quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

As novidades na frota rodoviária em janeiro

2012 mal começou e o mês de janeiro já acabou. Tivemos grandes novidades na frota rodoviária, que você vai conferir agora:

Totality
Comil Versatile - Volkswagen 17-230 EOD
Créditos: Adão Henrique/Addão Bus

Borborema
Comil Campione 3.45 2011 - Mercedes-Benz O-500 R
Créditos: Lucas Nunes/Ônibus Brasil


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Grande Recife reforça frota para Santa Cruz x Central

Os torcedores que desejarem assistir à partida entre Santa Cruz x Central no Campeonato Pernambucano 2012, vão contar com o reforço de ônibus feito pelo Grande Recife Consórcio de Transporte. O jogo do tricolor será realizado no estádio do Arruda, amanhã (01), a partir das 19h30. Ao todo, 11 veículos extras estarão disponíveis, tanto para a ida ao estádio quanto para a volta. Os usuários também podem utilizar uma das 29 linhas que trafegam próximas ao estádio do Arruda.

Para ir ao Arruda, a partir das 18h, oito coletivos serão distribuídos em três terminais da seguinte forma: três ônibus estarão no TI de Afogados, três no da Macaxeira e dois no da PE-15.

Na operação de volta pra casa, 11 veículos serão utilizados para os torcedores a partir das 20h. Deste total, sete ônibus estarão disponíveis em frente ao antigo DNOCS, na Rua Cônego Barata, mais três em frente ao Posto 11, na Avenida Norte; e mais um estará no Terminal Integrado da Macaxeira.

Outras informações - sobre o reforço, itinerários, paradas de ônibus, entre outras – podem ser obtidas através da Central de Atendimento ao Cliente pelo do número 0800 081 0158.
Lista dos ônibus extras desta quarta (01/02)
Ida ao jogo – Total 08 veículos
Terminal Integrado de Afogados – 3 ônibus
Terminal Integrado da Macaxeira – 3 ônibus
Terminal da PE-15 –2 ônibus
Volta para casa – Total 11 veículos
DNOCS – 7 ônibus
Posto 11 (AV. Norte) – 3 ônibus
Terminal Integrado da Macaxeira – 1 ônibus

Lista das linhas que atendem às proximidades do Arruda
717-José Amarino dos Reis
830-Caixa D água/Derby

GRCT

PE-15, o trunfo do Norte/Sul

Foi na década de 1980 que a PE-15 foi concebida dentro do que previa o Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU). As vias largas com um corredor central saindo do Norte em direção ao Sul estão viabilizando hoje a implantação do corredor exclusivo para o transporte de massa pelo corredor Norte/Sul. Mas não foi fácil garantir a preservação desse espaço.

A engenheira Regilma Souza lembra que no governo de Miguel Arraes a ideia era fazer apenas uma parte da via e deixar a outra parte para o futuro, mas prevaleceu a orientação dos técnicos. “Nós técnicos brigamos muito para que a rodovia fosse feita da forma como está hoje. Havia uma preocupação nossa de invasão dos terrenos e a desapropriação no futuro iria complicar mais”, lembrou Regilma. Ela disse que os técnicos chegaram a receber críticas porque era um espaço gigantesco e não havia demanda na época. “Nós brigamos muito para que o corredor central fosse preservado para o transporte público e esse espaço hoje vale ouro”, declarou.

O consultor e engenheiro Germano Travassos também ressaltou a luta para preservar a PE-15. “Teve diretor do DER que queria transformar a PE-15 em uma pista de mão dupla. Foi uma luta convencer que era importante preservar o espaço do transporte público. Com isso, o corredor Norte/Sul está praticamente pronto com a PE-15”, afirmou Germano. De fato, a PE-15 cobre a maior parte do trecho do corredor Norte/Sul, de Igarassu até Olinda. A rodovia está apenas passando por ajustes como a troca das placas de concreto e requalificação das paradas que serão substituídas por estações. Mesmo sendo maior em extensão com 33,2 km contra 12km do Leste/Oeste, o custo do Norte/Sul é de R$ 135 milhões, enquanto o Leste/Oeste está orçado em R$ 145 milhões.

