quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Iveco inaugura divisão de ônibus no Brasil com dois modelos


 A Iveco tornou oficial sua entrada no segmento de ônibus na segunda-feira, 1º, com a apresentação de sua nova unidade de negócio no Brasil, dedicada exclusivamente ao mercado de veículos de transporte de passageiros, que será dirigida por Paolo Del Noce, engenheiro italiano que acumula no País a função de diretor da divisão de veículos de defesa da marca na América Latina. Ele se reportará diretamente ao presidente da Iveco na América Latina, Marco Mazzu.

Mazzu explica que o investimento da montadora no desenvolvimento de ônibus no Brasil faz parte do pacote global de € 1 bilhão, que sustenta os projetos da marca no ciclo 2010-2014, mas não divulga o valor dedicado à nova divisão.

“Chegou a hora de fincar nossa bandeira no segmento de passageiros: com este novo negócio, podemos dizer que somos um novo player no mercado de ônibus, para o qual projetamos participação entre 10% e 11% nos próximos quatro anos.”

De acordo com Paolo Del Noce, a intenção da divisão é tornar a Iveco do Brasil um produtor  full liner no segmento de passageiros em cinco anos. “Como na Europa, para ser full liner também no Brasil, temos de cobrir todos os segmentos, começando pelo miniônibus, ter opções de motor dianteiro e traseiro, podendo chegar a modelos híbridos ou movidos a GNV, observando sempre o interesse do mercado.” 

A montadora figura como a segunda maior fabricante de ônibus da Europa, por meio da marca Irisbus, adquirida pela Iveco em 2003 após 13 anos de joint venture com a Renault. A divisão Irisbus vendeu 8 mil unidades em 2011 e representa 12% do faturamento global da montadora. Para Del Noce, o Brasil é uma das grandes oportunidades da empresa no segmento de veículos de passageiros, pois já desponta como um mercado maior que o da Europa. Ele estima que em dois anos a América Latina será duas vezes maior.

“Apesar de estimarmos queda nas vendas totais do segmento este ano, algo como 10%, em 2013, com as compras do governo para o programa Caminho da Escola e com as obras de corredores de BRT nas cidades-sede da Copa, em 2013 o mercado deve retornar ao nível de 2011”, estima. No ano passado, as vendas de ônibus somaram 34,6 mil unidades, o que representou crescimento de 22% sobre o volume do ano anterior.

ESTRATÉGIA DE PRODUTOS  

Os primeiros modelos da gama de ônibus da Iveco no Brasil serão o novo Cityclass, micro-ônibus que será oferecido nas versões de fretamento e turismo, além da tradicional versão escolar, com lançamento marcado para novembro próximo, e o chassi da categoria de 17 toneladas, que atende segmentos urbano e rodoviário, cujo projeto foi batizado de S170, com motor dianteiro e previsto para chegar ao mercado em meados de 2013. Ambos serão produzidos na fábrica da Iveco de Sete Lagoas (MG). 

As linhas de ônibus deverão ocupar de 10% a 20% da produção total da fábrica mineira, mas "não haverá contratação específica", disse Mazzu. A empresa prevê uma gama completa de veículos de passageiros até 2017. 

Sobre a estratégia de vendas e distribuição, Del Noce informa que o novo Cityclass, desenvolvido em parceria com a encarroçadora Neobus, será oferecido na rede de concessionárias Iveco, hoje com 106 casas. O modelo ganhou nova versão de 4,35 metros de distância entre-eixos, o que permitiu aumentar em 25% sua capacidade de transporte de passageiros, de 29 para 36 pessoas. O novo veículo também ganhou 400 kg de PBT, chegando a 7,2 toneladas. No design, foram remodelados o capô, grade frontal e faróis, além dos novos acabamentos nas janelas e laterais do veículo. Equipado com motor FPT F1C, que desenvolve 170 cv, o conjunto vem com tecnologia EGR, que dispensa o uso de Arla 32. A transmissão é ZF 6S420, de 6 marchas, cuja alavanca se encontra agora no painel.

