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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Expresso do Forró invade as ruas de Caruaru

Caruaru é a capital do forró. E é nessa época do ano que a cidade bomba, sendo o principal polo de São João de Pernambuco e um dos mais importantes do Nordeste. As novidades relacionadas a festa vão surgindo a cada dia que passa, contribuindo para que a cidade entre cada vez mais no clima do arraiá.

Esse ano, o grande destaque ficou por conta do Expresso do Forró, nascido de uma parceria entre a empresa Coletivo e a TV Asa Branca. O veículo - com características semi-rodoviárias - está rodando na linha da empresa que liga o centro de Caruaru ao Alto do Moura (principal polo junino da cidade).

A pintura do ônibus busca traduzir um pouco do São João da cidade, que une as tradições com os festejos modernos. Veja:
Créditos: Bruno Henrique/Orkut
Guto de Castro

Roteiro de ônibus com destino aos principais polos de animação










http://www2.uol.com.br/JC/_ne10/cotidiano/foto/tip_470.jpg
O TIP deve receber cerca de 30 mil pessoas durante as festas juninas. Créditos: Rodrigo Lobo/JC Imagem
Viajar para o Interior do Estado no período junino é opção para quem gosta das festas ou quem aproveita oferiado para visitar os parentes. Essa é uma das épocas mais movimentadas do Terminal Integrado de Passageiros (TIP), por onde devem passar cerca de 30 mil pessoas nesses cinco dias. Para atender à demanda, a quantidade de ônibus deve dobrar.

Segundo o gerente do TIP, Newton Fialho, atualmente são realizadas cerca de 300 viagens por dia. "Estão previstas mais 228 viagens intermunicipais e 23 interestaduais diariamente, mas conforme a demanda, as empresas devem disponibilizar mais ônibus", afirma. Segundo ele, o intervalo médio deve ficar entre 15 minutos e meia hora para os principais destinos.

Os destinos mais procurados na época junina são os municípios de Caruaru e Gravatá, no Agreste do Estado, Petrolina e Arcoverde, no Sertão pernambucano, além de cidades de outros estados, como Campina Grande, na Paraíba. Um serviço de venda, o Disque-rodoviária (3452.1211), entrega passagens em domicílio para aqueles que preferem antecipar a compra. Para ajudá-lo a se programar durante os festejos, o NE10 preparou um roteiro de opções de ônibus com destino aos principais polos de animação.

Roteiros


Recife > ARCOVERDE
Empresa: Progresso     
Preço: entre R$ 35 e R$ 45
Horário: 6h às 22
Tempo de viagem: 4h
Saída: TIP
Créditos: Guto de Castro/Acervo

 Recife > CAMPINA GRANDE (PB)

Empresa: Progresso 
Preço: entre R$ 25 e R$ 40
Horário: 7h15 às 11h15h
Tempo de viagem: 3h
Saída: TIP
Créditos: Guto de Castro/Acervo
Recife > CARPINA

Empresa: Expresso 1002  
Preço: R$ 5,80
Horário: das 5h às 21h de 20 em 20 min.
Tempo de viagem: 1h
Saída: Av. Dantas Barreto, com paradas na Av. Caxangá
Recife > CARUARU
Empresa:
- Rodoviária Caruaruense
Preço: R$ 21,40 (executivo) R$ 17,40 (comum)
Horário: das 5h50 às 20h - de hora em hora
Tempo de viagem: 2h
Saída: TIP
 
Empresa:

- JotudePreço: R$18 (comum)
Horário: das 6h às 22h
Tempo de viagem: 2h
Saída: TIP

Empresa:

- Progresso
Preço: R$20
Horário: das 7h às 22h
Tempo de viagem: 2h
Saída: TIP
Créditos: Guto de Castro/Maxi Ônibus Olinda

Recife > GRAVATÁ
Empresa:

- Borborema
Preço: R$12,55
Horário: 6h20 às 18h20 - de hora em hora
Tempo de viagem: 1h
Saída: TIP

Empresa:

- Rodoviária Caruaruense
Preço: R$ 10,05
Horário: das 5h50 às 20h
Tempo de viagem: 1h
Saída: TIP

Empresa:
- Jotude
Preço: R$10
Horário: das 6h às 22h
Tempo de viagem: 1h
Saída: TIP
Créditos: Welder Dias/Ônibus Brasil
Empresa:

