quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Grande Recife tem três terminais integrados parados

Três terminais integrados de passageiros estão fora de uso na Região Metropolitana do Recife. O Terminal Integrado de Santa Luzia, na Estância, ainda está com as obras inacabadas. Já o Tancredo Neves, na Imbiribeira, já está pronto mais ainda não foi inaugurado. O terminal do Xambá, no bairro de São Benedito, em Olinda, precisa finalizar os trabalhos.

Em nota, a Secretaria das Cidades informou que abriu um processo administrativo contra a empresa Jacil, ganhadora da licitação para a construção do Terminal Integrado Santa Luzia, que abandonou a obra. A secretaria está trabalhando para retomar a obra até dezembro deste ano.

Sobre o Terminal integrado Tancredo Neves, o Grande Recife Consórcio de Transporte, em parceria com o metrô, planejou a inauguração para março do ano que vem, após iniciar o funcionamento dos novos trens da Linha Sul.

Já para a inauguração do Terminal Integrado  Xambá, é necessária a finalização das obras do sistema viário, na Avenida Presidente Kennedy, que dará acesso ao terminal.

 
TV Jornal

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Metrô recebe primeiro dos 15 novos trens

Veículo está na cota dos 15 comprados pela CBTU para serem usados na RMR

Créditos: Annaclarice Almeida/Diário de Pernambuco

O primeiro dos 15 novos trens comprados pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para operar na Região Metropolitana do Recife (RMR) já está na oficina do Metrorec, no bairro de Cavaleiro, Jaboatão dos Guararapes. Os quatro vagões de composição do veículo chegaram ontem, por volta das 11h, ao estado. A previsão de início das operações é março do próximo ano, depois de uma bateria de testes mecânicos e operacionais. A chegada do veículo, que inicialmente funcionará na linha Sul do metrô, marca o começo das mudanças previstas no transporte coletivo até a Copa de 2014 e reduzirá de 10 para 8 minutos o intervalos entre viagens. O segundo trem deverá chegar até fevereiro de 2013. Os outros 13, até novembro do próximo ano. Quando todos estiverem em operação, o tempo de espera na estação diminuirá de 10 para 4 minutos.

O investimento para aquisição dos novos trens foi de R$ 196 milhões. Fabricado pela empresa espanhola Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles (CAF), em Hortolândia, São Paulo, o modelo tem 96 metros de extensão e capacidade para transportar 1,3 mil pessoas. Caracterizados por serem de alta performance, os trens do Recife serão semelhantes a veículos já em uso em outras capitais do país, mas terão como diferencial rampas de acessibilidade e assentos exclusivos para deficientes físicos e obesos. Diferentemente dos modelos atuais da cidade, eles são interligados, permitindo aos passageiros transitarem pelos vagões durante o percurso. Os quatro vagões do primeiro trem deverão ser montados até a próxima sexta-feira. Uma equipe técnica da fabricante virá ao Recife, até o fim desta semana, para definir junto ao Metrorec o cronograma de testes da parte mecânica e dos maquinistas.

O veículo já havia sido montado em São Paulo e foi desmembrado em quatro carretas para chegar ao Recife. Além de reduzir o tempo de espera, o novo trem vai garantir conforto e segurança aos passageiros, com telas dentro dos vagões e câmeras de monitoramento. O funcionamento do modelo será determinante para a inauguração dos terminais integrados Tancredo Neves e Cajueiro Seco. Os equipamentos, que já estão prontos, deverão iniciar as operações logo após a liberação do trem pelo Metrorec. A inauguração dos terminais aumentará em cerca de 100 mil o número de usuários do sistema por dia, segundo o Grande Recife Consórcio de Transportes.  


Diário de Pernambuco
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Maxi Ônibus Olinda - Blogger comenta: já havíamos comentado sobre a vinda desse novo trem. Para rever a postagem, clique aqui

Maxi Ônibus Olinda comemora três anos com maior visitação diária da história

30 de outubro de 2009. Há exatos três anos era criado um fotoblog, com o objetivo de divulgar fotos de ônibus da região metropolitana do Recife. Com um visual simples e uma proposta discreta, o Maxi Ônibus Olinda começava sua trilha de sucesso.

Veja como foi a nossa primeira postagem, clicando aqui.

Primeira logomarca do Maxi Ônibus Olinda, em 2009

Aos poucos, fomos conquistando um público cativo, que nos visitava a cada postagem. Nosso crescimento veio em 2010, com a criação da série Sábado Nostalgia (que posta fotos de ônibus antigos do Recife todos os sábados) e o surgimento deste blog, que consolidou nosso sucesso no mundo virtual.

Em 2011, passamos a postar com regularidade nesse espaço, além da criação de colunas e séries semanais que abordam os mais diversos temas no universo dos transportes. Ônibus sempre foram a nossa prioridade, mas nunca deixamos de abrir espaço para outros modais, como o metrô, a bicicleta, o VLT, entre muitos outros.

Em 2012, assumimos uma nova identidade visual e investimos na divulgação do blog na interntet, principalmente nas redes sociais. O compartilhamento de fotos também continuou, tanto no nosso endereço no Flogme como em sites especializados como o Ônibus Brasil.

E nesse aniversário de três anos, temos muito o que comemorar. Além da marca de 180.000 acessos, somando nossas três principais plataformas de divulgação (Flogme, Blogger e Photobucket), ainda chegamos ao número de 50 curtidores em nossa página do Facebook. E no dia especial do nosso parabéns, batemos outro recorde: o maior número de visitas em único dia - ao todo foram 618 cliques nas últimas 24 horas.

Nosso presente de aniversário: recorde no número de visitas em um único dia. No total, foram 618 acessos


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Petrobrás e Ministério da Pesca fazem acordo para biodiesel de peixe

Matéria-prima é desperdiçada atualmente. Estudos de diversas instituições de ensino revelam que óleo de peixe pode mover ônibus e caminhões.

 Créditos: Guto de Castro/Acervo

Na semana em que o Ministro da Pesca, Marcelo Crivella, e o presidente da Petrobrás Biocombustível, Miguel Rossetto, assinaram um protocolo para ampliar as pesquisas quanto ao uso de resíduos de pescados para a produção de biodiesel para movimentação de ônibus e caminhões, a reportagem do Blog Ponto de Ônibus teve acesso a um estudo que mostra que este tipo de biocombustível é viável para a realidade brasileira e pode ser uma opção ainda aos altos custos de produção atuais deste tipo de combustível mais limpo.

O acordo entre a Petrobrás e o Ministério da Pesca foi assinado dentro do Plano Safra da Pesca e Aquicultura, que entre outras metas, tem o objetivo de estimular a pesca familiar e elevar a produção de pescados no Brasil para cerca de 2 milhões de toneladas anuais até 2014.

Estudo realizado em 2010 com resíduos de tilápia do Nilo, produzida pela indústria Netuno, que fica às margens do Rio São Francisco, no semi-árido da Bahia e Pernambuco, mostra que o óleo obtido desta matéria-prima tem as características exigidas pela ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

As pesquisas foram coordenadas pelo Instituto de Tecnologia de Pernambuco, Instituto Federal de Educação de Pernambuco, Universidade Federal de Pernambuco e Universidade Federal Rural de PE. De acordo com levantamento, o biodiesel produzido pelos resíduos de peixe pode sim movimentar um ônibus ou caminhão sem nenhuma alteração necessária nos motores ou outro equipamento do veículo.
As características de viscosidade, queima, acidez e densidade (massa específica) são as mesmas que, por exemplo, do biodiesel de soja ou mamona.

Os resultados foram obtidos após o processo de transesterificação que consiste na separação do produto in natura da glicerina presente no óleo. Foi utilizado para a produção catalisador KOH na proporção de um por cento. Para cada 500 ml de óleo de peixe foram adicionados 200 ml de metanol, processo semelhante usado em outras matérias-primas de biodiesel.

