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sábado, 26 de abril de 2014

Vans e ônibus terão acesso restrito a Porto de Galinhas

Créditos: Guto de Castro/Maxi Ônibus Olinda

Para melhorar a mobilidade das pessoas que visitam e moram em Porto de Galinhas, o principal destino turístico de Pernambuco, a Prefeitura do Ipojuca irá restringir o trânsito de veículos fretados para transporte de passageiros (vans, ônibus e micro-ônibus, além de caminhões, carretas e caçambas) a partir do dia 1º de maio, Dia do Trabalhador. Para liberar os veículos será obrigatório solicitar previamente uma autorização a ser expedida pela Secretaria de Turismo e Cultura (Setuc), no período de segunda a sexta-feira.

Haverá uma zona de restrição de tráfego para veículos deste tipo, não autorizados previamente. Haverá dois pontos de bloqueio: um ficará localizado em frente ao Hospital Carozita Brito, no distrito de Nossa Senhora do Ó, principal acesso às praias, enquanto o outro será instalado próximo à Companhia de Lazer, na Estrada de Serrambi.

A ação começará às 5h da manhã e apenas 16 ônibus fretados, previamente autorizados, terão acesso a Porto de Galinhas. Os veículos que não portarem o documento, assinado por um servidor da Setuc, retornarão imediatamente desses pontos.

Um decreto assinado pelo prefeito Carlos Santana será editado e publicado com as medidas e todo o detalhamento da ação. Agentes do Controle de Trânsito, Controle Urbano e da Setuc estarão nos bloqueios. A restrição de circulação atende às solicitações feitas pelos próprios moradores do balneário à Prefeitura de Ipojuca. A população reclama da insegurança no trânsito local por conta da quantidade excessiva de veículos nas vias de Porto de Galinhas.

Além dos bloqueios, haverá um local fixo para desembarque e embarque de passageiros, próximo à Rua da Esperança, controlado por agentes públicos, com tempo pré-determinado para acontecer. Já o estacionamento dos 16 veículos fretados, devidamente autorizados, ficará localizado na Estrada de Maracaípe, num trecho a ser definido pela prefeitura. Os veículos que tentarem burlar a proibição, por exemplo, chegando antes do bloqueio, poderão ser retirados do balneário, através de guinchos, além de arcarem com as sanções legais previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

O artigo 187 do código prevê multa de R$ 127,69, além de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), para quem desrespeita as regras de circulação criadas pela autoridade competente, no caso o município de Ipojuca. A exceção será para os ônibus de turismo que se dirigirem aos hotéis, pousadas e resorts de Porto de Galinhas, que serão apenas controlados pelos agentes de Trânsito, sem ter o acesso proibido.

JC Online

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Dois ônibus, um caminhão e uma van se envolvem em engavetamento

Acidente aconteceu na PE-60, próximo ao município de Ipojuca, PE. Ninguém ficou ferido; trânsito ficou lento na rodovia por mais de três horas. 

Dois ônibus, um caminhão e uma van se envolveram num engavetamento na rodovia PE-60, na manhã desta terça-feira (5). O acidente foi por volta das 6h30. De acordo com o Batalhão da Polícia Rodoviária Estadual, o motorista do ônibus que levava trabalhadores para Suape bateu atrás de um caminhão carregado com gás de cozinha.

A batida entre os dois veículos provocou o engavetamento de outro ênibus e de uma van, que também levavam funcionários para o Porto de Suape. Ninguém ficou ferido. O acidente aconteceu próximo ao município de Ipojuca, no Litoral Sul. O trânsito na rodovia, sentido Recife-Ipojuca, ficou complicado por mais de três horas.

G1 PE

 

sexta-feira, 9 de março de 2012

Incêndio de doze ônibus em Ipojuca não parece acidental, diz perito do IC

Amostras e imagens foram colhidas e laudo definitivo deve sair em dez dias. Perito diz que iluminação da área e motores não poderiam ter causado fogo.
Incêndio em ônibus em Ipojuca (Foto: Gabriela Lisboa/TV Globo Nordeste)
Créditos: Gabriela Lisboa/TV Globo Nordeste

Deve sair em dez dias o laudo definitivo sobre o incêndio de doze ônibus na noite de quinta-feira (7), em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. O Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil colheu diversos vestígios e imagens registradas por câmeras amadoras durante a manhã e início da tarde desta sexta-feira (9), material que será analisado em laboratório nos próximos dias. “Nem sempre uma perícia criminal tem resultado logo depois. É complexo. O que posso afirmar categoricamente é que não foi acidental”, afirma Sérgio Almeida, perito do IC.

