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terça-feira, 5 de maio de 2015

Em dia de final, 10 dos 14 ônibus de uma linha são depredados no Recife

Créditos: TV Globo/Reprodução

O domingo (3) foi de final do Campeonato Pernambucano, consagrando o Santa Cruz como time vencedor. O dia foi também de depredação. Dos 14 ônibus que faziam a linha PE-15 / Afogados, dez foram danificados, o que acabou fazendo com que a linha ficasse sem circular por 40 minutos depois do jogo, de acordo com a empresa Caxangá.

Dados do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana) apontam que 67 ônibus foram depredados no último domingo, após a partida ocorrida no Estádio do Arruda. Foram contabilizadas 143 avarias nos veículos, entre janelas quebradas, alavancas de emergência arrancadas, entre outras.

Os vândalos usaram inclusive pedras contra os ônibus. De acordo com motoristas e cobradores que trabalharam no dia da final, as cenas de vandalismo se repetiram antes, durante e depois da partida entre Santa Cruz e Salgueiro. Somente na empresa Caxangá, foram 31 ônibus depredados no domingo.

Alguns coletivos sequer deixaram a garagem da companhia nesta segunda-feira (4). Os prejuízos vão de janelas arrancadas e portas empenadas. “O maior porejuízo foram com parabrisas e janelas. O que chamou mais atenção é que não foi um clássico, foi um jogo com a torcida vencedora e ainda assim tivemos depredações”, explica o gerente de operações da Caxangá.

O motorista Amilcar Rigueira trabalha há seis anos dirigindo ônibus no Grande Recife. As cenas que ele viu durante o turno que trabalhou no domingo só fizeram aumentar o sentimento de insegurança. "A gente tem medo. Torcedores vêm bêbados, ameaçando, desrespeitando, pulando catraca, assaltando", recorda o motorista.

G1 PE

domingo, 29 de março de 2015

Lixo se acumula nos trilhos do Metrorec

Créditos: Ricardo B. Labastier/JC Imagem

O grande volume de lixo nas estações, trilhos e trens do Metrô do Recife (Metrorec) dificulta o funcionamento do sistema metroviário e causa atraso generalizado nas viagens dos passageiros. Por ano, o Metrorec gasta R$ 9 milhões com a limpeza da estrutura. O valor exorbitante poderia ser reduzido e investido em melhorias no serviço da empresa, reformas e compra de novos equipamentos.

“O lixo obstrui as vias e impede a passagem da chuva, além de atrair roedores que rompem os cabos do sistema de comunicação do metrô. Os ratos, além de comer os detritos, roem os cabos de sinalização. É um problema de saúde pública”, destaca o gerente de comunicação do Metrorec, Salvino Gomes. Ele explica que o rompimento da fiação atrasa as viagens porque obriga o sistema a reduzir a velocidade dos trens.

Salvino Gomes informa que já foram encontrados sofás, vasos sanitários e carcaças de eletrodomésticos nas vias. “Infelizmente, os vãos se tornaram um grande depósito de lixo urbano. As pessoas jogam todo o tipo de entulho”, critica. De acordo com ele, além dos passageiros, cidadãos que moram perto das estações despejam detritos nos trilhos.

O comerciante José Francisco da Silva, de 48 anos, diz que vê diariamente as pessoas jogando lixo em locais impróprios, principalmente nos vãos das estações. “Eu sempre vejo isso em qualquer lugar no metrô. Enquanto isso, as lixeiras estão vazias”, comenta.

O padeiro Josenildo do Nascimento, 33, aponta o comércio ilegal dos ambulantes como uma das causas do aumento da poluição. “Parece uma feira. Os comerciantes vendem de um tudo: pipoca, água mineral, chocolate. As pessoas consomem os alimentos e jogam as embalagens no chão mesmo. Os ambulantes também fazem isso”, denuncia. “Eu acho que deveriam legalizar a profissão para haver mais controle”, opinou.

Para diminuir o volume de lixo, o Metrorec anunciou que pretende iniciar uma campanha de conscientização. Segundo a empresa, placas e cartazes de conscientização serão afixados nas estações.



JC Online

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Atrasadas desde novembro, obras dos TIs da Caxangá não têm previsão de conclusão

Créditos: Lorena Barros/JC Imagem

Duas construções ao longo da Avenida Caxangá chamam a atenção dos que trafegam pela via diariamente: a primeira nas imediações do cruzamento com a Avenida General San Martin, no bairro do Cordeiro, e a segunda no cruzamento com a BR-101, na Várzea. As obras, dois terminais integrados que fazem parte do corredor Leste/Oeste do BRT, estão em construção desde 2013, quando foram aprovadas pelo ainda governador Eduardo Campos. O investimento inicial da obra era de R$ 18 milhões e os terminais deveriam, juntos, beneficiar mais de 90 mil passageiros diariamente, mas os atrasos já ultrapassam três meses.

Segundo o site da Secretaria das Cidades, o TI Perimetral III é construido em uma área de dois mil metros quadrados e terá onze linhas, que deverão beneficiar moradores de bairros como San Martin, Av. do Forte, Sítio das Palmeiras, Roda de Fogo, Torrões, Monsenhor Fabrício, Engenho do Meio, Barbalho e Torre; já o TI Perimetral IV, terá o mesmo número de linhas e atenderá a bairros como Cidade Universitária, Brasilit, Jardim Primavera, Tabatinga, UR -07, Loteamento Cosme e Damião e Timbi. No esboço, mais dois terminais para alimentar a Avenida Caxangá, nas placas, assim como nas construções, prazos atrasados e nenhum funcionário trabalhando nas obras.

Os dois terminais já têm entrada e paradas sinalizadas, mas parecem abandonados. Nas duas construções, só um funcionário estava presente: o segurança que impedia a invasão da obra. O prazo inicial de entrega era de novembro de 2014, mas segundo a comerciante Antônia Fernandes de Oliveira, de 47 anos, que trabalha em frente à construção do III Perimetral, esse foi o período no qual os trabalhadores "abandonaram" a construção.

"Faz uns três meses que a movimentação parou totalmente, antes nesse terreno tinha um banco, mas desde 2013, quando começaram as obras, o movimento daqui caiu... Trabalho aqui há quase 20 anos e alguns fiscais da Prefeitura chegaram até a querer tirar as nossas barracas". Antônia afirma que os comerciantes, ameaçados de perder seus pontos de venda, protestaram e se reuniram com a Prefeitura. Nesta reunião, a possibilidade de trabalhar dentro do terminal foi apontada, mas nada foi concretizado.

