Mostrando postagens com marcador Oposição Rodoviária. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Oposição Rodoviária. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Protesto marca posse da nova gestão do Sindicato dos Rodoviários



Uma confusão chama a atenção de quem passa na rua Araripina, em Santo Amaro. Um grupo de cerca de 20 pessoas protestam em frente ao Sindicato dos Rodoviários de Recife e Região Metropolitana (STTREPE) contra a nova diretoria, que toma posse na manhã desta terça-feira e não está permitindo a entrada de integrantes da oposição.


De acordo com a assessoria de imprensa da Chapa 3, eleita em agosto passado, houve um racha que dividiu a diretoria composta por 15 pessoas. Segundo informações preliminares, o novo presidente, Benilson Custódio, teria feito um acordo com a gestão passada e não estaria cumprindo promessas de campanha



Até a advogada da Chapa, Maria Rita, que atuou no processo de eleição e que está com uma das pernas quebrada, foi impedida de entrar no sindicato. "Eu ajudei a eleger esse presidente. Se ele está assumindo hoje é porque houve o trabalho de uma equipe. Queremos participar do ato de posse para garantir transparência do processo democrático", disse.


A rodoviária Maria de Fátima, 40 anos, que também trabalhou na campanha da Chapa 3, está indignada. "Fui barrada na porta, mas trabalhei dias e dias para garantir a eleição desse presidente". Uma viatura da Polícia Militar acompanha a ação dos manifestantes, que prometem não sair do local.


A Chapa 3 “Oposição Rodoviária de Verdade” ganhou as eleições em agosto passado contra as Chapas da CUT e Força Sindical. Quem deixa o sindicato é Patrício Magalhães, após 28 anos de mandato.

Diário de Pernambuco

terça-feira, 13 de maio de 2014

Rodoviários começam a escolher presidente do sindicato desde as 4h

Créditos: JC Imagem/Divulgação


Começou às 4h desta terça-feira (13) a eleição para a presidência do Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco (STTREPE). Em 14 pontos da cidade, motoristas e cobradores de ônibus foram votar em um dos três candidatos, Patrício Magalhães (Chapa 1), Roberto Carlos Torres (Chapa 2) e Benílson Custódio da Silva (Chapa 3). Segundo o Ministério Público de Trabalho (MPT), nas primeiras horas da manhã, o pleito transcorreu com tranquilidade.

De acordo com o órgão, o dois únicos incidentes, na madrugada, tiveram relação com o fato de dois trabalhadores terem comparecidos ao local de votação sem o documento oficial com foto. Os rodoviários portavam apenas o Vale Eletrônico Metropolitano (VEM).

“É imprescindível que os trabalhadores estejam com algum documento oficial com foto, para exercerem o direito de voto”, orientam os procuradores do Trabalho, José Laízio Pinto Júnior e Renato Saraiva, que já estiveram hoje pela manhã nas urnas localizadas nas garagens da Borborema e da Vera Cruz, empresas com o maior número de votantes, 671 e 453, respectivamente.

No pleito, três chapas disputam a representação da categoria, formada por, em média, 12 mil trabalhadores, pelos próximos 5 anos. Os 3.402 trabalhadores da categoria, aptos a votar, terão até a meia-noite desta terça (13). A apuração das urnas acontece logo na sequência.

RETROSPECTO - Em janeiro deste ano, a categoria entrou em conflito interno, devido a discordâncias relativas ao processo de convocação da eleição. Grupos de oposição acusavam o atual presidente Patrício Magalhães de manipular os prazos a fim de anular a criação de outras chapas concorrentes. Motoristas e cobradores chegaram a realizar uma forte paralisação no dia 31 de janeiro. Por sua vez, Patrício desqualifica as críticas oposicionistas, alegando estar em dia com o que manda a lesgislação sindical.

Frente a esse impasse, a Procuradoria Regional do Trabalho da 6ª Região interviu, dilatando os prazos para que outras chapas participassem e a eleição contentasse a categoria.

JC Online

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Eleição para nova diretoria do Sindicato dos Rodoviários será em abril

Créditos: JC/Divulgação

Confusão, troca de acusações e até tiros marcaram a audiência realizada na tarde desta quarta na Procuradoria Regional do Trabalho 6ª Região, no bairro do Espinheiro, Zona Norte do Recife, para discutir os rumos e as regras da eleição para os novos dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Pernambuco. Após quase cinco horas de reunião, a procuradoria marcou o pleito para os dias 29 e 30 de abril.

Representantes do Sindicato, da Oposição Rodoviária de Verdade e das centrais sindicais Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Força Sindical se reuniram com procuradores, após uma série de protestos e denúncias contra a atual gestão. O sindicato é presidido há 33 anos por Patrício Magalhães e a votação, que aconteceria nos dias 10 e 11 deste mês, acabou não acontecendo porque a oposição reclamou de falhas no edital.

A oposição acusa o atual presidente do sindicato de práticas consideradas “antissindicalistas”. Diz que há perseguição e demissão de trabalhadores que se opõem a ele. Reclamam ainda que Patrício Magalhães trabalhou para que a eleição tivesse chapa única. “Desde 2012 alertamos o Ministério Público do Trabalho para essas práticas. O que queremos é uma eleição mais justa, democrática e transparente, na qual os rodoviários possam escolher seus representantes”, afirmou o líder da oposição, Aldo Lima.


JC Online

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Eleição do sindicato dos motoristas de ônibus é suspensa e novos protestos cancelados

Patrício Magalhães pediu o cancelamento da eleição prevista para os dias 10 e 11/2. Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

A população escapou de mais um transtorno provocado pela briga sindical entre os motoristas de ônibus da Região Metropolitana do Recife. A eleição da nova direção do Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco, prevista para acontecer nos dias 10 e 11 de fevereiro (próximas segunda e terça-feiras) foi cancelada  e não há data definida para acontecer. Pelo menos por enquanto. Assim, os protestos realizados na semana passada pelos rodoviários que fazem oposição à atual gestão sindical não se repetirão. A promessa, inclusive, era de que seriam ainda maiores e trariam ainda mais transtornos para a cidade caso a eleição se confirmasse.


