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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Volvo comemora crescimento com B270F


Créditos: Guto de Castro/Ônibus Brasil


O ônibus de motor dianteiro da Volvo, o B270F, é um grande sucesso no mercado brasileiro. Lançado em julho de 2011, o B270F já alcançou 9,4% de participação no mercado de ônibus semipesados no Brasil. Só em 2013, o número de emplacamentos do modelo aumentou 45,9% em relação a 2012.


O B270F foi desenvolvido no Brasil para atender às necessidades de mercado nacional nos segmento de chassis urbanos,
rodoviários e de fretamento, e é indicado para operações de curtas e médias distancias (até 200 km). Porém, a grande aceitação do veículo está extrapolando as fronteiras e hoje, já é vendido também no Chile e no Peru.


O motor de 270 cv permite manter a velocidade, mesmo em marchas mais altas, reduzindo o consumo de combustível. Além disso, por ser produzido com um aço especial, é um dos modelos mais leves e robustos do segmento.

Volvo/Unibus RN

segunda-feira, 31 de março de 2014

Marcopolo vende modelo de luxo para o Peru

Créditos: Canal do Ônibus/Divulgação


Liderando a fabricação de ônibus no Brasil (se somadas todas as categorias), a Marcopolo anuncia o que considera mais um importante negócio para o mercado externo. Nesta terça-feira, dia 25 de março de 2014, a encarroçadora com sede em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, informou que vendeu dez ônibus rodoviários Paradiso 1800 Double Decker (dois andares) para o Grupo Civa, um dos principais operadores de transporte de passageiros do Peru.


Um dos motivos, segundo a Marcopolo, de o Grupo Civa ter escolhido o modelo se deve à alta sofisticação do ônibus, essencial para empresas que precisam conquistar clientes num mercado cujo nível de exigência é cada vez maior: o de rotas turísticas nacionais.

As poltronas são do tipo leito, que reclinam 150 graus, e confeccionadas com espuma viscoelástica que se molda ao corpo do passageiro.

Os ônibus comprados pelos peruanos do Grupo Civa são encarroçados sobre chassi Scania K 410 6x2*4 e possuem capacidade para transportar 43 passageiros. O chassi possui o terceiro eixo direcional, ou seja, as últimas rodas também esterçam, a exemplo do conjunto da frente, o que facilita nas curvas, aumenta o raio de giro e diminuiu o desgaste dos pneus.

O Marcopolo Paradiso 1800 DD nesta configuração possui dois sanitários, sendo um em cada andar. Também fazem parte do modelo sistemas de som e de vídeo, ar-condicionado, calefação, três monitores de 15 polegadas no piso superior e outros dois de 23, sendo um no piso superior e outro no piso inferior, para melhor qualidade na reprodução de DVDs.

Em nota, a Marcopolo reafirma seus planos de faturamento e fabricação neste ano. “Para 2014, a Marcopolo tem a expectativa de atingir a receita líquida consolidada de R$ 3,8 bilhões (R$ 4,4 bilhões no padrão contábil anterior); e, produzir 20.850 ônibus nas unidades do Brasil e do exterior (33.000 unidades no padrão contábil anterior).”

Canal do Ônibus/Unibus RN

sábado, 22 de março de 2014

Scania conquista em 2013 o melhor ano de sua história no Brasil

Créditos: Guto de Castro/Maxi Ônibus Olinda

O ano de 2013 foi histórico para a Scania. A empresa bateu seu recorde de emplacamentos de caminhões e ônibus desde que chegou ao País em 1957, com 20.824 unidades, e liderou a categoria dos pesados. Além disso, viu o R 440 ser o caminhão mais registrado não apenas entre os pesados, mas também de toda a indústria, bem como foi a responsável pelo maior crescimento nos semipesados e atingiu volume histórico nos veículos fora de estrada. O Brasil se tornou, mais uma vez, o principal mercado para a venda de caminhões, chassis de ônibus e peças da Scania no mundo.

"A Scania vem se destacando por oferecer soluções de vendas de transporte de carga e de passageiros com veículos e serviços integrados que proporcionam superior economia de combustível, produtividade, rentabilidade e baixo custo operacional", afirma Eronildo Santos, diretor de Vendas de Veículos da Scania do Brasil. "O transportador está cada vez mais profissionalizado e acompanhamos as demandas dos clientes com melhorias continuas nas linhas de produtos, serviços, no treinamento e segmentação da força de vendas e na reestruturação, ampliação e padronização da rede de concessionárias. Vivemos em um novo mercado."

A Scania foi a fabricante que obteve o maior incremento de emplacamentos no mercado total de caminhões. Foram registradas 19.698 unidades entre semipesados e pesados, que geraram alta de 77,8% sobre o montante de 11.078 relativo a 2012. Nesse caso, a participação subiu de 8% para 12,7% dentre todas as categorias da indústria. 

Se forem levadas em conta apenas as faixas de atuação da marca, o mercado acima de 16 toneladas de capacidade máxima de tração (CMT), a fatia da Scania subiu de 12,7% para 19%, e o índice de alta, de 77,8% ante 2012, também configurou o maior entre os concorrentes.  

Alta de 8,6% nos registros de chassis de ônibus
A Scania emplacou em 2013 um total de 1.126 chassis de ônibus entre urbanos e rodoviários. O crescimento na faixa urbana foi de 43% (113 unidades) e na rodoviária de 5,7% (1.013 produtos). 

