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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Onde Está Você: San Remo 003 e Vera Cruz 164




Excepcionalmente nesta terça-feira a coluna Onde Está Você chega ao Maxi Ônibus Olinda para mostrar a você a atual localização de dois ônibus que passaram pela frota de empresas pernambucanas. Está preparado?

O primeiro deles é um Marcopolo Torino 2007, chassi Volkswagen 15-190 EOD. Ele pertenceu a San Remo e tinha o prefixo 003. Chegou para a empresa em 2008, como parte de uma inédita renovação de frota nas linhas municipais do Cabo de Santo Agostinho.

Créditos: Luiz Carlos Santana/Acervo


O 003 passou quatro anos na San Remo. No começo de 2012, foi desativado e substituído por ônibus mais novos. A empresa Visconde, de Caruaru, que estava precisando renovar sua frota na época viu nos usados da San Remo uma boa oportunidade e resolveu comprá-los.

De casa nova, o 003 da San Remo se tornou o 110 da Visconde. Logo, se tornou fixo da linha mais importante da empresa, a 139 Polo Caruaru, rodando de domingo a domingo.

Créditos: Marcos Lisboa/Ônibus Brasil


No final de 2013, a Visconde é comprada por outra empresa de Caruaru, a Capital do Agreste. Com isso, começa o repasse de carros e mais uma vez o 003/110 ganha nova casa. Desta vez, se torna o 830, e se mantém fixo na mesma linha.

Veja como está o 003 atualmente:

Créditos: Joseph Soares/Ônibus Brasil


Já o segundo destaque de hoje é um Comil Svelto III chassi Volkswagen 17-210 EOD. Ele pertenceu a Vera Cruz e tinha o prefixo 164. Chegou 0km para a empresa em 2004, na pintura padrão. Estreou nas linhas do Jordão, as mais importantes da empresa na época, e com o tempo passou por muitas outras.

Créditos: Rafael Fernandes/Ônibus Brasil


Até que em fevereiro de 2013, com a compra de ônibus novos, o 164 e seus irmãos são desativados pela Vera Cruz. A maioria deles foi vendido, exceto a nossa personagem de hoje. O 164 continua na empresa, descaracterizado, mas servindo de socorro mecânico.

Veja como ele está atualmente:

Créditos: Jonathan Silva/Ônibus Brasil

Gostou? Então não deixe de conferir as edições anteriores da coluna Onde Está Você:
- 17/02/2014: Caxangá 703 e São Paulo 343
- 10/02/2014Onde Está Você: CRT 701 e Mirim 040
-  03/02/2014Onde Está Você: Caruaruense 628 e Princesa do Agreste 2020/4040
27/01/2013: Progresso 6061 e RCR 1007 
21/01/2013: Borborema 579 e Vera Cruz 132

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Volks-MAN vende ônibus off-road para Angola

Volks-MAN exporta 25 ônibus off-road para Angola. Veículo foi desenvolvido no Brasil para transporte escolar em áreas rurais, mas se adapta às realidades do país africano.

Créditos: Mascarello/Divulgação

Os serviços de transportes de passageiros na Angola sentem mais de perto a robustez e a flexibilidade dos ônibus produzidos no Brasil. A Volkswagen-MAN, pela empresa representante da marca, Asperbras, vendeu para o país africano 25 unidades do modelo 15-190 EOD MWM – E3 – 2R. Aqui no Brasil, o modelo é usado em áreas de difícil acesso e sem pavimento, em especial para transporte escolar. É um dos ônibus eleitos pelo Programa Caminho da Escola.

Bem mais robusto e com suspensão mais alta que os ônibus convencionais, o Volksbus 15-190 escolar também é adequado para a topografia do país do continente africano.

Essas 25 unidades serão destinadas para transporte de trabalhadores de setores como construção civil, mineração e companhias de linhas urbanas que atendem locais com condições severas de operação.
Os veículos exportados são encarroçados pelo modelo Gran Midi, da Mascarello.

Os primeiros dez ônibus já estão em Angola, e os demais devem ser embarcados em janeiro de 2013.
A Volkswagen-MAN no Brasil acredita que o número de veículos 15-190 para aplicações severas deve se expandir na Angola no próximo ano.