A disputa foi suspensa pelo próprio Patrício Magalhães, que há mais de três décadas se perpetua à frente do Sindicato dos Rodoviários. “Eu suspendi porque estavam acusando a direção do sindicato de ser antidemocrática, de fazer as coisas na calada da noite para evitar a concorrência. Por isso a diretoria se reuniu e decidiu suspender. E mais: solicitamos ao Ministério Público do Trabalho (MPT) que coordene um novo processo eleitoral, definindo um prazo para a inscrição de chapas que concorram com a nossa. Assim, não podem me acusar de ser antidemocrático”, atacou o presidente.


O procurador do MPT Renato Saraiva, que desde o início desta semana está responsável pelo caso, confirmou que a decisão de suspender a eleição partiu do sindicato. “O presidente me comunicou que estava cancelando a disputa para evitar qualquer problema. E que gostaria que o MPT ficasse à frente do novo processo eleitoral, definindo prazos para inscrição de novas chapas, por exemplo. O objetivo é fazer um processo democrático. Foi ele quem nos procurou. Eu ainda ia analisar a petição”, afirmou o procurador.


Renato Saraiva explicou que pretende reunir situação e oposição para tentar realizar um processo claro e democrático, mas ainda não há data definida para as eleições acontecerem. “Aproveito para já dar um recado: as possíveis chapas que venham surgir na disputa terão que ser compostas por rodoviários de fato. Não adianta inscrever pessoas que não sejam comprovadamente da categoria. Todos têm que ser motoristas”, disse.


OPOSIÇÃO
Aldo Lima, que está à frente da Oposição Rodoviária de Verdade CSP/Conlutas, viu o recuo da atual direção do sindicato como uma vitória. Para ele, Patrício Magalhães voltou atrás e o fez porque sentiu a pressão dos motoristas na semana passada e porque temeu ser obrigado pelo MPT a suspender a eleição. “Ele recuou antes que fosse obrigado, para não sair com a imagem tão desgastada. Foi pura estratégia. Há mais de 30 anos que o processo de eleição do sindicato é feito de forma antidemocrática, absurda mesma. Ele sabia que se não recuasse nós iríamos conseguir uma decisão favorável à anulação”, criticou.

Aldo Lima comanda a Oposição Rodoviária e briga por novas regras para a eleição.
Foto: Guga Matos/JC Imagem


Segundo acusações de Aldo Lima, reforçadas pelo professor Hélio Cabral, que faz parte da Executiva da CSP/Conlutas, o processo eleitoral é tão irregular que, pelo estatuto criado por Patrício Magalhães, é dado o prazo de apenas dois dias para que outras chapas se inscrevam na disputa e todo o controle do processo é do presidente. “É uma verdadeira ditadura. É o presidente quem indica as pessoas que apuram e guardam os votos, por exemplo. Isso é um absurdo, especialmente quando ele é candidato à reeleição”, disse. Provavelmente, quando a nova eleição for definida, deverão disputá-la três chapas: duas da oposição (uma da CSP/Conlutas e outra da CUT) e uma da situação. É esperar mais um capítulo dessa briga sindical que tem extrapolado os limites do sindicato e chegado às ruas, prejudicando milhares de pessoas.

Blog De Olho no Trânsito

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Motoristas e cobradores fizeram paralisação parcial no Grande Recife


Créditos: Diego Nigro/JC Imagem

A sexta-feira (31) começou com a paralisação parcial de motoristas e cobradores de ônibus no Grande Recife. Conforme prometido pelos dois grupos que fazem oposição ao sindicato da categoria, os trabalhadores reduziram a forma de trabalho. Das 6h às 9h10, grupos fizeram piquetes na Avenida Guararapes, na Rua do Hospício, Agamenon Magalhães, nos Terminais do Barro e Tancredo Neves. Apesar do protesto, boa parte dos ônibus circulou pela cidade, com alguns pontos de estrangulamento.


Manifestantes paralisaram os ônibus e ficaram exibindo faixas em cima da Ponte Duarte Coelho e na Rua do Hospício, que são pontos mais movimentados da cidade. Passageiros revoltados com o movimento reclamavam com os rodoviários em protesto. "Eu sei que em uma hora dessas isso não deveria estar acontecendo. Tá atrapalhando muita gente, arriscando a nossa vida, andando pelo meio da rua, isso naõ existe", criticou a passageira Fabiana da Silva Rodrigues.

Numa confusão generalizada, motoristas, cobradores e pedestres passaram a discutir fortemente. Um motorista chegou a ser ameaçado de morte. Por isso, a Polícia Militar tentou intervir, mas não conseguiu encerrar a manifestação naquele momento.

Houve informação de paralisações nos Terminais Integrados Tancredo Neves e Barro. Em Tancredo Neves, a rua em frente ao terminal ficou completamente obstruída pelos ônibus. O engarrafamento chegou a refletir diretamente na Avenida Recife, que é ligada ao TI pelo Viaduto Tancredo Neves. Os manifestantes ficaram impedindo a saída dos ônibus. Na Avenida José Rufino não apareceram ônibus no início da manhã. Na Cruz Cabugá, os coletivos chegavam e retornavam de lá, para não encarar o engarrafamento na região central.