GANHOS ECONÔMICOS E SOCIAIS
Ainda segundo o estudo, a utilização de resíduos de peixe para combustível de ônibus, caminhões e motores estacionários ou agrícolas, já traz uma primeira vantagem econômica relevante: diminuir a dependência da soja que hoje contribui para que os custos para a produção de biodiesel ainda sejam altos e não torne os combustíveis mais limpos competitivos frente ao óleo diesel de petróleo.

Apesar de o biodiesel poder ter vários óleos como matéria-prima, sejam óleos vegetais ou de gordura animal residuais, 83% da produção deste combustível menos poluente são a partir da soja, de acordo com o trabalho de pesquisa com bases em dados de 2010 da ANP. Em seguida vem gordura animal (10%), óleo de algodão (3%) e outros materiais graxos, incluindo o óleo de mamona.

As regiões que não produzem soja ficam dependentes dos poucos estados onde o cultivo é intenso: Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e São Paulo. Apesar de o óleo de mamona ser escolhido como matéria-prima que pode trazer vantagens a estados do Norte e Nordeste pelo PNPB – Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, atualmente ele não tem despertado interesse do produtor para este fim.
Isso porque, o óleo de mamona tem alto valor no mercado internacional. Com base em preços de 2010, de acordo com o levantamento, cuja trajetória pouco se alterou até 2012, no mercado internacional, o litro do óleo de mamona está cotado a R$ 3,80. Para fazer biodiesel, o produtor receberia R$ 2,00 o litro, conforme dados do MNE – Ministério de Minas e Energia.

O óleo de mamona pode ter diversos usos industriais, como para cosméticos, lubrificantes, polímeros e até para a fabricação de próteses. A diferença ente a mamona e a soja e o peixe está justamente neste aspecto econômico. Enquanto os produtos vegetais precisam ser cultivados especificamente para um uso, ninguém vai pescar para mover ônibus e caminhões. O fim da produção continua sendo o mesmo. O que ocorre é que uma parte do peixe que seria desperdiçada, agora tem um aproveitamento, aumento o valor agregado do animal.

Quanto aos ganhos sociais, a vantagem está em incluir nas pesquisas e produção de diesel produtores de regiões carentes e que pouco eram contempladas para geração de energia. Exemplo é o próprio estudo que se refere ao semi-árido cuja população e os municípios podem ter mais uma fonte de renda. O estudo é assinado pelos técnicos e professores: Givaldo Oliveira Melo, Ana Rita F Drummond, Francisco Sávio G. Pereira, José Anacleto Melo, Rodrigo Alencar, Danielli Matias M. Dantas, Alfredo O. Gálvez.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Blog Ônibus Brasil

sábado, 27 de outubro de 2012

Onde Está Você: Itamaracá 520


Na coluna "Onde Está Você" dessa semana, trazemos um exemplar da Busscar, encarroçadora de ônibus que já foi uma das maiores do país, mas que teve sua falência decretada há um mês.

Trata-se de um Urbanuss Pluss, de chassi Volkswagen 17-210 EOD e placa KGK-1371, que pertenceu à Itamaracá Transportes. Seu prefixo era 520 e o veículo chegou a empresa em 2005, junto com mais alguns irmãos. Durante sua carreira, rodou por várias linhas da empresa.

 Créditos: Diego Barbosa/Ônibus Brasil

 Créditos: Samuel Júnior/Ônibus Brasil



Em julho desse ano, ele foi repassado à empresa Nossa Senhora da Conceição, de Natal-RN, que faz parte do mesmo grupo da Itamaracá. Lá, ele ganhou o prefixo 504. Sua chegada, bem como a de outros carros oriundos de Pernambuco, foi importante para promover a renovação de frota da empresa.

Veja como ficou o 520 em sua nova casa:
Créditos: Helckton Fernandes/Acervo
Créditos: Helckton Fernandes/Acervo

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Consórcio adequa atendimento para o Shopping RioMar

Créditos: Grupo JCPM/Divulgação
 
Para atender aos usuários que frenquentarão o novo Shopping Rio Mar, o Grande Recife Consórcio de Transporte adaptará o Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife (STPP/ RMR). Três linhas terão o itinerário alterado e será criada uma linha dentro do Sistema Estrutural Integrado (SEI) para que os usuários que se encontram em toda a RMR possam ter acesso direto ao shopping. Outras 26 linhas servirão como opção indireta de deslocamento para o complexo comercial.

Para atender diretamente o Rio Mar será implantada a linha 013 – TI Joana Bezerra/Jardim Beira Rio (via Shopping RioMar), que fará parte da rede alimentadora do TI Joana Bezerra. A linha já existia, mas não fazia parte do SEI. Porém, visando atender a demanda de usuários crescente, passará a integrar o SEI e operará com atendimentos distintos: um para o shopping e outro mantendo o itinerário antigo (via Encanta Moça).

A 013 – TI Joana Bezerra/Jardim Beira Rio começa a circular em caráter experimental, já que poderá sofrer adaptações no atendimento, na próxima segunda-feira (29/10), no embarque nº. 01, sob tarifa R$ 2,15 (anel A). Tendo em vista o início de sua operação, a linha 026 – TI Aeroporto/TI Joana Bezerra continuará atendendo ao shopping somente até o dia 04/11, voltando ao itinerário antigo após essa data.

Créditos: Guto de Castro/Acervo

Já a partir de amanhã (27/10), as linhas 070 – Candeias/Joana Bezerra, 118 – Prazeres/Boa Viagem e 910 – Rio Doce/Piedade terão os itinerários alterados passando a atender, também diretamente, em todas as viagens, ao RioMar. As linhas 070 – Candeias/Joana Bezerra e 118 – Prazeres/Boa Viagem farão o ponto de retorno no shopping; já a linha 910 – Rio Doce/Piedade atenderá no RioMar, tanto no sentido cidade/subúrbio quanto no subúrbio/cidade.

De forma indireta, o shopping é atendido por 26 linhas que circulam pelas Avenidas Herculano Bandeira, no sentido cidade/subúrbio, e Engenheiro Antônio de Góes, no sentido subúrbio/cidade. Na Herculano Bandeira, as linhas atendem a um ponto de parada localizado em frente ao prédio de nº. 785. Já na Engenheiro Antônio de Góes são duas paradas, uma na pista norte e outra na sul, que ficam em frente ao prédio da Polícia Rodoviária Federal. Todos os pontos ficam cerca de 600 metros do shopping.

Divulgação - Os usuários serão informados das mudanças através de cartazes fixados nos ônibus que operam por todas as linhas envolvidas na operação. Divulgadores também estarão presentes nos TIs Areoporto e Joana Bezerra bem como no Shopping Rio Mar, distribuindo panfletos. Para quaisquer informações, o Consórcio está à disposição, através da Central de Atendimento ao Cliente, pelo número 0800.081.0158.

Itinerário da linha 013 - TI Joana Bezerra/Jardim Beira Rio

a) Via Shopping RioMar
Sentido TI Joana Bezerra / Shopping RioMar

TI Joana Bezerra; Viaduto Capitão Temudo; Ponte Governador Paulo Guerra; Alça de acesso ao Shopping RioMar, Via de contorno do Shopping RioMar, (parada 1 do Shopping RioMar)

Sentido Shopping RioMar / TI Joana Bezerra

Via de contorno do Shopping RioMar, (parada 1 do Shopping RioMar), Rua Amador Bueno, Rua Dirceu Toscano de Brito, Pista de acesso à Rua Manoel de Brito, Rua Manoel de Brito, Avenida Antônio de Goes, Ponte Governador Agamenon Magalhães, Viaduto Capitão Temudo, Rua Juiz César Barreto, Fórum Joana Bezerra, Avenida Desembargador Guerra Barreto, Contorno Academia da Cidade, Rua Jaraguari, Rua Conceição de Maçabu, Terminal Integrado de Joana Bezerra

b) Via Encanta Moça (retornando ao lado do Aeroclube)
Sentido TI Joana Bezerra / Encanta Moça

