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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Que venha a Ibrava!




Caio Norte. Você já ouviu falar desse nome? Foi a antiga fábrica que a encarroçadora Caio manteve em Pernambuco. Ela nasceu nos anos 60, durante o desenvolvimento industrial do estado, fomentado pelo governo militar.

Instalada em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife, logo virou referência em fabricação de ônibus a nível regional. Contribuiu para a popularização deste meio de transporte no Nordeste, e colocou a Caio no topo de vendas na região.

Ônibus produzido pela Caio Norte para a Empresa São Paulo, em 1966
Créditos: Acervo Digital do Diário de Pernambuco
Pesquisa e Catalogação: Guto de Castro


Não é difícil entender porque. Ao comprar um ônibus produzido mais próximo, os frotistas reduziam bastante os custos de aquisição do veículo, já que a viagem era mais curta, diminuindo gastos com combustível, motorista, etc.

Os modelos da Caio eram maioria nas ruas das principais cidades nordestinas durante aquele período. Bela Vista, Gabriela, Amélia e Vitória foram os mais famosos: invadiram as garagens das empresas na época, devido ao seu custo-benefício elevadíssimo.

Entretanto, na segunda metade dos anos 90, a história da Caio Norte chega ao fim. E esse encerramento esteve intimamente ligado a crise que assolou a matriz naquela época, que chegou a culminar com a falência da Caio, em 1999. (Vale lembrar que ela foi ressuscitada pouco tempo depois pela Induscar, e se mantém firme até hoje).

Desde então, o Nordeste ficou órfão de uma montadora de ônibus, que pudesse servir de opção mais econômica aos frotistas da região. Foram várias especulações ao longo dos anos, porém nenhuma se concretizou.

Até que, ontem, dando uma zappeada pelos principais blogs de ônibus do país, me deparo com uma notícia mais que boa, ótima. Mais que ótima eu diria, excelente: uma nova encarroçadora de ônibus vai se instalar no NE.

Trata-se da Ibrava, que fará um investimento de 50 milhões de reais em Campina Grande, na nossa vizinha Paraíba, e produzirá até 3 mil carrocerias por ano. Atualmente, a empresa só trabalha com ônibus de menor porte (micros), mas a expectativa é que a produção na fábrica do nordeste seja volta para ônibus urbanos de médio e grande porte.

Micro-ônibus Ibrava que opera em Jaboatão
Créditos: Thiago Alex/Ônibus Brasil


Pessoalmente, fiquei muito feliz. Acho que ficamos com um buraco enorme desde o fechamento da Caio Norte. A Ibrava chega agora pra preencher essa lacuna no Nordeste. Serão criados mil empregos diretos e indiretos. Porém o maior ganho será a redução dos custos para quem compra ônibus aqui. Além de um prazo mais flexível de entrega, e perspectiva de melhores negócios.

Ibrava, seja muito bem vinda! O Nordeste agradece pela preferência!!

Guto de Castro

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Montadora de ônibus poderá ser instalada em Campina Grande até o próximo ano


Créditos: Divulgação
Campina Grande, na Paraíba, poderá receber até o próximo ano uma unidade da Ibrava - Indústria Brasileira de Veículos Automotores, especializada na fabricação de carrocerias para microônibus urbanos e ônibus convencionais. Representantes da empresa, sediada no município de Feliz, Rio Grande do Sul, o prefeito Romero Rodrigues e o vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia, estiveram reunidos na manhã desta quarta-feira, 31, em negociações sobre o investimento para instalação da empresa e a contrapartida oferecida pelo poder público municipal. 

O encontro aconteceu no Ipsem. O diretor comercial da Ibrava, Eurico Lemos, apresentou à equipe do governo municipal, imprensa e vereadores um vídeo com imagens da montadora e do processo de fabricação dos ônibus. 

Segundo Carlos Pimentel, consultor da empresa, a instalação em Campina representaria um investimento da ordem de R$ 200 milhões, além da geração de milhares de empregos diretos e indiretos. "A instalação de uma empresa desse porte agrega muitas indústrias periféricas, a exemplo das fábricas de vidros, painéis, bancos, espuma", declarou. Para sua instalação, a empresa necessitaria de uma área de até 100 mil metros quadrados, destinados aos setores de fabricação, estoque, manobra e escritório. A Ibrava possui cinco anos de atuação no mercado. A capacidade inicial de produção será de três mil ônibus por ano. 
Créditos: Divulgação

O prefeito Romero Rodrigues assegurou que é meta da atual administração revitalizar o parque industrial da cidade por meio da conquista de novas empresas. "A Prefeitura possui área suficiente para abrigar novas indústrias, desapropriada recentemente e localizada a uma distância de um quilômetro do aeroporto, ferrovia, gasoduto, energia elétrica suficiente e duas rodovias federais, uma delas sendo atualmente duplicada. Portanto, agora existe viabilidade para receber novos investimentos", comentou o prefeito. 

Romero destacou ainda o empenho do vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia, que fez contatos com a Prefeitura Municipal e encaminhou os empresários para Campina Grande. Com relação à escolha de Campina Grande para sediar uma unidade, o consultor Carlos Pimentel ressaltou que o município tem uma localização geográfica privilegiada, além da vocação para a indústria metal mecânica. 

"Se projetarmos Campina Grande num raio de 700 quilômetros, percebemos que estamos diante de 15 milhões de habitantes e próximos das principais capitais do Nordeste, a exemplo do Recife, Natal, Maceió, Aracajú e até Fortaleza. São cidades com número expressivo de habitantes e aonde há habitantes precisa-se de transportes", declarou. 

O prefeito Romero disse que a Prefeitura Municipal disponibilizará todos os incentivos necessários à instalação da Ibrava em Campina Grande. Já o vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia, afirmou que o Estado apoiará a instalação por meio da Cinep - Companhia de Desenvolvimento da Paraíba e de incentivos fiscais.

Click Paraíba