Castro/Maxi Ônibus Olinda

A Empresa Metropolitana foi condenada a indenizar, a título de danos morais, um passageiro que caiu de um de seus ônibus. O acidente aconteceu logo após a porta traseira ter sido aberta enquanto o coletivo estava em movimento. O passageiro vai  receber R$ 40 mil.

A decisão foi proferida pelo juiz da 27ª Vara Cível do Recife, Carlos Gonçalves de Andrade Filho, e publicada no Diário de Justiça Eletrônico. As partes ainda podem recorrer.

Sobre o valor da indenização, incidirão juros de mora, a contar da citação, e atualização monetária, a partir da data da sentença. A empresa ré ainda deverá arcar com os honorários advocatícios fixados em 20 % sobre o valor da condenação.

O acidente aconteceu no dia 7 de julho de 2011, em frente à entrada do bairro da Muribeca. O homem estava no ônibus que fazia a linha Curado IV/Barra de Jangada. Segundo ele, por causa da superlotação, ficou imprensado à porta traseira, que se abriu de repente, enquanto o veículo estava em movimento. Por causa disso, a vítima caiu do veículo e sofreu diversas lesões pelo corpo, ficando impossibilitado de trabalhar durante cinco meses.

Em sua defesa, a empresa alegou que os fatos não foram narrados de forma lógica, pois a vítima não informou o número de ordem do coletivo, nome do motorista e cobrador nem a placa do veículo envolvido no acidente. Afirmou, ainda, não existir registro internos da empresa sobre o fato.

Na sentença, o juiz Carlos Gonçalves de Andrade Filho salientou a impossibilidade da vítima levantar as informações citadas pela ré, porque estava ferido. "Cumpre ainda frisar que não é possível uma pessoa buscar informações sobre o veículo o qual se acidentou, estando estendida no chão, com sérias lesões pelo corpo, inclusive na cabeça, e a espera de cuidados médicos. Logo, encontra-se congruente a narrativa do fato pelo autor."

Diário de Pernambuco

segunda-feira, 24 de março de 2014

ANTT adia mais uma vez leilão de linhas interestaduais

Créditos: Guto de Castro/Acervo


O leilão das linhas de ônibus interestaduais foi adiado novamente pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e não há data para que o processo seja retomado. O leilão estava programado para ocorrer entre os dias 28 de maio e 6 de junho na BM&FBovespa, em São Paulo. Discussões na Justiça, no entanto, estão sistematicamente impedindo o governo de avançar nessa proposta.
A nova paralisação do leilão foi anunciada nesta sexta-feira (20), com a publicação no Diário Oficial da União do Comunicado Relevante nº 15. Nesse comunicado, a ANTT informa que "a comissão de outorga do edital de licitação nº 1/2013 para permissão dos serviços regulares de transporte rodoviário coletivo interestadual de passageiros, sem caráter de exclusividade, operados com ônibus do tipo rodoviário, comunica que, em virtude de ações judiciais em andamento que impactam no referido edital, a licitação se encontra sobrestada". Alterações no cronograma serão "oportunamente divulgadas".

O edital para esse leilão chegou a ser divulgado pela ANTT, prevendo a redistribuição de 2.109 linhas divididas em 54 lotes, com previsão de investimentos da ordem de R$ 23 bilhões. Também chegou a ser anunciado cronograma da licitação. Para o final de janeiro, por exemplo, estava prevista a fase de recebimento dos envelopes com garantia da proposta, comprovação de frota, documentos de qualificação, proposta econômica escrita e plano de negócios, o que acabou não ocorrendo.

Até pouco tempo atrás, o governo trabalhava com a ideia de promover essa licitação das linhas dos ônibus interestaduais entre maio e junho deste ano. Um dos atrasos foi causado por uma liminar concedida em Mandado de Segurança movido pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo (SETPESP). Esse sindicato argumentou, ao pedir a suspensão do leilão, que o edital da ANTT desrespeitou regras da Lei nº 8.666/1993, a "Lei das Licitações". A Advocacia-Geral da União (AGU), no entanto, conseguiu derrubar no dia 23 de janeiro a liminar que impedia que a proposta avançasse. Agora, no entanto, o leilão das linhas de ônibus interestaduais têm sido alvo de novas ações regionais.

Estadão

Volvo lança linha de ônibus para mercados em desenvolvimento

Créditos: Volvo/Divulgação


A Volvo está lançando a linha de ônibus UD que, segundo a montadora, foi desenvolvida especificamente para atender mercados em desenvolvimento. Inicialmente, as unidades serão comercializadas na Índia, já a venda em outros países ocorrerá nos próximos anos. A linha de ônibus terá modelos rodoviários e urbanos.

“Atualmente, a marca de ônibus UD é forte no Japão e nos mercados do Sudeste Asiático. Agora, renovamos e adaptamos o ônibus para o mercado indiano e outros mercados em crescimento”, afirma Akash Passey, vice-presidente, das operações de ônibus do Grupo Volvo, responsável pelos mercados internacionais, inclusive a Ásia.

A produção terá início em Bangalore (Índia) ainda este ano. A planta de ônibus UD no país também servirá como núcleo de exportação futuramente.

A linha UD será desenvolvida aproveitando a rede de engenharia global do Grupo Volvo. Na Índia, receberá o suporte da rede de distribuição do Grupo Volvo para o fornecimento de serviços e peças.
“Da mesma forma que fizemos para nosso negócio de caminhões, estamos posicionando nosso ônibus de acordo com os segmentos de clientes de modo a cobrir o máximo do mercado acessível que for possível”, explicou Olof Persson, Presidente e CEO do Grupo Volvo.

O Grupo Volvo faz parte do mercado indiano desde 2001. Atualmente, cerca de 5 mil ônibus rodoviários e urbanos Volvo circulam nas ruas e estradas da Índia.

Transporta Brasil

sábado, 22 de março de 2014

Mais um aplicativo de localização de ônibus está disponível na internet

Créditos: BusOn/Divulgação


Saber de informações como o tempo que vai passar na parada esperando o ônibus, ou o nível de lotação do coletivo, são importantes para o usuário do transporte público. Vários aplicativos para celular tem sido desenvolvidos com esse propósito. No Recife, além do Cittabus, lançado no mês passado, outra ferramenta está disponível na internet: o BusOn.

Desenvolvido por estudantes do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (CIN-UFPE), o aplicativo foi lançado no último dia 14. O BusOn permite ao passageiro a localização em tempo real do ônibus, além de visualizar os níveis de lotação e permitir a interação entre usuários, através de comentários e troféus por participação.