- Progresso
Preço: entre R$8 e R$10
Horário: 6h e 7h15
Tempo de viagem: 1h
Saída: TIP
Créditos: Guto de Castro/Maxi Ônibus Olinda

Recife > LIMOEIRO
Empresa:

- Borborema
Preço: R$8,55
Horário: 5h50 às 13h20
Tempo de viagem: 1h30min
Saída: TIP

Empresa:
- Expresso 1002

Preço: R$ 5,80
Horário: das 5h às 21h - de 20 em 20 min.
Tempo de viagem: 1h30min
Saída: Av. Dantas Barreto, com paradas na Av. Caxangá
Créditos: Júnior/Ônibus Brasil

Recife > PETROLINA
Empresa: Progresso 

Preço: entre R$ 80 e R$ 110
Horário: 6h às 20h40
Tempo de viagem: 10h
Saída: TIP
Créditos: Guto de Castro/Acervo

Recife > SALGUEIRO
Empresa: Progresso
Preço: entre R$ 60 e R$ 80
Horário: 6h às 20h
Tempo de viagem: 6h30
Saída: TIP

Créditos: Guto de Castro/Acervo
Serviço:
Borborema: 3452.2859

Caruarense: 3452.2500
Expresso 1002 - 3452.2796
Jotude: 3452.1300
Progresso: 3452.0562/ 3452.1103
TIP: 3452.1704
Disque-rodoviária: 3452.1211

NE10

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A marca de uma cidade e do seu crescimento

Rodoviária Caruarense reforçou a vocação de Caruaru para os transportes


Há pessoas, empresas ou instituições que são a marca dos locais onde atuam ou surgiram. Essas marcas não se dão apenas pelos seus nomes, mas pelo que acima de tudo significam e contribuem para seus meios.


E a Rodoviária Caruarense, empresa de ônibus de Caruaru, no Pernambuco, é um desses exemplos que agregam tradição e contribuição para o desenvolvimento de sua região.

A história de Caruaru é longa e marcada por lutas.

Uma dessas lutas foi pela liberdade.

A região que hoje compreende parte de Caruaru também foi um quilombo, símbolo da resistência dos negros africanos que eram trazidos ao Brasil como escravos na extração do Pau Brasil e nos engenhos de cana de açúcar.

Quando os portugueses chegaram ao Brasil, Pernambuco (ainda sem esta denominação oficial) foi uma das áreas mais exploradas. Duarte Coelho, considerado o primeiro Governador de Pernambuco, trouxe imigrantes portugueses para a área que, em nome da extração do Pau Brasil e do Lucro provocaram uma verdadeira devastação. Eles entraram na região pela Serra Comprida ou Serra das Russas, chegando a Borborema.

Por conta disso, se estabeleceram rotas de transportes, inicialmente para escoar o Pau Brasil até o Litoral pernambucano. De acordo com a história oficial, o primeiro caminho, chamado de Caminho das Boiadas, ligava Recife, Olinda e o interior.

Os índios não aceitavam retirar o Pau Brasil, mesmo sendo escravizados. Trabalhavam num ritmo lento e tinham muita facilidade para fugir por conhecerem a região.

Então, os portugueses decidiram trazer os escravos negros da África.

Eles trabalhavam como ninguém, mas o tratamento era abaixo do que se pode classificar como desumano.

Revoltados, muitos se organizavam e fugiam, formando os chamados quilombos.

Além de sua força de trabalho, os negros africanos trouxeram para o Brasil sua cultura: religiões, hábitos, alimentos, dialetos. Entre os alimentos, havia uma erva forte comestível chamada Kalu’lu.

Esta erva foi plantada e logo proliferou no quilombo formando onde hoje é parte de Caruaru.

Mesmo após o fim do quilombo, a terra continuou a ser conhecida por esta característica. Os portugueses que exploravam os recursos naturais da região e os moradores já instalados há algum tempo começaram a chamar a área de Terra do Caruru, uma espécie de adaptação do nome original da erva plantada e consumida pelos escravos negros.

A partir de 1657, quando Pernambuco era governado pelo capitão-geral André Vidal de Negreiro, a área foi dividida em sesmarias, terras exploradas por colonos e famílias imigrantes.

Entre as várias divisões de famílias e lotes surgia a Fazenda do Caruaru, inicialmente em 23 de dezembro de 1671. Esta fazenda foi herdada da família Vieira de Melo pelo Capitão-Mor José Rodrigues da Cruz. A família havia recebido a sesmaria em 1671 pelo governador Fernão de Souza Coutinho.

