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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Cobranças abusivas nos pontos descentralizados do VEM

Créditos: JC Imagem/Acervo

No Recife, os usuários de transporte público contam com pontos descentralizados para recarga do Vale Eletrônico Metropolitano (VEM), tanto comum quanto estudantil,  mas, apesar de facilidade, alguns pontos estão fazendo cobranças indevidas, muitas vezes sem o conhecimento dos passageiros.


De acordo com o VEM Grande Recife, os vários pontos espalhados pela Região Metropolitana do Recife são credenciados para venda de créditos com recarga imediata com valores pré-estabelecidos. Esses valores não devem sofrer alterações, entretanto, na prática isso não acontece.


O estudante de jornalismo Deivid Santos procurou um ponto de recarga no Caixa Aqui, no centro de São Lourenço da Mata, Grande Recife, e, além da cobrança permitida no valor de R$ 1, o vendedor descontou mais  R$ 1. “Pedi para o atendente colocar R$ 18. De acordo com o que informado no demonstrativo deveria entrar R$ 17, já que é a taxa normal cobrado pelo serviço. Entretanto, entrou R$ 16”, explica Deivid. Ao questionar ao motivo, a atendente disse que R$ 1 era para custear as despesas da máquina, inclusive afirmando que “isso é permitido” pelo Ponto Centro, do Grande Recife, fato não confirmado pelo órgão.


A Equipe do JC Trânsito esteve nas ruas para verificar a informação. Pelo menos dois pontos de recarga descentralizados na Avenida Manoel Gonçalves da Luz, no bairro da Mustardinha, na Zona Oeste do Recife, utilizam a mesma prática de cobrança. Ao serem questionados sobre como funciona o procedimento da recarga, a resposta foi a mesma: R$ 1 seria para a máquina e R$ 1 para o estabelecimento.

Segundo o VEM Grande Recife, para a recarga do VEM Comum é cobrada uma taxa de 2,5% sobre o valor dos créditos. Por exemplo, se o usuário carregar o valor de R$ 100 será cobrado mais R$ 2,50. Já com o VEM Estudante, é cobrada uma taxa fixa de R$ 1, por recarga, sem nenhuma variação. Se o estudante recarregar R$ 10 ou R$ 100, será cobrado o mesmo valor de R$ 1.


De acordo com a assessoria do VEM Grande Recife, a denúncia foi encaminhada para a Rede Ponto Certo, operadora do sistema, para que o ponto seja descredenciado, além de alertar para a prática indevida em outros pontos de recarga. Quem souber de outros pontos que estão cometendo abusos pode fazer a denúncia através dos telefones: (81) 3182.5551 / 0800-0810158.

NE 10

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Relógio Watch2Pay permitirá pagamento de transporte público em SP e Recife



A Rede Ponto Certo, empresa responsável pelos sistemas de bilhete eletrônico em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Cuiabá e Ribeirão Preto, anunciou o início dos testes com o Watch2Pay. Trata-se de um relógio que permitirá o pagamento da tarifa de transporte público, funcionando como alternativa aos cartões atuais.

O relógio tem o mesmo chip dos cartões (baseado na tecnologia MiFare, da Philips) integrado ao seu corpo, e funciona exatamente da mesma forma: basta aproximá-lo da roleta para pagar a passagem, e a recarga é feita nos mesmos pontos de venda. Fora isso é um relógio convencional com mostrador analógico.
Segundo a empresa o relógio está em testes em São Paulo, Ribeirão Preto e Recife, e dentro de 30 dias um lote inicial de 5.000 unidades começará a ser vendido em lojas virtuais. O preço sugerido é de R$ 230. O relógio foi desenvolvido pela Laks, uma empresa austríaca, e está sendo lançado no Brasil através de uma parceira com a Yellowgreen, que detém os direitos na América Latina. 
O transporte público é apenas o primeiro passo: segundo Nelson Martins, presidente da Ponto Certo, “este dispositivo pode no futuro comportar outras carteiras do interesse das Prefeituras, voltados para os usuários do sistema, pois conta com aprovação mundial para uso também como cartão de débito. É usado ainda para entrada em estádios de futebol, grandes eventos, etc".
Em Hong Kong um sistema similar, chamado Octopus Card, também pode ser usado para pagamento de Táxis, estacionamento e pequenas compras em lojas de conveniência, lanchonetes e bancas de jornais. No Japão, sistemas similares são integrados a smartphones (Osafu-Keitai), funcionando como um sistema de pagamento móvel e identificação em uma variedade de serviços. 


PC World