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sábado, 25 de outubro de 2014

Curtas: Acidente entre ônibus e carro no centro do Recife na tarde deste sábado

Acidente entre ônibus e carro no centro do Recife na manhã deste sábado

Créditos: Renata Dorta/NE 10

Um carro e o ônibus 1.763 da empresa Itamaracá se envolveram em um acidente na tarde deste sábado (25), na Rua da Aurora, centro do Recife. Não houve feridos, apenas danos materiais. O coletivo circulava na linha 1972 - Bultrins.

Ônibus abandonado é incendiado na Imbiribeira

Créditos: Michelle Souza/JC Imagem

Um ônibus, que estava abandonado no bairro da Imbiribeira, foi incendiado por volta das 4 horas da tarde deste sábado (25). Não houve feridos. Três viaturas do Corpo de Bombeiros controlaram as chamas. Ainda não se sabe a causa do acidente.

Frota de ônibus reforçada no Recife para o segundo turno das eleições


Neste domingo (26), para auxiliar o deslocamento dos eleitores até os locais de votação, o Grande Recife Consórcio de Transporte preparou um esquema especial de circulação dos ônibus. Serão 1743 coletivos, 113 a mais do que em um dia de domingo normal.

Além disso, 7 linhas que não operam em domingos normais estarão em operação excepcionalmente neste dia 26. São elas: 013 Jardim Beira Rio, 018 Brasília Teimosa, 039 Setúbal (Príncipe), 304 Circular (Curados), 347 TI TIP/Derby, 514 Nova Descoberta (Córrego do Joaquim) e 644 Largo do Maracanã.

Para mais informações, consulte a Central de Atendimento do Grande Recife, pelo número 0800 081 0158, ou entre em contato com o Maxi Ônibus Olinda através do e-mail maxionibusolinda@gmail.com ou pela nossa fan page no Facebook.

domingo, 7 de setembro de 2014

A mobilidade e as eleições de 2014

Créditos: Agência Estado

Engana-se quem acredita que os desafios em mobilidade urbana devem estar apenas na pauta municipal e não nas campanhas dos candidatos à Presidente e governos estaduais. A história recente tem mostrado que governo federal e estados tem papel importantíssimo, sendo responsáveis pela maior parte dos investimentos públicos em transporte, habitação e saneamento.

Mesmo nos projetos municipais, como por exemplo BRTs ou corredores de ônibus, a participação federal é decisiva. Sobretudo se os recursos vierem, como de fato vem (salvo raras exceções) de empréstimos da Caixa Econômica Federal e do BNDES. A participação do Governo Federal com recursos a fundo perdido (OGU) ainda é tímida se comparada, por exemplo,à política habitacional.
Cabe ao governo federal estabelecer políticas públicas integradoras em seus programas de governos.


A desarticulação entre as políticas em distintas esferas (federal, estadual e municipal) é grave, precisa ser revista do ponto de vista institucional e compromete o desenvolvimento urbano sustentável de nossas cidades. Já a desarticulação entre políticas de um mesmo nível de governo é absolutamente inaceitável!

Vemos constantemente políticas que não dialogam entre si. Como os Planos de Saneamento, Diretor, Mobilidade e Resíduos Sólidos. Estes planos estão dialogando com os aportes financeiros do governo federal e estadual? Os planos de mobilidade, saneamento e diretor de cada município estão sendo levados em consideração na construção das milhares de unidades do programa Minha Casa Minha Vida?

Em âmbito estadual o desafio é enorme e caro. Cabe, segundo nossa constituição, aos estados os transportes por trilhos, seja ele metrô ou trem. Esse alto custo leva os governos estaduais a tomarem empréstimos do governo federal. Também é fundamental analisar o impacto urbano causado por grandes obras de infraestrutura nas cidades. Estão seguindo as diretrizes do plano diretor e de mobilidade? Estão refletindo sobre os impactos nos entornos das estações e da área de abrangência do projeto? Isso mostra, mais uma vez, a importância de termos agências de planejamento metropolitano.


Do ponto de vista da política econômica outra questão merece esclarecimento dos candidatos: manteremos o incentivo à compra do automóvel e, ao mesmo tempo, a CIDE zerada? Estudos recentes da UFPR indicam que os resultados dessa política de incentivo à compra de automóveis para o crescimento da economia e geração de empregos foram pífios. Do outro lado os custos com congestionamentos, segundo recente pesquisa da Firjan chegam a R$ 29 bilhões apenas no Rio de Janeiro. Com esse valor seria possível construir o equivalente a 4 vezes a rede atual de metrô da cidade por ano. Isso sem contar os custos ambientas ou com saúde e vítimas de trânsito, que segundo dados do IPEA custam cerca de R$ 40 bilhões de reais por ano, ou um pouco mais que um terço do total investido em mobilidade urbana pelo atual governo federal.

Se ainda não está convencido do papel que a mobilidade merece nessa eleição presidencial lhe apresento mais um argumento: em abril de 2015 vence o prazo estabelecido pela Lei 12.587 para que as cidades com mais 20.000 habitantes concluam seus planos municipais de mobilidade urbana. Caso não tenham seus planos até essa data serão impedidos de acessar recursos do governo federal para mobilidade. O próximo presidente manterá essa data? Ou como no caso dos planos de saneamento o prazo será adiado?

Por fim deixo um desafio e uma proposta para o próximo presidente. Hoje, de acordo com dados da ANTP, cerca de 40% dos deslocamentos feitos nas cidades são por meio não motorizado (a pé ou bicicleta). Mas não há uma linha sequer exclusiva de financiamento para o transporte não motorizado em âmbito federal. Se dos R$ 143 bilhões tivéssemos destinado 1% para infraestrutura cicloviária poderíamos ter construído 7.150 km de ciclovias.


Pedro Torres é especialista e mestre em Planejamento Urbano pelo IPPUR/UFRJ. Atualmente é Gerente de Políticas públicas no ITDP Brasil.

 
MDA/Blog Mobilidade Urbana