O aplicativo está em fase de testes e já disponibiliza dados de outras cidades, além do Recife. Por enquanto, o BusOn está disponível apenas na plataforma Android. Mas, segundo os idealizadores do projeto, já existe uma movimentação para o lançamento da ferramenta para aparelhos iOS.

Confira o vídeo de divulgação do BusOn:


Os impactos da imobilidade

Créditos: Agência Estado/Acervo

Um dos maiores desafios dos grandes centros urbanos brasileiros chama-se mobilidade e suas consequências nas vidas do habitantes dessas regiões. O resultado pode ser visto na composição entre os dados da última pesquisa realizada pelo Instituto Akatu – “Rumo à Sociedade do Bem-Estar” -, com dados do Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – e do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –, com significativos impactos negativos decorrentes da imobilidade que tomou as grandes cidades pelo Brasil. O levantamento mostra o tempo médio gasto em deslocamento nas nove regiões metropolitanas (Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Brasília) é de 82 minutos e que, caso esses 82 minutos diários fossem zerados e convertidos em horas trabalhadas, haveria um ganho de produção na ordem de R$ 300 bilhões ao ano, o que representa 7,3% do PIB brasileiro.

Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, analisou que a mobilidade urbana é um dos temas prioritários da agenda em prol de uma sociedade do bem-estar com estilos mais sustentáveis de vida. Para ele, cidades onde o deslocamento de seus moradores é feito por meio de serviços de transporte e infraestrutura de má qualidade geram impactos negativos em todos os aspectos: social, ambiental, econômico e individual. Ainda, segundo Mattar, do ponto de vista ambiental, o modelo de transportes urbanos é de baixa eficiência energética, com alta emissão de carbono – contribuindo para as mudanças climáticas – e alta geração de poluentes, trazendo prejuízos à saúde de todos.

O executivo lembrou que um cidadão desgastado pelo longo deslocamento em sistemas de transporte com má qualidade chega ao trabalho já cansado e, por isso, acaba produzindo menos. Um gasto menor de tempo de deslocamento não significa mais horas de produção, mas certamente significa maior produção nas horas trabalhadas. Para o Akatu, o tempo economizado com uma melhor mobilidade urbana poderá retornar em qualidade de vida para cada cidadão, podendo ser convertido em práticas de cuidado consigo próprio, pelo maior tempo para praticar exercícios, para dormir, para o lazer, e para atividades de desenvolvimento pessoal e profissional.

Em sua pesquisa de 2012, o instituto destaca que a população das regiões urbanas preferem com nota 8, em uma escala de 0 a 10, a mobilidade com rapidez, conforto e segurança, em relação a ter um carro próprio, que recebeu nota 4.

Nessa linha de raciocínio, o transporte coletivo organizado e com prioridade, ressaltando os serviços de ônibus feitos em corredores segregados do tipo BRT (Trânsito Rápido de Ônibus), podem ser os grandes diferenciais nas propostas urbanas por um desenvolvimento equilibrado, com sustentabilidade, aplicando-se projetos altamente eficientes, com desempenho, acessibilidade, informação, marketing e controle operacional.

O momento é propício para uma virada de mesa nos modelos de transporte atuantes nas cidades, objetivando um modal coletivo em detrimento ao individual. Resta a sociedade e os governantes aceitarem que todos sairão ganhando e serão beneficiados pela transformação do espaço público em prol da mobilidade.

Revista Auto Bus

Scania conquista em 2013 o melhor ano de sua história no Brasil

Créditos: Guto de Castro/Maxi Ônibus Olinda

O ano de 2013 foi histórico para a Scania. A empresa bateu seu recorde de emplacamentos de caminhões e ônibus desde que chegou ao País em 1957, com 20.824 unidades, e liderou a categoria dos pesados. Além disso, viu o R 440 ser o caminhão mais registrado não apenas entre os pesados, mas também de toda a indústria, bem como foi a responsável pelo maior crescimento nos semipesados e atingiu volume histórico nos veículos fora de estrada. O Brasil se tornou, mais uma vez, o principal mercado para a venda de caminhões, chassis de ônibus e peças da Scania no mundo.

"A Scania vem se destacando por oferecer soluções de vendas de transporte de carga e de passageiros com veículos e serviços integrados que proporcionam superior economia de combustível, produtividade, rentabilidade e baixo custo operacional", afirma Eronildo Santos, diretor de Vendas de Veículos da Scania do Brasil. "O transportador está cada vez mais profissionalizado e acompanhamos as demandas dos clientes com melhorias continuas nas linhas de produtos, serviços, no treinamento e segmentação da força de vendas e na reestruturação, ampliação e padronização da rede de concessionárias. Vivemos em um novo mercado."

A Scania foi a fabricante que obteve o maior incremento de emplacamentos no mercado total de caminhões. Foram registradas 19.698 unidades entre semipesados e pesados, que geraram alta de 77,8% sobre o montante de 11.078 relativo a 2012. Nesse caso, a participação subiu de 8% para 12,7% dentre todas as categorias da indústria. 

Se forem levadas em conta apenas as faixas de atuação da marca, o mercado acima de 16 toneladas de capacidade máxima de tração (CMT), a fatia da Scania subiu de 12,7% para 19%, e o índice de alta, de 77,8% ante 2012, também configurou o maior entre os concorrentes.  

Alta de 8,6% nos registros de chassis de ônibus
A Scania emplacou em 2013 um total de 1.126 chassis de ônibus entre urbanos e rodoviários. O crescimento na faixa urbana foi de 43% (113 unidades) e na rodoviária de 5,7% (1.013 produtos). 

Na linha urbana, o destaque são os modelos de motor dianteiro. No ano passado, a marca realizou o Scania Experience para promover a nova faixa de atuação e passou por 23 cidades. A partir de então, a procura pelos clientes vem aumentando. Clientes tradicionais como o Grupo Rosa, que adquiriu 40 unidades para renovar a frota urbana de Itapetininga (SP), o Grupo Jundiá (21 unidades), a JSL com 24 produtos, e o Grupo Boa Esperança, que comprou 22 modelos para atuar em operações no norte do País, são exemplos da crescente aceitação dos produtos F 250.

No mercado rodoviário, destaque para a venda ao Grupo Gontijo de 102 unidades do K 400 6x2. Foi o primeiro lote de modelos Euro 5 vendido a este cliente. Todos os chassis foram equipados com caixa automatizada Scania Opticruise, freio auxiliar Scania Retarder e freios EBS.