As obras do IV Perimetral atingem também a Rua Emiliano Braga, uma via paralela da Avenida Caxangá, localizada nos fundos da obra. Rota de escolas, o local tem entulhos, buracos e lama, oferecendo risco aos que precisam caminhar no local. Por ser uma rua sem saída, os carros ficam estacionados dos dois lados da via. A aposentada Cláudia Silva, de 70 anos, precisa passar pelo local com frequência e afirma que a travessia é difícil: "sempre tenho medo de cair e preciso pedir a ajuda dos outros para subir na calçada".

De acordo com a Secretaria de Cidades, reuniões estão sendo realizadas com os consórcios responsáveis pelas obras e ainda não há um prazo estabelecido para a entrega dos terminais da Perimetral III e Perimetral IV. A única obra que compõe o corredor Leste/Oeste do BRT que tem prazo de entrega definido é a do Túnel da Abolição, localizada no bairro da Madalena, Zona Norte do Recife. Com um ano de atraso, o túnel deverá ser entregue no mês de março. 


CORREDOR LESTE/OESTE - Os dois terminais fazem parte das obras do corredor Leste/Oeste, que vai do município vizinho de Camaragibe ao bairro do Derby, região central do Recife. Toda a obra, idealizada para a Copa do Mundo de 2014, está orçada em R$ 145 milhões e ainda não há previsão para o seu funcionamento completo.


NE 10/TV Jornal

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Campanha de Paulo Câmara prometia passagem de R$ 2,15



Pelo menos três vídeos do canal da campanha de Paulo Câmara no Youtube prometem claramente uma passagem de R$ 2,15. Um deles é o guia eleitoral do dia 10 de setembro. Os outros dois foram postados nos dias 10 de junho e 12 de setembro.


Com o aumento das passagens esta semana, com menos de dez dias de gestão, o nome disto seria contradição? Confira os vídeos:









Além disso, no dia 07 de setembro de 2014, foi publicada na página do então candidato ao governo no Facebook, uma foto que também prometia a passagem única a R$ 2,15. Alguns internautas já começam a questionar o aumento das tarifas nos comentários da publicação. Confira:



Passagem de ônibus sobe para R$ 2,45 e Frente chama Paulo Câmara de inimigo do Transporte Público

O Conselho do Consórcio Grande Recife decidiu, na manhã da última sexta-feira (9), que o preço das passagens de ônibus na Região Metropolitana do Recife (RMR) vai subir, de R$ 2,15 para R$ 2,45. Em conversa com o Blog de Jamildo, Pedro Josephi, um dos coordenadores da Frente de Luta pelo Transporte Público de Pernambuco, criticou o consórcio e o governador Paulo Câmara (PSB), que assumiu o Governo de Pernambuco há oito dias.

“Paulo Câmara foi declarado inimigo número um do Transporte Público”, afirmou o militante. “A proposta de Paulo Câmara era não ter aumento e ter a tarifa única de R$ 2,15″, cobrou. O manifestante disse não estar surpreso com a decisão pelo aumento. “A gente acha que o Conselho que não tem paridade, que não tem participação da sociedade civil, só poderia dar isso mesmo, que é dar um aumento”, explica.

Em nota divulgada mais cedo, a Frente havia chamado o governador e o secretário das Cidades, André de Paula (PSD), de “fujão”.

Com informações do Blog de Jamildo

Em Vitória de Santo Antão, usuários denunciam problemas no terminal rodoviário

Créditos: Marcio Souza/A Voz da Vitória


Vasos sanitários danificados, paredes pichadas e escuridão são apenas alguns dos motivos que levaram os usuários a fazerem uma reclamação sobre o Terminal Rodoviário da Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata do Estado. Policiamento, também, é uma coisa que pouco se vê no embarque e desembarque de passageiros. Iluminação durante a noite, por exemplo, “parece um deserto”, disse um comerciante da área. E assim segue a rotina na rodoviária. Para averiguar como andam as condições, a reportagem do Portal A Voz da Vitória esteve no local e conversou com algumas pessoas.

Em operação desde o dia 21 de dezembro de 1983, o terminal rodoviário foi construído no governo de Roberto Magalhães. Atualmente, as pessoas que necessitam se deslocar para outras cidades fazem algumas queixas sobre o local. Uma delas, se refere aos banheiros. O masculino está com alguns vasos danificados e as paredes pichadas. Sem portas, fica impossível de se ter privacidade.

Não há torneiras; apenas uma caixa d’água sem proteção, que pode servir como proliferação de algumas contaminações. Além disso, no chão do banheiro há uma vazamento de água e os mictórios não estão em boas condições. Pôde-se constatar também que algumas partes do teto apresentam infiltrações.

A iluminação durante o período noturno deixa um aspecto de clima deserto, segundo garantiu um mototaxista da área. De acordo com ele, quando se passa das 18h, “aqui começa ficar perigoso, não dá pra rodar”. O rapaz, que apenas se identificou por José Carlos, disse que nunca foi assaltado, mas conhece pessoas que já foram, principalmente na área próxima ao terminal.

Créditos: Marcio Souza/A Voz da Vitória

A escuridão sem dúvidas contribui para a prática de assaltos. Alguns delitos ocorrem muitas vezes na subida que dá acesso ao Bairro da Bela Vista. Vale ressaltar que alguns assassinatos já ocorreram na área.

Uma comerciante, que preferiu não se identificar, disse que ‘’há um movimento intenso de pessoas todos os dias, mas não há segurança’’, porque segundo ela, há guardas particulares na rodoviária, mas falta a presença constante da Polícia. “Tem muitos assaltos nos arredores. Chegou uma época que era quase todos os dias”, afirmou. “Às vezes aparecem aqui [Prefeitura], olham prometem, mas não cumprem nada desse problema antigo”, disse ela se referindo às deficiências estruturais.
Por esses e outros motivos, usuários e comerciantes do terminal apelam à Prefeitura de Vitória para que sejam feitos alguns ajustes, principalmente na área de infraestrutura. O órgão é o responsável pela administração do local.

