segunda-feira, 1 de julho de 2013

Falta de ônibus transforma volta para casa em suplício nesta segunda-feira


Chuva, paradas lotadas e demora dos ônibus. Estes são alguns dos transtornos que muitos usuários do transporte público estão enfrentando na noite desta segunda- feira (1º) devido à paralisação dos rodoviários.

Na Avenida Agamenon Magalhães, muita gente reclama da falta de ônibus circulando. A usuária Isabel Leite, 37 anos, diz que já está há cerca de 30 minutos na parada e até o momento só passou um ônibus da linha PE-15/Joana Bezerra. "Já que um passou, resolvi esperar pelo meu”, afirmou.

Créditos: Mariana Dantas/NE 10

Na Av. Cruz Cabugá, passageiros também reclamam que estão aguardando há mais de uma hora e não passam ônibus na via
Além da falta de ônibus, há relatos de falta de táxi. A auxiliar de assistente jurídico Juliana Brandão, 25 anos, comentou que procura há mais de uma hora um táxi nas ruas próximas à Praça do Derby. 
A reportagem do NE10 circulou pelas avenidas Agamenon Magalhães, Cabugá, Praça do Internacional, Rua Real da Torre e não encontrou ônibus pelas vias.
NE10

Greve: Usuários precisam fazer percurso a pé para pegar coletivo


O primeiro dia da paralisação dos rodoviários começa a causar retenções em importantes vias da capital pernambucana. Motoristas e cobradores de várias empresas de ônibus param os coletivos em sinal de protesto na tarde desta segunda (1º) na Avenida Cruz Cabugá, área central do Recife, e no viaduto Capitão Temudo, no sentido Olinda-Recife. Na falta de transportes alternativos, muitos passageiros foram obrigados a seguir o percurso a pé até encontrar um coletivo disponível.

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Ônibus parados na Cruz Cabugá.
Créditos: Mariana Dantas/NE 10
Ao longo da Cruz Cabugá, vários ônibus pararam o percurso e estacionaram os veículos no local. Alguns condutores de ônibus tentaram seguir o trajeto Olinda-Recife, mas foram abordados por cerca de 50 representantes do movimento grevista no cruzamento da Cruz Cabugá com a Avenida Visconde de Suassuna, nas imediações do Parque 13 de Maio. Motoristas, cobradores e passageiros tiveram que descer dos ônibus. 

O ajudante de pedreiro Jackson Nunes da Silva, de 26 anos, precisou se deslocar para o centro da cidade na manhã desta segunda e não encontrou dificuldades. Já a volta não será da mesma forma. Sem opção, Jackson resolveu voltar andando para casa, no bairro de Aguazinha, em Olinda. Apesar dos transtornos, o ajudante de pedreiro afirmou à reportagem do NE10 que o movimento é válido. 

Já a vendedora Carla Santana, de 24 anos, não aprovou a greve dos rodoviários. A jovem, que trabalha no centro da cidade, pensava que a paralisação seria apenas na parte da manhã e foi pega de surpresa no começo desta tarde. A vendedora, que é moradora do bairro da Bomba do Hemetério, na Zona Norte do Recife, terá que voltar para casa a pé. "Não tenho nem ideia de que horas vou chegar em casa; não acho isso justo". 

Na subida do viaduto Capitão Temudo, no bairro do Pina, o cenário é ainda mais confuso. Os coletivos estão parando na subida do elevado que liga a Zona Norte à Zona Sul da cidade. Os passageiros também precisam se deslocar pelo canteiro da via. Muitos adultos estão com os filhos e não sabem o que fazer para seguir viagem com os pequenos. "Pedimos a compreensão da população. Estamos lutando porque a proposta de 3% de aumento e mais R$ 5 no ticket alimentação é uma vergonha", afirma um dos motoristas presentes no local, que preferiu não se identificar. Internautas do @jctransito afirmam que o trânsito começa a ficar complicado já na frente do Real Hospital Português, antes da subida do viaduto.
Internautas comentam que o trânsito começa a ficar intenso e com retenções na subida do viaduto Capitão Temudo.
NE 10

