quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Metrô do Recife ganha reforço com chegada do primeiro dos 15 trens

Previsão é que composição comece a funcionar em fevereiro

O primeiro dos 15 trens que devem reforçar a operação do metrô até o fim de 2013 foi apresentado na manhã desta quarta-feira (07). O veículo, que custou pouco mais de R$ 13 milhões com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), chegou ao Recife nas últimas semanas e já está em fase de testes. A previsão é que o trem comece a funcionar em fevereiro.

A máquina não deve nada aos padrões utilizados em países da Europa, com design e mecanismos que priorizam o melhor aproveitamento da energia e a acessibilidade dos passageiros. Há rampas e espaços para cadeirantes, bem como 20 assentos para idosos, obesos e gestantes, todos devidamente sinalizados com cores diferenciadas. Outra novidade é a conexão entre os quatro vagões, o que vai proporcionar maior mobilidade ao usuário. A capacidade é para 1,2 mil pessoas, com 228 passageiros sentados.

O trem também dispõe de câmeras de monitoramento, interfone entre o salão e a cabine do maquinista, telas e painéis informativos, além de botões de acionamento das portas descentralizados. A fabricação é de uma empresa espanhola com sede em Hortolândia, no interior de São Paulo. O segundo veículo deve chegar ao Recife em janeiro. De março em diante, duas composições estarão disponíveis a cada mês, totalizando os 15 trens até novembro de 2013. O custo é de R$ 196 milhões.

Atualmente, o número de usuários transportados, por dia, no sistema operado pela CBTU/Metrorec ultrapassa os 280 mil, nos horários de pico. Um total de 19 trens se dividem entre os trechos Centro e Sul. Com o incremento, 40 composições vão operar nas duas linhas, transportando mais de 400 mil passageiros até 2014.

 Conheça o novo trem por dentro

Folha PE

sábado, 3 de novembro de 2012

Marcopolo Viale DD para uma nova fase do turismo

Turismo de alto nível. Marcopolo Viale Sunny DD deve estar presente na maior parte das cidades que vão sediar a Copa do Mundo. Encarroçadora também negocia vendas externas.

Créditos: Adamo Bazani/Acervo

Créditos: Adamo Bazani/Acervo

O Brasil é um dos países mais ricos em belezas naturais, com diferentes paisagens em cada região, e com uma riqueza arquitetônica e cultural muito ampla. No entanto, nem sempre as cidades sabem aproveitar da melhor maneira seus atributos para o turismo.

O acesso a várias atrações nem sempre é fácil. Mas com o “boom” provocado pela Copa do Mundo a ser realizada em 2014, e as Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016, a situação começa a melhorar. Uma das modalidades muito usadas na Europa, por exemplo, e pouco explorada ainda no Brasil é o passeio turístico nas cidades e parques ecológicos, o City Tour.

Em diversos países, é comum ver aqueles ônibus de dois andares com o último pavimento aberto, existentes sim no Brasil, mas ainda em poucas cidades. É um mercado para o setor de ônibus que não será grande em número de unidades, mas representa um segmento em expansão e com veículos com bom valor agregado.
A Marcopolo viu a oportunidade e decidiu se antecipar. O modelo Viale DD Sunny, de dois andares, foi uma das atrações paralelas ao 27º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo – 2012.

“O Brasil é um dos países que mais apresentam potenciais turísticos, mas que pode melhor aproveitá-los de maneira positiva. Os passeios nas cidades são excelentes oportunidade de os turistas terem acesso a uma programação segura, organizada e de baixo custo e para as cidades estimularem o setor e gerarem receitas” – disse André Oliveira, consultor de Marketing da Marcopolo.

A previsão da empresa é de comercializar de 30 a 50 unidades do ônibus até a Copa de 2014 para a maior parte das cidades-sede. Mas os planos vão além do evento esportivo mundial e querem consagrar o modelo numa nova fase do turismo brasileiro.

Atualmente já há unidades vendidas para Foz do Iguaçu, Porto Alegre, Salvador e estão em andamento negociações em São Paulo e Rio de Janeiro. O mercado externo também é objetivado pela Marcopolo com o modelo Viale DD Sunny. Estão em curso negociações para a Colômbia, Uruguai e México.

Apesar de nestes países já existirem fábricas da Marcopolo, algumas em parceria com produtores locais, por enquanto, o ônibus será feito apenas na planta de veículos de grande porte em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

DIFERENCIAIS:
Créditos: Adamo Bazani/Blog Ponto de Ônibus
 
O modelo conferido pela reportagem em São Paulo está encarroçado sobre chassi Mercedes Benz O 500 U, que apresenta piso baixo para melhorar a acessibilidade e sistema de “ajoelhamento” pelo qual, em embarques e desembarques a carroceria se abaixa e ao passar em obstáculos mais difíceis pode ser elevada.

As dimensões não são nada modestas, mas ao mesmo tempo podem ser aplicadas em qualquer cidade.
Contando com o parabrisa superior, o ônibus possui 4 metros de altura. O comprimento é de 12,20 metros e a largura de 2,50 metros , o que facilita nas manobras.