Na linha urbana, o destaque são os modelos de motor dianteiro. No ano passado, a marca realizou o Scania Experience para promover a nova faixa de atuação e passou por 23 cidades. A partir de então, a procura pelos clientes vem aumentando. Clientes tradicionais como o Grupo Rosa, que adquiriu 40 unidades para renovar a frota urbana de Itapetininga (SP), o Grupo Jundiá (21 unidades), a JSL com 24 produtos, e o Grupo Boa Esperança, que comprou 22 modelos para atuar em operações no norte do País, são exemplos da crescente aceitação dos produtos F 250.

No mercado rodoviário, destaque para a venda ao Grupo Gontijo de 102 unidades do K 400 6x2. Foi o primeiro lote de modelos Euro 5 vendido a este cliente. Todos os chassis foram equipados com caixa automatizada Scania Opticruise, freio auxiliar Scania Retarder e freios EBS.

Scania

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Marcopolo: faturamento líquido cresce 8,6% em 2013

Créditos: Guto de Castro/Maxi Ônibus Olinda

A Marcopolo divulgou na terça-feira, 25, resultados financeiros obtidos em 2013. A receita líquida consolidada do grupo aumentou 8,6% em relação a 2012, passando de R$ 3,3 bilhões para R$ 3,6 bilhões. O avanço do faturamento é proveniente do crescimento de produção, especialmente de modelos rodoviários e de veículos Volare. As vendas para o mercado interno, o equivalente a 28,8 mil veículos, geraram R$ 2,5 bilhões ou 68,6% da receita líquida total. As exportações atingiram R$ 1,15 bilhão ou 31,4% do total, contra R$ 1,07 bilhão no exercício anterior, com crescimento de 7,5%.

O lucro líquido da fabricante de ônibus, contudo, encolheu 3,4% de 2012 a 2013, para R$ 292,1 milhões. A queda, segundo a Marcopolo, é decorrente principalmente do custo para aquisição de participação na encarroçadora canadense New Flyer Industries, que fabrica ônibus urbanos.

De acordo com José Rubens de la Rosa, diretor-geral da Marcopolo, 2013 caracterizou-se como um ano de novos desafios e turbulências para a indústria de ônibus e carrocerias no Brasil, principalmente ao longo do segundo semestre. “Em junho, as manifestações populares, que iniciaram em decorrência do aumento anunciado das tarifas de ônibus e que depois se somaram a outras reivindicações, exigiram a redução das tarifas e melhorias no transporte público. Como consequência, alguns governos municipais decidiram por congelar as tarifas, o que resultou em menor demanda por ônibus urbanos”, explica.

Somado a isso, a publicação pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) do edital de licitação das linhas interestaduais trouxe incertezas também para o mercado de ônibus rodoviários, afetando a entrada de novos pedidos.

2014

A Marcopolo acredita que o cenário de incertezas em relação ao mercado brasileiro de ônibus, que se iniciou na segunda metade do ano passado, ainda persistirá neste início de 2014. Contudo, em razão da proximidade da Copa do Mundo a demanda por ônibus nos segmentos de turismo e de transportes intermunicipais cresceu, e pedidos de BRTs, já em carteira, estão compensando em parte o arrefecimento nos demais segmentos.

No mercado externo, a desvalorização do real em relação ao dólar segue impulsionando as exportações, especialmente a partir do quarto trimestre do ano passado. Além dos mercados tradicionalmente importadores, a Marcopolo fecha negócios de exportação para países na América Central e África, em sua maioria voltados à implementação de novos projetos de BRTs e mobilidade urbana nessas regiões.

A companhia prevê para 2014 investimentos de R$ 160 milhões, receita líquida de R$ 3,8 bilhões e produção de 20,8 mil ônibus nas unidades do Brasil e do exterior.

Automotive Business

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Mercedes-Benz mantém liderança no mercado de ônibus em 2013

Créditos: Mercedes-Benz/Divulgação

Em um universo de 32.896 chassis licenciados no mercado nacional no ano passado, a montadora Mercedes-Benz manteve sua liderança com 13.661 unidades, alta de 7% em relação a 2012. De acordo com informações da empresa, os modelos de ônibus mais vendidos de sua marca em 2013 foram as versões OF 1721 e OF 1519, veículos especificados para o transporte urbano e que também atendem ao nicho do serviço de fretamento, representando 70% dos pedidos. Outro destaque ficou por conta do seu maior chassi para as linhas urbanas, o superarticulado O500 com 23 metros de comprimento, com mais de 250 unidades comercializadas. Sua produção total ultrapassou as 21.200 unidades.


Para 2014, a fabricante aposta em um ano potencial para crescimento devido ao grande foco em mobilidade urbana, porém, as indefinições quanto a reajuste de tarifas e licitações significam uma insegurança no setor quanto ao aumento e renovação da frota. Já o segmento de ônibus rodoviário deverá se manter estável, representando cerca de 20% do total do setor. E o transporte escolar tende a ser um nicho com alta demanda de pedidos, por intermédio do programa federal Caminho da Escola.
Créditos: Guto de Castro/Maxi Ônibus Olinda

Revista Auto Bus

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Produção de ônibus sobe 58% em um mês. Destaque para crescimento de rodoviários


Créditos: Jovani Cecchin/Ônibus Brasil

A indústria de ônibus esboçou em janeiro uma significativa reação sobre o ritmo do último trimestre do ano passado, que registrou redução. 
De acordo com balanço divulgado na manhã desta quinta-feira, dia 06 de fevereiro de 2014, pela Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, em janeiro foram produzidos 2 599 ônibus. O número é 58% maior que a produção de dezembro do ano passado, mas 16,8% menor na comparação com janeiro do ano passado.