Segundo Almeida, os veículos estavam estacionados quando o fogo começou. “Estavam em repouso, nenhum estava com motor ligado, não poderiam ser fonte de calor para gerar o incêndio”, explica. Postes e outras fontes de energia no Pátio de Eventos também foram verificados. “Não houve curto-circuito, a iluminação está ok”, declara. Com a análise do laboratório concluída, o perito espera identificar o foco do incêndio.
Depois que as chamas foram controladas, ainda na noite da quinta-feira, foram feitas investigações preliminares no local e uma amostra de um líquido foi colhida ao lado de um dos ônibus. O incêndio não deixou feridos, mas todos os veículos ficaram destruídos - um era escolar, outro usado como consultório odontológico móvel pela prefeitura da cidade e os dez demais faziam transporte de trabalhadores para o Porto de Suape. Ninguém viu como o incêndio começou, mas o fogo se espalhou muito rápido segundo testemunhas. Três carros do Corpo de Bombeiros foram enviados ao local.
G1 PE

15 ônibus são atingidos por incêndio em Ipojuca

Um incêndio registrado no pátio da Feira de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife (RMR) destruiu 12 ônibus que eram utilizados para o transporte de trabalhadores de Suape. O acidente aconteceu por volta das 19 h.

Existe a suspeita de que foco do incêndio tenha sido em um ônibus da prefeitura de Ipojuca que realiza serviços odontológicos.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o vento leste/oeste ajudou a espalhar as chamas. O prejuízo total não foi calculado, mas ultrapassa a casa de um R$ 1 milhão. Os ônibus destruídos custavam de R$ 80 mil a 300 mil cada. Duas viaturas da corporação foram acionadas, mas quando chegaram ao local, o fogo já havia destruído tudo.

O Instituto de Criminalística (IC) iniciou a perícia e recolheu uma lata com resíduos encontrada ao lado do ônibus-consultório que também será investigada. O caso está sendo coordenado pelo delegado Artur Tito, delegado de Ipojuca.
Pernambuco.com
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Veja agora a reportagem da TV Jornal:

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Veja como é ir até Porto de Galinhas de ônibus

JC testou o serviço de transporte público usado por turistas que visitam o Estado

Passageiros têm dificuldades para levar bagagens nos ônibus / Foto: Clemilsom Campos/JC Imagem
Passageiros têm dificuldades para levar bagagens nos ônibus Clemilsom Campos/JC Imagem

Quinta-feira, dia 17, 9h20 da manhã. A professora Angélica Weninger está a ponto de desistir de viajar para Porto de Galinhas. Esperou na Avenida Barão de Souza Leão, em Boa Viagem, por cerca de duas horas, acompanhada de seu filho de 7 anos. Há sete anos morando na Suíça, esqueceu por onde o veículo passava. Diante de tamanha demora, seguiu para o Aeroporto do Recife, parada tradicional do coletivo. Ao chegar, precisou sair perguntando se estava no local correto. Quando estava quase sem esperança, enfim, o ônibus apareceu. Deu sorte. Entrou em um coletivo com poltronas novas e em bom estado. Poderia ser pior. Se tivesse chegado meia hora antes, embarcaria em um ônibus velho, completamente sujo. Do chão ao teto, das janelas aos assentos.

É assim, contando com o acaso, que recifenses ou turistas nacionais e estrangeiros seguem de ônibus para a praia mais badalada do Estado e um dos principais pontos turísticos do Nordeste e do Brasil.

A falta de informação em sites, pontos de desembarque e nas própria paradas faz com que poucos saibam que há três tipos de ônibus realizando o trajeto Recife-Porto de Galinhas. Há o luxo, com ar-condicionado e cortinas, cuja passagem custa R$ 9,80. A linha intermediária, de R$ 6,70, é composta por veículos novos, mas não conta com sistema de refrigeração. A mais conhecida, porém, é a “pé-duro”, segundo definição dos usuários. Ônibus antigos, na maioria sujos, com poltronas rasgadas – quando essas existem, pois há os com assentos normais de coletivos – e que, por conta do “pinga-pinga” (ou seja, as paradas excessivas) chegam a levar duas horas e meia para chegar na praia do Litoral Sul. A reportagem do JC viajou em todos eles e pode conferir que a diferença é enorme.