A Voz da Vitória

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Veículo é flagrado estacionado em estação de BRT, no Centro do Recife

Créditos: G1 PE/Acervo

Ao checar uma denúncia postada nas redes sociais do grupo Cicloação Recife, o G1 flagrou um veículo estacionado na rampa de uma estação de BRT [Bus Rapid Transit] do sistema de Via Livre, no Cais do Apolo, na área central da cidade, na noite da quinta-feira (4). A estação ainda está em obras e fica a cerca de 600 metros da sede da Prefeitura municipal.

A denúncia foi feita pelo arquiteto Pedro Guedes, que trabalha na região e criticou a falta de fiscalização. "Quando eu vi, até fiquei na dúvida se era calçada ou não, até porque isso [a estação] não foi nem inaugurado. Isso só acontece porque ninguém diz que está errado, e a pessoa vai continuar a fazer, achando que está certa. Aqui é Recife: vacilou, vira estacionamento", disse.

O flagrante aconteceu por volta das 22h. A reportagem apurou que o veículo, estacionado na rampa que dará acesso dos pedestres ao interior da estação, pertence ao vigilante responsável pela segurança do local. Ele afirmou que já estaciona no lugar há pelo menos duas semanas e nunca foi repreendido.
A denúncia dividiu a opinião dos internautas. Um deles disse que não via problema "já que a obra ainda está em construção". Outro chamou atenção para o fato de a rampa não ter sido feita para veículos, apontando "que a laje de concreto pode fissurar e afundar". Até o começo da tarde desta sexta (5), quase 200 pessoas tinham compartilhado a denúncia no Facebook.

A estação de BRT faz parte das obras do corredor Norte-Sul, que deveria ter ficado pronta para a Copa do Mundo. O projeto é tocado pela Secretaria das Cidades, ligada ao governo estadual. Procurada pelo G1, a Secretaria não se pronunciou até o momento de publicação desta reportagem.

Já a fiscalização cabe à Companhia de Trânsito e Transporte Urbano que informou, através de sua assessoria de imprensa, que recebe muitas denúncias de estacionamento irregular na estação de BRT que está sendo construída na Avenida Martins e Barros. Só na última terça-feira (2), cinco veículos foram autuados porque estavam estacionados ao lado da estação. Os proprietários dos cinco carros receberam uma infração média, no valor de R$ 85,13, e quatro pontos na carteira.

Não é permitido estacionar dentro ou ao lado das estações de BRT. A prática é considerada como estacionamento irregular e é punida de acordo com o artigo 181 do Código de Trânsito Brasileiro. As infrações vão de leve a grave e as multas de R$ 53 a R$ 127. No entanto, os veículos só são notificados se flagrados.

G1 PE

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Baratas em ônibus da linha T.I. Tancredo Neves/IMIP causam risco de doenças

Créditos: Diana Pereira/Acervo


A presença de um grande número de baratas em ônibus que seriam da linha T.I. Tancredo Neves/IMIP, de responsabilidade da empresa Vera Cruz, foi denunciada ao portal FolhaPE, através do WhatsApp, na noite da última quinta-feira (24). De acordo com Diana Pereira Cavalcante, leitora que encaminhou o relato, ela visualizou um grande número de baratas nas ferragens, no piso, na área dos assentos em que os passageiros sentam e na parte traseira dos bancos de dois coletivos da linha T.I. Tancredo Neves/IMIP por volta das 19h30 da última quarta, enquanto tentava ir visitar um parente internado no IMIP.

“Subi no primeiro ônibus por volta das 19h30 e vi baratas espalhadas por cima dos bancos. Fui perguntar ao cobrador o motivo delas estarem ali e ele não me deu atenção. Fiquei chateada, com medo de doenças, e desci para pegar outro ônibus. Quando subi no novo ônibus, por volta das 20h, a situação era ainda mais grave porque várias baratas estavam no chão e nas ferragens do coletivo. Nesse último carro, os passageiros estavam em pé por nojo das baratas”, contou Diana.

Ainda de acordo com a leitora do FolhaPE, alguns usuários dos ônibus da linha T.I. Vera Cruz disseram que a cena vista por ela é comum. “Eu não uso esse ônibus sempre, mas outros passageiros disseram que isso é bastante comum nos ônibus da Vera Cruz”, afirmou.

Resposta 
No período da tarde desta quinta-feira (24), o portal FolhaPE entou em contato com a empresa Vera Cruz para apurar o relato encaminhado por Diana ao portal. No entanto, fomos informados por um funcionário que não havia ninguém capaz de falar sobre o assunto e que deveríamos tentar um novo contato na manhã desta sexta-feira (25).

Folha de Pernambuco

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Cobranças abusivas nos pontos descentralizados do VEM

Créditos: JC Imagem/Acervo

No Recife, os usuários de transporte público contam com pontos descentralizados para recarga do Vale Eletrônico Metropolitano (VEM), tanto comum quanto estudantil,  mas, apesar de facilidade, alguns pontos estão fazendo cobranças indevidas, muitas vezes sem o conhecimento dos passageiros.


De acordo com o VEM Grande Recife, os vários pontos espalhados pela Região Metropolitana do Recife são credenciados para venda de créditos com recarga imediata com valores pré-estabelecidos. Esses valores não devem sofrer alterações, entretanto, na prática isso não acontece.


O estudante de jornalismo Deivid Santos procurou um ponto de recarga no Caixa Aqui, no centro de São Lourenço da Mata, Grande Recife, e, além da cobrança permitida no valor de R$ 1, o vendedor descontou mais  R$ 1. “Pedi para o atendente colocar R$ 18. De acordo com o que informado no demonstrativo deveria entrar R$ 17, já que é a taxa normal cobrado pelo serviço. Entretanto, entrou R$ 16”, explica Deivid. Ao questionar ao motivo, a atendente disse que R$ 1 era para custear as despesas da máquina, inclusive afirmando que “isso é permitido” pelo Ponto Centro, do Grande Recife, fato não confirmado pelo órgão.


A Equipe do JC Trânsito esteve nas ruas para verificar a informação. Pelo menos dois pontos de recarga descentralizados na Avenida Manoel Gonçalves da Luz, no bairro da Mustardinha, na Zona Oeste do Recife, utilizam a mesma prática de cobrança. Ao serem questionados sobre como funciona o procedimento da recarga, a resposta foi a mesma: R$ 1 seria para a máquina e R$ 1 para o estabelecimento.

