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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Mercedes Benz bate recorde em emplacamentos de ônibus e caminhões

Foram 42.600 caminhões e 14.900 ônibus emplacados no País. A produção foi de 80 mil veículos pela marca.

Ônibus da família O 500 da Mercedes Benz. Nos últimos dez anos, o mercado de veículos comerciais pesados saltou de 60 mil para 173 mil caminhões e de 16 mil para 35 mil unidades de ônibus. A Mercedes Benz anunciou recorde de emplacamentos em 2011. Foram 42 mil 600 caminhões e 14 mil 900 ônibus, além de 6 300 utilitários modelo Sprinter.


A Mercedes Benz divulgou nesta segunda-feira, dia 09 de janeiro de 2012, o balanço de veículos emplacados no País. Foram 42 mil 600 caminhões e 14 mil 900 ônibus, num total de 57 mil 500 veículos pesados. A marca também divulgou que foram emplacadas 6 mil 300 unidades do utilitário para carga e passageiros Sprinter, o melhor resultado nos últimos 11 anos, na categoria entre 3,5 para 4,6 toneladas.

Em relação aos ônibus e caminhões, o número de emplacamento também foi recorde. Em 2010, foram emplacados 40 mil 850 caminhões e 14 mil 320 chassis de ônibus. Foram produzidos, tanto para o mercado externo e interno cerca de 80 mil veículos da marca no Brasil. Joachim Maier, vice-presidente de vendas da Mercedes Benz do Brasil, destacou o aumento do mercado geral de ônibus e caminhões no País. Segundo ele, nos últimos dez anos, a produção de caminhões passou de 60 mil para 173 mil unidades anuais, enquanto a de ônibus pulou de 16 mil veículos para cerca de 35 mil por ano.

Para o executivo, os preparativos em relação a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016, com obras de infraestrutura e modernização nos sistemas de transportes, devem aquecer ainda mais o mercado de ônibus e caminhões, apesar de algumas oscilações serem esperadas. A Mercedes espera se beneficiar com este ritmo no mercado e diz que além da ampliação da planta e capacidade de produção de São Bernardo do Campo, o início dos trabalhos da unidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, que deve fabricar caminhões pesados e extrapesados, pode aumentar a participação da Mercedes nos segmentos.

Atualmente, a Mercedes é líder no segmento de ônibus e vice-líder no de caminhões. A implantação das novas normas de controle de emissão de poluentes, Euro V, na fase 7 (P7) do Programa Nacional de Controle de Poluição por Veículos Automotores – Proconve, que entraram em vigor em 1º de janeiro deste ano, deve contribuir para uma redução nas vendas de caminhões e ônibus em 2012.
Isso porque, para obedecerem às normas, os veículos são dotados de mais tecnologia, o que os deixa entre 10% e 15% mais caros. Além disso, eles não operam apenas com diesel. Boa parte dos modelos necessita da adição de um fluido, o ARLA 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo), com 32 % de uréia industrial, para diminuir poluentes, como óxido de nitrogênio – NOx.

Para escaparem dos preços maiores e da necessidade do uso do ARLA, embora as fabricantes alegam que os novos modelos são mais econômicos, cobrindo a diferença do preço do ARLA, muitos frotistas, tanto de ônibus como de caminhões, anteciparam as compras para 2011, que foi um ano recordista do setor de veículos pesados, ou então, vendo que seus veículos estavam com baixa idade de uso, preferiram postergar as renovações.

A indústria nacional vê até 2016 boas perspectivas para o mercado de ônibus e caminhões, mas está de olho na Europa, onde ficam sediadas a maioria das matizes, que enfrenta ainda crise econômica.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Ônibus Brasil

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

MAN prevê queda na produção de ônibus e caminhões para 2012

Empresa no entanto, estima alta nas exportações.