No Terminal da Macaxeira, foi registrado um alto intervalo entre chegada e saída dos ônibus. "Eu já estou aqui há 45 minutos e o Barro/Macaxeira não chega. Eu sei que a manifestação é justa, mas a gente é que fica na mão", disse a passageira Laudenize. Outra passageira, Alessandra, disse que devia ter chegado ao trabalho havia duas horas. "Os ônibus não estavam chegando e quando chegou, aconteceu um tumulto, um empurra-empurra e eu não consegui entrar no ônibus. Ninguém tá respeitando ninguém", disse a passageira.

A estratégia era parar os coletivos em cima da ponte, esperar acumular o máximo de ônibus para, só então, liberar aos poucos a via. O piquete se iniciou na Ponte Duarte Coelho e se formou um engarrafamento na Avenida Guararapes. Porém, os ônibus que são obrigado a passar pela Guararapes estão desviando na fila de veículos, tomando saídas alternativas.

Por conta dessa ação, vários passageiros desceram dos coletivos e seguiram para o trabalho a pé. A maioria reclama da paralisação feita pelos motoristas e cobradores. "Pedimos desculpas aos usuários, mas estamos protestando contra um abuso. O atual presidente do Sindicato dos Rodoviários (Patrício Magalhães) está no cargo há 33 anos e não faz nada pela categoria", disse Roberto Torres, um dos representantes da oposição, em entrevista ao programa Redator de Plantão, da Rádio Jornal.

O presidente Patrício Magalhães falou à imprensa na manhã desta sexta e desqualificou completamente a manifestação. "Esses que estão fazendo a mobilização não são rodoviários, eles não são daqui. A frota está 100%. Esse pessoal é de São Paulo e querem fazer uma bagunça aqui. Eles estão alegando que o sindicato não fez o edital para convocar as eleições. (...) Nós fizemos tudo que a lei manda, teve tempo e divulgação. Eles não podem participar se não forem filiados, eles ficam insultando", declarou Magalhães.

Outro líder de oposição, Aldo Lima, não conseguiu ter sua candidatura registrada a tempo de participar do pleito. "Vamos continuar com o movimento até as 10h e esperamos que o Ministério Público tome as providências para garantir nossas eleições democráticas. É a nossa única reivindicação para acabar com essa ditadura", declarou Aldo. Ele ainda disse que, caso a paralisação de hoje não surtisse efeito, outras manifestações seriam realizadas nos próximos dias.

No outro lado da moeda, o presidente da Urbana, Sindicato dos Donos de Empresas de Ônibus, Fernando Bandeira, declarou apoio ao presidente dos Rodoviários e informou que poderá haver demissões aos que participarem da mobilização. "Esse grupo é muito pequeno, que tende a fazer tumulto e quer tomar conta do sindicato. Se tem diferenças com a atual gestão do sindicato, tem que resolver isso no voto. Não se pode prejudicar uma população. Já falei com meus colegas empresários para demitir os funcionários que forem pegos nesse protesto", comentou Bandeira, em entrevista à Rádio Jornal. O dirigente convocou a PM a fazer uma intervenção que encerre as manifestações pontuais.


JC Online

Motoristas e cobradores iniciam paralisação no Grande Recife


Créditos: @cileidet/Twitter

A paralisação prometida pela oposição ao Sindicato dos Rodoviários teve início logo pela manhã desta sexta-feira (31) com motoristas e cobradores parados no Terminal Integrado Tancredo Neves, na Imbiribeira, Zona Sul do Recife. Também há outros focos de paralisação, como no TI Barro, na Zona Oeste, e na Ponte Duarte Coelho, no centro da capital pernambucana. Contudo, há vários coletivos circulando.

Segundo informações de internautas, a situação é pacífica, sem relatos de confusão. Há vários policiais militares nos locais. Os internautas relatam que há ônibus circulando na Av. Norte, na Caxangá, em São Lourenço, Camaragibe, e na Av. Recife.

Créditos: @eduantoniolima/Twitter

Devido à parada dos ônibus, alguma estações do metrô ficaram com o movimento bastante intenso e situações de empurra-empurra, como nos TI Tancredo Neves, TI Barro e Estação Central do Recife. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) os trens funcionam normalmente.


NE 10

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Motoristas de ônibus podem fazer paralisação nesta sexta

Créditos: Helder Tavares/Diário de Pernambuco

Os grupos Oposição de Verdade e Conlutas, que fazem oposição à presidência do Sindicato dos Rodoviários, prometem realizar paralisação na manhã desta sexta-feira (31), das 6h a 10h. Segundo o líder da oposição, Roberto Torres, a categoria está revoltada devido à maneira como o presidente do sindicato, Patrício Magalhães, conduziu a organização da eleição sindical, marcada para o dia 11 de fevereiro. Patrício, entretanto, assegura que não haverá manifestação e negou as possíveis irregularidades no pleito. Para ele, o "boato" de paralisação é intriga e os rodoviários estão satisfeitos.
A organização do protesto estima que 20 mil trabalhadores devem paralisar as atividades amanhã. O Sindicato possui cerca de 33 mil filiados, mas devido ao período de férias que é o mês de janeiro, 20% dos profissionais ficarão de fora. Os motoristas irão convergir em pontos estratégicos da cidade, como os bairros da Macaxeira, do Barro e a Avenida Guararapes . Nesses locais, carro de som e militância se juntarão para manifestar a indignação da categoria.
O edital de eleição foi divulgado na quinta-feira (9) e se estendeu até a segunda-feira (13). Roberto Torres desmentiu as informações oficiais e alegou que os prazos foram reduzidos para impedir a entrada de outras chapas. "A presidência só divulgou o edital de eleição no Diário Oficial e deu apenas dois dias para as chapas registrarem sua candidatura. Ele registrou a candidatura dele no dia 9. Como é que a gente vai registrar alguma coisa no final de semana, com o sindicato fechado?", questionou Torres. Além disso, Roberto acusou Patrício de barrar profissionais que queriam se sindicalizar para se opor à sua gestão.
A insatisfação das oposições não paira apenas sobre este pleito. Eles reclamam da longevidade dos mandatos de Patrício. A Oposição de Verdade acredita que o atual presidente esteja há 33 anos no comando e já não satisfaça os anseios da categoria. Por outro lado, Magalhães diz que as oposições nascidas em 2013 são fruto de política partidária, de um grupo vindo de São Paulo para fazer os rodoviários de massa de manobra.
Entre as causas do protesto, a Oposição de Verdade considera que o estatuto da categoria está ultrapassado e tem beneficiado o grupo da situação. Eles chegaram a ir ao Ministério Público, para denunciar as irregularidades do sindicato e esperam uma resposta. Caso a posição do MPPE não produza efeito, eles pretendem tomar "medidas drásticas". Roberto Torres declarou que é candidato às eleições deste ano. "Mesmo que eu ganhe a eleição, eu só vou poder assumir a presidência no dia 24 de dezembro. Veja como o estatuto está? É por isso que a gente foi ao Ministério Público, pra tentar mudar essa situação", criticou Torres.