A PE-15 cumpre a sua função até o Complexo de Salgadinho, em Olinda. “O corredor Norte/Sul tem uma importância enorme para o desenvolvimento dos dois extremos e a Agamenon Magalhaes é fundamental com seu corredor exclusivo”, explicou o professor e doutor da UFPE, Oswaldo Lima Neto, especialista em mobilidade urbana.

A nova era da Caxangá
A Avenida Caxangá é a espinha dorsal do corredor Leste/Oeste e se prepara para passar por uma grande transformação. As mudanças vão ocorrer principalmente nas paradas que serão substituídas por estações em nível com pagamento antecipado, o que dará mais velocidade ao transporte. A expectativa com a implantação do BRT no Leste/Oeste é reduzir o tempo de viagem em até 30 minutos. E a demanda para o corredor é de 55 mil passageiros por dia. Além da troca das paradas, a via receberá dois elevados, um túnel e um viaduto. O corredor, que já teve a sua obra iniciada, compreende o trecho do terminal de Timbi, em Camaragibe, até a Praça do Derby, mas houve mudança no seu trajeto que irá se estender também para as avenidas Conde da Boa Vista e Guararapes.

Nesses dois últimos trechos algumas paradas serão adaptadas para receber o BRT. Na Avenida Conde da Boa Vista serão construídas três estações e uma na Avenida Guararapes. As paradas da Praça do Derby também serão modificadas para o BRT. “Ainda está em estudo, mas estamos procurando uma alternativa de centralizar a estação do Derby”, revelou o presidente do Grande Recife, Nelson Menezes.

Embora tenha menos da metade da extensão do Norte/Sul, o Leste/Oeste aponta também para um crescimento natural do setor Oeste, que ganha novos contornos a partir dos investimentos para a Copa de 2014. As intervenções estão orçadas em R$ 145 milhões, R$ 10 milhões a mais do que o Norte/Sul.
Apesar do tamanho das intervenções o conhecimento sobre o projeto para grande parte da população é praticamente zero. “Não sei como é esse projeto. Nunca ouvi falar, mas espero que melhore a qualidade do transporte”, revelou a professora Edna Lima, 35 anos. A estudante Lindinalva Silva, 23 anos, também desconhece a proposta do corredor. “Não sei como vai ficar. Hoje eu gasto quase uma hora de Camaragibe até o Recife e outra para voltar. Se reduzir o tempo de viagem já será lucro”, revelou.

O Leste/Oeste terá três terminais integrados ao metrô. Um deles, da terceira perimetral, será construído no cruzamento da Avenida Caxangá com a General San Martin, o outro da quarta perimetral que será construído na BR-101e o de Camaragibe que já existe. Também serão construídos três elevados: um próximo ao Bompreço, da Benfica; outro na Terceira Perimetral, próximo ao Hospital Getúlio Vargas; e mais um no Engenho do Meio. Na Praça João Alfredo, ao lado do Museu da Abolição, na Segunda Perimetral, vai ser construído um túnel e um viaduto será erguido próximo à UPA da Caxangá.

O BRT terá inicialmente o ônibus articulado (com uma sanfona) e duas composições com capacidade para 160 passageiros, mas pode no futuro dispor de um biarticulado (com até 240 passageiros. Segundo a especialista em transporte público, Regilma Souza, os corredores têm estrutura para crescer muito mais. “No futuro podem ser ônibus maiores ou até mesmo trocar o modal”.

A mobilidade que transforma as cidades
Dois corredores de faixas exclusivas para o transporte público interligando o Norte e o Sul, Leste e Oeste da Região Metropolitana do Recife com o sistema BRT( sigla em inglês para Transporte Rápido por Ônibus). As duas obras são fundamentais na estrutura da mobilidade urbana desenhada para o estado e vão transformar o sistema viário para o transporte público de massa. Na última reportagem da série Mobilidade Urbana, 2012, o Diario mostra de que forma as intervenções irão alterar o cenário da cidade e a vida das pessoas. A principal missão dos corredores é reduzir o tempo de viagem e oferecer mais conforto aos usuários. Outro desafio é adequar a estrutura existente com as necessidades do sistema.