A capacidade é de 74 lugares sentados entre o piso superior e o primeiro. As poltronas possuem cintos de segurança e na parte inferior, apoios para a cabeça. Os passageiros também contam com porta-copos, ideal para passeios turísticos nos quais sempre uma aguinha geladinha é bem-vinda.

A parte superior é descoberta para os turistas apreciarem melhor as paisagens e pontos históricos e culturais além de fotografarem e filmarem melhor. O ônibus é dotado de sistema de canaletas que permitem o escoamento de água de chuva em imprevistos. Como opcional, há também uma cobertura retrátil, acionada por um botão no painel, para a parte superior.

Aliás, o painel do ônibus é generoso. Além de comandos para chassi e carroceria, o motorista conta com um monitor que exibe imagens captadas pela câmera de ré e demais instaladas no veículo. Para melhor atender aos turistas, o sistema de som é dotado de três canais que pode passar informações em português, inglês e espanhol. É possível ter acesso ao áudio por fones de ouvido. Em cada poltrona há um plug individual e as opções de seleção de idioma.

Na parte inferior, o passageiro conta com ar condicionado com saídas individuais pelas quais é possível controlar o fluxo de ar e luzes de Led que deixam o ambiente interno mais agradável. A escada é dotada com luzes para deixar o acesso ao segundo pavimento mais seguro.

“Acreditamos que o Viale DD Sunny marca esta nova fase do turismo brasileiro e pode ser uma oportunidade para os turistas e para as cidades além da Copa do Mundo. Ele traz inovações que podem qualificar os passeios turísticos. Estamos otimistas” – comemora André Oliveira, consultor de marketing da Marcopolo.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Blog Ponto de Ônibus

Brasil deve produzir VLT elétrico 100% nacional

Brasil começa estudos para fabricação de VLT Elétrico 100% nacional. Unidade a diesel fabricada no Ceará vai ser transformada em veículo elétrico e pode ser um passo para o País começar a se tornar independente do mercado externo para este tipo de transporte.

Créditos: Bom Sinal/Divulgação

Daqui a três anos, o Brasil poderá fabricar os primeiros VLTs – Veículos Leves sobre Trilhos totalmente elétricos e com tecnologias mais novas. Os estudos começaram agora na Usina Itaipu Binacional.

Um VLT a diesel fabricado pela empresa cearense Bom Sinal, depois de duas semanas de viagem em carreta, partindo de Barbalha, sede da empresa no Ceará, chegou a Foz do Iguaçu onde técnicos e engenheiros no Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Montagem de Veículos Movidos a Eletricidade – CPDM – VE inicialmente fazem estudos para acomodação do sistema de tração elétrica para a conversão do veículo.

Esta fase de estudos deve durar cerca de um ano e meio. Entre os pontos analisados, será o espaço que vai ser ocupado pelo motor elétrico, o sistema de acoplamento, a caixa de redução e a parte eletrônica da potência.

A segunda fase será para finalizar o veículo e torná-lo operacionalmente viável , deve durar também um ano e meio. Uma das inovações nesta fase é desenvolver um modelo sem as cantenárias, os cabos de alimentação externa que ficam sobre os veículos.

O trem terá um sistema de baterias de sódio de recarga externa. Os técnicos estudam a possibilidade de o processo ser de carga rápida, sistema sem fio de recarga ou sistema de recarga nas paradas.
Essa forma de alimentação, que dispensa as cantenárias, pode diminuir em até um terço o custo de implementação de uma linha de VLT, de acordo com a Itaipu por dispensar rede aérea.

Com a tração elétrica, a velocidade máxima que era de 120 km/h a diesel, pode chegar a 170 km/h.
Para a realização do projeto de fabricação de sistema elétrico do VLT, a Itaipu Binacional conta com a parceria da KWO – Kraftwerke Oberhasli AG , operadora na Suíça, e pode expandir as cooperações com a Voith e Siemens da Alemanha, a Bombardier canadense e a suíça Stadler.

OUTROS VEÍCULOS:

A Itaipu Binacional em parceria com diversas empresas desenvolveu outros veículos de tração elétrica total ou parcial. Desde 2009, opera na Usina um ônibus elétrico híbrido com sistema da Eletra, empresa de tecnologia de tração elétrica de São Bernardo do Campo, carroceria Gran Via da Mascarello e motor a combustão movido por etanol fabricado pela Mitsubishi.

Também com carroceria Mascarello, a Usina Itaipu Binacional desenvolveu com modelo Gran Mini, de micro-ônibus, movido 100% a eletricidade, com baterias. O veículo pode ser usado para deslocamentos curtos.

O modelo de jipe utilitário Marruá, da Agrale, um carro de passeio Palio Weekend, da Fiat, e o caminhão de pequeno porte Daily de cabine dupla, da Iveco, são outros exemplos dos cerca de 50 protótipos de automóveis desenvolvidos no galpão G 5 do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Montagem de Veículos Movidos a Eletricidade – CPDM – VE.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Blog Ponto de Ônibus

Ministério Público quer anular Falência da Busscar

Ministério Público quer anular falência da Busscar. Órgão entende que houve irregularidades na condução da Assembleia Geral dos Credores e no processo de falência.