TI Joana Bezerra; Viaduto Capitão Temudo; Ponte Governador Paulo Guerra; Alça de acesso ao Shopping RioMar, Via de contorno do Shopping RioMar, (parada 1 do Shopping RioMar), Rua Amador Bueno, Rua Dirceu Toscano de Brito, Pista de acesso à Rua Manoel de Brito, Rua Manoel de Brito, Rua República Árabe Unida, Novo acesso à Av. Encanta Moça, Av. Encanta Moça, Rua Tomé Gibson, Rua Professor Elias Gomes, Rua José Rodrigues; Rua José Rodrigues (Retorno junto ao Aeroclube/Capela Frei Damião)

Sentido Encanta Moça / TI Joana Bezerra

Rua José Rodrigues, Rua Professor Elias Gomes, Rua Tomé Gibson, Avenida Conselheiro Aguiar, Avenida Engenheiro Antônio de Góes, Ponte Governador Agamenon Magalhães, Viaduto Capitão Temudo, Rua Juiz César Barreto, Fórum Joana Bezerra, Avenida Desembargador Guerra Barreto, Contorno Academia da Cidade, Rua Jaraguari, Rua Conceição de Maçabu, Terminal Integrado de Joana Bezerra

Itinerário da linha 070 - Candeias / Joana Bezerra:

Sentido TI Joana Bezerra / Candeias:

Terminal Integrado de Joana Bezerra, Avenida Central, Avenida Agostinho Gomes
Avenida Desembargador Guerra Barreto, Fórum Joana Bezerra, Contorno Academia da Cidade, Viaduto Capitão Temudo, Ponte Governador Paulo Guerra, Av. Herculano Bandeira, Rua Nogueira de Sousa, Rua República Árabe Unida (parada 2 do Shopping RioMar), Av República do Líbano, Rua Barão de Santo Ângelo, Rua Manoel de Brito, Rua República Árabe Unida, Rua Santos Leite, Av. Herculano Bandeira...

Itinerário da linha 118 – Prazeres / Boa Viagem:

... Rua Francisco Val Passos, Rua das Oficinas, Rua José Mariano Filho, Av. Antônio de Goes (pista sul), Rua Manoel de Brito (Túnel do Pina), Rua República Árabe Unida (parada 2 do Shopping RioMar), Contorno do Shopping RioMar, (parada 1 do Shopping RioMar), Rua Amador Bueno, Rua Dirceu Toscano de Brito, Pista de acesso à Rua Manoel de Brito, Rua Manoel de Brito, Rua Santos Leite, Av. Herculano Bandeira...

Itinerário da linha 910 – Piedade / Rio Doce:

Sentido Rio Doce / Piedade:

Av. Gov. Agamenon Magalhães, Ponte Papa João Paulo II, Viaduto Capitão Temudo, Ponte Governador Paulo Guerra, Av. Herculano Bandeira, Rua Nogueira de Sousa, Rua República Árabe Unida (parada 2 do Shopping RioMar), Av República do Líbano, Rua Barão de Santo Ângelo, Rua Manoel de Brito, Rua República Árabe Unida, Rua Santos Leite, Av. Herculano Bandeira...

Sentido Piedade / Rio Doce:

Av. Conselheiro Aguiar, Av. Eng. Antônio de Góes (pista sul), Rua Manoel de Brito (Túnel do Pina), Rua República Árabe Unida (parada 2 do Shopping RioMar), Av República do Líbano, Rua Barão de Santo Ângelo, Rua Manoel de Brito, Av. Eng. Antônio de Goes, Ponte Governador Agamenon Magalhães, Viaduto Capitão Temudo...


Linhas que atendem a Av. Engenheiro Antônio de Góes (26 linhas)

011 - Piedade/Derby
014 - Brasília (Conde da Boa Vista)
018 - Brasília Teimosa
026 - TI Aeroporto / Joana Bezerra
031 - Shopping Center (Terminal Res. Boa Viagem)
032 - Setúbal (Conde da Boa Vista)
033 - Aeroporto
036 - Aeroporto (Bacurau)
038 - Residencial Boa Viagem (Bacurau)
039 - Setúbal (Príncipe)
040 - CDU/Boa Viagem/Caxangá
042 - Aeroporto (Opcional)
043 - Aeroporto/Tacaruna (Derby)
044 - Massangana (Boa Vista)
050 - PE-15/Boa Viagem
061 - Piedade
062 - Jardim Piedade
063 - Jardim Piedade (Bacurau)
069 - Conjunto Catamarã
070 - Candeias/Joana Bezerra
071 - Candeias
072 - Candeias (Opcional)
073 - Candeias (Bacurau)
080 - Joana Bezerra/Boa Viagem
195 - Recife/Porto de Galinhas (Opcional)
910 - Piedade/Rio Doce


Linhas que atendem Av. Herculano Bandeira (25 linhas)

011 - Piedade/Derby
014 - Brasília (Conde da Boa Vista)
018 - Brasília Teimosa
026 - TI Aeroporto / Joana Bezerra
031 - Shopping Center (Terminal Res. Boa Viagem)
032 - Setúbal (Conde da Boa Vista)
033 - Aeroporto
036 - Aeroporto (Bacurau)
038 - Residencial Boa Viagem (Bacurau)
039 - Setúbal (Príncipe)
042 - Aeroporto (Opcional)
043 - Aeroporto/Tacaruna (Derby)
044 - Massangana (Boa Vista)
050 - PE-15/Boa Viagem
061 - Piedade
062 - Jardim Piedade
063 - Jardim Piedade (Bacurau)
069 - Conjunto Catamarã
070 - Candeias/Joana Bezerra
071 - Candeias
072 - Candeias (Opcional)
073 - Candeias (Bacurau)
080 - Joana Bezerra/Boa Viagem
440 – CDU / Caxangá / Boa Viagem
910 - Piedade/Rio Doce

GRCT

Ônibus e gente: Grandes paixões

 28° Encontro de Busólogos em Pernambuco - Auto Viação Progresso

O tempo se encarregou de mostrar que o rei Luís XVI estava certo. Em 1826, também na França, o empreendedor Stanislas Baudry retomou em Nantes a ideia do transporte público por carruagem e estabeleceu um serviço que ia da região central da cidade até sua casa de banhos. Para surpresa dele, em breve, muitas pessoas estavam utilizando aquela carruagem, nem tanto para ir aos banhos, mas para se deslocar com outras finalidades. Também aconteceu de o veículo de Stanislas fazer "ponto" em frente a um estabelecimento comercial denominado Omnibus, um lugar onde, segundo o nome indicava, havia de tudo para todos. A população acabou associando o nome do estabelecimento ao serviço de transporte por carruagem e esta passou a ser chamada de "ônibus".

Nenhum outro nome seria mais apropriado para aquela novidade.  Muito mais que um veículo de transporte, o "ônibus" assumiu papel de relevância social e ganhou importância cada vez maior na vida de cada indivíduo. Mais tarde, conquistaria a admiração de milhares ou até de milhões de pessoas em todo o mundo, os "busólogos". O termo ainda não consta dos dicionários, porém mais e mais pessoas sabem perfeitamente o seu significado.

Um dos mandamentos da arte de gostar de ônibus é definitivo: "busólogo", que não se limita a tirar e postar fotos dos veículos que admira. É alguém que se interessa por esse meio de transporte, que deseja contribuir e sugerir melhorias; que procura entender a história da evolução dos transportes e, acima de tudo, gosta de se relacionar com pessoas. No Brasil, estima-se que mais de 30.000 pessoas se interessem pelo assunto.

Antes mesmo do termo "busólogo" começar a ser usado, em toda parte, centenas ou milhares de pessoas cultivavam o gosto pelos veículos gigantes que levam vida e progresso aos pontos mais remotos, nos mais diversos países e nas mais diferentes realidades. E gostar de ônibus não é privilégio de brasileiro; hoje, há grupos de entusiastas em diversas partes do mundo. Todos esses amantes dos transportes têm algo em comum: a presença do ônibus em suas histórias de vida. O que reforça a certeza de que, muito mais que gostar da máquina, os "busólogos" de verdade se ligam nas pessoas, no cotidiano.