Da concepção original dos projetos à execução dos serviços algumas mudanças tiveram que ser feitas a começar pelo trajeto. O Norte/Sul deveria interligar Igarassu, no litoral Norte, ao Cabo de Santo Agostinho, no Litoral Sul, mas as duas etapas que serão executadas terminam no Recife. A ligação, nesse caso, será feita pelo metrô que se integrará ao BRT nas estações do Centro e Joana Bezerra possibilitando o acesso à Linha Sul do metrô.

Há ainda a opção, no futuro, da Via Mangue. É dela que depende o estado para executar a última etapa do corredor exclusivo até a Estação de Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes, de onde se interligará com o Veículo Leve sobre Trilho (VLT) até o Cabo de Santo Agostinho. Parte da obra da Via Mangue, no entanto, só deverá ser entregue em 2013. Sem ela, não há como usar a Avenida Domingos Ferreira como corredor exclusivo devido ao fluxo da via.

Para o primeiro trecho do Norte/Sul que está em obras, o percurso será feito pela Avenida Cruz Cabugá em direção à estação central do Metrô/Recife, mas não terá pista exclusiva em todo o seu percurso. Isso significa que os ônibus articulados do BRT terão que se integrar ao tráfego misto e ficarão vulneráveis aos engarrafamentos. Na opinião do consultor em mobilidade urbana, o engenheiro Germano Travassos, a integração ao tráfego misto não irá prejudicar o funcionamento do sistema. “Em 30 quilômetros de corredor haverá cerca de dois quilômetros de tráfego misto. Não é nenhuma tragédia. Aliás é uma característica do ônibus poder ter essa flexibilidade. Em Bogotá isso também ocorre”, ressaltou.

De acordo com o presidente do Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano, Nelson Menezes, para fazer a integração do BRT ao tráfego misto terão que ser construídas estações nas vias por onde os ônibus do BRT irão passar. “Os ônibus do BRT são de um modelo diferente dos ônibus convencionais. A entrada é pela esquerda e não há cobrador. Por isso, serão construídas estações nesses trechos no lado esquerdo”, explicou Nelson Menezes. Pelo Norte/Sul serão construídas fora do corredor exclusivo as seguintes estações: Rua Riachuelo (01), Rua do Sol (01), Avenida Cais do Apolo (03) e Praça da República (01).

Essa parte do projeto ainda está em execução e os técnicos estudam uma forma de adaptar as estações, do mesmo modelo que serão construídas nos corredores, para vias que não estão preparadas para esse tipo de intervenção. “Normalmente a estação do BRT fica no canteiro central, mas nesses trechos de tráfego misto, o ônibus irá parar do lado esquerdo para possibilitar essa integração”, explicou Nelson Menezes.

Apesar de ser favorável ao tráfego misto, o consultor em mobilidade urbana Germano Travassos estranhou a opção das estações no lado esquerdo da via. “Não vi o projeto e não conheço a solução que está sendo dada, mas em muitos lugares onde há tráfego misto, o ônibus do BRT tem entrada também do lado direito para se integrar às paradas existentes. Imagine os ônibus normais do lado direito e o BRT do lado esquerdo?”, questionou.


Diario de Pernambuco – Vida Urbana e Urbana-PE

Avenida Conde da Boa Vista volta a ser Leste-Oeste

Créditos: Antônio Carlos/Panoramio


Foi em março de 2008 que a Avenida Conde da Boa Vista ganhou a configuração atual com um corredor exclusivo no centro da via. O impacto na redução da circulação dos automóveis e os congestionamentos no entorno deixaram uma imagem negativa em relação às intervenções. A Conde da Boa Vista que, inicialmente, fazia parte do projeto do Corredor Leste/Oeste, chegou a ser preterida e o projeto passou a ser da estação Timbi de Camaragibe ao Derby, mas quatro anos depois ela volta a ser palco das intervenções. A via é a ligação natural com o Centro do Recife e se une pela Ponte Duarte Coelho com a a Avenida Guararapes.