JC Online
==============================================
O Maxi Ônibus Olinda fará a cobertura completa da paralisação amanhã pela manhã, caso ela realmente ocorra, aqui no blog e nas nossas páginas no Facebook e Instagram. Não perca!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Ônibus voltam a circular no Centro do Recife antes do previsto

Créditos: Guto de Castro/Acervo

Os ônibus que trafegam pelo Centro do Recife voltaram a circular antes do previsto pela paralisação na manhã desta sexta-feira (30). Os rodoviários voltaram ao trabalho depois de pararem por uma hora, aderindo ao Dia Nacional de Mobilização e Paralisação, articulado por diversas categorias do País.
Motoristas e cobradores que se reuniram por volta das 10h em frente aos Correios da Avenida Guararapes, no bairro de Santo Antônio, Centro, voltaram a circular uma hora depois do início da paralisação, prevista para durar duas horas.

O ato, que não tem o apoio do Sindicato dos Rodoviários, foi organizado pela Oposição Rodoviária ligada à CUT e pela Oposição Rodoviária de Verdade. 

Segundo o presidente da Oposição de Verdade, Aldo Lima, está mantida para as 14h o ato junto com outras categorias em frente à Câmara de Vereadores do Recife, na Boa Vista, Centro.
Créditos: Julio Rebelo/JC Imagem

NE 10

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Rodoviários vão parar nesta sexta-feira


Créditos: Julio Jacobina/Diário de Pernambuco

Nesta sexta-feira (30), o país vai parar. A luta unificada das centrais sindicais por melhores condições de trabalho nos mais diversos setores da cidade chega ao estopim com uma série de paralisações e atos públicos. Em Pernambuco, a manifestação já é sinônimo de preocupação com a mobilidade. Metroviários devem definir movimento na noite desta quinta (29) em assembleia da categoria, mas rodoviários já esquematizaram atuação.

 Apesar da articulação nacional, o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco, Patrício Magalhães, informou que a organização não vai se envolver em nenhuma movimentação. Informação que já foi derrubada pela liderança da Oposição Rodoviária de Pernambuco que diz já estar pronta para a paralisação.

"Acabamos de sair de uma greve, não vamos entrar em outra. Oficialmente, o sindicato não confirma nada, nem estamos sabendo de nada", explicou Patrício Magalhães. "Nesta sexta, a manifestação não é só nossa, é de todos os trabalhadores do país. Encaminhamos uma carta de reivindicações para Dilma Rousseff no dia 20 de julho e ainda não tivemos nenhum tipo de resposta", retrucou o presidente da Oposição dos Rodoviários de Pernambuco, Juscelino Pereira Macedo. 

Articulação
Ainda de acordo com a Oposição, os ônibus vão sair da garagem, mas não vão circular. "O movimento da nossa categoria vai acontecer o dia inteiro. Pela manhã, os motoristas vão sair das garagens, mas vão parar no Parque 13 de Maio e na Praça do Derby. Os funcionários do período da tarde também vão se unir no protesto da manhã", continuou. A liderança não quis dar mais detalhes do movimento, segundo ele, para não atrapalhar a estratégia de atuação.

Pauta de reivindicações da categoria

1- Jornada de 40h sem redução de salários

2- Contra a PL 4.330, sobre a regularização dos trabalhadores tercerizados
3- Fim do fator previdenciário
4- 10% do PIB para a educação
5- 10% do orçamento da União para a saúde
6- Transporte público de qualidade
7- Reajuste digno para os aposentados
8- Reforma agrária
9- Fim dos leilões de petróleo

Diário de Pernambuco

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Borborema terá que explicar demissões de grevistas. Oposição promete greve

Funcionários que alegam não ter participado da greve na última semana foram demitidos pela Borborema.
Créditos: Guto de Castro/Acervo
No terceiro dia útil após o fim da greve dos rodoviários, trabalhadores e empresários continuam em pé de guerra. A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Pernambuco (SRTE-PE) confirmou a demissão de 22 funcionários da Borborema. Informações extraoficiais repassadas por alguns motoristas dão conta de desligamentos em outras empresas. Para apurar a legalidade das demissões, SRTE-PE, órgão do Ministério do  Trabalho e Emprego, terá hoje, às 9h30, um encontro com representantes da Borborema.
Caso as dispensas sejam mantidas, a Oposição CSP/Conlutas, grupo dissidente do Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco, promete fechar as garagens das empresas. O presidente do sindicato, Patrício Magalhães, não deu retorno às ligações do Diario.
Ontem, um grupo de rodoviários foi à SRTE pedir a readmissão dos trabalhadores. Os profissionais cobram o cumprimento do acordo, feito no último sábado e que pôs fim à greve, de que não haveria desconto de dias parados nem demissões, exceto dos que cometeram falta grave, como depredação. Alguns garantem que não praticaram vandalismo e outros dizem que sequer aderiram à paralisação. De acordo com o mediador público da SRTE, Mario César de Carvalho, “se ficar comprovado que o trabalhador foi demitido apenas pelo fato de participar da greve, o órgão pedirá a readmissão imediata”. 