A falta de ar-condicionado da linha intermediária faz com que uma passageira coloque uma toalha branca no rosto. Quer fugir da poeira que vem das obras na Estrada da Batalha e na PE-60. Não há do que se queixar da acomodação, pois as poltronas estão novas. Porém, o itinerário está longe de ter apelo turístico. Assim que sai de Jaboatão dos Guararapes, o ônibus segue por Pontezinha e Ponte dos Carvalhos, no Cabo de Santo Agostinho, comunidades, sem muitos atrativos naturais. Quando a viagem está próxima do final, o passageiro ainda é agraciado com um passeio por Nossa Senhora do Ó, em Ipojuca, onde leis de trânsito inexistem. Resultado: 20 minutos para percorrer, no máximo, 300 metros dentro do distrito. Ao todo, quase duas horas para ir da capital a Porto de Galinhas.

No ônibus urbano, de tarifa mais barata, além do mesmo itinerário nada atraente, o passageiro entra limpo para sair sujo. A poltrona fede. O teto só tem metade das luzes. O chão e as janelas estão cobertos de uma crosta de poeira. O rangido do veículo completa o pacote de desconforto. Em feriados e finais de semana ir nesse ônibus para Porto de Galinhas é uma experiência única de tão desagradável. A média diária de três mil passageiros salta para cinco mil. Surfistas atravessam suas pranchas sob as cabeças dos demais passageiros. Lugar sentado só para quem pegou o veículo no terminal, localizado na Avenida Dantas Barreto. Às vezes dá vontade de voltar no meio do caminho.

O cenário é totalmente diferente no ônibus com ar-condicionado. Cheiro de novo e clima agradável. Uma passageira chega a colocar uma jaqueta jeans para amenizar o frio. Difícil não recostar a cabeça e tirar um cochilo. Dentro da capital é o único que passa pelo bairro de Boa Viagem. Além disso, não entra nem em Pontezinha nem no centro de Ipojuca. Segue para a praia do Litoral Sul de forma expressa: leva uma hora e meia. O problema é que somente agora começou a ficar mais conhecido dos usuários esporádicos e dos turistas – apesar de terem sido adotados desde março de 2010. Para se ter uma ideia da falta de conhecimento, no site oficial de Porto de Galinhas não há menção a eles. Também não há indicação especial nas paradas de ônibus.

Assim como Angélica, o contador argentino Mariano Flores chegou ao Aeroporto do Recife sem saber se estava no local correto. Acompanhado de sua namorada, Laura Perri, teve sorte em pegar o ônibus refrigerado. Antes de embarcar, no entanto, Mariano queixou-se da falta de orientação. No Aeroporto, a placa que indica que ali passa o ônibus rumo à praia mais famosa do Estado está jogada no chão, comida pela ferrugem. Por sorte, no final, saiu satisfeito. Guardou sua prancha long board no bagageiro, assim como a malas de grande porte da companheira. Ao entrar, não demorou para cair no sono. Só acordou quando chegou no destino final.

Os veículos saem da capital das 5h às 22h30. A cada trinta minutos um ônibus deixa o terminal, havendo um revezamento entre os três tipos de veículos. Isso motivaria o longo tempo de espera para o tipo mais luxuoso, por exemplo, que pode variar entre 45 minutos e uma hora. Ao todo, são 92 viagens, sendo 36 do carro urbano, 26 do intermediário e 30 do com ar-condicionado.

Pedro Murilo Bandeira Filho, diretor de operações da Cruzeiro, empresa responsável pela linha Recife-Porto de Galinhas, lista investimentos para rebater as críticas, mas confirma que os ônibus urbanos são mais “apertados”. Até março do ano passado, só haviam 10 veículos. Após uma pesquisa com usuários, o número foi elevado gradualmente, com a adição dos ônibus em melhores condições. Hoje, são 18. “A prova de que estão sendo aceitos foi o aumento no número de usuários. Passamos de uma média de 2.500 passageiros por dia para 3.000. O investimento em um ônibus novo é de R$ 300 mil. Ainda não obtivemos retorno dos recentes aportes, que foram de R$ 300 mil em 12 veículos, mas vemos a linha com potencial de crescimento no futuro”, afirma.

JC Online