Deste total, 382 unidades foram de ônibus rodoviários e 2 217 ônibus urbanos. A alta da produção dos rodoviários sobre dezembro de 2013 foi de 198,4%. Na ocasião foram feitos 128 ônibus para as estradas e fretamento. Já o total de ônibus urbanos produzidos em janeiro representa de 46,1% na comparação entre janeiro de 2014 e dezembro de 2013, quando foram feitos 1 517 urbanos.

O ano de 2013 representou uma recuperação da indústria de veículos de transportes coletivos. Em 2012, com a mudança de tecnologia de restrição a poluição dos motores a diesel, passando das normas com base nos padrões internacionais Euro III para Euro V, os ônibus ficaram mais caros e com equipamentos mais complexos.

Os empresários de ônibus tiveram duas reações: alguns anteciparam as renovações em 2011, para aproveitar as unidades mais baratas e simples do Euro III, e outros esperaram , conheceram melhor a nova tecnologia, e só foram às compras em 2013.

No entanto, o último trimestre do ano passado foi afetado pela diminuição dos investimentos dos empresários. Com o congelamento das tarifas em junho, donos de empresas de ônibus que projetavam renovações, acabaram mudando de planos, principalmente os que operam em sistemas sem subsídios. Como os ônibus são praticamente feitos sob encomenda, o cancelamento de compras no meio do ano se reflete no último trimestre.

Além disso, os governos municipais e estaduais atrasaram as obras de mobilidade, mesmo com os recursos do PAC. Com isso, os operadores de ônibus também deixaram de fazer pedidos de novos modelos que vão servir a estrutura implantada por estas obras, como corredores BRT – Bus Rapid Transit.

O desaquecimento geral da economia brasileira também influenciou o último trimestre do setor de produção de ônibus rodoviários e urbanos. A estimativa é de crescimento para 2014. As obras de mobilidade que não foram concluídas, muitas em andamento em função da Copa do Mundo de 2014, e as estimativas de crescimento do turismo, são fatores vistos com esperança pelos fabricantes de veículos de transporte coletivo.

Já o setor de caminhões registrou um desempenho um pouco melhor, o que prova que o efeito de mudança de Euro III para Euro V foi superado e que no caso dos ônibus, há problemas agora específicos.

Foram fabricados em janeiro 13 709 caminhões, o que significa alta de 86,6% sobre dezembro e de 9,3% em relação a janeiro do ano passado. Somando todos os veículos, entre carros de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus, a indústria brasileira produziu 237 491 unidades em janeiro, o que representa uma alta de 2,9% em relação a dezembro de 2013 e uma queda de 18,7% em relação a janeiro de 2013.

Levando em conta somente carros de passeio e comerciais leves, foram feitos em janeiro ficou 221 183 veículos, representando baixa de 0,3% em relação a dezembro e queda de 20% sobre janeiro de 2013.

MARCAS:
Mercedes-Benz e Volkswagen/MAN ainda se mantêm na liderança e vice-liderança respectivamente, tendência que permanece há anos. De acordo com a Anfavea, o ranking de licenciamentos em janeiro de 2014 foi:

1) Mercedes-Benz: 647 ônibus
2) MAN (Volkswagen Caminhões e Ônibus) 467 ônibus
3) Agrale: 385 ônibus, contabilizando os miniônibus vendidos já montados da marca Volare.
4) Iveco: 94 ônibus, contabilizando os miniônibus vendidos já montados CityClass.
5) Volvo 80: ônibus
6) Scania 66: ônibus
7) International 4 ônibus.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Blog Ponto de Ônibus

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Marcopolo faz primeira venda para o Gabão

Créditos: Marcopolo/Divulgação


A Marcopolo Rio realizou, em sua unidade no Rio de Janeiro, a entrega oficial dos primeiros 59 ônibus Torino para a Sogatra - Société Gabonaise de Transport -, uma das principais empresas de transporte de passageiros do Gabão. Essa é a primeira venda da fabricante brasileira para o país africano, cujas 90 unidades restantes serão entregues ao longo do ano.


Segundo Paulo Corso, diretor de operações comerciais da Marcopolo, a empresa tem forte presença no continente africano, mas ainda não havia fornecido ônibus para o Gabão. “A África apresenta potencial de crescimento muito grande para a utilização do ônibus e o Gabão é um importante e estratégico mercado para a ampliação contínua da nossa atuação no continente”, comenta o executivo.
Todos os 149 ônibus Torino adquiridos pela Sogatra serão produzidos na unidade da Marcopolo Rio. As primeiras 59 unidades serão embarcadas no porto do Rio de Janeiro, até o final deste mês. Os 90 veículos restantes serão exportados também pelo porto carioca.
Ideal para o transporte urbano de passageiros, o Torino é o ônibus de maior sucesso na história da Marcopolo, em razão de suas características de robustez, versatilidade, baixo custo operacional e elevado valor de revenda. As  primeiras unidades fornecidas à Sogatra têm chassi Mercedes-Benz e capacidade de transportar 75 passageiros.
A Marcopolo Rio é o centro exclusivo de produção de ônibus urbanos e tem capacidade para produzir mais de 7.500 unidades por ano. A unidade fabril conta com aproximadamente 2,6 mil colaboradores.