Motor de ônibus urbano Volkswagen 17-230 EOD com tecnologia de controle de emissão de poluentes baseada nas normas européias Euro III. Com a entrada em vigor da fase 7 do Proconve, cujas exigências são baseadas nas normas Euro V, o preço de motores a diesel subiu até 15%. Créditos: Adamo Bazani


A fabricante de chassis e motores de ônibus e caminhões MAN América Latina, que controla a marca Volkswagen de veículos pesados no Brasil, estima que em 2012 a produção em todo o mercado deve ter recuo de 10% em comparação a 2011. O motivo principal é mudança de tecnologia dos motores para padrões mais rígidos de controle de emissão de poluentes, previstos pela fase 7 do Proconve – Programa Nacional de Controle de Poluição por Veículos Automotores, P 7, baseados nas normas européias Euro V.

O valor destes veículos a diesel com a tecnologia que é obrigatória desde 01 de janeiro de 2012 chega a ser de 10% a 15% maior que os ônibus e caminhões anteriores, cujos padrões de emissão seguiam as normas Euro III. Empresários tanto do setor de transportes de cargas como de passageiros anteciparam a renovação de frota no ano passado para escaparem dos preços mais altos e os que não renovaram pretendem esperar se suas frotas ainda estiverem dentro da idade permitida pelos poderes concedentes, principalmente no caso de empresas de ônibus.

Além disso, o uso de um fluido para diminuir a poluição, o ARLA 32 – Agente Redutor Líquido Automotivo, feito com 32% de uréia industrial, injetado no sistema de escape dos ônibus e caminhões, é um custo a mais que ainda levanta desconfiança por parte dos frotistas, mesmo as montadoras dizendo que a nova tecnologia deixa os motores maios econômicos e que a diferença no consumo em relação aos motores antigos cobre os gastos a mais com o ARLA 32.

Em entrevista a Agência Reuters, o presidente da Man Latin America, Roberto Cortes, disse que o se a economia brasileira continuar aquecida, a queda pode ser menor. Por conta da modernização das cidades com vistas à Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016 e aguardando licitações de transportes, tanto o setor de cargas, com as obras públicas, como de passageiros, com os novos sistemas de operação, vão demandar mais ônibus e caminhões.

BALANÇO E ESTIMATIVAS

A Volkswagen declara um balanço positiva de 2011, com crescimento acima do mercado.
Segundo a montadora, foram produzidos 61 mil 968 veículos pesados, sendo que 58 mil 829 caminhões, segmento que a empresa manteve a liderança, e 11 mil 139 ônibus, sendo vice-líder no setor de passageiros. O crescimento em relação a 2010 foi de 18%.

O mercado como um todo cresceu 11.72% com 171 mil 200 caminhões e 34 mil 615 ônibus.
O mês de dezembro, por causa das antecipações de renovação da frota, foi o mais expressivo dos 30 anos de atuação da marca Volkswagen no setor de caminhões e ônibus, quando a empresa vendeu 4 mil 310 caminhões e 955 chassi de ônibus. Para se ter uma idéia, em dezembro de 2010, a Volkswagen comercializou 2 mil 815 caminhões e 331 plataformas para ônibus, entre micro-ônibus, urbanos e rodoviários.

Para 2012, a Volkswagen pretende ampliar sua participação no mercado. Em março, ela deve entrar no segmento de caminhões extra-pesados com a marca MAN. Em três anos, a Volkswagen – MAN quer 30% de presença neste segmento.

Entre 2012 e 2016, a empresa pretende investir no Brasil R$ 1 bilhão, incluindo a participação no segmento de extra-pesados e de ônibus com tecnologias alternativas ao uso do diesel convencional.
A Volkswagen pretende aumentar as exportações para países latino-americanos onde não entraram em vigor as normas de redução de poluição baseadas nos parâmetros Euro V.

O presidente da MAN Latin America, Roberto Cortes, disse ainda que este ano os países latino americanos devem voltar ao patamar anterior a crise financeira mundial de 2008. “Estamos praticamente voltando aos níveis pré-crise somente em 2012. O formato de recuperação neste caso está mais para um ‘U’ que um ‘V””, disse Cortes, referindo-se a mercados como Chile, Argentina e Colômbia.