Antes das intervenções o número de linhas que passava pela Conde da Boa Vista era de 107 e com as mudanças houve uma redução para 91. A expectativa com a entrada do BRT na via é de reduzir ainda mais a entrada de ônibus no centro da cidade. A empresa Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano ainda não definiu a logística das linhas com a inclusão do BRT. Para o consultor em mobilidade urbana, Germano Travassos, a redução das linhas ao centro não é uma tarefa fácil. “É uma concepção histórica: muita gente vai até o Centro para pegar outra condução”, explicou Travassos.

Na década de 1970, segundo o especialista, uma pesquisa elaborada pela Sudene apontou que em 50% das viagens dos coletivos, os passageiros tinham como destino o Centro da cidade. Em 1997 com a pesquisa de origem/destino foi identificado que o número de viagens ao Centro era de 25%, mas dessas apenas 15% efetivamente tinham como destino o Centro da cidade. “Esse local funciona como um ponto de transbordo. As pessoas sabem que vão linhas de todo lugar e fica mais fácil fazer a transição”, explicou Germano Travassos.

Em 2008 com atualização das informações para o Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU), o percentual de 15% ainda permanece. “Isso significa que 85% das viagens não têm o Centro como destino. Grande parte dos ônibus chega até lá praticamente vazios”, ressaltou. Apesar disso, o Centro do Recife é o ponto de maior preferência de destino quando as comunidades solicitam uma linha. “Nenhum lugar no Recife tem mais preferência que o Centro da cidade, mesmo com o esvaziamento das atividades. É uma questão histórica, ganha inclusive para Boa Viagem”, afirmou Travassos.

Blog Mobilidade Urbana e Urbana-PE

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

No Grande Recife, Usuários e Motoristas sofrem no Terminal Integrado de Igarassu


O Terminal Integrado de ônibus de Igarassu vem tirando a paciência dos usuários de ônibus da região, por causa do seu estado de abandono. Vários são os adjetivos negativos que foram encontrados pelo Blog Meu Transporte. Para se ter uma idéia, tem fila que é possível sentir o mau cheiro dos banheiros, sujos e totalmente quebrados. Também foi possível observar a ausência de Rampa para Cadeirantes, onde só com a solidariedade é possível ter acesso ao terminal.

Falta de Bicicletários



E o que mais chamou a atenção foi o alto numero de bicicletas amarradas uma sobre as outras, de maneira desorganizada e precária, onde uma integração modal deveria ser uma prioridade neste ponto tão importante para uma boa mobilidade entre meios de transportes.
 
A Limpeza do terminal é outro ponto que deixa a desejar para os usuários.

 
Também devido ao grande numero de passageiros, os orientadores de filas são insuficientes para atender de forma satisfatória os usuários, onde as ausências de informações confundem e complicam ainda mais o embarque de pessoas que não conhecem a região e o terminal, pois até informações em painéis não existem.
Já os motoristas reclamam do excesso de buracos, pois para eles dificultam a manobra dos coletivos no embarque e desembarque dos passageiros.
Respostas do Grande Recife Consórcio de Transportes
Devido a problemas no atraso no processo de licitação, que será refeito, a Reforma do Terminal Integrado de Igarassu será iniciada no mês de maio. O custo previsto para a reforma será de R$ 300 mil, com duração prevista para seis (06) meses.

A reforma irá abranger a recuperação e substituição do piso, reestruturação da pavimentação (área de circulação dos ônibus), pintura, revisão e substituição das instalações elétricas e hidráulicas, reforma dos banheiros, recuperação de cobertas e reestruturação da comunicação visual.
Atenciosamente,

Gerência de Imprensa

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Blog Meu Transporte