Marcopolo

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Agrale se destaca nas vendas de chassis de ônibus em 2013




Boa parte do crescimento das vendas de 
chassis de ônibus em 2013, de 14,3% na média geral, pode ser creditado à Agrale, de Caxias do Sul (RS). Com o aumento da procura por ônibus urbanos pequenos e médios, a fabricante gaúcha se deu bem e seus emplacamentos cresceram nada menos que 64,8% no ano passado em comparação com o anterior. Com isso, a Agrale foi a única das seis fabricantes nacionais de chassis que conseguiu aumentar sua participação de mercado: a marca ganhou impressionantes 5,43 pontos porcentuais e terminou os 12 meses com 17,7% de market share, mas sem mudança de posição no ranking, continuando na terceira colocação. 

Mercedes-Benz, que no passado recente dominava mais da metade do mercado nacional de chassis, continua na liderança, suas vendas cresceram 7% em 2013, mas sua participação foi a que mais caiu entre as seis fabricantes, recuando 2,8 ponto porcentuais, para 41,5%. Sinal de que a competição aumentou com produtos similares e preços competitivos.

Com isso, a vice-líder MAN/Volksbus cresceu mais do que sua principal concorrente: as vendas avançaram 12,3% e a participação de mercado subiu quase 0,5 ponto, para 27,42%. 

As três últimas colocadas do ranking das seis fabricantes nacionais têm apenas um dígito porcentual de participação de mercado, mas com desempenhos diferentes. A Volvo, especializada em modelos rodoviários e urbanos articulados de grande porte, viu suas vendas recuarem 1,5% em 2013. Com isso, perdeu 0,81 ponto de participação, para 5,05%, mas fechou o ano na quarta posição do ranking, uma posição acima da alcançada em 2012. 

Com poucos produtos no portfólio de ônibus, quem perdeu essa colocação para a Volvo foi a Iveco, com vendas 6,8% menores do que em 2012 – foi o maior tombo entre as seis. A marca perdeu pouco mais de um ponto de participação e ficou na quinta posição, com 4,78% do mercado. 

Na sexta e última colocação das fabricantes nacionais de chassis, a Scania conseguiu aumentar as vendas em 2013, com expansão de 8,6% sobre o ano anterior. Mas sua participação de mercado praticamente não se moveu: 3,42%, porcentual apenas 0,18 ponto inferior ao de 2012. Especialista em ônibus rodoviários e urbanos de grande porte, a marca sueca mostra poucas movimentações nesse mercado.



Automotive Business

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Vendas de ônibus sobem mais de 20% em 2013 e batem recorde histórico

Créditos: Guto de Castro/Acervo

Por mais que o último trimestre de 2013 tenha registrado uma redução no ritmo, 2013 não foi um ano para o mercado de ônibus reclamar. 
De acordo com balanço divulgado nesta sexta-feira, pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, as vendas de ônibus cresceram 20,58% em 2013 em comparação a 2012. Foram emplacadas em 2013, 35 628 unidades.


Em 2012, o número de emplacamentos foi de 29 716 ônibus. Mas 2012, foi um ano afetado por uma redução do crescimento econômico brasileiro e pela mudança de tecnologia de redução de emissão de poluentes com base nas normas internacionais Euro V. Até 2011, poderiam ser produzidos e vendidos ônibus com a tecnologia anterior Euro III, que são mais baratos.
Assim, em 2011, houve uma antecipação de renovação da frota por parte dos empresários que queriam aproveitar os ônibus com preço mais baixo e tecnologia mais simples. Desta forma, a comparação mais fiel seria entre os anos de 2011 e 2013.
Justamente por causa da renovação antecipada de frota, 2011 foi na época um ano de recorde com 34 mil 944 unidades. Este recorde histórico, no entanto, foi quebrado em 2013.
As 35 mil 628 unidades de ônibus emplacadas no País em 2013 representam as estimativas de recuperação acompanhada de crescimento.
Novos investimentos em mobilidade urbana, em boa parte por causa da Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016, renovação natural da frota, licitações de grandes sistemas, como urbano/suburbano do Distrito Federal, estimativa do crescimento do turismo estão entre os fatores que contribuíram para um 2013 recorde.
E vale ressaltar que depois da mudança de tecnologia de Euro III para Euro V, em 2013 não foram apenas vendidas mais unidades, mas unidades mais caras também. Além disso, alguns sistemas de mobilidade urbana exigem ônibus com maior valor agregado.
Incluindo todos os veículos, as vendas de carros de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus caíram 0,91% em 2013. Foram 3 767 254 veículos no ano passado, contra 3 801 859 em 2012. As vendas de carros tiveram queda de 1,6%. Em 2013, foram emplacados 3 575 935 automóveis e comerciais leves contra pouco mais de 3,6 milhões em 2012.

A comercialização de caminhões teve alta de 13,02% em 2013 sobre 2012, com 155.691 unidades.
O segmento de motos teve queda de 7,44%, em relação a 2012, com a vendas de 1 515 689 unidades.


Ônibus Brasil

sábado, 4 de janeiro de 2014

Scania vende 120 ônibus para a Mosgortrans

Créditos: Scania/Divulgação

 A Mosgortrans, operadora de sistemas de transportes na Rússia, adquiriu 120 ônibus Euro 4 SCR da Scania. A Scania tem na Rússia uma parceria com o Grupo GAZ e já realizou vendas de 709 unidades ao longo deste ano.