Leandro Henrique Castro, 21 anos, cobrador há três meses, foi surpreendido, na segunda-feira, com a demissão. Durante a greve, assegura, trabalhou normalmente. “Estava em experiência e quis mostrar trabalho. Me falaram que o meu contrato acabou, mas me demitiram dois dias antes do prazo”, afirmou. Marcos Manoel de Lima, 34, que faz a linha Aeroporto/Joana Bezerra há 7 meses, também criticou os argumentos da empresa. “Durante a greve, muita gente tentou entrar pela porta da frente.

Desci do ônibus para informar o fiscal e evitar evasão. A empresa alegou que abandonei o ônibus, mas no sistema não há irregularidade em meu nome”, disse, acrescentando que entrará com ação por constrangimento. 

A Borborema disse não ter conhecimento das demissões. Em nota, o sindicato das empresas (Urbana/PE) esclareceu que a questão cabe a cada empresa.
Diário de Pernambuco

Rodoviários são demitidos após o fim da greve

Empresa Borborema demitiu 22 funcionários na segunda-feira. Profissionais se reúnem com representante do Ministério do Trabalho nesta terça para discutir legalidade das demissões


Motoristas e cobradores demitidos pela Borborema, na frente do Ministério do Trabalho.
Créditos: Diego Nigro/JC Imagem

Apesar de o acordo que pôs fim à paralisação dos rodoviários ter garantido que os grevistas não iriam ser demitidos, 22 funcionários da Empresa Borborema perderam seus empregos nessa segunda-feira (8). Os motoristas e cobradores atingidos pela medida estão reunidos no Ministério do Trabalho, na Avenida Agamenon Magalhães, Zona Norte do Recife, na manhã desta terça (9). Eles discutiram a legalidade das demissões com um mediador público, que convocou um representante da empresa a comparecer ao ministério e negociar com os profissionais ainda nesta terça. Procurada pela reportagem, a Borborema não confirmou as demissões. Segundo a empresa, o quadro de pessoal não sofreu alterações nos últimos dias.


"Há um acordo entre patrões e empregados, feito no Ministério do Trabalho no fim da greve, que determina somente a demissão dos vândalos. Esses profissionais não participaram de atos de vandalismo, mesmo assim a empresa não explicou o motivo da demissão. Queremos saber por que eles perderam seu emprego", afirma Roberto Torres, da Central Única de Trabalhadores (CUT). Segundo Torres, alguns dos demitidos não chegaram nem a sair de casa durante a paralisação. Outros foram trabalhar, mas participaram dos momentos de parada coletiva nos terminais integrados. No total, foram demitidos cinco cobradores e 17 motoristas. Dos cinco cobradores, quatro são mulheres e uma delas está grávida.


Os rodoviários souberam da decisão quando chegaram ao trabalho na segunda-feira. Depois, entraram em contato com o mediador do Ministério do Trabalho Mário Cesar, que participou da reunião entre patrões e rodoviários no sábado. O mediador convidou os demitidos para conversar nesta terça, Roberto Torres está com eles e carrega o acordo assinado entre os presidentes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE) e do Sindicato dos Rodoviários. Por volta das 9h30, após uma hora de reunião, Mário Cesar convocou um representante da Borborema para negociar com os profissionais e explicar as demissões. O representante deve comparecer ao Ministério ainda nesta terça-feira. Os rodoviários aguardam a chegada do patrão no local.


OPOSIÇÃO - A oposição ao Sindicato dos Rodoviários, a CSP/CONLUTAS, na sua página no Facebook, alerta para o risco das demissões. O movimento pede que qualquer caso de desligamento das empresas seja comunicado aos representantes da oposição, para que o acordo seja cumprido e os trabalhadores não percam seus direitos. Chegou-se até a dizer que as demissões podem ser respondidas com novas paralisações. 


JC Online

sábado, 6 de julho de 2013

Empresas de ônibus anunciam fim da greve dos rodoviários

Segundo presidente da Urbana-PE, rodoviários e empresas assinaram documento que põe fim à paralisação. Categoria trabalhadora ainda não se manifestou sobre o acordo.


Fernando Bandeira, presidente da Urbana-PE
Créditos: Felipe Ribeiro/JC Imagem

A greve dos rodoviários chegou ao fim na madrugada deste sábado depois que o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE) chegou a um acordo com o Sindicato da categoria durante uma reunião na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-PE). A informação foi dada pelo presidente da Urbana-PE, Fernando Bandeira, durante coletiva de imprensa realizada no começo da tarde deste sábado.

Segundo Bandeira, o término do movimento foi garantido após as duas partes terem assinado uma ata administrativa nesta manhã. O presidente da Urbana-PE disse que os rodoviários foram representados por Patrício Magalhães, presidente do Sindicato dos Rodoviários. No entanto, não havia representantes da categoria na coletiv que anunciou o fim da paralisação.

A reportagem procurou Patrício Magalhães para confirmar o fim do movimento, mas ele não atendeu aos telefonemas. Os representantes do movimento de oposição a Magalhães, a Oposição de Verdade CSP-CONLUTAS, também não foram localizados para se manifestar sobre o acordo. No entanto, no começo da manhã deste sábado, o movimento informou que o fim da greve seria decidido na próxima segunda-feira (8), durante assembleia da categoria. Até lá, os ônibus iriam circular normalmente.