Scania

MAN fornecerá 52 ônibus híbridos à Suécia

Créditos: Divulgação


A companhia de transporte público Keolis Sverige AB, de Estocolmo (Suécia), adquiriu recentemente 181 novos ônibus da marca alemã MAN Truck & Bus, sendo 52 do modelo Lion´s City híbrido. O restante será composto por unidades articuladas e convencionais, movidos a gás natural e também a diesel, todos com tecnologia Euro 6 em seus propulsores.

Os novos veículos da Keolis irão operar em rotas urbanas na capital sueca, como em linhas suburbanas no entorno da cidade. A empresa sueca possui um amplo programa que ressalta a importância do transporte com baixos níveis de emissão poluente, utilizando para isso combustíveis renováveis, como o biodiesel e o biogás.

De acordo com a MAN, o desempenho operacional de seus modelos urbanos foi fundamental na escolha da operadora de Estocolmo, destacando o baixo consumo de energia, tanto nas unidades convencionais, como nos ônibus híbridos, que apresentam uma redução de 30% na utilização de diesel e igual volume nas emissões poluentes. Os veículos iniciarão suas operações a partir de junho deste ano.

Revista Auto Bus

Polomex finaliza primeiros Gran Viale a GNV

Créditos: Revista Via Libre/Divulgação

Na última edição da Expo Foro, principal mostra de ônibus do México que aconteceu recentemente, a Polomex, joint-venture entre a Mercedes-Benz do México e a brasileira Marcopolo para a produção de ônibus naquele país, apresentou oficialmente o modelo urbano Gran Viale movido a gás natural veicular (GNV). Equipada com o propulsor da Cummins ISL-G (EEV), com seis cilindros e 250 cv de potência e ainda piso baixo, a versão é parte de um projeto que tem como objetivo oferecer mais uma alternativa de combustível sustentável para o mercado mexicano e assim, colaborar com a preservação do meio ambiente.

De acordo com a diretoria da Marcopolo, o México acredita nos benefícios proporcionados pelo uso do gás natural na tração dos ônibus urbanos ao priorizar, como faz a Europa, a utilização de combustíveis alternativos. Para a encarroçadora, o gás natural representa segurança, conforto, menor custo de manutenção e maior durabilidade.

Ainda como diferenciais, o Gran Viale conta com 12,20 metros de comprimento e sistema de freios a disco e transmissão automática ZF Ecolife. Dentro de em breve as unidades entrarão em testes em diversas operadoras mexicanas.

As empresas ainda foram agraciadas com o prêmio de melhor estande, na categoria montadoras, presente na feira.

Revista Auto Bus

sábado, 15 de março de 2014

Paris oferece transporte público gratuito contra poluição

Créditos: Divulgação


Todos sabem que a principal fonte geradora de poluição nas cidades é a grande quantidade de veículos individuais, que além de proporcionalmente emitirem mais poluentes no ar, ocupam de maneira inadequada o espaço urbano.


O problema não é típico apenas das cidades de países em desenvolvimento.  Em Paris, por exemplo, há vários dias são registrados níveis máximos de poluição acima dos tolerados pela OMS – Organização Mundial da Saúde.


Os níveis de PM 2,5 (partículas com até 2,5 microgramas) e de PM 10 (partículas de até 10 microgramas) são os mais perigosos para a saúde. Estas partículas entram rapidamente na corrente sanguínea e passam com mais facilidade pelos filtros naturais que o organismo possui. Por causa disso, desta sexta-feira, dia 14 de março de 2014, até domingo à noite, dia 16, as autoridades francesas vão bancar plenamente os custos dos transportes públicos que não terão cobrança de tarifa.


A redução no número de veículos particulares nas ruas nestes três dias pode diminuir os níveis críticos de poluição de maneira emergencial, mas o intuito principal é ir criando uma cultura em prol do uso do transporte coletivo que traz vantagens ambientais. Um ônibus e composições metroferroviárias podem transportar a mesma quantidade de passageiros que vários veículos, ocupando espaços menores e gerando muito menos poluição.


Ao menos 30 departamentos franceses tiveram nível máximo de poluição decretado. O ministro francês da Ecologia, Philippe Martin, chegou a considerar a qualidade do ar como “uma emergência e uma prioridade para o Governo”.


Além de Paris, cidade de Caen, no norte, e Reims, no nordeste, também oferecem transporte público gratuito neste período.  Os níveis de poluição de Paris se assemelharam aos de Pequim, na China, uma das cidades mais poluídas do mundo, e já interferem até na Bélgica.


A ação as autoridades francesas mostra a urgência para o incentivo ao transporte coletivo como solução mundial para o meio ambiente.


Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Blog Ponto de Ônibus

Falta de respostas desestimula usuários de ônibus


Créditos: Guto de Castro/Acervo

Ônibus que demoram a passar. E, quando passam, transportam mais passageiros que o limite recomendável, razão usada como justificativa para que os motoristas não parem nos pontos onde usuários esperam, em alguns casos, por quase uma hora. Ou param, mas apenas para deixar descer alguns passageiros, não permitindo o embarque de mais ninguém – o que acaba por amenizar o desconforto de quem viaja espremido, de pé, em ônibus velhos e malcuidados: não raro, quebram no meio do caminho.

As reclamações acima são as de quem usa o transporte público, sobretudo ônibus. Acabam por desencorajar o uso dos meios coletivos, estimulando quem pode a optar por carros que vão congestionar as ruas das cidades brasileiras, gerando impactos para a qualidade de vida e economia. Segundo pesquisadores do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), os usuários já estão habituados aos transtornos. E, por isso, não exigem que o Poder Público fiscalize e puna as empresas concessionárias que não oferecem serviço de qualidade.

“Muitas pessoas acham que reclamar não faz sentido. Por isso, o número de reclamações registradas [pelos órgãos públicos de fiscalização] não dá conta da realidade”, disse à Agência Brasil João Paulo Amaral, coordenador da pesquisa Transporte Público, Insatisfação Coletiva, divulgada pelo Idec em setembro de 2013.

“As manifestações do ano passado indicam que a população [percebe] que os problemas não são resolvidos. Daí as pessoas terem ido às ruas: para reclamar de forma mais enfática”, acrescentou Amaral. Ele considera que os  canais criados para receber as queixas e sugestões de usuários do transporte público, como as ouvidorias e serviços de atendimento das empresas de ônibus costumam ser de difícil acesso aos que não têm tempo sobrando e que, na maioria das vezes, não estão aptas a dar uma resposta satisfatória aos reclamantes.