O modelo escolhido pela Mosgortrans é o Golaz Voyage equipados com motores Euro 4 SCR e câmbio automático Scania Opticruise. Do total, 50 unidades serão equipadas com equipamentos para passageiros com deficiência, informa a empresa.
A Mosgortrans é uma empresa estatal e uma das maiores operadores de transportes da Rússia, com uma frota de 5.300 veículos e 40 mil colaboradores. A empresa transporta 5,5 milhões de passageiros diariamente através de ônibus, trólebus e corredores de transporte pautados sobre o sistema elétrico.
Os novos veículos rodarão exclusivamente na capital Russa, Moscou.

Transporte Press

sábado, 21 de dezembro de 2013

Caio Induscar fecha o ano com resultados positivos

Créditos: Guto de Castro/Acervo


Segundo dados da FABUS, projeta-se que a produção do mercado brasileiro de carrocerias fechará o ano com cerca de 33 mil unidades, com um aumento de 1,5% em relação a 2012. O primeiro semestre de 2013 foi aquecido, devido às renovações de frota e às licitações. No segundo semestre, as mudanças nas regras do BNDES e as manifestações realizadas por todo o país, fizeram com que diminuíssem as compras de ônibus. 

O mercado interno foi o maior responsável pela demanda de 2012 e 2013, sendo 87% em 2012 e 88% em 2013, até novembro, proporcionalmente.

A produção geral da Caio Induscar em 2013, registra uma estimativa de aumento de 2%. Quanto à produção de urbanos, continua sendo líder.

A empresa investe continuamente no desenvolvimento de produtos e processos e em 2013, reestilizou o ônibus Solar, desenvolvido para O segmento rodoviário e de fretamento, e o microônibus Foz. Os dois modelos receberam linhas suaves, design moderno, alinhados à segurança e comodidade dos passageiros.

Ainda neste ano, a fabricante de carrocerias paulista fez dois investimentos que fazem parte de um projeto de expansão do Grupo, o de R$ 25 milhões, em uma nova fábrica em Barra Bonita, SP, e o de R$ 30 milhões, em um Complexo Industrial na cidade de Botucatu.
Para o ano de 2014, espera-se que no primeiro semestre, o mercado mantenha o ritmo do mesmo período de 2013. Já no segundo semestre, espera-se que o mercado se acomode em patamares um pouco menores que os do primeiro semestre.

A expectativa da encarroçadora para o ano é manter o Apache Vip como o urbano mais vendido, as vendas dos modelos BRT e o aumento da participação no segmento de Fretamento, com a carroceria Solar.

Para a Caio Induscar, é fundamental produzir carrocerias que aliem beleza, conforto, segurança, força e modernidade, atendendo ao mercado e às necessidades dos clientes.

Caio Induscar/Portal Ônibus Paraibanos

sábado, 7 de dezembro de 2013

Produção de ônibus em novembro cai, mas no ano registra alta considerável




Se em relação às vendas o mercado de ônibus registrou queda no mês de novembro, o nível de produção seguiu a tendência. 
Mas ainda não há de que se reclamar. Assim como ocorre com as vendas, com a produção o acumulado do ano entre janeiro e novembro vai bem.

Levantamento divulgado pela Anfavea – Associação Nacional dos Fabricante de Veículos Automotores mostra que em novembro foram produzidos 3 315 ônibus. O número representa queda de 4,9% na comparação com os 3 484 ônibus feitos em outubro. Mas no acumulado de 11 meses, a produção de ônibus registra alta de 13,1%. De acordo com a Anfavea, entre janeiro e novembro de 2013 foram fabricados 38 466 ônibus. No mesmo período de 2012, foram feitos 34 001 ônibus.

A recuperação sobre o ano passado, que sentiu os efeitos da mudança de tecnologia de restrição à emissão de poluição, deixando os ônibus mais caros e impactando nas vendas, a manutenção das linhas de crédito e investimentos em infraestrutura e mobilidade explicam o resultado positivo no acumulado deste ano.

Para a indústria, os números poderiam ser melhores, no entanto. A perda do ritmo de algumas obras de mobilidade, as incertezas quanto à continuidade dos juros baixos em algumas linhas de financiamento, a redução na renovação da frota por parte das empresas de ônibus pelo aumento de custos sem aumento proporcional das receitas e as indefinições de licitações com o da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres sobre as linhas interestaduais rodoviárias são os argumentos dos fabricantes para alegarem que 2013 não será como previam.

A produção geral de automóveis, de acordo com a Anfavea, incluindo motos, carros de passeio, comerciais leves, implementos rodoviários, caminhões e ônibus também teve queda em novembro, mas acumula alta no ano.

Em novembro foram produzidos 283 633 veículos automotores, queda de 10,7% em relação às 324 374 unidades. No acumulado do ano, as indústrias filiadas à Anfavea produziram 3 milhões 504 560 veículos, queda de 11,8%.

LICENCIAMENTOS:
De acordo com a Anfavea, os licenciamentos de ônibus tiveram alta acumulada de 14,7% entre janeiro e novembro sobre o mesmo período de 2012. Foram licenciadas 29725 unidades de ônibus contra 25921 veículos de transporte coletivo.