A Fazenda do Caruaru, no entanto, foi dividida em várias propriedades rurais até que em 2 de junho de 1681 o governador Aires de Souza de Castro doa a Sesmaria de Caruaru para uma família portuguesa chefiada pelo cônego Simão Rodrigues de Sá, instalado em Olinda e Recife.

Lentamente as atividades econômicas, voltadas para a agricultura e criação de animais, iam se desenvolvendo na região.

As terras sofriam loteamentos constantes. Novas divisões e novas famílias surgiam.

Já no século XIX, a área correspondia a família Nunes, que criava gados.

E foi um integrante desta família, conhecida como Nunes dos Bezerros, que começou a dar as primeiras formas de povoado a terra de Caruaru.

José Rodrigues de Jesus construiu uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição.

Ao redor desta capela começaram a surgir as primeiras habitações. Em 1846, o frei Euzébio de Sales começou a erguer a matriz do local, vendo que o número da população aumentava.

O povoado e a fazenda tinham uma posição que demonstrava a vocação do local para os transportes e negócios.

Caruaru era rota obrigatória de passagem para o transporte de gado do Sertão para o Litoral e de mão de obra avulsa.

Não só passagem, mas ponto de parada para descanso. Assim, os primeiros negócios não agrícolas de Caruaru foram ligados para atender a demanda dos transportes.

Com isso, Caruaru começou a se desenvolver de maneira mais rápida que outras regiões. A fundação da cidade, que hoje tem aproximadamente 320 mil habitantes, é oficialmente comemorada em 18 de maio, e ocorreu no ano de 1857.

O desenvolvimento da Capital Recife e sua distância de 130 quilômetros fazia de Caruaru uma área de rota de crescimento.

As comunicações entre Caruaru e a Capital começaram a se tornar mais intensas e importantes.

A feira de Caruaru, onde era possível comprar e vender tudo, vem desta vocação de ponto de passagem e parada de trabalhadores avulsos e comerciantes que se encontravam.

O volume de pessoas indo de Caruaru para a Capital e vice e versa necessitava de sistemas de transportes mais eficientes.

Em dezembro de 1895 era inaugurada a estação ferroviária da Great Western

A The Great Western of Brazil Railway Company Limited era uma companhia de capital inglês que atuou no Nordeste brasileiro. Inaugurada em 1835 na Inglaterra, para ligar Liverpool a Londres, em 1873 conseguiu concessão brasileira para construir uma linha que uniria Recife a Limoeiro, em Pernambuco.

Começou a operar em 1881 no trecho entre Recife e Paudalho. Em 1896 completava o trecho Recife – Caruaru.

No ano de 1945 chegou a ter mais de 1.600 quilômetros de ferrovias no Nordeste. Em 1950 foi substituída pelo poder público, que operou a Rede Ferroviária do Nordeste, depois encampada pela RFFSA – Rede Ferroviária Federal S.A.

Os bairros de Caruaru e municípios próximos cresciam para além das áreas atendidas pela ferrovia.

Assim, pioneiros nos transportes, com ônibus simples, feitos de madeira, enfrentavam ruas e estradas de terra quase intransponíveis.

Os donos de ônibus tinham de dirigir e entender muito de mecânica. Isso porque os veículos, por causa das más condiçoes, quebravam quase todos os dias,

E aí se destaca o papel social do ônibus em todo Pais. Ele chegava a regiões de difícil acesso, onde as pessoas moravam, mas não tinham recursos e estrutura e precisavam se deslocar para os centros mais desenvolvidos para ganharem a vida. Os trilhos de trens não chegavam até estes locais.

Os donos de ônibus faziam um papel social levando oportunidade de acesso ao trabalho e a renda a estas pessoas. É claro que eles também visavam o lucro, nada mais justo, mas não era um lucro fácil. Eram poucas as pessoas que na época se atreviam a trabalhar nos transportes.

Neste contexto, ainda na primeira metade do século XX surgia a Empresa Rodoviária Caruarense, uma das mais tradicionais do Nordeste.

O destino Caruaru – Recife e o aumento de passageiros a cada ano fizeram que a empresa logo crescesse.

