sábado, 20 de outubro de 2012

Volvo vende 240 ônibus em sua caravana

Montadora demonstra vantagens de seus produtos direto com os clientes


Créditos: Mario Augusto/Ônibus Brasil
 
Durante a Caravana de Soluções Volvo, organizada para divulgar a nova linha de chassis de ônibus com motor Euro 5 pelo Brasil, a fabricante negociou 240 ônibus. Ao todo, foram 58 cidades visitadas, tendo atravessado mais de 580 cidades por 257 mil quilômetros.

“Tomamos a iniciativa de ir até a casa dos operadores de transporte e tivemos a oportunidade de mostrar a eles todos os nossos produtos e soluções de transporte urbano e rodoviário. Os resultados superaram as nossas expectativas”, afirma Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America.

Na verdade, a caravana foi dividida em duas, sendo uma com roteiro Sul e outra Norte. Cada uma era formada por seis ônibus completos e dois chassis, acompanhados por técnicos para explanação das características de cada modelo de chassi.

“O diálogo próximo com os empresários e pessoas que atuam no setor durante a caravana foi muito rico. Hoje somos a montadora com o maior portfólio de produtos do mercado e estamos preparados para contribuir de maneira efetiva com o aumento da eficiência e da produtividade das operações dos nossos clientes”, destaca Pimenta.

Transponline

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Marcopolo e funcionários comemoram junto ao ônibus 350 mil

Marcopolo faz comemoração com ônibus 350 mil. Veículo de dois andares foi cercado por funcionários que celebraram os 63 anos da empresa que se tornou a terceira maior encarroçadora do mundo.


Créditos: Julio Soares/Marcopolo

Em 06 de agosto de 1949, os irmãos Dorval Antônio Nicola, Nelson Nicola, Doracy Luiz Nicola fundavam a empresa Nicola & Cia para serviços de chapeação e pintura de cabines de caminhão. No mesmo ano, surgia a primeira encomenda para a produção de uma carroceria de ônibus. O ônibus era feito de madeira sobre uma estrutura de alumínio. Demorou três meses para ficar pronto, já que foi feito artesanalmente, forma de produção muito comum até os anos de 1950, quando, com os incentivos ao transporte rodoviário e à indústria automotiva, as fabricantes de carrocerias começavam a assumir uma postura mais profissionalizada.

O veículo deu origem a uma encomenda feita por uma empresa de ônibus do Sul, a Transporte Pérola. Seria o primeiro lote de uma quantidade de ônibus que tornaria a Marcopolo, nome adotado nos anos de 1970, uma das maiores produtoras de carrocerias do mundo. Estima-se que seja a terceira maior fabricante mundial, com previsão de 32,5 mil unidades só este ano.

Neste mês de outubro, a Marcopolo comemorou a produção de 350 mil ônibus. O veículo deste número é um Paradiso 1800 DD (Double Decker), ônibus de dois andares de luxo, que recebeu pintura comemorativa para o feito. O ônibus pertence à Geração Sete de rodoviários, lançada em 2009. Desde então, os modelos da Geração Sete, G 7, como são chamados, já venderam mais de 10 mil unidades, entre o Viaggio 900, Viaggio 1050, Paradiso 1050, Paradiso 1200, Paradiso 1600 LD – Low Driver e Paradiso 1800 DD – Double Decker.

Os ônibus da Geração Sete são dotados de itens de conforto, segurança e design moderno. O veículo comemorativo de dois andares, número 350 mil, é encarroçado sobre chassi Scania K 440 8 X 2, ou seja, com dois eixos na frente e dois traseiros. A capacidade é para 44 passageiros no piso superior com poltronas semi-leito e nove passageiros no piso inferior acomodados em poltrona tipo leito. As poltronas possuem tecido especial, espuma de viscoeslático que se amolda ao corpo e novos apoios para pés e braços.

O piso inferior conta com sistema de áudio e vídeo, com aparelho de DVD, dois monitores de 23 polegadas, rádio com MP3, fones de ouvido com plugs individuais e controle do volume do som no console das poltronas, além de saídas individuais de ar ondicionado, com possibilidade o passageiro controlar o fluxo de resfriamento são alguns dos diferenciais da carroceria, segundo a Marcopolo. A iluminação é indireta para aumentar o conforto visual do passageiro e as luzes de leitura, acionadas por toque suave, são de LED, assim como os conjuntos ópticos externos traseiro e dianteiro.