Em relação às marcas, a Mercedes Benz continua na liderança, abrindo vantagem de mais de 4 mil ônibus sobre a Volkswagen/MAN, segunda colocada, também no acumulado do anos:

1º) Mercedes Benz: 12 245 ônibus
2º) Volkswagen/MAN: 8 212 ônibus
3º) Agrale (conta com os minionibus da Volare): 5 292 ônibus
4º) Volvo: 1 504 ônibus
5º) Iveco: 1405 ônibus
6º) Scania: 1031 ônibus

Blog Ponto de Ônibus

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Indústria de ônibus sofre revés e pode registrar queda de até 20% no último trimestre



A indústria de ônibus tinha tudo para registrar um dos melhores anos da história em 2013 com crescimento na produção e manutenção, ou até mesmo ampliação, no nível de emprego.


Tinha. Porque agora o cenário mudou drasticamente. Quem afirma é o presidente da Fabus – associação que reúne as fabricantes de carrocerias de ônibus no Brasil, José Antônio Fernandes Martins, que também é vice-presidente da Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Em entrevista ao Blog Ponto de Ônibus / Canal do Ônibus na manhã desta segunda-feira, dia 11 de novembro, o dirigente diz que se não forem tomadas atitudes de incentivos por parte do Governo Federal, a queda pode ser expressiva e comprometer níveis de emprego no setor.

“O crescimento de 18% divulgado pela Anfavea é real mas foi até setembro. Agora estamos com um cenário completamente diferente. A produção de ônibus pode cair entre 15% e 20% neste último trimestre. Como o setor de fabricação de carrocerias necessita de muita mão de obra pela forma como os ônibus são produzidos, se não houver nenhuma ação para reequilibrar os números, o nível de emprego pode estar comprometido” – disse Martins à reportagem.

Ele cita dois principais motivos para a mudança do cenário que outrora era otimista.

“As manifestações do meio do ano, que resultaram em redução de tarifas, mas não de custos na mesma proporção das empresas, acertaram em cheio o segmento de ônibus urbanos. O setor de ônibus rodoviários também parou em função das incertezas sobre a licitação dos serviços interestaduais e internacionais pela ANTT – Associação Nacional dos Transportes Terrestres” – explicou.

A indústria de ônibus não se colocou contra a liberdade de expressão e nem contra a modernização dos transportes rodoviários, mas acredita que todas as concessões feitas deveriam vir com contrapartidas e todos os projetos de reestruturações do setor devem vir com planejamento e ampla discussão.

José Antônio Fernandes Martins disse que a Fabus prepara um documento para o Governo Federal, mas a situação já foi explicitada para o poder público.

Ele aponta três alternativas para que os números possam se equilibrar:

- A manutenção do sistema de autorização no caso dos ônibus rodoviários pelo menos até que a licitação da ANTT não gere incertezas para os empresários.

- A criação de uma nova fase do PAC Equipamentos para suprir a demanda de 8 mil a 10 mil ônibus escolares.

- A aceleração nos investimentos e de obras de infraestrutura para a colocação nas ruas de aproximadamente mais 2 mil ônibus urbanos de categoria e capacidade superiores para sistemas de BRT – Bus Rapid Transit, corredores de ônibus exclusivos.

Martins explicou que mesmo as manifestações sendo entre junho e julho, a indústria só sentiu agora os impactos porque naqueles meses ainda havia encomendas sendo entregues.

Antes deste revés, a indústria projetava um crescimento em torno de 10% sobre 2012, o que representaria cerca de 40 200 unidades de ônibus produzidas. Agora, os números são incertos.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Canal do Ônibus

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Ônibus ampliam alta acumulada no ano para 10%

Créditos: Guto de Castro/Acervo

O mercado de chassis de ônibus acumula vendas de 24034 unidades de janeiro a setembro, alta de 10,1% ante as 21 836 realizadas no mesmo período do ano passado.

De acordo com dados revelados pela Anfavea na sexta-feira, 4, as vendas de chassis em setembro somaram 2 736 unidades, resultado 46% acima das 1 874 no mesmo mês do ano passado. Na comparação com o último agosto, contudo, há retração de 5,7% ante as 2,9 mil unidades licenciadas naquele mês.
As vendas anualizadas de outubro de 2012 a setembro de 2013 somam pouco mais de 31 mil unidades, volume abaixo das 31,2 mil registradas no período anterior, mas superiores à estimativa de 30,5 mil unidades projetadas pela Anfavea para o fechamento deste ano.
Nos nove primeiros meses deste ano saíram das linhas brasileiras 31 667 chassis, volume 23,1% acima do registrado em 2012.
Em setembro foram produzidos 3 050 ônibus, 6,4% abaixo dos 3 257 do mesmo mês no ano passado. Na comparação com agosto último o balanço é negativo 7,7%.
Já em relação às exportações de ônibus os resultados são todos positivos. No acumulado são 6 mil 803 embarques, alta de 7,3%, sobre os 6 343 realizados no mesmo período de 2012.
Em setembro as vendas ao Exterior somaram 902 unidades, 36,9% acima do ano passado. Em comparação com agosto o crescimento é de 22,7%.
Indústria de carrocerias de ônibus consolida retomada

Depois de semestre claudicante a indústria de carrocerias de ônibus consolida recuperação de produção e de vendas internas no terceiro trimestre do ano. Já as exportações continuam fracas, em volumes inferiores aos de 2012. Em agosto as empresas registraram a melhor produção do ano, com 3 178 unidades, alta de 7,5% sobre igual mês de 2012 e de 4% na comparação com julho.