“Nós mesmos, do Idec, ao fazermos a pesquisa e acionarmos um desses serviços na condição de usuários, não recebemos orientações claras, como, por exemplo, o que fazer para obter as passagens de volta”, disse o pesquisador.

As considerações de Amaral fazem eco às queixas de muitos usuários. Em Brasília, por exemplo, a assessora Adriana de Araújo Alves já recorreu ao DFTrans em duas ocasiões. Na mais recente, no último dia 24, registrou queixa contra a empresa Riacho Grande. Na véspera, ela já havia telefonado diretamente para a companhia de ônibus, se queixando de um motorista que arrancou com o veículo antes que ela tivesse tempo de embarcar.

“Ele nem bem tinha parado no ponto, ainda estava em movimento, abrindo a porta, quando eu me virei para me despedir de um amigo. O motorista voltou a acelerar e foi embora enquanto meu amigo gritava para ele parar”, contou Adriana à reportagem. “Peguei outro ônibus que vinha atrás. A certa altura, os dois ônibus ficaram lado a lado e eu perguntei ao motorista, pela janela, porque ele tinha feito aquilo. Ele respondeu de maneira bem mal educada que tem horário a cumprir e que se eu quisesse namorar devia apanhar um táxi. Como se estivesse me fazendo um favor”, acrescentou a assessora.

“Em agosto, eu já tinha reclamado ao DFTrans que os motoristas estavam passando direto no mesmo ponto de ônibus [localizado em área nobre de Brasília]. A atendente me garantiu que eu receberia uma resposta por e-mail, mas até hoje nada recebi. Como acabei perdendo o número do protocolo, não consigo saber o resultado da primeira queixa”, contou a assessora, que não crê em qualquer punição para a companhia de ônibus. Ainda assim, decidiu registrar a nova reclamação. “É o único meio que tenho para tentar forçar uma solução. Mesmo que não tenha uma resposta, minha reclamação ficará registrada”. O DFTrans informou à assessora que demoraria no mínimo 15 dias para lhe dar uma resposta. Já a Riacho Grande prometeu lhe dar um retorno no mesmo dia (23), mas até hoje não houve contato.

“O mais emblemático nisso tudo é o fato de o transporte público não ser tratado como um serviço cuja qualidade o Poder Público deve garantir. Em outros setores, como o transporte aéreo, por exemplo, os consumidores recebem uma resposta. No transporte público, porém, falta até estímulo para que os usuários reclamem”, concluiu Amaral. Para o pesquisador, os órgãos públicos deveriam usar as reclamações para melhorar o sistema de transporte público e também para saber se uma empresa está prestando um bom serviço. “Obviamente, nenhum governo vai conseguir resolver uma a uma as muitas reclamações, mas é importante que haja um procedimento de cobrança que resulte na melhoria da qualidade do serviço prestado”, concluiu Amaral.

Agência Brasil

sexta-feira, 14 de março de 2014

Testes com ônibus BRT serão feitos no dia 4 de abril

Créditos: Tereza Maia/Diário de Pernambuco


O primeiro sistema BRT (Bus Rapid Transit) pernambucano entra em teste no dia 4 de abril. Essa é a data que o governo do Estado está trabalhando para o início da operação-teste dos Corredores Norte-Sul – que liga o município de Igarassu, no norte da Região Metropolitana, ao Centro do Recife –, e Leste-Oeste, interligando a Zona Oeste à área central da capital. Ainda não será a operação comercial. Serão apenas testes, sem o transporte de passageiros. A população só poderá experimentar o novo sistema a partir de 17 de maio, se tudo der certo.

Ainda há muito para ser feito e quem circula pelos dois corredores duvida que o tempo seja suficiente para os planos do governo do Estado. Mas essas são as datas apontadas oficialmente pelo Grande Recife Consórcio de Transporte. “A primeira data trabalhada era o dia 29 de março, mas dependemos da chegada dos veículos BRT, que foram comprados pelos operadores e estão sendo finalizados. Por isso temos como opção o dia 4”, diz o presidente do Grande Recife Consórcio, Nelson Menezes. Os BRTs comprados pelos futuros operadores dos corredores – Conorte (empresas Itamaracá, Cidade Alta e Rodotur) no Norte-Sul e Mobibrasil (Rodoviária Metropolitana) no Leste-Oeste – devem chegar ao Estado no fim de março.


O dia 4 de abril é uma sexta-feira. Geralmente, testes e início de operação de sistemas de transporte ou alterações de trânsito são realizadas aos sábados, quando a demanda de passageiros e o volume de tráfego é menor, facilitando a observação de ajustes. Mas, segundo explicação do Grande Recife Consórcio, a estreia do BRT será feita apenas à noite nos dias úteis porque ele irá circular nos corredores exclusivos e não atrapalhará a operação de outras linhas. “Apenas nos fins de semana é que faremos durante o dia. Por isso não irá interferir. Mas o início da operação com passageiros está prevista para um dia de sábado”, argumenta Nelson Menezes.

Os dois corredores começam a operar em teste juntos, em trechos pequenos. A operação comercial (com passageiros) também. O Norte-Sul será testado entre o Terminal Integrado da PE-15 e o Centro do Recife. Já o Leste-Oeste começará entre a BR-101, a partir do Terminal Integrado da 4ª Perimetral, e o Derby. O objetivo dos testes será, principalmente, treinar os motoristas para realizar a acoplagem dos BRTs às estações de embarque e desembarque. “Esse é o grande desafio porque eles precisam parar os veículos da forma correta, que as portas coincidam com as portas das estações.


Caso contrário, elas não abrem. Também precisam parar rentes à estação para que o embarque seja em nível”, explica o presidente do Grande Recife. As estações e os BRTs têm quatro portas e o local exato da acoplagem é indicado por marcações. Ao mesmo tempo em que os motoristas serão treinados, o funcionamento das estações também será verificado.

Se todos os ajustes necessários forem feitos em tempo hábil, a operação comercial começará no dia 17. “Começaremos com o mesmo percurso para cada corredor e iremos ampliando gradativamente. No Leste-Oeste, ampliaremos a partir do Terminal Integrado da Caxangá e, depois, a partir do Terminal Integrado da 3ª Perimetral, que deverá ser concluído em maio”, afirma Nelson Menezes.