Mas para que a Marcopolo chegasse a esta sofisticação em seu modelo e ao número de 350 mil carrocerias, um longo caminho teve de ser percorrido. São vários os fatos que marcaram a história não da empresa apenas, mas que refletiram pelos transportes o crescimento do País. Até o Marcopolo Paradiso 1800 DD, número 350 mil, não podem ser esquecidos: o primeiro ônibus de madeira em 1949, a entrada na empresa de Paulo Pedro Bellini, em 1951, que deu uma nova dimensão ao negócio e que está até hoje na companhia, a construção das primeiras carrocerias metálicas em 1952, as primeiras exportações em 1961, a mudança de nome de Nicola para Marcopolo por conta do sucesso do modelo homônimo e pelo fato de não haver mais nenhum Nicola na administração da empresa, a compra das Carrocerias Eliziário, em 1969, o primeiro ônibus de BRT em 1974 para o Curitiba – o Veneza Expresso, o lançamento no início dos anos de 1970 do modelo San Remo, a entrada em produção do urbano Torino entre 1982 e 1983, em 1986, o Paradiso High Deck, com salão de passageiros acima do nível do motorista, sendo até então o ônibus brasileiro mais alto, com 3,96 metros, entre outros.

Toda a história, que registrava avanços a passos mais lentos, mostra agora que o segmento de ônibus acompanha a velocidade das mudanças, cada vez maior. Provas são os números de produção, informados em nota à imprensa, pelo diretor geral da Marcopolo, José Rubens de La Rosa:

“Comemoramos 100 mil ônibus em 1998. Em 2007, superamos as 200 mil unidades e agora, em apenas cinco anos, ultrapassamos a marca dos 350 mil veículos produzidos. Isso também é reflexo da internacionalização da Marcopolo e da ampliação de suas operações nos principais mercados do mundo, que deverão fabricar 32,5 mil unidades somente este ano”, salienta o executivo.

Ainda segundo a nota, “hoje, a Marcopolo possui fábricas em nove países além do Brasil (África do Sul, Argentina, Austrália, China, Colômbia, Egito, Índia, México e Rússia) e conta com cerca de 22 mil colaboradores. No Brasil são três unidades que produzem mais de 20 mil ônibus por ano, localizadas em Caxias do Sul (duas) e Rio de Janeiro.”

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Blog Ponto de Ônibus

Busscar: Trabalhadores descobrem falta de depósito do FGTS

Trabalhadores da Busscar descobrem que depósitos do FGTS e INSS também não foram realizados. Empresa que teve a falência decretada no dia 27 de setembro e agora tem o real valor dos bens levantados pela administração do processo, atrasou mais depósitos de direitos trabalhistas.



Créditos: Guto de Castro/Acervo

Trabalhadores que ainda estavam ligados à encarroçadora de ônibus Busscar, que já foi uma das maiores do País, têm encontrado mais uma informação desagradável ao fazerem as homologações de rescisões para receberem os direitos trabalhistas. Além de não receberem salários há mais de dois anos consecutivos, os funcionários também estão com saldo insuficiente do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

Neste período de crise, que começou em 2008, mas se intensificou em 2010, a empresa da família Nielson não realizou os depósitos do FGTS e do INSS, o que vários funcionários não sabiam. Depois de três sessões interrompidas, a Assembleia Geral dos Credores reprovou no dia 25 de setembro o Plano de Recuperação proposto pela encarroçadora de ônibus. Dois dias depois, o juiz Maurício Povoas, da Quinta Vara Cível de Joinville, decretou a falência da empresa. Apesar de a Busscar ter a maioria das procurações da classe dos trabalhadores e de ter entrado em acordo com a classe quitográfica, que reúne os ex sócios, entre eles os tios do presidente da empresa, Cláudio Nielson, a classe garantia real, que reúne os bancos e respondia pela maior parte das dívidas da Busscar, reprovou o plano.

Números de produção e faturamento difíceis de serem alcançados entre as metas, os descontos e parcelamentos dos débitos e compromissos anteriores não honrados que teriam afetado a credibilidade da empresa, são alguns dos fatores apontados para a não aprovação do Plano de Recuperação.
O presidente do Sindimecânicos, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias e Oficinas Mecânicas de Joinville e Região, Evangelista dos Santos, acredita que os funcionários que entregaram as procurações em prol da Busscar foram iludidos.

“O Sindicato sempre alertou para as mentiras repetidas pelo comando da empresa. Avisamos que todos seriam enganados caso votassem no sim, porque estava tudo atrasado, não só salários. Todas as autoridades federais foram notificadas há muito tempo pelo Sindicato, mas não tiveram ação direta até aqui. Mas temos certeza que as coisas estão aparecendo, tudo vai ser resolvido, como o processo de falência” – disse Evangelista.

No dia 24 de outubro, o Sindicato vai realizar na sede da entidade reuniões com os trabalhadores para explicarem o processo de falência. Com dívidas diretas de cerca de R$ 800 milhões entre bancos, fornecedores e trabalhadores, e mais R$ 500 milhões de débitos de impostos, a Busscar teve a falência decretada em 27 de setembro de 2012.

O processo de falência está sendo admintrado por Rainoldo Uessler, que procura primeiramente determinar de maneira clara os valores das dívidas e dos patrimônios da Busscar. Há dúvidas em relação à veracidade de alguns números apontados pela empresa, que sempre variavam a cada solicitação que a empresa recebia, de acordo com o momento.