Segundo o VEM Grande Recife, para a recarga do VEM Comum é cobrada uma taxa de 2,5% sobre o valor dos créditos. Por exemplo, se o usuário carregar o valor de R$ 100 será cobrado mais R$ 2,50. Já com o VEM Estudante, é cobrada uma taxa fixa de R$ 1, por recarga, sem nenhuma variação. Se o estudante recarregar R$ 10 ou R$ 100, será cobrado o mesmo valor de R$ 1.


De acordo com a assessoria do VEM Grande Recife, a denúncia foi encaminhada para a Rede Ponto Certo, operadora do sistema, para que o ponto seja descredenciado, além de alertar para a prática indevida em outros pontos de recarga. Quem souber de outros pontos que estão cometendo abusos pode fazer a denúncia através dos telefones: (81) 3182.5551 / 0800-0810158.

NE 10

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Passageiros e lojistas denunciam acúmulo de problemas no TIP-Recife

Créditos: Luna Markman/G1


Quem trabalha e circula pelo Terminal Integrado de Passageiros (TIP), no Curado, Zona Oeste do Recife, denuncia o abandono da rodoviária da capital pernambucana. Relatos apontam acúmulo de sujeira, iluminação precária, falta de segurança, animais soltos na praça de alimentação, mendigos usando o local como dormitório, entre outros problemas.


Localizado a 16 quilômetros do Centro do Recife, o TIP é ponto de entrada de diversos visitantes que chegam à cidade. O terminal fica próximo à Arena Pernambuco, que vai receber jogos da Copa do Mundo em junho.


Inaugurado em outubro de 1986, o TIP é gerenciado desde 2008 pela Socicam, empresa privada, com sede em São Paulo, que administra 50 terminais no Brasil, Chile e Peru. A Socicam venceu licitação para administrar o serviço por 30 anos. Até hoje, a Controladoria Geral do Estado nunca realizou auditoria em cima dos termos do contrato, uma vez que o órgão precisa ser provocado por alguma denúncia para iniciar uma avaliação.


O G1 visitou o local na tarde do último sábado (19) e ouviu relatos de diversos lojistas que preferiram não se identificar por temer represália. Uma das maiores reclamações diz respeito à presença de pedintes que abordam e constrangem os visitantes na praça de alimentação.


A entrada descontrolada de cães e gatos abandonados, que circulam e geram resíduos por toda parte, também foi apontada. A reportagem flagrou alguns animais na estação. Os lojistas que trabalham no primeiro andar denunciam que a área que dá aceso aos depósitos está suja. A reportagem encontrou até garrafas plásticas com xixi dentro. As escadas rolantes estão interditadas há anos.

Escada rolante quebrada, lixo acumulo e cachorro circulando na praça de alimentação: este é o retrato do TIP. Créditos: Luna Markmna/G1


No momento da visita da reportagem, os banheiros femininos estavam sendo limpos; no entanto vasos sanitários estavam sem assento e secadores de mão, quebrados. Quem trabalha no local afirma que a limpeza não é frequente, falta papel higiênico e portas estão sem trinco.


Antigas paradas de ônibus tornaram-se dormitório com direito a barraca de camping, após a inauguração do novo Terminal Integrado SEI - TIP, em maio de 2013. Ao G1, algumas pessoas confirmaram que dormem no TIP. Quem usa o estacionamento precisa passar por essa área e, à noite, relatam que o lugar é escuro. Também há denúncias em relação à atuação de flanelinhas na rampa que dá acesso ao terminal e usuários de drogas.


Outra reclamação é que há poucos seguranças trabalhando no TIP. Uma lojista contou que, semana passada, uma idosa foi feita refém e forçada a sacar dinheiro do caixa eletrônico. Os bandidos ainda doparam a vítima e a deixaram amarrada no banheiro feminino.


O serviço de guarda-volume custa R$ 3,50 ou R$ 7 para mala média e grande, respectivamente, mas não há armários no local. Os pertences ficam no chão do terminal. Na área de desembarque, sete dos 21 orelhões estavam quebrados.


As cariocas Lyz Lima e Paloma Souza observaram parte dos problemas nas duas vezes que foram ao TIP. “De noite, o clima é de insegurança, com a maior parte das lojas fechadas. Achamos aqui meio escuro e com acesso difícil, diferente do aeroporto”, contou Lyz. “O banheiro, achei sujo e, enquanto comíamos, quase que o gato atacou a nossa comida”, contou Paloma.

Turistas cariocas fizeram queixas sobre o TIP.
Créditos: Luna Markman/G1


O paraibano Edvaldo Rodrigues usa o TIP com frequência e também nota falhas. “Acho o terminal sujo, mal conservado. Não há tampas nos vasos do banheiro. A Socicam administra a maior parte dos terminais brasileiros e, para mim, todos são ruins”, disse.


Antes da Socicam, o terminal era administrado pelo Departamento de Estradas de Rodagem. “Naquela época, a gente conseguia até ver o nosso reflexo no chão de tão limpo”, recordou uma vendedora.


Uma lojista que trabalha no local há 28 anos acredita que a Socicam não investe no TIP por causa baixo movimento de passageiros ao longo do ano. "Muita gente usa as linhas que saem da Avenida Dantas Barreto [no Centro do Recife], onde há 178 horários por dia. O governo estadual disse que ia trazer essas linhas para cá, mas isso não ocorreu", disse.


O gerente do TIP, Newton Neres Fialho, informou ao G1 que a Socicam tem realizado investimentos no terminal. Ele cita que, em 2013, o estacionamento foi reformado, com obras de recapeamento, sinalização, automação e paisagismo. Sobre a escuridão no local, ele afirma que todas as luminárias estão funcionamento, mas avalia a necessidade de reforço da iluminação.

Créditos: Luna Markman/G1


Fialho disse que, ano passado, foi refeita a pintura e a troca da iluminação de todo o terminal, a impermeabilização de lajes e a reforma de sanitários. Sobre os problemas relatados no banheiro feminino, ele assegurou que serventes de limpeza trabalham em tempo integral, além de uma equipe de manutenção que realiza a substituição de torneiras, trincos, portas, tampas, espelhos, registros, lixeiras e demais problemas ocasionados por desgaste, mau uso ou furto.


O gerente informou que ainda toda a comunicação visual foi substituída para um formato bilíngue, o sistema sonoro trilíngue foi ativado, câmeras foram instaladas, painéis foram colocados para decorar o espaço e todas as colunas do Terminal foram reformadas. "Esse ano, reformamos o gerador de energia, estamos reformando a sub-estação de energia e desenvolvendo vários projetos, além de trazer para o terminal novos players, modernizando nossa praça de alimentação", disse.