JC Online

Seis obras de mobilidade do Recife para a Copa só devem ficar prontas nas vésperas da competição

Créditos: Rafael Bandeira/Divulgação

Se depender da previsão do Governo do Estado, a conclusão de todas as obras de mobilidade para a Copa do Mundo ocorrerá nas vésperas do Mundial, que começa no dia 12 de junho. Isso porque seis intervenções na área só serão entregues em maio de acordo com o cronograma divulgado.  São os corredores Norte-Sul e Leste Oeste, o Terminal Integrado Cosme e Damião, a passarela do Aeroporto Internacional do Recife, o trecho externo do Ramal Cidade da Copa e Via Mangue (esta é da Prefeitura do Recife).

Destas, a que é mais importante para o torcedor que irá para os jogos da Copa é o TI de Cosme e Damião, que servirá para transportar para a arena o passageiro que chega do metrô. O detalhe é que essa obra já chegou a ser prevista para ser entregue antes da Copa das Confederações, em maio de 2013 – fato que obviamente não ocorreu. Se a intervenção não ficar pronta em tempo, a Secretaria Extraordinária da Copa provavelmente irá apostar em alternativas como feito no torneio teste para o Mundial. Lembrando que a mobilidade na Copa das Confederações foi bastante criticada pelos torcedores.
Créditos: Rafael Bandeira/Divulgação

As outras cinco obras também já tiveram o seu prazo modificado. A passarela do aeroporto, por exemplo, chegou a ter previsão de finalização para setembro de 2013. A construção deve ligar o aeroporto ao metrô sem que o passageiro tenha que passar pela rua.

Por outro lado, há 13 intervenções de mobilidade prontas segundo a Secopa. São elas: os conectores do aeroporto, o TI do aeroporto, o viaduto da Panordestina, a mudança na Estrada da Batalha, a duplicação da BR-408, o viaduto dos Bultrins, os viadutos da BR-408, a aquisição de seis novos trens para o metrô, o TI do Terminal Integrado de Passageiros, a estação Cosme e Damião, o Ramal da Copa (trecho interno), o viaduto de Ouro Preto e o Terminal Marítimo de Passageiros. Os custo de todas as 19 obras (prontas ou não) é de R$ 1,5 bilhão.

Confira abaixo o custo (em milhões) das obras em execução*:
Corredor Norte/Sul – 151
Corredor Leste/Oeste – 145,3
TI de Cosme e Damião – 18,1
Via Mangue – 433
Passarela do aeroporto – 23,7
Ramal Cidade da Copa (trecho interno) – 46
* Valores divulgados pela Secopa.

Blog do Torcedor

Ônibus atola em buraco e prejudica passageiros no TI Joana Bezerra

Créditos: Elizabete Santos/Cortesia para o NE 10

Um ônibus da linha Joana Bezerra/Boa Viagem atolou em um buraco na Rua Jaraguari, no bairro Ilha Joana Bezerra, área central do Recife, e impediu o acesso dos outros coletivos ao terminal da região, nesta manhã de sexta-feira (14). Com o problema todos os passageiros que utilizam a integração enfrentaram transtornos devido à falta de transporte.


Adriana Oliveira, que estuda na Faculdade Maurício de Nassau, nas Graças, Zona Norte da cidade, afirma que teria que ir a pé ao centro de ensino. "Eu embarquei na Estação Santa Luzia, na Zona Oeste, e desci no TI Joana Bezerra. Então percebi que os ônibus não estão conseguindo entrar na estação devido a outro coletivo que atolou. Vou ter que ir andando até a faculdade", lamenta.


Vários internautas informaram que o tráfego seguiu complicado no viaduto Capitão Temudo, sentido Boa Viagem, e na pista local da Avenida Agamenon Magalhães, a partir do cruzamento com a Abdias de Carvalho.


O ônibus atolado foi retirado do buraco após chegada de guincho da empresa Borborema. No entanto, uma confusão foi formada porque vários passageiros desceram dos coletivos no período em que o trânsito estava parado e ao tentarem retornar aos veículos quando a situação normalizou foram impedidos pelos motoristas. Estes alegaram que os que desceram teriam que pagar nova passagem. Vários fiscais e policiais militares tentam apaziguar os ânimos.

NE 10

quarta-feira, 12 de março de 2014

Conheça a nova marca do BRT pernambucano



Está definida a logomarca oficial do sistema de BRT (Bus Rapid Transit) pernambucano. Foi pensada a partir das cores do Sistema Estrutural Integrado (SEI), a integração que representa o alicerce do transporte da Região Metropolitana do Recife. O BRT pernambucano se chamará Via Livre e estará nas ruas nas cores azul, verde, vermelho e amarelo.

A previsão do Grande Recife Consórcio de Transporte é que os testes comecem em 4 de abril nos dois corredores do sistema: o Leste-Oeste, ligando Camaragibe, na Zona Oeste da Região Metropolitana, ao Centro do Recife, e o Norte-Sul, entre Igarassu, extremo Norte da RMR, à área central da Capital. Os testes começarão à noite nos dias úteis e de dia nos fins de semana, sem passageiros. Se os ajustes necessários forem feitos sem dificuldades, a previsão é que a operação com passageiros comece em 17 de maio.

De Olho no Trânsito

Cidadãos podem consultar direitos e deveres dos passageiros de ônibus

Créditos: Guto de Castro/Acervo

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) colocou à disposição dos passageiros de transporte coletivo de ônibus um espaço, no site do órgão, para a consulta de direitos e deveres dos cidadãos que utilizam estes serviços. A ferramenta também permite aos usuários consultar se o ônibus está cadastrado da Agência e se cumpre as normas de segurança estabelecidas pela legislação.

A busca pode ser feita pela placa do veículo ou pelo Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Outra facilidade é verificar os horários, tarifas e itinerários de cada empresa. Sobre os direitos dos passageiros, é possível saber, por exemplo, quem tem direito a gratuidade nas passagens, como consegui-la e onde encontrar os postos de fiscalização e atendimento da ANTT.

Segundo a ANTT, o passageiro tem direito a transportar, de forma gratuita, crianças de até seis anos incompletos (até o dia anterior ao sexto aniversário); e idosos acima de 60 anos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos – as empresas devem reservar duas vagas para este público nos veículos. Os portadores de necessidades especiais física, mental, visual ou auditiva, comprovadamente carentes, também têm direto à gratuidade em dois assentos – para utilizar o benefício devem obter o documento ‘Passe Livre’ do Ministério dos Transportes.