A empresa Tecnofibras, também da Busscar, deve ser vendida e tem o desempenho analisado para ser repassada como uma companhia saudável. A ClimaBuss passa por auditorias para verificar sua viabilidade.
A Busscar, que já enfrentou outra crise financeira entre os anos de 2001 e 2004, chegou a ter 5 mil funcionários e disputava a liderança de mercado em alguns modelos. Atualmente tinha menos de 900 empregados. Os funcionários desligados também têm a receber da companhia.

A empresa foi procurada pela reportagem do Blog Ponto de Ônibus, mas ninguém foi encontrado para comentar o momento pós falência.

Adamo Bazani
, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Blog Ponto de Ônibus

Inovações na Europa que podem ser usadas no Brasil

Europa testa novo modelo de transportes por ônibus. Alterações na forma de prestação de serviços agradaram passageiros e experiências podem ser aplicadas no Brasil.



Créditos: Mercedes-Benz/Divulgação

Mesmo tendo destaque mundial em políticas que dão prioridade aos transportes públicos, a Europa ainda enfrenta problemas de trânsito e poluição, mas não fica a mercê do que pode acontecer ou esperando que um jeitinho possa resolver tudo.

Os estudos e experiências no Velho Continente para qualificar os transportes públicos são constantes, mesmo em épocas de graves crises financeiras como agora. Nesta segunda-feira, em Bruxelas, foram apresentados os resultados parciais do programa European Bus System of The Future, iniciado há quatro anos, e que visa colocar os serviços de ônibus literalmente no futuro, com inovações tecnológicas na operação, no gerenciamento de frota e serviços e nos veículos.

O programa foi financiado pela Comissão Européia e coordenado pela UITP – União Internacional dos Transportes Públicos e contou com 48 parceiros. Os investimentos foram de cerca de 26 milhões de euros.
Dentro do programa, foi desenvolvida uma nova configuração interna de ônibus urbano que, de acordo com pesquisas de satisfação, agradou os passageiros.

Na linha 502, da empresa pública de transportes de Bremen, na Alemanha, foi usado um ônibus Mercedes Benz Articulado G com algumas alterações. O espaço entre a segunda e a terceira porta teve os bancos fixos retirados e colocados assentos rebatíveis para ampliar o espaço de circulação dos passageiros sem comprometer o número de lugares onde as pessoas possam viajar sentadas.

A área livre entre as portas foi um dos pontos que recebeu maior aprovação pelos passageiros. O ônibus nesta configuração circulou na linha em Bremen por cerca de nove meses entre o ano passado e meados deste ano. A empresa pública já pretende adotar este novo esquema interno em outros veículos.

Além disso, o ônibus foi equipado com sinalização luminosa nas portas, com as cores usadas em semáforos, que acabou, segundo os técnicos organizando e agilizando as operações de embarque e desembarque. Os sistemas de informações para os passageiros também receberam atenção. Além de monitores internos de até 20 polegadas , as paradas e o ônibus contavam com monitores voltados para o lado externo. Na programação, notícias, entretenimento e claro, informações sobre o sistema, integrações, linhas e horários.

O serviço contou também com sistema de localização para uma central de monitoramento e para o passageiro saber ao certo por onde está passando e quais são os principais estabelecimentos comerciais, culturais, religiosos e de prestação de serviços dos respectivos locais.

Tomadas para carregamento de celulares, notebooks e outros eletrônicos e internet sem fio também eram parte integrante do ônibus. A iniciativa tem o objetivo de tornar os transportes públicos ainda mais atrativos e boa parte dos equipamentos e das alterações nas configurações dos veículos será aplicada em ônibus de linhas convencionais e não apenas em serviços especiais. A UITP considera também testar as modificações e os novos equipamentos em sistemas de outras regiões, inclusive no Brasil.

Adamo Bazani
, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Mercedes Benz já realiza recall em ônibus

Mercedes Benz já realiza recall em ônibus urbanos. Ritmo da linha de produção pode ter ocasionado defeitos nos grampos de mola da suspensão traseira.



Créditos: Guto de Castro/Acervo

O ritmo acelerado da linha de produção de ônibus urbanos, pode ter ocasionado um problema no sistema de suspensão traseira dos modelos OF 1722 M –Euro 3 e OF 1721 – Euro V, da Mercedes Benz. A montadora já realiza o recall destes modelos feitos entre novembro de 2010 e dezembro de 2011. Devem ter substituídos os grampos de mola, os ônibus com chassis número 9BM384078BB757914 a 9BM384078CB848115, números não seqüenciais.

Para ter direito à substituição e à verificação no sistema de suspensão traseira, pelo menos um dos grampos deve ser original de fábrica. De acordo com a Mercedes, por causa da velocidade alta das máquinas da linha de produção, pode ter havido um alongamento dos grampos de mola, causando perda no torque e até quebras. Com isso, o eixo traseiro pode se soltar gerando o risco de graves acidentes.

Os proprietários destes modelos de ônibus podem entrar em contato com a Mercedes Benz pelo fone 0 800 970 90 90. É necessário informar o ano, o modelo e o número do chassi.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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