O primeiro

O termo "busólogo" surgiu dentro de uma fábrica de ônibus, a antiga encarroçadora "Thamco", de São Paulo (SP). E o primeiro admirador de ônibus batizado com esse nome foi o projetista Hélio Luís Oliveira, que trabalhava na "Thamco" e tinha como colegas mais próximos Jean Robert Dierckx e Oscar Pipers, responsáveis pelos projetos das carroçarias. Eles sabiam do gosto algo exagerado de Hélio por ônibus.

"O termo busólogo tomou por base as palavras bus (ônibus), é claro, e logo, (filósofo), aquele que fala bastante sobre algo, aquele que pensa sobre algo. E eu não só trabalhava com ônibus, mas demonstrava o meu gosto em trabalhar com ônibus. O apelido me foi dado de brincadeira pelo Jean Robert e pelo Oscar Pipers, dois grandes profissionais. Para o Jean, busólogo virou meu sobrenome: ele me chama de Hélio Busólogo",  relembra Hélio Luís Oliveira que, desde 2003, edita a revista In Bus, obviamente especializada em ônibus.

Hélio foi um dos projetistas do popular "Fofão", o ônibus de dois andares criado por encomenda do político Jânio Quadros, quando eleito Prefeito de São Paulo (SP) pela segunda vez, nos anos 1980. O antigo projetista, hoje jornalista, recorda que o veículo foi um desafio e era ousado para a época no Brasil.

"Inicialmente, ele foi concebido pelo escritório de arquitetura Gapp. Nós da Thamco o adaptamos para a realidade mecânica, para ele rodar de fato. As janelas eram do monobloco Mercedes-Benz "O 364" e a frente foi inspirada no carro para metrô produzido pela Mafersa. O chassi era o Scania "K 112" com motor traseiro. O ônibus tinha 4,20 metros de altura, 10,5 metros de comprimento e 2,60 metros de largura. No total, foram produzidas 91 unidades", conta Hélio.

Tribuna do Norte - Natal

Iveco já vendeu 7 mil ônibus para o Caminho da Escola

Iveco acumula venda de 7 mil CityClass. Veículos são usados para transporte escolar em áreas de difícil acesso pelo Programa Caminho da Escola do Governo Federal. Para o ano que vem, empresa entrega 1300 unidades.


Créditos: Iveco/Divulgação

Conforme o Blog Ponto de Ônibus / Canal do Ônibus adiantou na cobertura da Fetransrio, evento sobre mobilidade e indústria de transportes, a Iveco anunciou nesta quinta-feira que venceu mais uma licitação para o FNDE – Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação e vai fornecer em 2013, 1300 unidades do micro-ônibus CityClass destinado para transportes de estudantes em áreas de difícil acesso. Os micro-ônibus serão entregues pelos concessionários da Iveco em diversas cidades ao longo de 2013 e foram adquiridos pelo Ministério da Educação.

Cerca de 26 mil estudantes devem ser beneficiados com estes novos veículos, de acordo com estimativas da pasta. Com esta venda, a Iveco acumula 7 mil ônibus para o Programa Caminho da Escola, desde quando a ação governamental foi criada em 2009.

Além de garantir acesso aos estabelecimentos de ensino em locais de tráfego difícil e em zonas rurais, um dos objetivos do Caminho da Escola é oferecer segurança aos estudantes. Nestas áreas, quando o transporte escolar existe, é feito por ônibus antigos e em más condições, muitas vezes modelos urbanos de motor dianteiro dispensados de serviços regulares. Isso sem contar em transportes feitos em caminhões.
Segundo a Iveco, destes 1300 ônibus novos, mil são do modelo convencional e 300 contam com plataformas elevatórias para áreas mais complicadas ainda.

Ainda segundo a empresa, o CityClass, que é encarroçado pela Neobus, possui especificações técnicas que o tornam indicado para transporte escolar. Os bancos têm dimensões adequadas para o porte das crianças e contam com cinto de segurança também no tamanho mais apropriado.

Os veículos possuem área especial para cadeira de rodas. Entre outros itens para segurança e conforto dos alunos estão encostos de cabeça nas poltronas que contam na parte de trás com porta-caderno, pega-mão e são revestidas de vinil lavável antideslizante. Há porta-pertence para o motorista na região do painel.
As saídas de emergência são localizadas no teto, por escotilhas, e nas janelas especiais.

Para tornar as operações de embarque e desembarque mais seguras, os veículos modelo CityClass Escolar contam com luzes intermitentes que se ligam quando a porta é acionada. A porta também disponibiliza válvula de emergência que permite abertura manual, se necessário.

Há também dispositivos de ventilação forçada, com ar natural, que segundo a Iveco, permitem a renovação do ar 30 vezes por hora. Tomadas de ar e elétrica na dianteira ajuda em eventual socorro do veículo em caso de pane e nas operações de reboque.

Adamo Bazani
, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Blog Ponto de Ônibus

Projeto torna obrigatório cinto de segurança de três pontos em ônibus

  Créditos: Guto de Castro/Acervo
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 4254/12, do deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), que inclui o cinto de segurança de três pontos entre os equipamentos obrigatórios em ônibus. A exceção fica por conta dos ônibus destinados ao transporte de passageiros nos percursos em que seja permitido viajar em pé. Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) já obriga o uso de cinto de segurança em ônibus, com exceção daqueles em que seja permitido viajar em pé. Ao regulamentar o código, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) permitiu o uso de cinto subabdominal (de dois pontos) para os passageiros.

“O cinto de segurança de três pontos supera o de dois pontos quanto à proteção do corpo humano em caso de sinistros, por melhorar a distribuição e a absorção da força do impacto ao longo das áreas em que faz contato com o corpo: tórax e quadril”, diz o deputado.
O cinto de três pontos já é obrigatório para todos os assentos dos automóveis, com exceção dos assentos centrais, que podem utilizar o cinto subabdominal.
Segurança
Geraldo Resende ressalta que o cinto de segurança protege a vida das pessoas e reduz as consequências nefastas dos acidentes, impedindo impactos com partes internas dos veículos e que seus ocupantes sejam arremessados para fora.
Na última segunda-feira (22), um acidente envolvendo um ônibus na rodovia Rio-Teresópolis (BR-116) provocou a morte de 15 pessoas. Segundo informações divulgadas pela imprensa, os passageiros não usavam o cinto de segurança durante a viagem.
Prazo de adaptação
O projeto exige o cinto de três pontos em ônibus no prazo de um ano após a publicação da lei. Segundo o deputado, esse tempo é suficiente para o Contran regulamentar a norma e para os fabricantes adaptarem os veículos.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será examinado pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 Agência Câmara/Portal Ônbius Paraibanos

Um pouco sobre o V-TRONIC da Volkswagen

 Créditos: Guto de Castro/Acervo
 
A grande vantagem desse novo câmbio é o conforto no trânsito urbano, pois o motorista não precisa pisar na embreagem e nem acionar a alavanca de mudanças no aborrecido pára-e-anda dos congestionamentos e cruzamentos. O sistema faz tudo sozinho, exatamente como um câmbio automático convencional. E existe ainda a possibilidade de dirigir de forma mais esportiva: com toques na alavanca, as marchas podem também ser cambiadas exatamente como numa caixa manual.

Afinal, é ou não é automático?
A caixa é manual, com o mesmo sistema mecânico de cambiar as cinco (ou seis, ou sete...) marchas. E tem exatamente a mesma velha e conhecida embreagem da caixa tradicional.
 