O espaço reúne informações sobre fretamento turístico – serviço prestado a um grupo de pessoas que deve ter emissão de nota fiscal e lista de pessoas transportadas, com prévia autorização da ANTT. No mesmo site, o passageiro pode consultar se o motorista está habilitado a conduzir o ônibus.

A ANTT destaca que os clientes das empresas de ônibus também têm deveres. Entre eles, zelar pela conservação dos bens e equipamentos do veículo. Ainda em relação aos direitos, os passageiros têm a segurança de serem transportados com pontualidade, higiene e conforto; serem indenizados por extravio ou dano às bagagens; e receberam auxílio no embarque e desembarque, em caso de crianças, idosos ou pessoas com dificuldade de locomoção.

Contato: Para reclamações, dúvidas e sugestões, a ANTT informa que está disponível o telefone 166 ou o e-mail ouvidoria@antt.gov.br.

CNT Notícias/Unibus RN

Você conhece a Lei do Descanso?

Créditos: ABRATI/Divulgação

Está em vigor a Lei 12.619/2012 que garante a regulamentação da jornada de trabalho e do tempo de direção dos motoristas, garantindo ainda mais atenção para a segurança do transporte nas estradas. A “Lei do Descanso” – como ficou conhecida – estabelece aos motoristas uma pausa de 30 minutos a cada quatro horas trabalhadas, além de uma carga diária máxima de 10 horas dirigidas. Vale lembrar ainda que a jornada do motorista não começa na rodoviária, mas já na garagem, no momento em que ele assume o controle do veículo.

A proposta vem para aprimorar a segurança nas estradas e garantir ainda melhores qualidades no transporte terrestre, em relação tanto ao bem estar dos passageiros como dos profissionais envolvidos. Essa divisão de cargas horárias contribui severamente para a redução e prevenção de imprevistos nas viagens, além de garantir maiores atenção e responsabilidade no exercício do motorista.

O controle dos tempos de direção e descanso é feito por um aparelho obrigatório em veículos de transporte escolar, de cargas e passageiros: o tacógrafo. Aqui na ABRATI (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros), o compromisso com a segurança e a tranquilidade não para na legislação, e nossas associadas contam com programas pioneiros para garantir sempre a maior qualidade nos serviços prestados, conheça:

• Salas de ativação: essa iniciativa da Expresso Guanabara disponibiliza espaços reservados para estimular física e mentalmente os motoristas com iluminação em cores apropriadas, além de bicicletas e esteiras ergométricas para que os motoristas se exercitem e fiquem mais preparados para as viagens, contribuindo para a segurança


• O programa Medicina do Sono partiu da Viação Águia Branca focado na prevenção e tratamento de possíveis distúrbios de sono, especialmente causados pelo cansaço. Contando com uma série de atividades preventivas como avaliações médicas, testes de vigília e fadiga e palestras educativas, os motoristas são constantemente testados para garantir seu máximo aproveitamento e tranquilidade dos viajantes

Se animou com a ideia? Faça as malas, você será bem cuidado em todas as nossas estradas!

Juntos a Bordo

BR- 101 vai se preparar para receber o BRT da 4ª perimetral na RMR

Créditos: Teresa Maia/Diário de Pernambuco

As obras da 4ª perimetral na BR-101 começam hoje. A requalificação da rodovia federal é o primeiro passo para a implantação do futuro corredor de BRT, no trecho que passa pelos municípios de Jaboatão dos Guararapes, Recife, Paulista e Abreu e Lima, também conhecido como contorno Recife.

Orçada em R$ 216 milhões, a requalificação inclui a remoção de todas as placas de concreto e do antigo asfalto, além do revestimento do acostamento e capinação. Essa etapa prevista para demorar dois anos é apenas uma preparação para a implantação do sistema BRT na perimetral, que não está licitado e não há mais previsão da Secretaria das Cidades, que deve deixar a missão para o próximo governo.

Principal via de contorno do Recife, a BR-101 é hoje a imagem do abandono. O volume médio diário de tráfego na via é de 36 mil a 58 mil veículos por dia, sendo 20% de caminhões de carga. A via, que já funciona como trecho urbano, recebe 13 linhas de ônibus, que transportam mais de 120 mil passageiros por dia.

“A BR-101 hoje é utilizada pela população como uma via urbana e não mais como uma rodovia, o que eleva a importância desta obra para a Região Metropolitano do Recife”, ressaltou o secretário das Cidades, Danilo Cabral.

O projeto de requalificação será iniciado no trecho que engloba o viaduto Diper I até a ponte sobre o Rio Paratibe, no município de Paulista, totalizando dois quilômetros de extensão. A escolha dos trechos que vão entrar em obra levou em conta a redução de transtornos no trânsito durante a Copa do Mundo.

A ideia é priorizar as áreas que possuem vias secundárias ou pistas locais, que poderão ser usadas como alternativas de fuga para os veículos. É o caso do trecho que entra em obras hoje. Os motoristas que trafegam no sentido Norte/Sul terão a pista local e mais a faixa da esquerda da rodovia. As obras serão concentradas na pista da direita e no acostamento.

O segundo trecho da obra de 2,4 km será a partir da divisa do município de Paulista até a Ponte sobre o Rio Beberibe com prazo previsto de setembro a dezembro deste ano. E o terceiro e último trecho com os 26,3km restantes só deve começar em janeiro de 2015 e com previsão de ser concluída em dezembro do mesmo ano. O cronograma da obra depende da remoção da tubulação da Copergás.

Dos recursos que serão aplicados nessa primeira etapa, R$ 182 milhões são oriundos do governo federal e R$ 34 milhões do governo do estado. Já a obra do futuro corredor de transporte, que aguarda licitação, prevê 38 estações de embarque e desembarque, novas passarelas para pedestres, viadutos, pontes, elevados, ciclovia e a reconstrução do TI da Macaxeira.

Diário de Pernambuco

segunda-feira, 10 de março de 2014

Alternativas rápidas para atrair os brasileiros para o uso do transporte público urbano

Créditos: Tereza Maia/Diário de Pernambuco

O crescimento da população mundial é notório e pode ser percebido em diversas áreas da sociedade. Em setembro de 2013, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou que o mundo acumula uma população de mais de 7 bilhões de habitantes e que essa taxa deve alcançar 8,1 bilhões, em 2025. No Brasil, esse crescimento também não é pequeno. Em 1970, eram 70 milhões de pessoas e, hoje, segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de brasileiros é superior a 200 milhões.