As vendas internas, com 2 854 ônibus, tiveram crescimento de 11% sobre agosto do ano passado, enquanto as exportações caíram 17% na mesma base de comparação.
Com o resultado de agosto a indústria melhorou seu desempenho acumulado no ano. A produção de 22 292 carrocerias representa incremento de 1,5%. Pelos dados da Fabus, a Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus, Marcopolo e Neobus, de Caxias do Sul, RS, e Comil, de Erechim, RS, ainda têm números negativos, mas melhores do que os acumulados até julho.
Em oito meses as empresas colocaram 19 839 unidades no mercado doméstico, em alta de 3%, enquanto as exportações cederam 11%, para 2 453 veículos. A principal razão para o desempenho negativo nas vendas externas é o fato de a Ciferal, de Duque de Caxias, RJ, não ter repetido este ano as exportações que realizou em 2012. Foram 238 embarques no acumulado contra apenas 1 neste exercício.
Além disso a Marcopolo, principal exportadora, com 42,5% do total, também registra recuo de 8%, para 1 044 unidades. O mesmo ocorre com a Neobus, que apura queda de 39%, para 235 veículos, e Irizar, de Botucatu, SP, com 2%, para 342. A Comil consolida alta de 46%, com 331 ônibus, Caio/Induscar, de Botucatu, SP, de 16% e 278 unidades, e Mascarello, de Cascavel, PR, de 10%, para 222 unidades.
Os modelos urbanos respondem por 54% das unidades produzidas até agosto, mercado liderado pela Induscar, com 6 mil unidades. Nos rodoviários, com 23,5% de participação no total, a líder é a Marcopolo, com 2 881 ônibus. A empresa caxiense também tem a liderança, com 1 154 veículos, nos intermunicipais, responsáveis por 7,6% da produção. Nos micros, que têm 14,6% de participação nos volumes produzidos, a liderança é da Neobus, com 1,5 mil veículos

Agência Autodata/Blog do Caminhoneiro

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Produção de ônibus tem crescimento acumulado de 18%



Confirmando as tendências de recuperação em relação aos números retraídos de 2012, quando o mercado sentiu a mudança de tecnologia de restrição à poluição e a estagnação econômica brasileira, a produção de ônibus continua em alta neste ano. É o que revela o balanço da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, divulgado nesta quarta-feira, dia 06 de novembro de 2013.

Na comparação do acumulado entre janeiro e outubro de 2013 com o mesmo período de 2012, a alta foi de 18%. Neste período, no ano passado, foram fabricados 29 798 ônibus ante 31 151  em 2013.
O destaque do crescimento acumulado no período foi para os modelos rodoviários. O crescimento de janeiro a outubro de 2013 foi de 35,4%, com produção de 5 922 unidades neste ano em comparação aos 4 373 ônibus rodoviários.
Já os ônibus urbanos continuam com maior volume de vendas, mas com crescimento mais modesto. Entre janeiro e outubro de 2013 foram produzidos 25 229 ônibus urbanos, crescimento de 15%.
Na comparação entre outubro e setembro, a produção de ônibus, incluindo modelos urbanos e rodoviários, a produção de ônibus cresceu 14,2%. Em outubro foram feitos 3 484 ônibus e em setembro 3 050 ônibus. Por segmento, destaque de evolução novamente para os rodoviários. Foram feitos 844 ônibus deste tipo em outubro ante 600 em setembro, crescimento de 40,7%. O segmento de urbanos teve crescimento de 7,8% em outubro sobre setembro com 2 640 ônibus ante 2 450 urbanos.
Em relação a licenciamentos, no acumulado de janeiro a outubro o crescimento foi de 13,2%, totalizando 26 970 ônibus ante 23 833 ônibus.
Sobre as marcas, a distribuição do mercado se dá da seguinte maneira:
  1. Mercedes Benz: 11mil 88 unidades
  2. Volkswagen/MAN: 7 mil 516 unidades
  3. Agrale(Contabilizando as Unidades do minionibus Volare): 4 mil 862 unidades
  4. Volvo: 1 mil 402 unidades
  5. Iveco: 1 mil 130 unidades
  6. Scania: 947 unidades
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Blog Ônibus Brasil

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Vendas de ônibus continuam em destaque e trazem benefícios globais


Créditos: Guto de Castro/Acervo


Quando um segmento como o de ônibus vai bem, os benefícios não são apenas para as fabricantes e revendedores. Eles englobam toda a cadeia produtiva, garantem e ampliam empregos na indústria e refletem fatores positivos para o dia a dia das cidades e nas estradas, afinal, ônibus mais novos representam conforto, segurança e menos poluição.


E mais um balanço da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores mostra que o segmento de ônibus continua se recuperando depois de um ano de 2012 considerado fraco para o ritmo de crescimento do setor, em parte por causa da estagnação econômica geral brasileira e pela mudança de tecnologia que deixou os ônibus menos poluentes, porém mais caros, influenciando nas vendas.

Os dados da Fenabrave divulgados na última sexta-feira, dia 01 de novembro de 2013, mostram que em outubro, foram vendidas 3 173 unidades de ônibus. O número representa alta de 45% em relação a outubro de 2012 e 7,49% mais vendas em relação a setembro de 2012.

Estes índices mensais não são isolados e fazem parte de um contexto que mostram as perspectivas positivas para 2013, que pode ser um ano de recorde histórica no comércio de ônibus. Segundo a Fenabrave, o acumulado de janeiro a outubro de 2013 registrou emplacamentos de 29 183 ônibus. O número é 20,03% maior que o mesmo período de 2012, quando no acumulado foram emplacados 24 184 ônibus.