56% da frota circulou no Grande Recife no horário de pico, diz Urbana-PE


primeiro dia de greve de motoristas e cobradores de ônibus da Região Metropolitana do Recife (RMR), esta segunda-feira (1º), teve 56% da frota nas ruas durante o horário de pico, das 5h30 às 9h, de acordo com levantamento da Urbana-PE, entidade que representa as empresas do transporte coletivo.

Créditos: Julio Rebelo/NE 10

Embora a porcentagem seja maior que os 30% previstos por lei para serviços essenciais, como no caso do transporte, desobedece à determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que previa 80% da frota nas ruas nesse horário. Nos outros horários, a determinação é de que 50% devem circular. Os rodoviários alegam que não receberam a liminar do TRT e, por isso, não são obrigados a cumprir a ordem.


Funcionários das empresas de ônibus que pertencem ao Movimento Rodoviário de Verdade, oposição ao Sindicato dos Rodoviários, pararam os ônibus em importantes pontos do Recife nesta manhã, como as avenidas Guararapes, Conde da Boa Vista e Cruz Cabugá, todas no Centro da cidade.

Os rodoviários reivindicam reajuste de 33% no salário e aumento no valor do tíquete alimentação, de R$ 160 para R$ 350. Em resposta, os patrões informaram que os vencimentos dos rodoviários de Pernambuco estão entre os maiores da região. Eles oferecem aumento de 3%. Além disso, em nota divulgada nesta manhã, a Urbana-PE afirmou que "os rodoviários têm apresentado propostas exageradamente elevadas e totalmente fora do contexto das inúmeras negociações coletivas que tem sido feitas nos últimos meses, seja do setor ou fora dele".

Na tentativa de amenizar os transtornos causados pela paralisação de motoristas, cobradores e fiscais de ônibus há esquema especial no Metrô do Recife. Na Linha Centro, o número de trens sobe de 14 para 16, das 6h às 8h30 e das 17h às 19h30. Também há acréscimo de duas composições na Linha Sul. Em vez de seis, são oito.

NE 10

Greve dos rodoviários no Grande Recife causa transtorno aos usuários de ônibus


A greve dos rodoviários do Grande Recife atingiu muitos usuários do sistema nesta manhã de segunda-feira (1). Mesmo com a garantia de  30% da frota de ônibus nas ruas o transtorno foi grande para quem precisou utilizar o transporte coletivo, principalmente nos terminais integrados.

Em Paulista, no terminal Pelópidas da Silveira, quase não havia veículos disponíveis. A mesma situação ocorreu no Terminal Integrado de Igarassu, onde muitas pessoas esperavam os coletivos do lado de fora.
Nas ruas do Recife o que se viu foi um cenário de dia normal até as 9h, quando motoristas pararam veículos nas principais avenidas do centro. Ônibus circulavam da Zona Sul ao Centro com efetivo suficiente, com a exceção da Avenida Recife, que, em dias normais, apresenta até congestionamento de transporte público, hoje ficou vazia. Na Avenida Norte, o movimento estava tranquilo por volta das 8h, com pouca gente nas paradas e linhas circulando do bairro da Macaxeira até o Centro da cidade.
Já no Terminal Integrado da Macaxeira, muitos passageiros reclamavam do tempo de espera pelos coletivos. A atendente Jeisiane de Oliveira, de 23 anos, não costuma enfrentar fila no local para pegar a linha Macaxeira/Parnamirim. "A movimentação é sempre essa, só que os ônibus estão demorando a passar hoje", reclama. 