A história da Rodoviária Caruarense se encontrou com a história de um jovem trabalhador, de Pernambuco, que depois acabou ganhando destaque na política local.

Era João Lyra Fulho.

João Lyra Filho nasceu em 12 de maio de 1913, em Lagoa dos Patos, a 45 quilômetros de Caruaru.

Com 16 anos, em 1929, mudou-se para Caruaru onde trabalhou como Caixeiro de Balcão, Feirante, caminhneiro e comerciante.

Na vida como caminheiro se apaixonou pelo ramo de transportes. E a oportunidade surgiu nos anos de 1950, quando se desfez de tudo e adquiriu a Rodoviária Caruarense.

João Lyra Filho investiu na empresa que começou a ter várias rotas na região, operando ônibus urbanos e rodoviários.

Paralelamente, João Lyra Filho atuou na área política. Foi prefeito pela primeira vez em Caruaru em 1959, pela UDN.

Depois voltou ao comando do executivo municipal entre 1973 e 1976. Foi também deputado pro algumas vezes.

Renovação de frota sempre foi um pensamento implantado na Rodoviária Caruarense, principalmnte em reaçao aos ônibus rodoviários.

Isso fez da empresa um destaque nacional.

Na imagem de abertura a porpaganda de dois monoblocos O 326 da Mercedes Benz recém adquridos pela Caruarense, nos anos de 1960, mostrava que a empresa estava afinada com as novidades, já que os ônibus eram novos e traziam um conceito diferente do comum: veículos com motor traseiro e mais conforto, sendo ônibus de fato, e não se limitando a chassi de caminhão com carrocerias de ônibus.

Atualmente, com vários itinerários, a Caruaresne ainda privilegia a ligação Caruaru – Recife.

Tanto é que possui dois tipos de serviços nesta rota: o convencional, com ônibus vermelhos e paradas ao longo do caminho. Os ônibus azuis são executivos. A passagem é mais cara, mas a viagem rápida, sem paradas entre as duas cidades.

A Caruarense é um dos patrimônios ainda ativos não só da cidade, mas do Estado de Pernambuco e foi, como é hábito de seu povo, formada com muita luta.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes, repórter da Rádio CBN


Blog Ônibus Brasil

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Grande Recife prepara programação especial de ônibus para São João da Capitá

O São João da Capitá, evento tradicional que acontece todos os meses de junho no Chevrolet Hall, em Olinda, promete atrair nesta sexta (10/06) e sábado (11/06) a partir das 21h, milhares de pessoas até o local. Para atender o público que irá participar da festa, o Grande Recife Consórcio de Transporte montou um esquema especial de linhas para os dois dias de shows. Ao todo, 14 linhas participarão da programação, que contemplará reforço de frota e viagem e mudança de itinerário.

O esquema montado pelo consórcio para os dois dias de festa terá início a partir das 19h. Os passageiros que irão se deslocar no primeiro dia do evento, contarão com 14 linhas das quais cinco sofrerão apenas desvios de itinerário, três serão apenas reforçadas e mais seis serão reforçadas e desviadas. Ao todo, serão 31 viagens a mais serão feitas, totalizando 1.114 viagens durante a operação.

Já para o sábado, das 13 linhas que participarão da programação especial, três serão apenas reforçadas, sete serão reforçadas e desviadas e mais três serão desviadas de seu itinerário normal para atender ao local do show. Assim, um total de 971 atendimentos, dos quais 54 são extras. Ou seja, nos dois dias do evento, 85 atendimentos extras serão realizados, somando 2.085 viagens. Para realizar estes atendimentos, 226 ônibus estarão em operação nas 14 linhas, dois a mais que nos finais de semana comuns.

Bacuraus – Dentre as 14 linhas de que estarão em operação, seis são de bacurau. Este reforço na programação de linhas que só operam após as 0h tem o objetivo de auxiliar os usuários na volta para casa. Assim, o reforço será feito nas madrugadas da sexta-feira para o sábado, e do sábado para o domingo.

Além das linhas reforçadas, os usuários ainda contam com mais 35 linhas que atendem ao entorno do Chevrollet Hall. Para informar os usuários sobre a operação o Grande Recife colocou cartazes em todas as linhas envolvidas na operação. A Central de Atendimento ao Cliente, pelo telefone 0800 081 0158, também estará à disposição dos passageiros que desejarem mais detalhes sobre o esquema especial.


Grande Recife Consórcio de Transporte