Os operadores locais aprovaram até agora o veículo e outros frotistas já demonstraram interesse no produto. No entanto, a importadora Apebras reconhece que a concorrência com outras marcas é grande neste mercado de ônibus mais robustos.

O modelo brasileiro que foi para Angola tem ângulo de ataque (de entrada) maior assim como o de saída, na traseira. Os balanços dianteiro e traseiro (a distância entre os para-choques e os eixos) são menores, o que auxilia também em subidas e descidas com maior angulação. A suspensão é reforçada e a altura entre o assoalho e o solo é maior. No entanto, o ônibus não perde em acessibilidade e conforto, já que o sistema de amortecimento é mais moderno. O veículo também conta com elevador e espaço especial para cadeira de rodas.

A Aspebras Veículos atualmente tem sede em Luanda, mas o objetivo é expandir para outras regiões na Angola com mais unidades. Em 2012, a empresa auxiliou no crescimento da Volkswagen-MAN no país africano. Para se ter uma idéia, ente janeiro e novembro deste ano, o crescimento das exportações da Volkswagen-MAN para a Angola foi de 60% em comparação ao mesmo período de 2011.

Adamo Bazani
, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Com informações MAN e Aspebras

Blog Ponto de Ônibus

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ônibus Volks terão motores da MAN no Brasil

Apresentação foi feita nesta terça-feira à imprensa. Motores já seguem a fase do Proconve P7 – Euro V que contemplam normas de redução de emissão de poluentes

Volkswagen 26.330 é o mais novo produto da montadora alemã. O chassi é desenvolvido especialmente para ônibus articulados e vai colocar a marca de forma inédita neste segmento de mercado. O 26.330 tem motor Cummins ISL de 8,9 litros. Créditos: Ônibus Brasl/Blog
Quando a Volkswagen Ônibus e Caminhões anunciou oficialmente que foi comprada pela grupo alemão MAN AG, por 1,175 bilhões de euros (R$ 3,78 bilhões), no dia 15 de dezembro de 2008, o mercado começou a especular o que poderia acontecer com os veículos produzidos na planta da Volks para os pesados, em Resende, no Rio de Janeiro.
Inicialmente, houve uma troca de conhecimento entre os técnicos das empresas, mas não houve tanta alteração nos produtos, principalmente nos ônibus.
Mas agora, aproveitando a necessidade de atualizar os motores para seguir as normas mais rígidas de controle de poluição, da sétima fase do Proconve, a P 7, do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, a Volkswagen/Man oferece o que há muito tempo o mercado vinha especulando.
A partir de 2012, os ônibus da montadora no Brasil, terão de forma inédita os motores genuinamente produzidos pela MAN.
Além dos motores da MAN, continuam a equipar os chassi da Volkswagen os motores Cummins, só que também seguindo as mais rigorosas normas do Proconve P 7.
Em comunicado à imprensa, o presidente da MAN América Latina, Roberto Cortes, disse que a empresa para atender à nova legislação, poderia apenas modificar as linhas de motores. Mas foi além e renovou os motores oferecidos pelo mercado.
“Para atendermos a legislação, bastaria trabalharmos apenas na mudança de motores da linha Volksbus. Fomos além, e desenvolvemos uma linha totalmente renovada, com uma série de evoluções tecnológicas que agregam ainda mais valor a linha Volksbus” – afirmou o executivo.

Foi apresentada nova solução de motores para todas as categorias: micro, minionibus, convencionais urbanos, rodoviários e articulados. A tecnologia será baseada na utilizada na Europa, mas adaptada para as condições brasileiras de uso.