Entretanto, a eletrônica permitiu desenvolver um equipamento adicional, acoplado à caixa, que elimina o pedal da embreagem e a necessidade de acionar a alavanca para cambiar as marchas. É como se tivesse um "pezinho eletrônico", para acionar a embreagem, e uma "mãozinha eletrônica", para comandar a caixa. Tudo funciona com sensores que "percebem" as diversas situações nas quais o motorista teria que pisar na embreagem e mudar para uma marcha mais forte, ou mais fraca, quando sobe ou desce o giro do motor.
Vantagens
Custo - Um câmbio automático custa de R$ 4 mil a R$ 5 mil a mais que o manual. O automatizado encarece a metade.
Peso - O manual automatizado pesa menos que o automático convencional.
Economia - O automático aumenta o consumo, enquanto o automatizado reduz.
Operação - Além de ser mais confortável, o sistema muda as marchas eletronicamente, de forma mais precisa que o motorista, reduzindo o desgaste da embreagem.
Versátil - Dá a opção de funcionar no modo automático ou manual.
Desvantagens
Tranco - No momento de cambiar, o carro dá uma "engasgada". O motorista precisa se acostumar e dar uma aliviada no acelerador, para reduzir o desconforto.
Arrancada - Em situações extremas, carregado e numa subida, o carro sai lentamente, pois o sistema não aumenta o giro do motor além do necessário.
Em resumo O câmbio automatizado é uma tendência mundial. Será aperfeiçoado e vai substituir - a longo prazo - o sistema automático tradicional.
Vindo dos automóveis
Esse tipo de câmbio já vem sendo utilizado nos carros de passeio, podemos destacar como exemplos o Easytonic (GM); Dualogic (Fiat) e o Imotion (VW)
 
No Brasil, a GM optou pelo sistema Luk, de acionamento elétrico e que ela chama de Easytronic. O da Fiat, chamado de Dualogic, foi desenvolvido pela Magneti Marelli e tem operação hidráulica. Tecnologicamente, o sistema da Fiat é mais moderno, pois o acionamento hidráulico é um pouco mais caro, porém mais rápido e suave que o elétrico, da GM. O software do Dualogic é também mais interessante que o do Easytronic: no Dualogic, o modo automático permanece mesmo quando o motorista decide mudar a marcha. No câmbio da GM, o sistema "entende" que deve - nessa situação - mudar para o modo manual, exigindo um toque adicional na alavanca para voltar para o modo automático.
  
Outra vantagem do câmbio dos modelos da Fiat é que se pode (opcionalmente) cambiar com as borboletas (ou paletas) no volante, como na Fórmula 1.
 
Ponto para a GM no quesito honestidade com o consumidor: ela anuncia um câmbio "automatizado", enquanto a Fiat mente ao dizer que o seu é "automático". Em primeiro lugar, porque tanto o da GM como o da Fiat não funcionam suavemente, como nos automáticos convencionais. Além disso, quem compra um Stilo Dualogic acreditando que o câmbio é automático de fato não vai entender nada quando levar o carro para a revisão e vier a conta de "substituição do conjunto de embreagem"...
 
Uso nos ônibus
 
É bem antiga a discussão sobre qual é a melhor caixa de cambio para equipar ônibus urbano. É melhor a manual? Ou é a automática?
A preferência do frotista, seja por questão de preço ou desconhecimento sobre a automática, acaba recaindo na transmissão mecânica.
A Volkswagen, vice-líder em ônibus, decidiu, junto com a ZF, oferecer uma caixa, digamos, intermediária. Funciona como se fosse automática. Para o motorista, não tem pedal de embreagem, nem alavanca de mudança. Para o frotista, garante a montadora, "as operações de manutenção são as mesmas de uma caixa de câmbio mecânica".
A Volkswagen passou a oferecer para grandes centros urbanos a linha de chassis de ônibus Volksbus V-Tronic. A montadora garante que é a primeira a oferecer de fábrica veículos equipados com câmbio de acionamento mecânico, mas sem alavanca de mudança de marchas e sem o pedal de embreagem.
O ônibus com caixa V-Tronic é uma resposta de conforto para atender especificidades da demanda do sistema coletivo.
A Volkswagen cita o caso da maior cidade do Brasil, São Paulo, onde a velocidade média dos veículos caiu de 25 km por hora em 1998 para 17 km por hora atualmente.
Tal situação tem como origem principal uma expansão de frota de carros (três vezes maior que a população) não acompanhada por obras de infra-estrutura.
 
Créditos: Guto de Castro/Acervo

A menor velocidade dos veículos resultou em pelo menos dois fatos negativos que comprometeram o sistema de transporte por ônibus: aumento de custo operacional e queda no volume de passageiros.
Além dos custos, o estresse do motorista foi agravado. Isso para uma profissão já reconhecida como uma das mais estressantes. O motorista em uma jornada troca de marchas até 3 mil vezes.
Isso reduz produtividade e causa doenças."Em 35% desses profissionais as trocas constantes de marchas causam bursite, tendinite ou foco de dores na região dos ombros, especialmente o direito", informa a Volkswagen, valendo-se de estudos sobre o caso.
Manual ou Automática
Em ambiente de perda de receita é difícil a recepção de soluções - mesmo que elas tragam aumento de produtividade e redução de custos. A caixa automática clássica estaria enquadrada como uma dessas soluções sugeridas aos frotistas de ônibus urbanos e não adotadas. Embora possa reduzir alguns custos operacionais e o estresse do motorista, a caixa automática clássica tem o inconveniente do maior custo inicial em relação à caixa manual.
  

A Volkswagen diz que encontrou a solução ao aliar as características positivas de cada uma das tecnologias de câmbio disponíveis no mercado. Então, em parceria com a ZF Transmissões, desenvolveu os modelos Volksbus VW 17.230 EOD VTronic e VW 17.260 EOT V-Tronic com caixa de câmbio mecânica convencional (sistema com engrenagens) e embreagem convencional "de baixo custo de reposição, mas sem alavanca de mudança de marchas e sem o pedal de embreagem", garante a montadora, que acrescenta. "O consumo de combustível é próximo do modelo com câmbio manual, e o motorista dirige com segurança, sem tirar as mãos do volante".
A Volkswagen informa que o "o sistema controla as mudanças de marcha de acordo com a condição de peso do veículo, inclinação do piso, posição do pedal do acelerador e acionamento da embreagem - tudo eletronicamente". Tais atributos, ainda de acordo com a montadora, "maximiza a vidaútil dos elementos internos da caixa de câmbio e da embreagem, e quando o freio de serviço é acionado, o sistema passa a reduzir as marchas, auxiliando no processo de frenagem e economizando as lonas de freio". Ainda segundo a Volkswagen o sistema também controla o "uso abusivo da embreagem e sua durabilidade, 'educando' o motorista na sua utilização".
Custo baixo
“A V-Tronic é uma tecnologia de ponta, mas com um custo mais barato. Estamos lançando um novo conceito. A linha V-Tronic traz uma caixa de acionamento mecânico, mas sem alavanca de mudança de marchas e sem o pedal de embreagem. Ou seja, é uma caixa de transmissões automatizada. Daremos mais conforto ao motorista de ônibus urbano, que possui uma das profissões mais estressantes do mundo. Ele não vai mais precisar ficar trocando toda a hora de marcha e se cansando”.
A caixa automatizada escolhida para equipar os novos modelos é a ZF 6AS 1010 BO. A carta na manga da VWCO é justamente oferecer uma caixa mecânica convencional, sistema com engrenagens, de embreagem convencional, contudo sem a alavanca de passagem de marchas, o que também gera um baixo custo de manutenção e pequeno índice de quebra. Segundo a marca, o consumo de combustível é próximo do modelo com câmbio manual.
“O sistema V-Tronic controla as mudanças de marcha de acordo com a condição de peso do veículo, inclinação do piso, posição do pedal do acelerador e acionamento da embreagem – tudo eletronicamente. Ele ainda controla o uso abusivo da embreagem e sua durabilidade”.
Duas opções
No mercado, o frotista de ônibus está acostumado a já poder escolher duas opções de caixa, mecânica ou automática. Porém, a versão automática ainda é cara. Sai em média R$ 50 mil. A idéia da Volks é oferecer a opção intermediária. Nesse contexto, o valor da caixa V-Tronic varia de R$ 25 mil a R$ 27 mil. 
 