Mas será que as cidades no mundo e o Brasil se prepararam para esse crescimento populacional vertiginoso, estruturando serviços e redes de transporte urbano, por exemplo? Na América Latina, a cidade colombiana, Bogotá, e a mexicana, Cidade do México, sofrem com essa superpopulação. Na Europa, existem os exemplos de Paris, Amsterdã, Milão e Londres, com a capital inglesa buscando no pedágio urbano – implantado em 2003 – uma saída para aumentar a velocidade média no centro da cidade de 14,3 quilômetros por hora.

Em âmbito local, cidades brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília provam que não houve um plano estratégico para atender e comportar a população dentro de um sistema eficiente de mobilidade urbana. A capital paulistana já chegou a registrar congestionamentos superiores a 300 quilômetros, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Além da falta de investimento em infraestrutura viária e incentivos para a utilização do transporte público coletivo, houve, durante anos, um encorajamento para a compra de veículos próprios e individuais, cenário que contribuiu para o congestionamento de vias, avenidas e ruas.

Segundo Eurico Galhardi, presidente do Conselho Diretor da NTU, no caso do Brasil, é necessário que sejam tomadas medidas emergenciais para a melhoria do sistema de transporte como um todo. “A população brasileira cresceu, mas o transporte não acompanhou esse movimento”, alerta e pondera que “a mobilidade urbana tem solução, mas é necessário que os governos optem por medidas mais rápidas, econômicas e que supram a necessidade da população”.

Grandes cidades ao redor do mundo como Guangzhou (China), Bogotá (Colômbia), Cidade do México (México), Estocolmo (Suécia) e Johanesburgo (África do Sul), que igualmente vivem o alto tráfego de pessoas, tiveram que arquitetar e construir uma nova rede estruturada de transportes para melhorar o atendimento à população. Uma dos principais soluções encontradas foi a construção de sistemas BRT (Bus Rapid Transit), com a segregação de faixas exclusivas para ônibus, a implementação da sinalização horizontal e vertical, dos faróis inteligentes e a instalação de câmeras de vigilância para punir os que desrespeitam o sistema.

Apesar de ainda ser mais rápido que as obras do metrô e VLTs (Veículos Leve sobre Trilhos), a implantação do BRT demanda algum tempo para ser finalizado. Por isso, a construção de corredores exclusivos à direita – como em São Paulo – é uma alternativa ágil para resolução do problema da velocidade dos ônibus. Na cidade paulistana, o prefeito Fernando Haddad (PT) estipulou que, até o final do ano, serão implantados 300 quilômetros de faixas exclusivas nas principais avenidas da capital. Essa medida foi impulsionada, em especial, pelas manifestações populares no meio deste ano que cobravam iniciativas para a melhoria do transporte. Em dezembro, já são 291,4 quilômetros de corredores exclusivos para os ônibus.

Galhardi diz que “é necessário vacinar a população contra a imobilidade urbana, trazida pelo grande número de veículos individuais trafegando nas vias urbanas. No caso do transporte público urbano, o ótimo pode ser inimigo do bom. Existem projetos de rápida implantação e com custos acessíveis que podem melhorar substancialmente a qualidade dos serviços e a velocidade do deslocamento da população, em especial, por ônibus”.

O arquiteto e urbanista Jaime Lerner, ex-governador e prefeito de Curitiba (PR), em entrevista para o Canal Futura, disse que o cerne da questão está na falta de entendimento da cidade pelo governo, população e inciativa privada. “Existe muitos querendo complicar, sendo que uma cidade é simples de ser entendida. Não acredito em soluções muito caras de mobilidade”.

Para Horácio Augusto Figueira, engenheiro especialista em mobilidade urbana e consultor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), essas iniciativas, que colocam o ônibus em primeiro plano nas grandes cidades, demoraram 40 anos para se tornar realidade. “Ainda não é o ideal, mas os corredores exclusivos são um avanço para a mobilidade”, complementa.

Embarq Brasil

Volkswagen agora também tem trólebus no Brasil

Créditos: Notícias Automotivas/Divulgação

A Volkswagen Caminhões e Ônibus – divisão da MAN no Brasil e América Latina – está estreando no segmento de trólebus no Brasil. Os veículos inicialmente serão usados na cidade de São Paulo e utilizam o chassi do modelo 17.280 com piso baixo.

As primeiras 10 unidades já foram entregues e apresentam carroceria da CAIO e propulsor elétrico da catarinense Eletra. Motor e transmissão originais foram substituídos por um elétrico, bem como chicote completo e módulo de controle.

Montados em Resende/RJ, o trólebus VW 17.280 segue para Botucatu/SP, onde é encaroçado pela CAIO e depois enviado para a Eletra, onde passa pelos testes finais. O processo de produção completo demora 180 dias.

Muito difundido no Brasil em décadas passadas, o trólebus caiu em desuso em várias cidades brasileiras, mas agora volta com força nos grandes centros urbanos, por ser um veículo com emissão zero de poluentes. A única desvantagem é a necessidade de uma rede aérea para seu funcionamento.

Notícias Automotivas

Em Olinda, acidente entre carro e ônibus deixa duas mulheres feridas


Créditos: TV Globo/Reprodução

Um acidente de trânsito na rodovia PE-15, no bairro de Ouro Preto, em Olinda, terminou com duas pessoas feridas, no início da manhã deste domingo (9). A batida, entre um carro e um ônibus, aconteceu na altura dos viadutos dos Bultrins, em frente ao Quartel do Exército, no trecho onde há um retorno que passa pela pista exclusiva de transporte público.

De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual, o carro se preparava para cruzar o canteiro central quando acabou batendo no ônibus que seguia pela faixa exclusiva. Duas mulheres que estavam no veículo, de 30 e 36 anos, a motorista e a que viajava no banco do carona, ficaram feridas e foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros. A mais velha deu entrada no Hospital da Restauração, no Derby, área central do Recife, e recebeu alta ainda no fim da manhã.

“Nós sabemos que o ônibus vinha na faixa dele e o carro estava fazendo o cruzamento. Saber quem é certo ou errado, fica difícil dizer”, afirmou o cabo Lerivaldo Beltrão, do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv). Peritos do Instituto de Criminalística estiveram no local para avaliar em que condições ocorreu o acidente.

G1 PE

sábado, 8 de março de 2014

Sábado Nostalgia: Cidade Alta 990 - Anos 90/2000

Após um período de pausa, a coluna Sábado Nostalgia está de volta ao Maxi Ônibus Olinda, e com uma matéria que tenho certeza que você, caro leitor, vai gostar bastante.