PREOCUPAÇÃO E LEGISLAÇÃO AMBIENTAL

Tanque para o ARLA 32, Agente Redutor Líquido, composto por 32 % de uréia, em chassi 9.160 da Volkswagen. O modelo utiliza motores Cummins que funcionam com o sistema de controle de emissão SCR - Selective Catalyst Reduction (Redução Catalítica Seletiva), que necessita do aditivo no escape. Créditos: Ônibus Brasil/Blog
Para atender à nova legislação que obriga redução de emissão de poluentes, a Volkswagen/Man apresenta dois tipos de tratamento de gases no escape: o SCR – Selective Catalyst Reduction (Redução Catalítica Seletiva) e o EGR – Exhaust Gas Recirculation (Recirculação de Gases de Exaustão).
Os motores MAN D 08 serão fabricados pela MAN Latin América em São Paulo, nas versões de quatro e de seis cilindros e são especialmente desenvolvidos para ônibus, podendo ser usados em 03 dos 08 modelos da linha nova da Volkswagen. Eles possuem tecnologia EGR – Exhaust Gas Recirculation (Recirculação de Gases de Exaustão). A Volkswagen/MAN garante que os motores possibilitam menos ruído, menor consumo e mais espaço de tempo entre as manutenções.
Também seguindo as normas de poluição do Euro V, Proconve P 7, Além disso, a MAN Latin America usará os motores Cummins ISF e ISL com tecnologia SCR – Selective Catalyst Reduction (Redução Catalítica Seletiva), de quatro e seis cilindros. Eles também vão equipar chassis de miniônibus, microônibus e chassis rodoviários e articulados Volksbus.

A iniciativa de oferecer dois tipos de sistemas de redução de poluição é ampliar a opção do mercado, para quem acha conveniente ou não usar o agente de tratamento de gases ARLA 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo), com 32% de uréia. “As duas opções de tecnologia Euro 5, a SCR e a EGR, estarão disponíveis em nossa nova linha de produtos. São as melhores opções disponíveis no mercado
para as aplicações a que se destinam”, garante Cortes.
O padrão de emissão de poluentes do Euro V, seguido pelo Proconve P7, determina os seguintes níveis de diminuição de alguns elementos presentes no diesel e que são prejudiciais à saúde:

EMISSÃO DE MONÓXIDO DE CARBONO: Redução de 29%
EMISSÃO DE HIDROCARBONETOS TOTAIS: Redução de 23%
EMISSÃO DE ÓXIDO DE NITROGÊNIO: Redução de 60%
EMISSÃO DE MATERIAL PARTICULADO: Redução de 80%

USAR OU NÃO O ARLA 32
O chassi para ônibus de pequeno porte 9.160 oferece mais potência a veículos dessa categoria, segundo a Volkswagen. O motor é Cummins ISF de 3,8 litros. O Peso Bruto Total na versão convencional é de 8500 kg e na Plus 9200 Kg. Créditos: Ônibus Brasil/Blog

Uma das polêmicas sobre as novas normas de redução de emissão de poluentes a serem adotadas a partir de janeiro de 2012 nos veículos movidos a diesel é o uso do aditivo ARLA 32, que serve para provocar uma reação química e reduzir o óxido de nitrogênio, uma das principais substâncias do diesel prejudiciais à saúde.

Além de os veículos serem mais caros, por usarem nova tecnologia, o ARLA 32 vai representar uma compra a mais para os empresários. As montadoras alegam que pelo fato de os motores novos que seguem as determinações do Proconve P7, poderem consumir menos, o emprego do ARLA não vai pesar no final da conta.
O chassi 9.160 pode suportar aplicações mais severas, fora de estrada.
Créditos: Ônibus Brasil/Blog

Mas no caso dos frotistas, principalmente donos de empresa de ônibus, tidos, em sua maioria como conservadores, toda a novidade gera receio. Tanto é que muitas renovações de frotas de ônibus, previstas para 2012, foram antecipadas para 2011 com o objetivo de os empresários escaparem dos custos maiores das novidades. Um ônibus que segue os padrões Euro V, Proconve P 7, de 2012 em diante, custa entre 10% e 15 % mais que os veículos de hoje. Além disso, o ARLA não é ainda visto com bons olhos pela totalidade dos empresários. Em média, a cada 5 abastecimentos de tanque completo de diesel, um tanque do ARLA deve ser abastecido.