"Os rodoviários aceitaram o julgamento do Tribunal e nós do patronato nos flexibilizamos para evitar o desconto dos dias de paralisação e a demissão dos grevistas. Essa decisão foi tomada para que a população fique tranquila, pois não faltará mais ônibus a partir deste momento", garantiu o presidente da Urbana-PE neste sábado. Bandeira também informou que os sindicatos vão negociar a aplicação da multa determinada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) durante o movimento paredista. Ao considerar a greve abusiva, a Justiça determinou que o Sindicato dos Rodoviários deveria pagar R$ 100 mil por cada dia de paralisação.

Apesar de os rodoviários grevistas terem recebido a garantia de que não perderão seus empregos, as demissões não estão totalmente descartadas. Bandeira afirmou que aqueles que promoveram piquetes e atos de vandalismo durante o movimento grevista, como a quebra de ônibus, não vão escapar das demissões. Em contrapartida, os motoristas contratados temporariamente para a greve serão admitidos de forma integral. São aproximadamente 500 profissionais que vão cobrir a defasagem de pessoal já enfrentada anteriormente pelas empresas de ônibus.


JC Online

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Presidente do Sindicato dos Rodoviários é convocado para reunião de urgência na DRT

Durante a passeata articulada pelos rodoviários, na tarde desta sexta-feira (05), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Pernambuco, Patrício Magalhães, foi convocado de urgência para uma reunião na Delegacia Regional do Trabalho e Emprego de Pernambuco, no Espinheiro. Segundo os dirigentes da organização sindical, foi o delegado Mário Sérgio que fez a convocação. O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana/PE) não foi chamado para a reunião.

Enquanto a negociação acontece restrita na DRT, os grevistas, parados desde a 0h da última segunda-feira (05), seguem em passeata. O grupo já cruzou a Avenida Conde da Boa Vista e a Guararapes. Às 17h20, está no Parque 13 de Maio, sentido a sede do sindicato, onde aguardará o posicionamento do presidente.

Oposição
A Oposição Rodoviária de Verdade, movimento dissidente ao Sindicato dos Rodoviários, também participa de uma manifestação na tarde desta sexta-feira. Segundo eles, a mobilização foi organizada por representantes de movimentos sociais, sindicais e estudantis, em renião realizada na noite de ontem na sede do Simpere, quando foi anunciada a decisão do governo do estado em utilizar a polícia militar para reprimir a paralisação, que entra hoje no quinto dia.

A manifestação, em solidariedade aos trabalhadores, tem concentração na Praça do Derby, no centro do Recife e não está descartada a possibilidade de passeata pelas ruas da cidade. Entre os idealizadores do ato estão representantes dos Diretórios Acadêmicos Estudantis (DCEs) da UFRPE, Unicap, Uespe, da União Nacional dos Estudantes (UNE), do Sindicato dos Correios, do Professores do Recife (Simpere), dos servidores e professores da UFPE e UFRPE,além do Movimento Negro Unificado (MNU) e do movimento LGBT de Paulista. 

Diário de Pernambuco

Para o Governo, a circulação de ônibus no Recife está normalizada

8fac2499de78186ca2f3bf5330a28d8c.jpg
Créditos: Luiza Freitas/NE 10
Em coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle Regional de Pernambuco (CICCR-PE), Bairro de Santo Antõnio, a Secretaria de Defesa Social, a Secretaria das Cidades e o Grande Recife Consórcio de Transporte informaram que o sistema rodoviário na cidade funcionou normalmente na manhã desta sexta-feira (5).
Danilo Cabral, Secretário das Cidades, disse que o pedido do Governo junto às empresas de ônibus surtiu o efeito desejado. Com números do efetivo que circulou nas vias, Danilo Cabral considerou a situação dentro da normalidade. "Entre 8h e 9h, de um total de 2.464 veículos, 2.378 ônibus circularam, o que representa 98,2% da frota", exemplificou Cabral. "Nós estivemos durante toda a semana em reunião com o Sindicato dos Rodoviários, a Oposição Rodoviária de Verdade e o Sindicato das Empresas de Ônibus do Grande Recife (Urbana-PE), e ficou claro que não houve entendimento entre as partes envolvidas. Por isso, nós interviemos juntos às empresas para que elas garantissem os ônibus nas ruas", afirmou o secretário.
Cerca de 800 policiais militares extra estão de prontidão na cidade para garantir que não ocorra nenhuma situação de conflito. Wilson Damázio, Secretário de Defesa Social, afirmou que a medida irá se estender durante todo o dia. "Este número é suficiente para inibir qualquer eventualidade que coloque em risco o transporte seguro da população. Estamos atentos em todos os pontos do Recife, inclusive nos terminais integrados", garantiu o secretário.
Para a população, é notável uma melhora na circulação dos ônibus em comparação aos dias anteriores. Tanto que as paradas para o transporte coletivo estão sempre com a rotatividade de pessoas, como nos dias normais, sem greve dos rodoviários.
NE 10

Sindicato dos Rodoviários faz passeata no Centro do Recife e promete assembleia para esta sexta

Créditos: Angéloca Souza/JC Imagem
Um grupo da Oposição dos Rodoviários, ligada à Central Única de Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE) e à presidência do Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco, segue em passeata por ruas do centro do Recife na tarde desta sexta-feira (5). O movimento começou a ganhar adesão dos trabalhadores na Avenida Cruz Cabugá e deve terminar na sede do sindicato, na Rua Araripina, no bairro de Santo Amaro, onde haverá uma assembleia para definir os rumos da mobilização. 