Os dois modelos são equipados com o motor MWM 6.12 TCE-EURO III. O VW 17.230 EOD possui 225 cavalos de potência a 2.200 rotações por minuto e desenvolve um torque de 84,4 kgfm entre 1.200 a 1.600 rpm. Já o VW 17.260 EOT, carrega 260 cavalos a 2.500 rpm e desenvolve um torque líquido de 92 kgfm entre 1.300 a 1.900 rpm.
Testes 
São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Recife. Essas foram as capitais escolhidas pela Volkswagen para rodar 10 veículos de testes em parceria com frotistas. Todos rodaram em condições reais de operação. Os testes consumiram 1 milhão de quilômetros.
Como essas cidades apresentam condições diferentes de clima, trânsito, relevo e conservação de ruas, a marca aproveitou, também o laboratório, para escolher a adaptação ideal que pretende usar nos ônibus V-Tronic que serão exportados.
Pioneirismo e única no mercado
Até o presente momento, a MAN América Latina (Volkswagen) é a única no segmento de ônibus que possui tal sistema de câmbio.
  
Canal Parada Solicitada/Portal Ônibus Paraibanos

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O novo ônibus urbano da Irizar na Europa

Irizar apresenta novo ônibus urbano na Europa. O modelo i3 segue as tendências de design da fabricante. Veículo é para aplicação urbana e intermunicipal. Para o Brasil, empresa ainda não tem planos para fazer veículos urbanos.


Créditos: Leandro Ferreira/Transportes XXI

O veículo chama a atenção pelo o design e mostra que a Europa já incorpora conceitos de transportes rodoviários, como mais equipamentos de conforto, para os serviços urbanos. O modelo i3, da Irizar, foi apresentado no salão de veículos comerciais em Madrid, na Espanha, FIAA Madrid 2012.

Destinado para operações urbanas e interurbanas, o modelo traz elementos estéticos de toda a linha da marca, inclusive de rodoviários, com destaque para o conjunto óptico.

A unidade apresentada foi encarroçada sobre chassi B 7R da Volvo. A configuração é de piso baixo central(low entry). Além disso, a porta do meio possui uma rampa para acesso de portadores de limitações e deficiências.

A disposição interna de poltronas foi melhorada, segundo a Irizar, para comportar maior número de lugares, sem comprometer o espaço entre os bancos e o conforto. A versão de 12,5 metros de comprimento pode receber até 45 assentos. O Irizar i3 também pode ter a versão midi, intermediária entre micro-ônibus e ônibus convencional.

Foram usados novos materiais que deixam o veículo mais leve, resultando em melhor desempenho do motor e mais economia, ainda segundo a fabricante. A estrutura segue o padrão europeu R 66/01. A parte da frente está mais resistente às colisões e o teto, mais rígido. O modelo vai ser comercializado na Espanha e em Portugal.

 Créditos: Leandro Ferreira/Transportes XXI

ELÉTRICO:
O i3 também vai servir para o projeto de ônibus elétrico da Irizar. Hoje na Europa, as exigências por veículos com tecnologia de tração alternativa ao petróleo têm sido cada vez maiores. E a empresa não quer perder este mercado que está em crescimento, mesmo que ainda com a velocidade não desejada.

BRASIL:
A Irizar no Brasil, com sede em Botucatu, interior Paulista, fabrica apenas ônibus rodoviários. Na Fetransrio, evento organizado pela Fabus (Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus), Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro) e OTM Editora, a empresa lançou o modelo para médias e longas distâncias Irizar i6. O ônibus, dotado dos padrões europeus de estrutura de carroceria, se situa entre o modelo Century e o topo de linha PB e é a aposta da companhia para aumentar a participação num mercado cuja predominância é da linha Geração Sete (G 7), da Marcopolo.

Para o Brasil, não há planos por enquanto de produção de ônibus urbanos.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Com Carlos Moura, Transportes em Revista.

Blog Ponto de Ônibus

A importância do uso do cinto em ônibus. ANTT vai reforçar fiscalização na 1001

Cinto de segurança em ônibus é pouco usado por passageiros. Estudos comprovam que uso pode evitar graves lesões e salvar vidas.


Créditos: Renan Watanabe/Blog Ponto de Ônibus

A tragédia envolvendo um ônibus da Auto Viação 1001 na tarde de segunda-feira que ao cair numa ribanceira na Serra de Teresópolis, região de Guapimirim, na Baixada Fluminense, provocou a morte de 15 pessoas, levantou mais uma vez o tema sobre o pouco uso do cinto de segurança por parte de passageiros de ônibus.

O cinto não evita o acidente, mas diminui suas proporções. De acordo com relatos de passageiros do veículo que sobreviveram , ao Jornal O Dia, o motorista Eduardo Fernandes, de 44 anos, que também morreu, alertou a todos os usuários a se sentarem e usarem o cinto de segurança pouco antes de cair de uma altura de 10 metros. Relatos ainda dão conta que os passageiros que seguiram a orientação e colocaram o cinto foram os menos atingidos.

Ainda de acordo com estas testemunhas, muitos usuários desesperados antes de o ônibus cair, ficaram em pé no veículo, que já estava em alta velocidade e sem controle. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o veículo atingia cerca de 80 km/h sendo que o máximo permitido para o trecho é de 60km/h.
A questão do baixo uso do cinto de segurança em ônibus é grave.

De acordo com a CNT – Confederação Nacional dos Transportes – apenas 2% dos passageiros usam o equipamento de segurança. A presença do cinto em ônibus intermunicipais e interestaduais de característica rodoviárias é obrigatória desde 1997.

No caso do ônibus, além de evitar que o passageiro bata a cabeça no banco da frente ou nas divisórias do veículo, também impede que a pessoa seja lançada dentro ou mesmo para fora do salão de passageiros, que é bem maior que um veículo de passeio, cujo uso do cinto, por lei, virou hábito. Estudos dão conta que estes fatores ligados ao lançamento das pessoas pelo ônibus são algumas das maiores causas de mortes.

ANTT VAI INTENSIFICAR FISCALIZAÇÃO NA 1001:
Depois da tragédia envolvendo o ônibus 2212 da Auto Viação 1001, a ANTT – Agência Nacional dos Transportes Terrestres disse que vai intensificar a fiscalização nas garagens da empresa.

Só neste ano, a ANTT emitiu 183 multas contra a 1001 por diversos fatores. Já o Detro – Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro aplicou 553 multas. A falta da realização da inspeção obrigatória foi um dos principais motivos, de acordo com a autarquia.

Em nota, a Auto Viação 1001 disse que o veículo passou por todas as vistorias e estava com a manutenção em dia. O ônibus 2212 passou por inspeção no último dia 10, segundo a companhia. A empresa ainda acrescentou que presta assistência às famílias das vítimas que perderam a vida e aos feridos.

O motorista que morreu no acidente trabalhava há pouco mais de quatro anos na empresa. Não estão descartas as hipóteses de falha mecânica ou mesmo de o condutor não ter passado bem.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes (com agências)

Blog Ponto de Ônibus

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Projetos de BRTs movimentam indústria de ônibus

Montadoras intensificam disputa para equipar novas linhas rápidas no País


Créditos: Terra/Divulgação
 
Integrante dos planos de melhoria do transporte público na maioria das cidades-sede da Copa do Mundo 2014, os sistemas de ônibus rápidos, os BRTs, abrem uma nova frente de disputa entre as indústrias de carrocerias e de chassis de ônibus. De olho na chance de fornecer veículos para as linhas em construção ou em planejamento em cidades como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre, as empresas aceleram lançamentos dos veículos voltados para o sistema que utiliza veículos articulados com capacidade para até 270 passageiros.

A expectativa no mercado é de que as novas operações de BRTs exijam a aquisição de cerca de 2,5 mil coletivos especiais até 2014. O volume equivale a mais de 20% do mercado brasileiro anual de ônibus urbanos, que é de 12 mil unidades, segundo Dario Ferreira, diretor comercial da Comil Ônibus, que espera abocanhar 15% desse mercado. A empresa lançou, no início de outubro, um novo modelo voltado para o segmento durante a Fetransrio 2012, uma das principais feiras do segmento no País, realizada no Rio de Janeiro.

A Neobus também aposta no segmento. A empresa desde 2011 produz BRT, como um modelo biarticulado utilizado em Curitiba. E também aposta nas exportações para países como Chile e Equador.