Sobre a atuação de pedintes e circulação de animais dentro do terminal, Fialho respondeu que a equipe de fiscalização é dividida em três turnos para cobrir pontos estratégicos do TIP 24 horas por dia, controlando acessos, apoiando os usuários e abordando eventuais pedintes. "Estamos realizando uma campanha de conscientização para evitar que os próprios lojistas não alimentem cães e gatos, adotando-os como animais de estimação", acrescentou.


Ainda no quesito segurança, ele apontou que, além da equipe de fiscalização do Terminal Rodoviário, há um balcão com policiais do 12° Batalhão e da Companhia Independente de Policiamento com Cães (CIP Cães), que realizam rondas constantes com veículos. Em referência ao suposto assalto de uma idosa, Fialho explicou que soube apenas do caso de uma usuária que passou mal no sanitário feminino, com sinais de embriaguez, e foi socorrida.


Fialho comentou que a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) do Recife fiscaliza a rampa que dá acesso ao TIP e que já solicitou a presença de um agente em tempo integral para disciplinar o trânsito no local. Sobre a interdição das escadas rolantes, ele explicou a desativação ocorreu há anos por não haver atividades nos pisos superiores, mas que existe uma expectativa de ativação do 4° Piso com a instalação da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal e locação do 3° piso para prestação de serviços.


Em resposta à sujeira encontrada na área que dá acesso aos depósitos dos lojistas, Fialho disse que a coleta de lixo é feita nas lojas três vezes ao dia, diariamente, sendo responsabilidade dos locatários armazenarem os resíduos em sacos plásticos até o horário da coleta. O gerente informou que desconhece a prática de uso de drogas no interior da rodoviária relatada pelos trabalhadores.


Fialho informou também que apenas fardos pesados ou maiores que o espaço limitado a um módulo da prateleira no guarda-volumes são deixados no piso, com o consentimento do usuário. Ele apontou que a manutenção dos orelhões é de responsabilidade da empresa Oi.


Por fim, Fialho explicou que a demolição das antigas paradas não estava contemplada no projeto de construção do Terminal Integrado SEI - TIP. "Após a Copa do Mundo, será feito um estudo para demolição e reaproveitamento da área em questão", disse.


G1 PE

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Moradores do Curado I criam abaixo assinado por melhorias no transporte do bairro

Créditos: Guto de Castro/Maxi Ônibus Olinda


Está circulando na internet desde o começo da semana uma petição pública criada por moradores do Curado I, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. Eles reclamam das condições do transporte público no bairro e pedem melhorias ao Grande Recife Consórcio e a Prefeitura da cidade.

A principal queixa dos moradores é a falta de integração com o SEI - Sistema Estrutural Integrado. Até maio de 2013, os passageiros do Curado I tinham ligação com a integração de Cavaleiro, pela linha 148 TI Cavaleiro/TIP. Porém, com a inauguração do Terminal Integrado do TIP, a linha foi extinta, e nenhuma outra rota foi criada em seu lugar.

Outra denúncia diz respeito a tarifa da linha que liga o bairro ao centro do Recife, a 341 Curado I. Atualmente, é cobrado o anel "D" (R$ 2,65), em uma linha que é relativamente curta (apenas 27,6 km, considerando ida e volta). Além disso, as outras partes do Curado que foram contempladas com a integração no TI TIP, tiveram a tarifa reduzida para o anel "A".

No começo deste ano, a situação piorou ainda mais. A linha 320 Curado I/Werneck, que fazia integração via bilhete com o metrô, tinha se tornado a única opção dos moradores para ter acesso ao SEI, mesmo pagando uma tarifa mais cara (R$ 2,15 o equivalente ao anel "A", enquanto a tarifa normal da linha e de R$ 2,15).

Entretanto, o sistema de integração por bilhete foi desativado pela CBTU e os passageiros que não possuem o VEM agora são obrigados a pagar duas tarifas (R$1,40 no ônibus + R$ 1,60 no metrô, totalizando R$ 3,00). Como se isso não bastasse, a frota da 320 ainda foi reduzida. Até junho do ano passado, eram cinco ônibus rodando na linha. Naquela ocasião, houve uma redução e a frota passou a ser de quatro veículos.

Por fim, outro problema vivenciado pelos moradores do bairro diz respeito ao acesso a Cidade Universitária. Quem precisa se deslocar para lá, sem a opção de integrar com o SEI, precisa encarar uma longa e perigosa caminhada até a BR-232, onde passam as linhas que vem do Curado II e do TIP. A travessia da estrada é arriscada e a insegurança aumenta durante a noite.

Créditos: Thiago Martins/Maxi Ônibus Olinda


Como solução, os moradores do bairro propõem a redução da tarifa da linha 341, passando do anel "D" para o anel "A", além de uma ligação com o SEI por meio do TI Cavaleiro e mudanças operacionais na linha 320.

 O estudante Matheus Fernando Barros, morador do Curado I e usuário da linha 320, revela quanto tempo passa esperando um ônibus: "Em média 30 a 40 minutos nos horários de pico. Na ida eu não passo muito tempo por que tenho os horários salvos no celular, aí facilita. Porém na volta eu espero esse tempo por um carro dela."

Ele ainda resume o sentimento da população do bairro com a situação: "Eu como morador, assim como todos daqui, estamos indignados com essa falta de ônibus no bairro e queremos uma providência por parte do Grande Recife."

Para conferir o texto completo feito pelos moradores do bairro, basta clicar aqui. Para assinar a petição, basta informar o nome completo e um endereço de e-mail. Também é possível usar a conta do Facebook.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Estado dos pontos de ônibus incomoda moradores de Petrolina

Créditos: Larissa Paim/G1 Petrolina

Usuários do transporte público de Petrolina, Sertão pernambucano, reclamam da estrutura de alguns pontos de ônibus pela cidade. Falta de assento, abrigos e de sinalização são algumas das deficiências encontradas pela equipe do G1 ao percorrer alguns pontos de parada de diversos bairros da cidade.
Na Avenida Cardoso de Sá, próximo ao batalhão do Exército, há três pontos de ônibus. Um deles tem apenas a placa informando que ali é local de parada e os usuários dividem o espaço com entulho e matagal. Outro tem abrigo, mas nele falta o assento. No lugar, um tronco de árvore está sendo usado pela população para a espera do transporte. Já o terceiro, nem placa, nem abrigo identifica o ponto.