Após passar em frente à Câmara Municipal do Recife, na Rua Princesa Isabel, os manifestantes foram barrados por equipes do Batalhão de Policiamento de Trânsito (Bptran), que tentaram bloquear a passagem dos rodoviários. Após uma conversa com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Patrício Magalhães, os policiais entraram em acordo com os manifestantes, definindo o percurso exato.
Equipes da Polícia Militar, do BPTran e da CTTU (Companhia de Trânsito e Transporte Urbano) acompanham o trajeto que, segundo os manifestantes, seguirá pela Avenida Conde da Boa Vista, Rua da Aurora, Avenida Mário Melo, até terminar na Rua Araripina, na sede do sindicato. O trânsito segue complicado nas imediações.
Alguns comerciantes do Centro da cidade resolveram fechar as portas devido à mobilização dos rodoviários. A reportagem da Rádio Jornal não encontrou ônibus na Avenida Conde da Boa Vista.
NE 10

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Protesto de liberação das passagens teve baixa adesão no Recife


Poucos motoristas da Região Metropolitana do Recife aderiram ao protesto "catraca livre" anunciado pelo movimento Oposição Rodoviária de Verdade para ocorrer na tarde desta quinta-feira (4). A reportagem do NE10circulou por vários bairros da cidade e apenas em um local, na Avenida Cruz Cabugá, na área central do Recife, um motorista de ônibus permitiu a entrada de passageiros sem a cobrança de tarifa. 


Porém, outros veículos que trafegavam na Cruz Cabugá cobraram normalmente a passagem. Na Av. José Rufino, em Jaboatão dos Guararapes, os usuários também pagaram a tarifa. "Estou na parada há mais de 30 minutos. Geralmente o meu ônibus demora no máximo dez minutos", disse a usuária Viviane Correia, de 30 anos.

Maioria dos ônibus cobrou passagem normalmente hoje.
Créditos: Guga Matos/JC Imagem

Na Avenida Antônio de Góes, no bairro do Pina, os usuários também reclamaram da demora dos veículos. Por volta das 17h, muitas pessoas aguardavam os ônibus nas paradas da via. "Estou do lado dos motoristas, eles precisam reivindicar um melhor salário. Porém, acho que devem ter estratégias que prejudiquem menos a população", disse o garçom Fernando José da Silva, de 52 anos, que aguardava o seu ônibus há 30 minutos.

Durante tempo em que a reportagem do NE10 pernameceu na Antônio de Góes, das 17h20 às 17h40 (horário considerado de pico), nenhum dos ônibus que passaram pelo local, todos lotados, dispensou a cobrança da passagem. Confira no vídeo abaixo os passageiros entrando pela porta da frente.

A reportagem da Rádio Jornal circulou pelas paradas de ônibus nas proximidades do Shopping Tacaruna, em Santo Amaro, e também não localizou ônibus trafegando sem a cobrança de passagem.

A pouca adesão dos motoristas pode ter sido motivada pelo anúncio do Sindicato das Empresas de Transportes (Urbana-PE) de que os rodoviários que participassem do protesto poderiam ser demitidos por justa causa. A medida punitiva já era legal desde a determinação do fim da greve, julgada em dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) nessa terça (2). No entanto, muitas empresas decidiram entender as manifestações da categoria nessa quarta (3) como uma queixa à decisão da Justiça.

Já para a advogada do Oposição Rodoviária de Verdade, Nóelia Brito, o movimento foi prejudicado pela falta de tempo hábil para divulgação junto à categoria, mas acredita que amanhã os ônibus circularão com "catraca livre". Ela disse ainda que nesta quinta muitos ônibus circularam com motoristas terceirizados e que esses não participam do movimento.

NE 10

Empresas já contratam temporários para suprir ausência de rodoviários grevistas


As empresas de ônibus do Grande Recife já começam a contratar motoristas terceirizados para cobrir a ausência de motoristas e cobradores que aderiram à paralisação, iniciada na segunda-feira e já considerada ilegal pelo Tribunal Regional do Trabalho na terça-feira.
Empresa Metropolitana está contratando temporários.
Créditos: Mariana Dantas/NE 10

O assessor de Planejamento da Metropolitana, José Luiz dos santos, admitiu que a empresa, localizada em Jaboatão dos Guararapes, está contratando temporariamente motoristas e cobradores por diária e que, nesta tarde, mais de 50% da frota da companhia trafega tanto com profissionais contratados quanto diaristas. A empresa paga R$ 50 a motorista e R$ 25 a cobrador.

 

Ele, no entanto, afirmou que a prioridade é para os funcionários. "Os funcionários que quiserem trabalhar podem", afirmou. Ele admitiu que muitos motoristas, a maioria temporária, está trabalhando sem fardamento, mas que alguns funcionários também estão sem uniforme.
NE 10

Presidente do TRT diz que rodoviários podem ser demitidos por justa causa


Motoristas, cobradores e fiscais de ônibus da Região Metropolitana do Recife (RMR) decidiram, nessa quarta-feira (3), ignorar a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e continuar em greve por tempo indeterminado. Diante de críticas à atuação do tribunal, o desembargador Ivanildo Andrade, presidente do TRT, disse, em entrevista à Rádio Jornal na manhã desta quinta (4), que o tribunal já cumpriu as suas responsabilidades no caso, além de afirmar que os trabalhadores que continuarem de braços cruzados podem ser demitidos por justa causa.

"O empregado que não voltar ao trabalho a despeito da decisão estará exposto à demissão por justa causa", afirmou Ivanildo Andrade. Embora a categoria esteja dividida, tanto o Sindicato dos Rodoviários quanto a Oposição Rodoviária de Verdade mantiveram a paralisação. A entidade que representa os empresários, a Urbana-PE, informou nessa quarta que cada empresa está livre para avaliar que medidas punitivas utilizarão para funcionários que desobedeceram a ordem judicial, variando as punições entre demissões e corte de ponto.