A Volskwagen, no entanto, oferece ônibus que seguem os padrões do Proconve P 7, sem a necessidade de uso do ARLA 32. Há, na verdade os dois sistemas: SCR (Redução Catalítica Seletiva), que necessita do ARLA, e o EGR (Recirculação de Gases de Exaustão), que dispensa o aditivo.

Em nota à imprensa, a empresa explica as duas opções:
· SCR (Redução Catalítica Seletiva) – Foi empregado pela primeira vez em centrais termoelétricas alimentadas a carvão, para separação dos óxidos de nitrogênio (NOx) dos gases de exaustão. Em 2006, a tecnologia atingiu com sucesso o potente mercado europeu de motores diesel, permitindo que os caminhões pudessem manter os limites Euro 4 e 5.

O SCR visa a redução de NOx por meio de reações químicas envolvendo ureia e oxigênio. Um tanque, com um sistema de dosagem instalado sobre o SCR, libera a quantidade exata de ureia (uma mistura chamada no Brasil de Agente Redutor Líquido Automotivo – ARLA 32) para reduzir o NOx.
Além disso, o SCR utiliza o sistema conhecido como DPF – Diesel Particulate Filter (Filtro de Partícula de Diesel) – que visa à redução dos níveis de material particulado dos veículos a diesel.
ARLA 32 – O Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32), também conhecido como AdBlue (marca registrada na Europa) ou DEF – Diesel Exhaust Fluid (Líquido de Exaustão de Diesel), é um fluido necessário para a tecnologia SCR que estará presente nos veículos a diesel classificados como comerciais pesados, semi-pesados e ônibus fabricados a partir de 2012.

O ARLA 32 não é um combustível ou um aditivo. Ele é injetado no sistema de escapamento para reduzir quimicamente as emissões de NOx (Óxidos de Nitrogênio) de veículos movidos a diesel. É uma solução composta, em sua maioria, por 1/3 de ureia de alta pureza e 2/3 de água desmineralizada (isenta de minerais que se ligam a ureia e a transformam em cristais).

· EGR (Recirculação de Gases de Exaustão) – Utiliza o princípio de reaproveitamento dos gases de exaustão através do controle eletrônico. Uma pequena porcentagem dos gases é recirculada, resfriada e então alimentada de volta para a câmara de combustão. Este processo reduz a quantidade de óxido de nitrogênio nos gases de escape, devido a redução da temperatura na câmara de combustão. Em adicional, a tecnologia incorpora um catalisador de oxidação.

A tecnologia EGR garante ainda um melhor aproveitamento do espaço no chassi. Além disso, o sistema não agrega peso significativo ao veículo, não exige abastecimento de ARLA 32 e não interfere no encarroçamento do veículo

Adamo Bazani/Ônibus Brasil

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O que foi novidade no transporte recifense em abril

O mês de abril encerrou-se mais uma vez com um balanço positivo de renovação de frota. Vejamos agora as principais novidades

Rodoviária Metropolitana

- Caio Apache VIP II - Volksbus 17-230 EOD
Créditos: Samuel Júnior/Ônibus Brasil

Créditos: Samuel Júnior/Ônibus Brasil

- Caio Apache VIP II - Mercedes-Benz OF-1418
Créditos: Samuel Júnior/Ônibus Brasil

- Caio Apache VIP II - Scania F-230
 
Créditos: Samuel Júnior/Ônibus Brasil

Créditos: Guttemberg Siqueira/Ônibus Brasil

Créditos: Rodoviária Metropolitana/Divulgação

CRT
- Caio Apache VIP II - Volksbus 15-190 EOD
Créditos: Samuel Júnior/Acervo

- Caio Apache VIP II - Mercedes-Benz OF-1418

Santa Cruz
- Caio Apache VIP II - Mercedes-Benz OF-1722

As novidades também não se limitaram à capital e Região Metropolitana. No interior, a renovação da empresa Coletivo, de Caruaru, trazendo carros de três portas, também merece destaque.

Coletivo
- Marcopolo Torino 2007 - Volksbus 17-230 EOD

Créditos: Roberto Marinho - Ônibus Expresso/Ônibus Brasil

Créditos: Roberto Marinho - Ônibus Expresso/Acervo 

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