Em 2008, as exportações para o mercado latino americano foram de 53 mil unidades e em 2011, o número oscilou entre 42 mil e 43 mil veículos. Logo após a crise, o volume recuou entre 20 e 23 mil unidades. Em 2011, a Volkswagen MAN exportou cerca de 9 mil 500 unidades de ônibus e caminhões e prevê crescimento de 10% nos embarques para o exterior.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Ônibus Brasil

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Distribuição do Diesel S 50 já é obrigatória em todo o País

Setor teme desabastecimento, o que a Petrobrás nega. Em 2013, teor de enxofre deve ser mais reduzido.

Ônibus com tecnologia Euro III. Nestes veículos, a redução de emissão de poluentes deve ser de até 15% com o uso do diesel S 50, cuja distribuição se tornou obrigatória neste dia primeiro de janeiro de 2012.

Ônibus com tecnologia Euro III. Nestes veículos, a redução de emissão de poluentes deve ser de até 15% com o uso do diesel S 50, cuja distribuição se tornou obrigatória neste dia primeiro de janeiro de 2012. Créditos: Adamo Bazani


Já é obrigatória a distribuição do diesel com menos teor de enxofre para ônibus e caminhões de todo o País, independentemente da tecnologia dos motores que funcionam com este tipo de combustível.
O diesel S 50, com 50 partículas de enxofre por milhão (50 miligramas por quilo de combustível – mg/kg), já abastece ônibus urbanos em capitais e regiões metropolitanas e pode reduzir os níveis de poluição em até 95%, dependendo do material lançado na atmosfera e da idade do motor em comparação aos tipos de diesel mais antigos, como S 500 e S 1800.

Nos propulsores novos, que seguem as normas de restrição de poluentes da fase 7 do Programa Nacional de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores, baseadas nos parâmetros europeus Euro V, a redução de materiais particulados é de 80% e de óxidos nitrosos pode chegar a 98% em comparação às configurações mais antigas de diesel.

Essa redução, no entanto, só é possível nestes novos motores, que passam a ser obrigatórios em ônibus, caminhões e utilitários neste ano. Nos motores Euro III ou de tecnologias mais antigas, a redução de poluentes pode não passar de 15%, mas acaba tendo um impacto positivo mesmo assim.
De acordo com a Anfavea – Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores – existem com tecnologias antigas cerca de 2,3 milhões de automóveis a diesel, todos com os padrões Euro III para baixo. A estimativa da entidade que representa os fabricantes de veículos é que sejam vendidos entre 160 mil e 170 mil automóveis movidos a diesel em 2012.

Estes veículos já serão com o Padrão Proconve P 7 – Euro V, que necessitam de um sistema de recirculação de gases ou a adição de um fluido, o ARLA 32 – Agente Redutor Líquido, feito a base de 32% de uréia industrial, que se adicionado no sistema de escape provoca reações químicas que reduzem os poluentes. Os transportadores, tanto donos de utilitários, caminhões e ônibus, temem desabastecimento, ou seja, que faltem no mercado tanto o diesel S 50 como o ARLA 32.

Nem todos os postos de combustíveis ainda possuem bombas para o diesel S 50. A Petrobras disse que não há motivos para a preocupação e neste primeiro momento afasta a possibilidade de os ônibus e caminhões não contarem com o “novo diesel”. Parte do diesel S 50 era importada.

O Ministério de Minas e Energia declarou que no ano que v em, em 2013, o diesel deve ser mais limpo ainda, S 10, com 10 partículas, e que já trabalha nos ajustes de desenvolvimento do produto.
O diesel S 50 para todos ônibus, caminhões e demais comerciais já deveria ter sido comercializado desde 2009 por determinação do Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente, mas disputas judiciais atrasaram em três anos a entrada em vigor da comercialização do combustível. Quanto ao S 10 em 2013, não está descartada outra disputa judicial.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Ônibus Brasil