No entanto, de acordo com a assessoria do TRT, não está não mãos do Tribunal aplicar a decisão judicial. A Corte só deve tomar alguma definição agora caso seja provocada por uma petição movida pelas empresas de transporte solicitando a aplicação da multa de R$ 100 mil por dia válida a partir dessa segunda (1º). O Tribunal também pode voltar a participar caso seja chamado a homologar judicialmente algum acordo externo, mas não deve convocar uma nova audiência de conciliação. 

Ao contrário das críticas apresentadas pelos rodoviários à Justiça, o presidente do TRT avalia a atuação do tribunal como "responsável e rápida". "A nossa função é solucionar conflitos entre empregados e empresários. Os movimentos que virão a partir do julgamento caem nas esferas policial e empresarial", afirmou durante a entrevista a Geraldo Freire, da Rádio Jornal.

Ivanildo Andrade explicou que a decisão do tribunal foi tomada levando em consideração a inflação medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que fechou o ano passado em 5,84%, não variando muito nos primeiros meses de 2013. O desembargador afirmou que o índice de preços eram os únicos argumentos que constavam nos autos. "Temos que buscar o equilíbrio entre as forças produtivas", disse, alegando que uma decisão acima do percentual de 7% concedido só poderia ser feita através de negociações diretas entre patrões e empregados.

Os rodoviários ligados ao sindicato pediam 66% de reajuste salarial, diminuindo depois para 20%, além do aumento do valor do tíquete alimentação para R$ 350. Os da oposição pedem 33%, benefício para alimentação de R$ 300 mensais, readmissão dos rodoviários demitidos por questões políticas e garantia de estabilidade de três meses para os grevistas após a paralisação.

NE 10

Governador diz que não se envolverá na resolução da greve dos rodoviários


O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), resolveu se posicionar na questão dos rodoviários do Grande Recife e afirmou que não se envolverá na briga entre a categoria e a classe patronal. Campos também ressaltou que a única medida que tomará, no momento, é garantir a segurança dos usuários de ônibus que utilizam o transporte público diariamente - cerca de 2 milhões de passageiros. A declaração foi dada na abertura da XIV Fenearte (Feira Nacional de Negócios do Artesanato), no final da tarde desta quinta-feira (4), no Centro de Convenções de Pernambuco. 


Ainda em entrevista à imprensa, o governador reiterou que, para dar aumento significativo para os rodoviários, será necessário aumentar o valor das tarifas e tal medida contraria a onda de mobilizações que atinge o País. "Querem que o Estado sente à mesa para quê? Para aumentar a passagem? Esse jogo é contra a populacão, no momento em que o Brasil todo reivindica para que se baixe a passagem. Nós não entraremos neste jogo".
Campos afirmou que, durante todo o período de negociações entre rodoviários e patronato, o Governo do Estado esteve presente nas reuniões com a equipe de articulação, no intuito de travar um diálogo de conciliação. "No momento que não houve acordo, ficou evidenciado uma briga politica que a população nao tem nada a ver", defendeu o governador, se referindo às divergências entre a presidência do Sindicato dos Rodoviários e a Oposição Rodoviária de Verdade.
A questão da ilegalidade da greve, que foi encerrada em julgamento de dissídio coletivo na noite dessa terça (2), foi outro ponto citado na entrevista. "Esta é uma decisão da Justiça do Trabalho e, em uma democracia, as regras devem ser cumpridas". Eduardo afirmou, no entanto, que não permitirá que os usuários dos ônibus sejam submetidos à paralisação ilegal. "Essa é uma greve do mundo privado; nós não podemos submeter a população a uma briga de bases sindicais e nem vamos permitir que os usuários sejam tratados como sacos de batatas". 
O governador prometeu garantir a segurança da população e ressaltou também que entende as diferenças sindicais, mas que tais problemas sejam resolvidos nas urnas. "Muitas pessoas têm sido submetidas no sistema de transporte que tem defeitos no Brasil inteiro e ainda têm que conviver com uma realidade como esta", lamentou Eduardo. "Temos que tomar as atitudes, como seguranças nos terminais, e assistir à determinações que é do mundo privado".
Quando questionado sobre a questão do transporte público como concessão pública, o governador se esquivou. "Cabe às empresas cumprirem o papel que têm com o Estado; a solução trabalhista é com o Tribunal Regional do Trabalho".
TARIFA - No dia 18 de junho, dois dias antes da primeira mobilização na capital pernambucana, o governador anunciou uma redução das passagens de ônibus no Grande Recife. A tarifa diminuiu em R$ 0,10 em todos os anéis. A redução do preço foi provocada pela decisão do Governo do Estado de repassar a desoneração do PIS/Cofins feita pelo Governo Federal.
No início de junho, após o anúncio da desoneração pelo Governo Federal, o Governo do Estado informou que a redução nos preços das passagens só seria discutido em janeiro de 2014. Caso o reajuste acontecesse só no início do próximo ano e a redução fosse igualmente de 10 centavos, cada pessoa gastaria R$ 14,40 a mais de junho ao início de janeiro. O setor de transporte público da Região Metropolitana do Recife (RMR) fatura R$ 60 milhões por mês.
NE 10

Poucos ônibus circulam pelo Recife no início da noite

Apesar da promessa feita pelos rodoviários de colocar a frota na rua a partir das 17h sem cobrar passagem, nos poucos ônibus que circulam pela cidade os passageiros estão pagando a tarifa




O movimento de ônibus nas ruas e avenidas do Grande Recife continua pequena na noite desta quinta-feira (4). Apesar da promessa feita pelos rodoviários de colocar a frota na rua a partir das 17h sem cobrar passagem, nos poucos ônibus que circulam pela cidade os passageiros estão pagando a tarifa.

A Oposição Rodoviária de Verdade convocou uma reunião para as 18h desta quinta, para decidir os rumos do movimento. No entanto, o quórum mínimo de participantes não foi atingido.

JC Online