Como a maioria dos projetos entra em operação até 2014, o próximo ano deve marcar a intensificação da concorrência entre as montadoras na briga pela preferência das operadoras e das prefeituras. Maurício da Cunha, diretor industrial da encarroçadora Caio Induscar, espera o mercado de BRT em alta já em 2013. “Nós queremos vender 500 unidades, o equivalente a 5% da nossa produção”, diz o executivo da empresa que começou neste ano a produzir uma linha de coletivos para essa modalidade.

Enquanto os projetos das capitais e sedes da Copa lideram o atual ciclo de implantação de BRTs, depois de 2014 as indústrias devem se voltar para as cidades de médio porte. “Os municípios a partir de 400 mil ou 500 mil habitantes também devem adotar esse tipo transporte”, diz Paulo Corso, diretor de operações comerciais da Marcopolo. A empresa já montou BRTs para cidades da América Latina e tem veículos em operação no Corredor Transoeste, no Rio de Janeiro. Segundo levantamento do projeto BRT Brasil, da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, o Brasil tem hoje, pelo menos, 15 cidades com projetos em andamento, com investimentos que superam a marca de R$ 8 bilhões até 2016.

A sigla BRT vem do inglês Bus Rapid Transit, que significa Transporte Rápido por Ônibus. O sistema prevê linhas expressas com ônibus articulados com capacidade entre 160 e 270 passageiros. Os ônibus circulam em pistas exclusivas, e as estações contam com pistas de ultrapassagem. Para entrar no veículo, os usuários pagam sua passagem ao ingressar na estação, como em um metrô, o que reduz o tempo de embarque. Um dos principais atrativos é o custo de instalação, inferior ao dos trens subterrâneos, e o tempo de implantação, que pode ser de apenas um ano, de acordo com Wagner Colombini, diretor da Logit Consultoria.

O Sistema de BRT mais antigo do Brasil é o de Curitiba, implantado nos anos 1970. Mas foi nos últimos anos, com o aumento da frota de veículos e a multiplicação de congestionamentos nas grandes cidades, que o sistema entrou nos planos das prefeituras brasileiras para melhorar a eficiência da mobilidade urbana. Além das capitais do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, também há planos para o uso do sistema em Belém, Brasília, Campo Grande, Cascavel, Curitiba, Goiânia, Recife, Manaus, Maringá, Uberlândia, Vitória e Curitiba, que deve ganhar novas linhas.

Cartola – Agência de Conteúdo. Especial para o Terra

Terra

Marcopolo inaugura Centro de Treinamento considerado um dos mais modernos do segmento

Marcopolo inaugura um dos centros de qualificação de mão de obra mais modernos do setor de ônibus. CTM – Centro de Treinamento Marcopolo possui 3,3 mil metros quadrados de área construída e conta com novos equipamentos para formação e especialização de trabalhadores.



Créditos: Julio Soares/Acervo

Sabe aquela época em que os chassis de caminhão recebiam carrocerias de ônibus básicas, que pareciam caixotes enormes de lata? Que os ônibus não tinham ar condicionado, equipamentos eletrônicos e que os bancos eram de fibra ou com estofados que não deixavam a viagem mais confortável?

Pois é, esta época passou. Apesar de o ônibus ainda precisar avançar muito em vários aspectos, não dá nem para comparar. Hoje os veículos possuem itens que revelam as exigências da sociedade e do poder público quanto à segurança, conforto, meio ambiente e design.

Até mesmo os ônibus mais simples urbanos são dotados de materiais e soluções que antes sequer faziam parte dos planos do transporte público. Mas a essência de um bom veículo, para atender a todas estas novas exigências, não está apenas na tecnologia ou nas legislações e sim na mão de obra.

Apesar de a fabricação de ônibus ainda ter muitas características artesanais, dado o nível de personalização dos modelos que se alteram a cada legislação municipal, hoje o trabalhador em indústria de ônibus precisa ter uma qualificação maior.

Foi com esta consciência que a Marcopolo inaugurou nesta segunda-feira, dia 22 de outubro de 2012, o CTM – Centro de Treinamento Marcopolo. O CTM possui uma área de 3,3 mil metros quadrados de construção e vai ser destinado a atender melhor os alunos da Escola de Formação Profissional Marcopolo, composta por jovens que necessitam de uma oportunidade no aprendizado técnico, e para melhor qualificar os funcionários que já atuam na empresa.

Com maior espaço, é possível agora atender um número maior de pessoas, ter mais equipamentos e salas para aprendizado, além de contar com materiais inéditos até então. Para se ter uma ideia, o número de bancadas de mecânica subiu de 20 para 40. São agora 40 pontos de solda em vez de oito e o número de simuladores eletroeletrônicos subiu de seis para 45.

Com o maior espaço, também será possível reproduzir com maior fidelidade o ambiente da fábrica, o que segundo a Marcopolo, vai aumentar a qualidade e a produtividade da mão de obra que vai sair com noção mais próxima da realidade das linhas de produção.

Os alunos e profissionais que passarem pelo Centro de Treinamento, por exemplo, vão aprender a operar um robô soldador idêntico aos usados na fábrica e pelo maior espaço vão também trabalhar já sobre chassis das principais montadoras de ônibus do País.

Para melhor ensino de cada área ou etapa de produção, haverá células específicas como para elétrica, mecânica, ar condicionado, soldagem, operação de máquinas, plásticos e pintura. O espaço também conta com área administrativa, oito salas de aula para formação técnica, incluindo inglês e espanhol, e um auditório com capacidade para 200 pessoas.

Em relação ao meio ambiente, além de a construção usar materiais menos agressivos, parte do espaço tem telhas translúcidas que aproveitam melhor a luz natural o que pode ajudar a diminuir o consumo de energia elétrica. A Marcopolo investiu cerca de R$ 2 milhões para o novo centro de treinamento.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Blog Ponto de Ônibus

Neobus projeta fechar o ano com 4,3 mil unidades produzidas

 Créditos: Guto de Castro/Acervo

A receita líquida da fabricante de ônibus Neobus, de Caxias do Sul, deverá registrar um crescimento entre 10% e 15% este ano, na comparação com 2011, de acordo com o anúncio feito pelo presidente da empresa, Edson Tomiello. O executivo projeta fechar o ano com uma produção de 4,3 mil unidades.

Boa parte do resultado deverá vir das exportações da empresa, que deverão saltar de US$ 3 milhões em 2011 para US$ 40 milhões em 2012, especialmente pela venda de ônibus BRT (Bus Rapid Transit) e micro-ônibus para países como Chile e Equador.

Edson Tomiello também anunciou que a Neobus iniciará a seleção de funcionários para a fábrica de Três Rios (RJ) ainda em 2012, antecipando em alguns meses o início da operação, uma vez que a empresa adquiriu instalações industriais já existentes, em vez de comprar uma área e construir. Com isso, a nova unidade deverá iniciar a produção de ônibus em 2013, com 800 funcionários e produção diária de 13 unidades.

Transporte Mídia

sábado, 20 de outubro de 2012

Onde Está Você: Pedrosa 311


A coluna "Onde Está Você" deste sábado traz mais um veículo que já rodou nas empresas recifenses e que, após ser aposentado, foi servir em outras freguesias.

Hoje falaremos de um Comil Svelto III Mercedes-Benz OF-1417 que pertenceu à Pedrosa e tinha o prefixo 311. Chegou à empresa em 2003, permanecendo na frota até 2011.

Créditos: Walace Aguiar/Ônibus Brasil

No final do ano passado, o 311 foi remanejado para a São Judas Tadeu, empresa que na época acabava de ser incorporada ao grupo empresarial da Pedrosa. Assim, o veículo passou a operar as linhas municipais do Cabo de Santo Agostinho. Lá, manteve o prefixo que ostentava no Recife.

A chegada do 311 e de outros veículos usados para a SJT foi importante, pois permitiu uma renovação na frota da empresa que opera as linhas municipais do Cabo de Santo Agostinho. A idade média da frota, que era da cerca de 15 anos, caiu para 8.