Vamos hoje voltar 14 anos no tempo. O ano era 2000 e a empresa, a Cidade Alta. Um ônibus diferente chegava para a empresa, ainda em caráter de testes, mas que marcou para sempre a história do transporte em Recife e Olinda.

Trata-se de um Ciferal Padron Cidade II, com chassi Mercedes-Benz OH-1623 LG. O ônibus tinha um diferencial para a época: era movido a gás natural, tecnologia que estava em ascensão naquele tempo, e que motivou a Mercedes a produzir o ônibus de teste.

Ao chegar na Cidade Alta, o ônibus foi numerado com o prefixo 990, e foi batizado de ônibus ecológico. Além do fato de ser movido a gás natural, outras características marcaram a passagem do coletivo pelo solo pernambucano: as três portas, coisa pouco comum naquela época; e o motor traseiro, que oferecia muito mais conforto aos passageiros e funcionários.

O 990 passou pouco tempo em teste na Cidade Alta. Infelizmente, o chassi movido a gás natural não foi aprovado pela empresa. Durante toda sua curta carreira, operou na linha 974 Jardim Atlântico, uma das mais importantes, e tradicionalmente onde os ônibus que estão sendo testados são escalados. O ônibus foi então devolvido a Mercedes-Benz, e continuou a fazer testes em outras empresas Brasil afora.

Créditos: Andrade/Acervo


Após ser vendido pela Mercedes-Benz, o 990 foi para a empresa Cidade das Hortênsias, de Petrópolis, no Rio de Janeiro, onde ganhou o prefixo 3016. Entretanto, passou pouco tempo por lá, e logo foi adquirido pela empresa Além Paraíba, passando a ser numerado como 200.

 Ex-990 da Cidade Alta como o 3016 da Cidade das Hortênsias
Créditos: Rafael Xarão/Acervo

Ex-990 da Cidade Alta como o 200 da Além Paraíba
Créditos: Rafael Xarão/Ônibus Brasil

Google custeia passe livre em cidade dos Estados Unidos

Créditos: Bradley P. Jonhson/Flickr

No topo do ranking mundial das melhores empresas para trabalhar, o Google oferece regalias como restaurantes, academias, salas de jogos, de repouso e até lavanderia, tudo à vontade. Outro benefício é o programa de transporte sustentável que oferece uma gama de modais: ônibus fretados, compartilhamento de carros elétricos e bicicletas.

O transporte dos Googlers, no entanto, foi motivo de polêmicas e protestos nas ruas de São Francisco, na Califórnia. A reivindicação era o uso indevido dos pontos de ônibus destinados ao transporte público da cidade. Os manifestantes chegaram inclusive a bloquear a passagem dos veículos, obrigando a empresa a colocar seguranças dentro dos ônibus.

Em resposta aos protestos, o Google encontrou uma solução interessante. A empresa destinou 6,8 milhões de dólares ao programa municipal Free Muni for Low Income Youth, que concede passe livre a jovens de baixa renda. Com a verba, a cidade vai garantir o benefício aos usuários durante dois anos sem mexer nos cofres públicos.

A iniciativa do Google nos remete a estudo do World Resources Institute (WRI) que investigou de onde vêm os investimentos no setor de transportes no mundo todo. A pesquisa descobriu que o setor privado é o grande investidor, responsável por destinar entre US$ 814 bilhões e US$ 1.2 trilhões, contra US$ 569 a US$ 905 bilhões advindos do setor público. Outra descoberta é que os países de alta renda são os principais beneficiários, com três quartos desta quantia, pois são considerados menos arriscados.

The City Fix Brasil/Unibus RN

Scania enfatiza seus modelos na Expo Foro 2014

Créditos: Scania/Divulgação

A mostra Expo Foro é o principal evento expositor de veículos para o transporte mexicano de passageiros nas categorias rodoviária, urbana e de turismo. Organizada pela Cámara Nacional del Autotransporte de Pasaje y Turismo (Canapat), a exposição é uma grande oportunidade para que as mais importantes montadoras de chassis e fabricantes de carroçarias mostrem seus veículos e produtos desenvolvidos para os mais variados nichos de operação.

E como não poderia deixar de ser, a Scania está presente no evento com o chassi K250 sob a carroçaria Beccar (11 metros) para serviços urbanos e suburbanos, representando uma grande novidade ao mercado local. A montadora ainda expõe outros chassis, como o K310 6×2 para encarroçamento com 15 metros de comprimento.

De acordo com a direção da fabricante, a marca Scania quer ser uma opção competitiva para os sistemas urbanos no México, garantindo uma operação com menor custo e maior desempenho. Para as classes de ônibus articulados e com 15 metros, a Scania mantém uma parceria com a encarroçadora brasileira Neobus, que disponibilizará seu modelo Mega BRT em ambas versões. Os chassis urbanos ainda contam com a tecnologia da informação por intermédio do sistema de rastreamento via satélite Scania Communicator, com diagnóstico em tempo real de toda a operação dos veículos.

Revista Auto Bus

Grupo mexicano IAMSA com novos ônibus MAN

Créditos: MAN/Divulgação

Um dos mais tradicionais grupos de transporte rodoviário de passageiros do México, IAMSA, fechou negócio recentemente para a aquisição de novas unidades para as frotas de suas empresas coligadas ETN e Herradura Occidente. Os veículos, da marca MAN, possuem chassis RR4 6×2 da família Lion’s Coach (com propulsor de 480 cavalos de potência e transmissão automatizada MAN TipMatic com Intarder (retarder), além de sistemas de freios e suspensão eletrônicos e o ESP, programa eletrônico antitombamento), importados da Alemanha, e carroçarias da marca espanhola Ayats equipadas com dois pisos, com 60 poltronas, toaletes, sistema de entretenimento individual localizado nos assentos, internet móvel e cafeteria.

E a tecnologia está presente ainda em outros recursos de segurança, como o sensor de objetos (ACC, da sigla em inglês Adaptive Cruise Control), dispositivo que calcula a distância entre dois veículos em movimento e reduz a velocidade do ônibus, mantendo sempre uma distância segura. Em caso de mudança de faixa, o sistema acelerará o veículo automaticamente.

O Grupo IAMSA já tem experiência com a marca MAN, pois possui em sua frota muitas unidades operando em diversos trajetos e linhas por todo o território mexicano.

Revista Auto Bus
 

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