Jeisiane saiu do Sítio Histórico de Igarassu, onde mora, às 5h30. Ela esperou meia hora na parada sem que nenhum ônibus passasse até pegar uma Kombi até o terminal de Igarassu, de onde seguiu para a Macaxeira. Até as 8h10 ela ainda não tinha conseguido entrar no ônibus para ir ao trabalho.

Diante da espera, muitos passageiros se exaltaram a medida que os ônibus chegavam ao terminal. Tumulto e empurra-empurra se repetiam a cada coletivo que parava no terminal, como mostra o vídeo acima.
Todos os motoristas estavam sem o fardamento.
A greve por tempo indeterminado foi acertada semana passada, diante do impasse entre a categoria dos rodoviários e os patrões. Na sexta passada, o desembargador Pedro Paulo Nóbrega, vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), concedeu liminar ordenando que o percentual de 80% da frota deve ser mantido nos horários de pico (5h30 às 9h e 17h às 20h). Fora desse horário, apenas 50% dos coletivos deverão circulando. O Sindicato dos Rodoviários garantiu, no entanto, não ter sido notificado da decisão e alega que começará a greve somente com 30% da frota nas ruas.  Em média, dois milhões de passageiros utilizam o transporte todos os dias.

Na tentativa de amenizar os transtornos causados pela paralisação de motoristas, cobradores e fiscais de ônibus, o Metrô do Recife montou esquema especial. Na Linha Centro, o número de trens subiu de 14 para 16, das 6h às 8h30 e das 17h às 19h30. Também há acréscimo de duas composições na Linha Sul. Em vez de seis, são oito.
NE 10

Rodoviários em greve param ônibus no Centro do Recife em protesto

Créditos: Luiza Freitas/NE 10

Motoristas e cobradores de várias empresas de ônibus que realizam o transporte de passageiros no Grande Recife escolheram a Avenida Guararapes, no Centro do Recife, para protestar na manhã desta segunda-feira (1º), primeiro dia de greve da categoria. Internautas afirmam que há veículos parados também no Parque 13 de Maio e na Rua do Príncipe, ainda na área central.



A manifestação é realizada pela oposição ao Sindicato dos Rodoviários, o Movimento Rodoviário de Verdade, que já realizou uma paralisação no último dia 14. Os trabalhadores afirmam que, embora tivesse sido acordado no Ministério Público do Trabalho (MPT) que não seriam contratados profissionais terceirizados, as empresas fizeram a convocação. A entidade que representa os empresários, no entanto, nega ter feito novas contratações para o período greve.


Créditos: @PauloCSilva/Twitter

"Fizemos uma reunião ontem com os motoristas e cobradores para pedir que alguns fossem trabalhar, como somos obrigados por lei. Quando muitos chegaram às garagens hoje, viram pessoas que não são do quadro das empresas chegando para aumentar a frota além do que combinamos", explica uma das representantes da oposição ao sindicato, a cobradora Sofia Costa.



Outro motivo do protesto realizado por rodoviários de diversas empresas nesta manhã é a demissão de dois dos líderes da oposição à entidade, entre eles Sofia, que trabalhava na empresa Metropolitana até a última quarta-feira (26). O motorista da Caxangá Aldo Lima foi demitido no dia 14, quando houve a paralisação de advertência da categoria. O movimento pede a volta imediata dos funcionários.


Créditos: Julio Rebelo/JC Transito

A oposição do sindicato irá realizar uma assembleia geral às 10h desta terça-feira (2) em frente à sede dos Correios na Avenida Guararapes. A reunião irá discutir a permanência de Patrício Magalhães como presidente do sindicato. "Nosso primeiro inimigo é o sindicato. Depois vêm as empresas e em terceiro, infelizmente, o Ministério Público do Trabalho", diz Sofia, reclamando da falta de resposta do MPT sobre as denúncias.


Créditos: NE 10/Acervo

Os rodoviários pedem 33% de aumento salarial, o que seria proporcional à inflação e ao aumento da cesta básica. A oferta das empresas, no entanto, é de apenas 3%.

NE 10