Outra dificuldade enfrentada pelas pessoas que utilizam o transporte coletivo é a deficiência na cobertura. Já que a depender do horário é preciso ficar em pé por trás do abrigo para aproveitar a sombra. Pior ainda é quando chove. A cobertura, por ser estreita, não protege os usuários.
A situação se repete no Centro da cidade. Encontramos a artesã Maria Rodrigues enquanto esperava o coletivo. “A cobertura do ponto não é boa, é desconfortável”, disse ela. Maria Rodrigues mora no bairro Ouro Preto, Zona Oeste, e afirma que por lá dois pontos não têm abrigo. “Não há assento e nem cobertura. Minha sorte é uma árvore que tem próximo aos pontos, que protege a gente do sol”, conta.
A emprega doméstica, Maria do Socorro Franco, reclama que sempre pega ônibus no horário em que o calor está mais forte. “Não tem quem sente à tarde, pois o banco é de ferro e fica muito quente”, desabafa.
Créditos: Larissa Paim/G1 Petrolina

Em outra parada na Cidade Universitária, bairro Vila Eduardo, não há placa sinalizando os ônibus que passam pelo local. O ponto atende a estudantes e funcionários de uma escola estadual e duas faculdades. “É difícil identificar o ponto sem a placa, principalmente para as pessoas que moram em outros municípios”, conta o estudante, José de Amorim.
O diretor-presidente da Empresa Petrolinense de Trânsito e Transporte Coletivo (EPTTC), Paulo Valgueiro, afirma que a empresa está finalizando um termo de referência para licitar a revitalização dos pontos existentes. “Vamos implantar novos e também colocar placas onde falta ou não tem condições de colocar os abrigos”, disse Paulo, que justificou ainda que os pontos que não têm abrigo são mais usados para desembarque e por isso somente a placa é colocada.
Em relação à cobertura, o diretor-presidente diz que é um problema que se repete em todo o Brasil. “Nós ainda não chegamos a esse ponto de ter abrigos que tenham cobertura em tempo integral. Isso já existe em algumas cidades, mas são em terminais, pontos maiores, climatizados. E esses pontos totalmente fechados requerem também segurança”, explicou.

G1 Petrolina

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Petrolina: Estudantes reclamam que empresas de ônibus não cumprem itinerário

Créditos: Henrique Almeida/Globo Esporte.com

Durante todo o mês de janeiro, a maioria dos alunos das faculdades localizadas na cidade universitária, na Zona Leste de Petrolina, PE desfruta do período de férias. Mas para os estagiários e alunos que optaram por cursos de férias que tiveram que retornar mais cedo às aulas, o transporte coletivo foi motivo de aborrecimento. Quem trabalha, os usuários, alunos e funcionários das faculdade, reclamam que os ônibus não estão cumprindo todo o percurso e deixam de passar pela Cidade Universitária, onde estão a Universidade de Pernambuco (UPE) de Petrolina e da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape).

Na Facape, por exemplo, as aulas começam dia 3 de fevereiro, na próxima segunda-feira, mas desde o dia 2 de janeiro, chegar até a faculdade tem sido mais difícil. Um desses estudantes que reclamam do serviço é Rogel Ferreira Ribeiro, de 30 anos, que cursa Serviço Social na Facape e mora em Juazeiro, na Bahia.
“Os ônibus não estão entrando na rua da faculdade. Quando pego o ônibus, tenho que avisar para o motorista que vou para faculdade. Na hora de voltar é pior. Eu mesmo estou indo à pé até o ponto da Avenida da Integração. São cerca de 20 minutos de caminhada que faço depois das 20h e algumas pessoas até falam que é perigoso”, relatou o universitário.
Em outras situações, Rogel já precisou pegar dois ônibus para voltar para casa. Da faculdade para o centro de Petrolina e depois outro para Juazeiro. “Eu tive que esperar até 1h10 para o ônibus chegar até o campus. Já liguei para reclamar. Mas, toda vez que as faculdades entram de férias acontece isso”, desabafa o estudante.
O G1 entrou em contato com a Empresa Petrolinense de Trânsito e Transporte Coletivo (EPTTC). Segundo o superintendente de transporte de passageiros, Clodoaldo da Silva Barbosa, durante este período o ônibus Circular Universitário não passa pela cidade universitária. Mas, os demais coletivos que tem o local como parte da rota, são orientados e continuar passando, mesmo durante as férias.
“Não temos orientação para que eles deixem de passar. E a partir do momento em que a EPTTC recebe uma reclamação como esta da população, a empresa de ônibus fica sujeita à punição”, afirmou Clodoaldo, informando que a partir de segunda-feira (2), todos os ônibus voltam à circular normalmente.
A reportagem tentou entrar em contato com a Joafra, empresa de ônibus que faz o percurso de Juazeiro até Petrolina, passando pela faculdade, mas todos os números de telefone divulgados pela empresa não estão funcionando.


G1 Petrolina

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Jovens flagrados surfando em ônibus no Centro do Recife


Créditos: Guga Matos/JC Imagem

Um grupo de adolescentes foi flagrado surfando em cima de um ônibus na manhã desta terça-feira (4) no Centro do Recife. O coletivo, da empresa Pedrosa, seguia pela Rua do Hospício, ao lado do Parque Treze de Maio, no bairro da Boa Vista. O registro foi feito pelo repórter fotográfico do 
JC Guga Matos. Alguns dos jovens sem camisa ou qualquer proteção. Além desses, um garoto pendurado na porta do automóvel. Apesar de facilmente identificável, o ato não foi repreendido por autoridades públicas.

JC Online

sábado, 25 de janeiro de 2014

Terminal Rodoviário de Belo Jardim esquecido pelo Estado


Créditos: TV Jornal/Divulgação

Os passageiros que chegam em Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, conhecida como Terra de Músicos, têm uma péssima impressão do terminal rodoviário da cidade. No espaço, existem problemas de infiltração, instalações elétricas precárias e banheiro sem condições de uso. O programa 
O Povo na TV daTV Jornal Caruaru já mostrou os problemas no local diversas vezes e, novamente, voltou ao município. Confira na reportagem.


