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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Modelos de Ônibus: Caio Apache S22


Nesta segunda-feira, postamos mais uma edição da coluna "Modelos de Ônibus", que trata das principais carrocerias existentes no mercado. E o personagem de hoje será o Caio Apache S22, que fez bastante sucesso na segunda metade dos anos 2000.

Histórico

O Apache S22 foi lançado pela Caio em 2007, para substituir o Apache S21. Veio com um design arrojado, que ganhou contornos mais retos em relação ao seu antecessor. No mais, mantinha basicamente a mesma estrutura do modelo anterior. Sua produção foi descontinuada em 2012, quando a Caio passou a dedicar-se ao Apache VIP como modelo urbano de baixo custo.

O S22 teve uma boa aceitação entre os empresários de todo o país. No Nordeste, o Recife se destaca como grande frotista. Porém, a concorrência do Apache VIP II em certo ponto impediu um sucesso maior do quadradão S22.

Uma das curiosidades é que o "S" da sigla "S22'' significa século. Assim, a ideia que tentava se passar é que o modelo estava a frente do seu tempo. De outro lado, também era um modo de continuar a linha criada com o Apache S21.

Características

O Apache S22 ficou conhecido por ser um modelo de médio porte, porém com carroceria mais baixa do que a dos seus principais concorrentes. As suas linhas eram retas, em especial na dianteira.

Já a traseira seguia a mesma linha. As lanternas eram dispostas na vertical, característica que era uma das poucas que diferiam do seu antecessor S21, cujas lanternas ficavam na horizontal.

Especificações Técnicas

As variações padrão do S22 iam de 12 a 12,5 metros, podendo chegar a 13,5 em versões alongadas. Foi fabricado principalmente em chassis Volkswagen e Mercedes-Benz.

Fotos (Clique para ampliar)
 CRT (Cidade do Recife Transportes) - Recife/PE
Caio Apache S22 - Mercedes-Benz OF-1722
Créditos: Guto de Castro/Acervo

 Itamaracá Transportes - Abreu e Lima/PE
Caio Apache S22 - Volkswagen 17-230 EOD
Créditos: Guto de Castro/Acervo

 Pedrosa Transportes - Recife/PE
Caio Apache S22 - Volkswagen 17-230 EOD
Créditos: Guto de Castro/Acervo

 Rodoviária Metropolitana - São Lourenço da Mata/PE
Caio Apache S22 - Mercedes-Benz OF-1722
Créditos: Guto de Castro/Acervo

Transcol Transportes Coletivos - Recife/PE
Caio Apache S22 - Volkswagen 17-230 EOD
Créditos: Thiago Martins/Acervo

Joalina Transportes - Petrolina/PE
Caio Apache S22 - Volkswagen 17-230 EOD
Créditos: Ancelmo Cipriano/Ônibus Brasil




Transportes Guanabara - Natal/RN
Caio Apache S22 - Volkswagen 17-230 EOD
Créditos: Kristofer Oliveira/Ônibus Brasil

Maraponga Transportes - Fortaleza/CE
Caio Apache S22 - Mercedes-Benz OF-1418
Créditos: Narcisio Santos/Ônibus Brasil

Joafra Transportes - Juazeiro/BA
Caio Apache S22 - Volkswagen 17-230 EOD
Créditos: Ancelmo Cipriano/Ônibus Brasil

Transol - Salvador/BA
Caio Apache S22 - Mercedes-Benz OF-1722
Créditos: Rodrigo Vieira/Ônibus Brasil

Viação Serrana - Vitória/ES
Caio Apache S22 - Mercedes-Benz OF-1722
Créditos: Luan Peixoto/Ônibus Brasil

Empresa São Franciso - Maceió/AL
Caio Apache S22 - Mercedes-Benz OF-1722
Créditos: Willian Pontual



segunda-feira, 9 de maio de 2011

Acidente entre dois ônibus deixa mais de 20 pessoas feridas

Um acidente envolvendo dois ônibus na avenida Mascarenhas de Morais, no bairro da Imbiribeira, Zona Sul do Recife, na manhã desta segunda-feira (9), deixou mais de 22 pessoas feridas por volta das 5h40. A colisão aconteceu na frente da Localiza Veículos, próximo ao Aeroporto Internacional dos Guararapes, no sentido Recife-Jaboatão. A maioria das vítimas foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Imbiribeira, mas uma mulher foi para o Hospital da Restauração e outros, para o Hospital Português. Não houve congestionamento no trânsito, mas o fluxo ficou mais lento.

 Créditos: Mariana Ferrão/NE 10

O veículo que fazia a linha Ibura/Boa Viagem, da empresa Borborema, de placa KGJ-5941, bateu na traseira de outro ônibus da linha CDU/Boa Viagem/Caxangá, da CRT, de placa KJS-5414. O ônibus da CRT estava na parada de ônibus, já pronto para partir, quando sentiu a colisão na traseira - o vidro quebrou e feriu várias pessoas. Sentada perto da porta central desse ônibus, estava a empregada doméstica Rosilene Maria da Silva, 34 anos, a caminho do trabalho. Com o impacto, sofreu um ferimento no pescoço e também reclama de dores no pescoço. "Muito grande, muito grande foi uma pancada muito grande", descreve ela. Para ir à UPA, Rosilene ligou para o marido.

No Ibura/Boa Viagem, outra Rosilene levou o mesmo susto com a batida. A empregada doméstica Rosilene da Silva Gomes, 33 anos, de entrada na UPA com os demais feridos por volta das 6h30. De acordo com ela, o socorro demorou muito a chegar - cerca de 40 minutos depois do estrondo. "Tinha muita gente sangrando, muita gente tonta. Todo mundo ficou tentando se ajudar, ficou um acalmando o outro, muita gente aperriada", contou ela. Sobre o atendimento, Rosilene considera que "demorou um pouco, mas foi mais rápido que chegar aqui".

Todos os passageiros da linha entrevistados pelo NE10 afirmaram que o cobrador avisou que a campainha e o freio estavam com problemas. "A gente achou que era brincadeira", comentou Flávia Tavares, que disse que o motorista e o cobrador nada sofreram. "Eles tiraram muita onda da cara da gente, mesmo depois do acidente", contou. Ela afirmou que seus dentes estão moles e que irá ser encaminhada para outra unidade de saúde, pois a UPA da Imbiribeira não tem equipe odontológica. Seu queixo também foi machucado.

A camareira Valéria Alves, 39 anos, subiu no veículo depois do aviso do cobrador sobre o freio. "Eu não sabia disso, senão eu não teria entrado". Sobre a responsabilidade da empresa, ela acredita que "ela devia ter mais cuidado com os ônibus que ela bota na rua, porque bota em risco a vida de todos nós". O ônibus, segundo ela, estava com todas as cadeiras ocupadas. Durante a entrevista à reportagem do NE10, enquanto esperava atendimento na UPA, Valéria chorava, sentindo dor, muita ardência e preocupada com o trabalho, do qual espera ser dispensada por alguns dias.

Seu dedo sangrava bastante - não lhe haviam dado os primeiros socorros nem feito curativo, e ela amparava o sangue com uma gaze que havia pedido. O exame de raio-x estava nas mãos do marido, revoltado com a empresa de ônibus. "Já tá na hora de tomar uma providência, se o acidente fosse na subida do viaduto do aeroporto teria sido muito pior", reclamou José de Souza Rodrigues. "Esse ônibus não deveria nem ter saído da garagem", completa ele.

Um funcionário da empresa Borborema admitiu que o veículo apresentava problemas no freio. Funcionários da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) estiveram no local.

NE 10