Veja como ficou o 311 na São Judas Tadeu:

Créditos: Guto de Castro/Acervo

Grande Recife programa esquema de transporte para concurso da Escola de Aplicação da UFPE

 Créditos: Guto de Castro/Acervo

O Grande Recife programou reforço de frota e viagem, no domingo (21), para os candidatos do concurso da Escola de Aplicação da UFPE. No total, serão colocados mais quatro coletivos e 23 viagens extras, resultando em 39 ônibus e 315 viagens para atender a demanda com destino ao campus da Universidade.

As quatro linhas reforçadas são: 20 - Candeias/ Dois Irmãos, 202 – Barro/Macaxeira, 432 – CDU/Várzea e 920 - Rio Doce/CDU. Os ônibus das linhas 303 – Curado II/Caxangá (BR 232) e 920 – Rio Doce/CDU farão atendimento ao Campus da UFPE, a partir das 6h, até o fim do exame.

Outras informações como os horários que os coletivos saem do terminal e os itinerários das linhas, o usuário pode entrar em contato com a Central de Atendimento ao Cliente, através do número 0800.081.0158.

Programação para o concurso da escola de Aplicação da UFPE

Linhas Reforçadas:

20 – Candeias/Dois Irmãos
920 – Rio Doce/CDU
432 – CDU/Várzea
202- Barro/Macaxeira (Várzea)

Linhas com itinerário ampliado até o campus da UFPE:

303 – Curado II Caxangá (BR-232)
920 – Rio Doce/CDU
OBS: As duas linhas atenderão todo o Campus da UFPE no dia do concurso.

GRCT

Volvo vende 240 ônibus em sua caravana

Montadora demonstra vantagens de seus produtos direto com os clientes


Créditos: Mario Augusto/Ônibus Brasil
 
Durante a Caravana de Soluções Volvo, organizada para divulgar a nova linha de chassis de ônibus com motor Euro 5 pelo Brasil, a fabricante negociou 240 ônibus. Ao todo, foram 58 cidades visitadas, tendo atravessado mais de 580 cidades por 257 mil quilômetros.

“Tomamos a iniciativa de ir até a casa dos operadores de transporte e tivemos a oportunidade de mostrar a eles todos os nossos produtos e soluções de transporte urbano e rodoviário. Os resultados superaram as nossas expectativas”, afirma Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America.

Na verdade, a caravana foi dividida em duas, sendo uma com roteiro Sul e outra Norte. Cada uma era formada por seis ônibus completos e dois chassis, acompanhados por técnicos para explanação das características de cada modelo de chassi.

“O diálogo próximo com os empresários e pessoas que atuam no setor durante a caravana foi muito rico. Hoje somos a montadora com o maior portfólio de produtos do mercado e estamos preparados para contribuir de maneira efetiva com o aumento da eficiência e da produtividade das operações dos nossos clientes”, destaca Pimenta.

Transponline

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Marcopolo e funcionários comemoram junto ao ônibus 350 mil

Marcopolo faz comemoração com ônibus 350 mil. Veículo de dois andares foi cercado por funcionários que celebraram os 63 anos da empresa que se tornou a terceira maior encarroçadora do mundo.


Créditos: Julio Soares/Marcopolo

Em 06 de agosto de 1949, os irmãos Dorval Antônio Nicola, Nelson Nicola, Doracy Luiz Nicola fundavam a empresa Nicola & Cia para serviços de chapeação e pintura de cabines de caminhão. No mesmo ano, surgia a primeira encomenda para a produção de uma carroceria de ônibus. O ônibus era feito de madeira sobre uma estrutura de alumínio. Demorou três meses para ficar pronto, já que foi feito artesanalmente, forma de produção muito comum até os anos de 1950, quando, com os incentivos ao transporte rodoviário e à indústria automotiva, as fabricantes de carrocerias começavam a assumir uma postura mais profissionalizada.

O veículo deu origem a uma encomenda feita por uma empresa de ônibus do Sul, a Transporte Pérola. Seria o primeiro lote de uma quantidade de ônibus que tornaria a Marcopolo, nome adotado nos anos de 1970, uma das maiores produtoras de carrocerias do mundo. Estima-se que seja a terceira maior fabricante mundial, com previsão de 32,5 mil unidades só este ano.

Neste mês de outubro, a Marcopolo comemorou a produção de 350 mil ônibus. O veículo deste número é um Paradiso 1800 DD (Double Decker), ônibus de dois andares de luxo, que recebeu pintura comemorativa para o feito. O ônibus pertence à Geração Sete de rodoviários, lançada em 2009. Desde então, os modelos da Geração Sete, G 7, como são chamados, já venderam mais de 10 mil unidades, entre o Viaggio 900, Viaggio 1050, Paradiso 1050, Paradiso 1200, Paradiso 1600 LD – Low Driver e Paradiso 1800 DD – Double Decker.

Os ônibus da Geração Sete são dotados de itens de conforto, segurança e design moderno. O veículo comemorativo de dois andares, número 350 mil, é encarroçado sobre chassi Scania K 440 8 X 2, ou seja, com dois eixos na frente e dois traseiros. A capacidade é para 44 passageiros no piso superior com poltronas semi-leito e nove passageiros no piso inferior acomodados em poltrona tipo leito. As poltronas possuem tecido especial, espuma de viscoeslático que se amolda ao corpo e novos apoios para pés e braços.

O piso inferior conta com sistema de áudio e vídeo, com aparelho de DVD, dois monitores de 23 polegadas, rádio com MP3, fones de ouvido com plugs individuais e controle do volume do som no console das poltronas, além de saídas individuais de ar ondicionado, com possibilidade o passageiro controlar o fluxo de resfriamento são alguns dos diferenciais da carroceria, segundo a Marcopolo. A iluminação é indireta para aumentar o conforto visual do passageiro e as luzes de leitura, acionadas por toque suave, são de LED, assim como os conjuntos ópticos externos traseiro e dianteiro.

Mas para que a Marcopolo chegasse a esta sofisticação em seu modelo e ao número de 350 mil carrocerias, um longo caminho teve de ser percorrido. São vários os fatos que marcaram a história não da empresa apenas, mas que refletiram pelos transportes o crescimento do País. Até o Marcopolo Paradiso 1800 DD, número 350 mil, não podem ser esquecidos: o primeiro ônibus de madeira em 1949, a entrada na empresa de Paulo Pedro Bellini, em 1951, que deu uma nova dimensão ao negócio e que está até hoje na companhia, a construção das primeiras carrocerias metálicas em 1952, as primeiras exportações em 1961, a mudança de nome de Nicola para Marcopolo por conta do sucesso do modelo homônimo e pelo fato de não haver mais nenhum Nicola na administração da empresa, a compra das Carrocerias Eliziário, em 1969, o primeiro ônibus de BRT em 1974 para o Curitiba – o Veneza Expresso, o lançamento no início dos anos de 1970 do modelo San Remo, a entrada em produção do urbano Torino entre 1982 e 1983, em 1986, o Paradiso High Deck, com salão de passageiros acima do nível do motorista, sendo até então o ônibus brasileiro mais alto, com 3,96 metros, entre outros.

Toda a história, que registrava avanços a passos mais lentos, mostra agora que o segmento de ônibus acompanha a velocidade das mudanças, cada vez maior. Provas são os números de produção, informados em nota à imprensa, pelo diretor geral da Marcopolo, José Rubens de La Rosa:

“Comemoramos 100 mil ônibus em 1998. Em 2007, superamos as 200 mil unidades e agora, em apenas cinco anos, ultrapassamos a marca dos 350 mil veículos produzidos. Isso também é reflexo da internacionalização da Marcopolo e da ampliação de suas operações nos principais mercados do mundo, que deverão fabricar 32,5 mil unidades somente este ano”, salienta o executivo.

Ainda segundo a nota, “hoje, a Marcopolo possui fábricas em nove países além do Brasil (África do Sul, Argentina, Austrália, China, Colômbia, Egito, Índia, México e Rússia) e conta com cerca de 22 mil colaboradores. No Brasil são três unidades que produzem mais de 20 mil ônibus por ano, localizadas em Caxias do Sul (duas) e Rio de Janeiro.”

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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