SOLUÇÃO - A Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (Epti), órgão do governo do Estado que é responsável pelo Terminal Rodoviário de Belo Jardim, ciente das reclamações referentes à estrutura, limpeza e segurança do espaço, informou que vai verificar a situação para resolver os problemas. No entanto, um prazo para que os transtornos no local sejam de fato resolvidos não foi informado pela Epti.


NE 10

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Leitor atento reclama de descaso no TI de Santa Luzia

Créditos: BlogImagem

A construção do novo Terminal Integrado (TI) de Santa Luzia, no Bairro da Estância, Zona Oeste do Recife, anda mal das pernas. A informação é do leitor George Gonçalves de Oliveira, que procurou o blog para denunciar o descaso nas obras do TI.

Créditos: Blogimagem

“Com as chuvas neste início de ano as calçadas já estão afundando, a rua que foi feita na lateral do terminal terá que ser refeita e os entulhos estão entupindo a canaleta construída para o escoamento da água. Com isso, a área que não alagava está alagando. Isso prejudica os moradores das ruas do entorno, principalmente, os da Rua Antônio Figueiredo, que estão visivelmente prejudicados e ficam impedidos até de sair de carro nos dias de mais chuva devido ao alagamento”, lamenta o morador.
Créditos: Blogimagem

Isso sem falar no lixo acumulado e no mato crescido no canto da obra.

Resposta
Em resposta à matéria publicada nesta segunda-feira (13) sobre o descaso no Terminal Integrado de Santa Luzia, na Estância, Zona Oeste do Recife, a Secretaria das Cidades esclarece que a obra está com previsão para ser concluída em março deste ano.
Créditos: Blogimagem

Já sobre a calçada do entorno do Terminal, a secretaria informa que os reparos serão feitos até a inauguração do TI. Sobre as ruas mencionadas cabe à Prefeitura do Recife executar os serviços de drenagem.
Blog do Jamildo

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Internauta flagra homem surfando em ônibus no Recife

Créditos: Max Rufino/NE 10

Uma cena perigosa foi flagrada por um internauta nesta sexta-feira (13) na Avenida Conselheiro Aguiar, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Um homem estava "surfando"  tranquilamente em cima de um ônibus de número 101 da empresa Borborema.

A reportagem do JC Trânsito entrou em contato com o Grande Recife Consórcio para saber qual a orientação que os motoristas recebem quando se deparam com esse tipo de situação, mas não conseguiu retorno.
Em contato com a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), o órgão informou que o Grande Recife é o órgão que responde por esta ocorrência.

NE 10

sábado, 26 de outubro de 2013

Veja as infrações cometidas por ônibus escolares do interior de PE

Créditos: Globo Nordeste/Reprodução

A última reportagem da série que denuncia o uso de ônibus escolares para transportar pacientes do interior pernambucano a hospitais do Recife mostra que o percurso geralmente tem saldo recheado de infrações. Um dos flagrantes exibidos no NETV 2ª Edição desta quinta-feira (24) mostra um veículo a 100 km/h, em pista de velocidade máxima permitida de 70 km/h. No cruzamento entre as avenidas Abdias de Carvalho e General San Martin, na Zona Oeste da capital, o motorista ainda entra na contramão.

O mesmo ônibus segue viagem parando de porta em porta nos hospitais. Na Fundação Altino Ventura, na Boa Vista, área central da cidade, o coletivo se encontra com outro ônibus, de Tamandaré, no Litoral Sul do estado. Pela placa, o Detran informa que que ele tem uma multa por estacionamento proibido no Recife e outra por excesso de velocidade na BR-101.

O viaduto em frente à antiga Fábrica Tacaruna, no limite entre Olinda e Recife, virou conhecido ponto de estacionamento para ônibus que aguardam o retorno de  pacientes de hospitais do bairro de Santo Amaro. A reportagem mostrou um do município de Joaquim Nabuco, na Mata Sul, parado no local bem no horário de aula dos estudantes. O motorista já foi multado por avançar o sinal vermelho na capital, segundo o Detran.
Outro ônibus que está no local é de Cupira, no Agreste, e já tem multa por excesso de velocidade na BR-232. Na hora de recolher os pacientes e levá-los de volta ao interior, o motorista conversa pelo celular durante o trajeto. O Ministério da Educação gastou R$ 1,1 milhão com seis ônibus destinados ao transporte de estudantes em Cupira, entre eles, esse mostrado na reportagem.
Falta de preparo
Enquanto muitas cidades do interior usam ônibus escolares para transportar pacientes para hospitais do Recife, estudantes passam sufoco para chegar às salas de aula. Em São Joaquim do Monte, no Agreste, mais um flagrante: uma caminhonete que levava alunos da zona rural para o Centro carrega também uma carga de garrafas de bebida e muitos sacos de trigo. O motorista José Ivanildo Marcelino não tem habilitação. “Mas quem traz [os estudantes] é meu sobrinho, que estava doente. Eu não dirijo todo dia”, explicou.
Para ser motorista de transporte escolar, a pessoa precisa ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH] na categoria "D", não ter cometido infração grave nem gravíssima e ser aprovado em um curso especializado oferecido por entidades credenciadas pelo Detran. "É um risco e também vira crime conduzir sem habilitação. É preciso fazer um curso, em especial, para transporte escolar, porque exige mais cuidado, atenção e responsabilidade por transportar crianças”, disse a presidente do Conselho Estadual de Trânsito, Simíramis Queiroz.

Mais flagrantes
De volta ao Recife, a reportagem flagra mais ônibus escolares em frente a hospitais, com alguns vindos de Caetés, no Agreste, Água Preta, na Mata Sul. Há um microônibus de Cortês, na Mata Sul, estacionado em cima da lombada, com duas pessoas dentro.
A secretária de Educação de Cortês, Maria Eterilda de Assis, explicou o uso do veículo. “Foi um equívoco o que aconteceu. Houve um problema na [Secretaria de] Saúde. O carro que faz o transporte dos pacientes semanalmente teve um problema. Eles autorizaram a contratação de outro transporte para levar esse pessoal nesse dia, mas o funcionário não fez como foi orientado e mandou o ônibus escolar. Ele está sendo notificado por nós”, disse.
Cortês tem quatro ônibus do Programa Caminho da Escola, do governo federal. No entanto, eles não são suficientes para transportar todos 3,5 mil alunos do município. Só na Zona Rural são mais de mil. Eles vão para o Centro da cidade em caminhonete. De acordo com a secretária de Educação, a empresa contratada para fazer o transporte de quem não tem acesso ao ônibus usa 14 caminhonetes. “Elas estão adaptadas conforme resolução do Tribunal de Contas, que diz que os carros não podem ser abertos, os alunos não podem ficar expostos e todas as frotas são de fato fechadas”, explicou.
A secretária afirma que os carros oferecem segurança. Mas a reportagem encontrou um ônibus em más condições, com pneus carecas, bancos quebrados, velocímetro quebrado. Quem o dirigia era José Roberto, 73 anos, que calçava chinelo e disse que tinha esquecido os documentos e a habilitação em casa. Os passageiros sabem que correm risco.