Créditos: Guto de Castro/Acervo

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu anulação do processo de falência da Busscar. O agravo encaminhado ao Tribunal de Justiça considera ilegal a negação de um pedido de suspensão da assembleia feito pelo BNDES, aponta um vício na votação ao destacar que o peso dos votos do Santander foi maior do que os créditos a que tem direito e entende que há viabilidade em a Busscar continuar fabricando carrocerias.

Não há data para o caso ser julgado. Segundo o Tribunal de Justiça (TJ), os recursos vão primeiro a uma câmara especial, que pode ser constituída por juízes de segundo grau e desembargadores, para avaliar os pedidos de suspensão do processo. Depois, o tema segue a três desembargadores que vão decidir se houve realmente os problemas apontados pelo MPSC, que podem anular a falência.

O agravo de instrumento é dividido em três partes. Na primeira, a promotora Ângela Valença Bordini considera ilegal a negativa ao pedido de suspensão da assembleia de credores feito pelo BNDES. Em 25 de setembro, quando ocorria a terceira parte da assembleia, o banco pediu 35 dias para analisar mudanças na classe dos credores, em que foram admitidos a seguradora Berkley e o banco Banrisul.

Para a promotora, o administrador judicial Rainoldo Uessler agiu de forma irregular ao não deferir o pedido de suspensão do BNDES e ao não colocá-lo em votação na assembleia. Pela Lei de Recuperação Judicial, Ângela diz que o banco deveria ter esse direito por ser o segundo maior credor com garantias da Busscar.
A instituição financeira disse que não iria comentar o assunto. A Justiça argumenta que as alterações do plano não atingiriam o crédito da Busscar.

Votação
Na segunda parte do agravo, a promotora diz que “o interesse na quebra (da Busscar por parte do banco Santander) é evidente”. Segundo ela, houve vício quando o Santander votou além de sua garantia de crédito, que é de R$ 81,3 milhões, mas deveria ser de R$ 77,9 milhões por uma diferença na classe da hipoteca de um imóvel da fabricante de carrocerias de ônibus, pertencente ao banco. A instituição financeira disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comentaria o assunto.

A promotora destaca que a possibilidade de recuperação da empresa é confirmada pela projeção de resultados e fluxo de caixa de um laudo econômico-financeiro da consultoria internacional Deloitte Touche. Além de pedir a suspensão do processo, a promotora pede anulação do indeferimento do pedido de suspensão da assembleia pelo BNDES e da votação dos credores – o que anula a falência. E pede, por fim, a aprovação do plano de recuperação, decisão que caberá aos desembargadores do TJ.

O presidente da Busscar, Claudio Nielson, diz que o agravo de instrumento valida o que a empresa sempre defendeu.

*Colaboraram Marina Andrade e Claudio Loetz

Diário Catarinense/Blog Ponto de Ônibus

Caio renova certificação ISO 9001

Para conquistar e manter a ISO 9001 a empresa deve estar de acordo com parâmetros internacionais de qualidade.

Créditos: Guto de Castro/Acervo

A encarroçadora de ônibus Caio/Indusscar conseguiu a renovação do certificado ISO 9001, referente a processos e prestação de serviços de qualidade. Já é a segunda recertificação. A cada três anos, as empresas que conquistaram a ISO 9001 passam por novas avaliações, além das auditorias anuais de melhoria constante e a evolução do Sistema de Qualidade das companhias.

Para conquistar a nova certificação, em nota, a Caio/Indusscar afirma que aprimorou os processos internos e externos de atuação da empresa e tomou ações como remanejamento e maior padronização das atividades, treinamentos para a capacitação e motivação dos colaboradores, melhorias prediais, incorporação de novas tecnologias e estratégias de mercado, desenvolvimento de programas de melhorias, fortalecimento das parcerias em toda a cadeia produtiva, entre outras.

A flexibilidade de atender às diversas necessidades dos transportadores por ônibus, que devem seguir legislações locais que variam de município para município, tornando a produção do veículo quase personalizada e artesanal, também foi destaca pela fabricante de carrocerias com sede em Botucatu, no interior de São Paulo.

Comunicação também é outro ponto enfatizado pela fabricante. Constantemente são realizadas ações com os frotistas para ouvir de quem opera os transportes no dia a dia a respeito das necessidades operacionais, que variam com o passar do tempo, aumento da demanda de passageiros e maiores exigências dos usuários e do poder público.

Hoje, a maior parte da produção da Caio é para atender aos transportes urbanos. Só o modelo Caio Apache Vip, para chassis de motor dianteiro, é responsável por 60% das unidades produzidas.
Campanhas com o público interno, envolvendo os funcionários, também procuraram destacar a importância da produção de veículos com padrão elevado, mesmo com os modelos mais simples, para atender às normas de segurança, o que envolve os trabalhadores no compromisso com a qualidade.

Blog Ponto de Ônibus