Motivos que explicam o bom desempenho não faltam. Além da própria recuperação sobre o desaquecido ano de 2012, os investimentos em mobilidade urbana, com corredores de ônibus e outros sistemas que qualificam a frota; as renovações já esperadas pelas companhias; as novas licitações que exigem idade menor dos veículos; programas governamentais, como o “Caminho da Escola” e o “PAC da Mobilidade”; preparação para a Copa do Mundo de 2014; estimativas de crescimento do setor de fretamento e turismo; entre outros, fazem parte do cenário positivo.

E não são apenas mais ônibus vendidos. Boa parte é formada por ônibus mais qualificados, com uma gama maior de equipamentos de conforto e segurança, até mesmo nos veículos urbanos.

Hoje ônibus com ar condicionado e transmissão automatizada ou automática estão cada vez mais comuns nos serviços municipais e metropolitanos. Ainda há espaço para mais veículos com qualidade superior, como o passageiro merece, mas se for comparada a situação de dez anos atrás, era quase impensável o uso de ônibus com estes instrumentos em diversas linhas urbanas.


MARCAS:
O ano de 2013 revela um cenário há muito tempo visto nos emplacamentos de ônibus em relação às marcas. Mercedes Benz e Vokswagen/MAN aparecem na ponta. A Volvo conseguiu no ano passado ultrapassar concorrentes como a Scania e ainda mantém o posto. Os ônibus de pequeno porte da Volare, da Marcopolo (que são vendidos completos e não encarroçados como os demais veículos e possuem mecânica Agrale ou Mercedes Benz) continuam representando uma parcela importante do mercado.

Acompanhe o número de unidades emplacadas por marca de janeiro a outubro de 2013 e na frente a participação no mercado.

1º) Mercedes Benz – 12 715 – 43,57%
2º) Vokswagen/MAN – 7 524 – 25,78%
3º) Marcopolo (Volare + Agrale ou Volare + Mercedes Benz) – 4 759 – 16,31%
4º) Volvo – 1 405 – 4,81%
5º) Iveco – 1 146 – 3,93%
6º) Scania – 941 – 3,22%
7º) Agrale – 544 – 1,86%

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Blog Ponto de Ônibus

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Vendas de ônibus crescem 5,2% no semestre

Créditos: Comil/Divulgação

Assim como tem influenciado positivamente o desempenho do setor de caminhões, a economia tem estimulado a produção e as vendas de chassis de ônibus. De acordo com dados apresentados pela Associação Nacional dos Fabricantes e Veículos Automotores (Anfavea) na quinta-feira, 4, os licenciamentos de ônibus cresceram 5,2% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 15,5 mil unidades. Somente em junho último, a alta nas vendas foi de 36,4% sobre junho de 2012, para 2,4 mil chassis. 

“O bom desempenho do segmento de ônibus está relacionado ao avanço da economia brasileira, que tem repercutido em mais investimentos em infraestrutura”, comentou Luiz Moan, presidente da Anfavea, durante reunião com a imprensa. 

Somado a isso, assim como ocorreu para os caminhões, a alta porcentual expressiva se explica pelo fraco desempenho das fábricas nos primeiros meses de 2012, em consequência da adoção da motorização Euro 5 para atender aos limites de emissões do Proconve P7. 

Foram produzidos no primeiro semestre deste ano 21,5 mil ônibus, 36,1% a mais do que o anotado em intervalo semelhante de 2012. Do total, 3,5 mil foram modelos rodoviários e exatos 18 mil urbanos, confirmando os investimentos públicos nas cidades. 

Em junho último, saíram das linhas de montagem pouco mais de 4 mil chassis, sendo 3,5 mil urbanos e 551 rodoviários. O volume é mais alto do que o produzido em junho do ano passado (18,9%) e em maio deste ano (4,9%). 

As exportações de ônibus somaram 3,9 mil unidades no semestre, acréscimo de 6,5% sobre mesmo intervalo do ano passado. Em junho foram enviados 902 chassis, o que representa uma leve queda de 1,1% sobre o mesmo mês de 2012 e uma expressiva alta de 41,6% sobre maio deste ano.

Mercedes-Benz reduz participação no segmento

A tradicional líder Mercedes-Benz, no entanto, reduziu sua participação no período em expressivos 10,5 pontos porcentuais e respondeu por 37,6% do total vendido, com 5,8 mil emplacamentos, queda de 17,8% sobre o volume licenciado entre janeiro a junho de 2012. 

A retração beneficiou a MAN, segunda colocada no segmento, que ganhou 4,3 pontos de presença no mercado. A companhia alemã vendeu 4,6 mil caminhões, com alta de 22,8%. Parte desse avanço foi impulsionado pelo programa Caminho da Escola, que tem a empresa como principal fornecedora de veículos. 

A Agrale se manteve na terceira colocação em vendas, com pouco mais de três mil unidades, volume 75,5% superior ao do ano passado. O aumento das vendas garantiu mais 7,9 pontos de participação, para 19,7%. A Volvo permaneceu na quarta posição, com 5,7% de presença no segmento de ônibus. A empresa vendeu 889 chassis no primeiro semestre, com retração de 6,1% sobre o resultado de um ano atrás. 

Já a Scania subiu uma colocação e foi a quinta empresa que mais vendeu no País. Foram emplacadas 555 unidades da companhia, com leve queda de 0,5%, garantindo market share de 3,6%. A Iveco reduziu suas vendas em 8,3% entre janeiro e junho, para 541 ônibus. A empresa respondeu por 3,5% do mercado.

Automotive Business/Ônibus Paraibanos