G1 PE

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Série denuncia ônibus escolares sendo usados irregularmente para transporte de pacientes

Passageira desembarcando em hospital do Recife. Ônibus deveriam ser usados para transportar estudantes dentro do próprio município. Créditos: Globo Nordeste/Reprodução

O NETV 2ª Edição exibiu, nesta terça-feira (22), a primeira reportagem de uma série que vai mostrar o uso indevido de um serviço que deveria ser exclusivo para estudantes. Em muitas cidades do interior de Pernambuco, os ônibus escolares são usados no transporte de pacientes para hospitais do Recife.

A reportagem flagrou um micro-ônibus que partiu de São Joaquim do Monte, no Agreste, para a capital. O veículo deixa uma passageira em frente ao Hospital das Clínicas, na Cidade Universitária, Zona Oeste da cidade. Outras duas ficam no Hospital Getúlio Vargas, no Cordeiro, na mesma região.
O micro-ônibus depois segue para o Hospital Português, no bairro Paissandu, no Centro do Recife, onde desembarcam um homem e uma mulher. O roteiro pelos hospitais continua na Praça Miguel de Cervantes, atrás do Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira (Imip), na Boa Vista, também na região central da capital, onde desceram mulheres e uma criança.
A próxima parada foi a Fundação Altino Ventura, ainda na Boa Vista, onde pacientes vindos do Agreste se incorporam a uma longa fila. O último ponto é perto da Maternidade da Encruzilhada, onde descem várias mulheres e uma criança, na Zona Norte.
No local, a reportagem flagrou mais veículos escolares. Um de São Bento do Una, no Agreste, e outro de Nazaré da Mata, Mata Norte. O micro-ônibus que deveria levar alunos para o colégio está parado na hora do almoço em um terreno da Avenida Cruz Cabugá, que virou um amplo estacionamento. São ônibus que trazem pacientes para o Hospital de Câncer, situado na mesma via.
A reportagem também identificou ônibus escolares de Xexéu, na Mata Sul, e Itapetim, no Sertão. Esse último viajou 360 quilômetros até o Recife. No Imip, deixou um homem e quatro mulheres. Depois, seguiu pela Avenida Guararapes, Praça da Independência, Pátio do Carmo e Avenida Dantas Barreto, onde fica parado até seguir para o que parece ser uma casa de apoio na Iputinga, na Zona Oeste. Lá, ele permaneceu estacionado durante a manhã inteira.
Em Itapetim, a reportagem foi recebida pelo diretor municipal de Transportes, Clodoaldo Lucena. Ele mostrou o ônibus que, afirma, costuma fazer viagens com pacientes. Informou que a caixa de marcha do veículo quebrou-se há 15 dias. "Quero que fique bem claro que não usamos o ônibus que é da escola. O ônibus quebrou em Arcoverde, à noite, e muito pacientes ligaram aflitos. Não conseguimos alugar outro carro e, infelizmente, tivemos que usar esse veículo de imediato, praticamente, para socorrer as pessoas", explicou.

Responsáveis pelos ônibus escolares nos municípios onde a reportagem esteve também explicaram que o uso do ônibus escolar para transporte de paciente foi medida emergencial.

G1 PE

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Perigo para pedestres no Terminal Integrado do Aeroporto

 Pedestres não têm espaço para caminhar na Rua Dez de Julho, nas proximidades do Terminal Integrado de Passageiros do Aeroporto, em Boa Viagem. Foto: Laís Araújo/DP/D.A Press

O Terminal Integrado Aeroporto, localizado na Zona Sul do Recife, possui sete linhas de ônibus e estação de metrô. Atende cerca de 21 mil passageiros diariamente e, segundo informações do Grande Recife Consórcio de Transporte, foi projetado para atender usuários com mobilidade reduzida, a partir dos padrões de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Apesar disso, um trecho da calçada da Rua Dez de Julho, via que abriga o TI, destoa da estrutura do local, colocando pedestres em risco.

Maria Helena Nascimento utilizou o Cidadão Repórter, fórum colaborativo do Pernambuco.com, para denunciar as dificuldades de quem transita pela região. “Quem precisa passar pela Rua Dez de Julho, ao lado do Terminal do Aeroporto, deve ter o máximo de cuidado para não ser atropelado no estreito passeio”, recomenda. A calçada, bastante movimentada por conta de sua localização, vai se afunilando na medida em que se aproxima da entrada da estação do Metrô. Não há espaço físico para mais de um transeunte por vez, o que frequentemente obriga o pedestre a sair do passeio e dividir o espaço da rua com carros, motos e ônibus.

“É horrível, muito perigoso”, afirma Esmeraldina Maria, 52. “Tive medo de ficar tonta e ir pro meio da rua. É muito ruim”. Ela passava pela região com sua filha Clesia Anésio, 28, e genro José Franklim, 30, que também se mostraram insatisfeitos com a calçada. Fernando Santos, 59, diz que evita passar pelo local. “É péssimo, não tem segurança para o pedestre. A calçada deveria ser mais larga. Mas esse não é o único problema. As pessoas também se arriscam porque no fim desse trecho da calçada tem a saída de ônibus do terminal”. Por conta disso, um funcionário do Terminal Integrado ajuda no fluxo, alertando os motoristas e pedestres quando um ônibus sai, para evitar acidentes.

Devido a proximidade com o aeroporto, muitas pessoas passam pela região com bagagens. Impossibilitadas de passar pela calçada estreita, elas preferem passar por dentro do Terminal, área destinada exclusivamente aos passageiros que já compraram a passagem e esperam o embarque. Idosos e pessoas com crianças também tentam passar por dentro do TI.

Diário de Pernambuco