No caso do S170, Del Noce conta que a divisão está em fase de definição das características de uma rede dedicada ao segmento, que deve receber investimentos a partir de 2013. Segundo o executivo, os concessionários já credenciados terão preferência no novo negócio. No Brasil, a Iveco pretende oferecer apenas o chassi, com encarroçadora à escolha do cliente, diferente do modelo de negócio na Europa, onde a Irisbus produz o chassi e também monta a carroceria. Para este segmento, de 17 toneladas, que representa 40% das vendas do mercado de ônibus no Brasil, o executivo prevê participação da Iveco entre 12% e 14% em quatro anos.

Ainda sobre o S170, o diretor de plataforma de pesados, veículos especiais e ônibus, Marcello Motta, conta que o modelo foi desenvolvido pela equipe de engenharia de Sete Lagoas e especificamente para o mercado brasileiro. Ele revela que desde 2006 que a Iveco desenvolve e testa chassis de ônibus na América Latina. De um teste de 50 veículos Euro 3 com o chassi CC170E22, produzido em Córdoba, na Argentina, que acumulou 10 milhões de quilômetros rodados, a empresa enxergou a necessidade de desenvolver um veículo adaptado às condições brasileiras. “Os testes mostraram que o chassi atendia o mercado latino-americano, mas não o de transporte urbano brasileiro. O S170 foi pensado para o Brasil, com tecnologia da Irisbus.”

O S170 é equipado com o novo motor FPT NEF6ID commom rail, de 6,7 litros, que faz sua  avant première neste chassi. O propulsor só será utilizado pela Iveco na Europa com os veículos Euro 6. Aqui, ele foi calibrado para as normas do Proconve P7 (Euro 5). O entre-eixo permite carrocerias de até 13,2 metros de comprimento. O tanque comporta 350 litros de combustível e o de Arla até 32 litros. O chassi está em fase de testes finais de durabilidade.

Segundo Del Noce, o preço do chassi será comunicado na oportunidade de seu lançamento, previsto para meados do próximo ano. Já o novo Cityclass tem preços que variam de R$ 145 mil a R$ 200 mil.
 
Automotive Business 

PAC Mobilidade Urbana Grandes Cidades destina 64% dos recursos para transporte sobre trilhos

 Créditos: Danilo Bezerra/Portal Leia Já
 
A solução para os problemas de mobilidade nas grandes cidades está na substituição do transporte individual para o coletivo, disse hoje (28) o secretário executivo do Ministério das Cidades, Alexandre Cordeiro Macedo, no encontro Infraestrutura de Transportes, Logística e Mobilidade Urbana no Brasil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Dados do Ministério das Cidades indicam que está prevista a aplicação de R$ 22 bilhões por meio do PAC Mobilidade Urbana Grandes Cidades, dos quais 64% estão destinados a transportes sobre trilhos. O projeto, a ser desenvolvido em 15 cidades, envolve 213 quilômetros de extensão, com a meta de atender a mais de 53 milhões de pessoas.

Macedo apontou que, entre as melhorias na elevação da qualidade de vida da população garantidas pelo transporte coletivo, estão reduções de emissões de monóxido de carbono, acidentes, gastos e tempo de locomoção. “Não basta fomentar o uso de bicicletas, é preciso investir em transporte público de qualidade”, defendeu.

O dirigente defendeu o desenvolvimento do PAC Mobilidade Urbana Grandes Cidades, observando que a iniciativa provocará maior interação entre pessoas de classes sociais diferentes que estão viajando em um mesmo veículo de transporte coletivo, quer em trem ou em ônibus. Para o secretário, o Brasil “deveria adotar as boas práticas do mundo”.

No mesmo evento, o secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato, informou que, nos próximos 10 anos, deverão ser investidos em torno de R$ 300 bilhões no Programa Nacional de Logística em Transportes (PNLT), que já consumiu R$ 130 bilhões de um montante total de R$ 430 bilhões.

Agência Brasil

Agrale apresenta novo chassi de ônibus na Fetransrio

Empresa visa ingressar no segmento de 17 toneladas

 Créditos: Júlio Soares/Transpoonline

A Agrale, empresa fabricante de chassis para ônibus, caminhões, utilitários, tratores e motores estacionários, vai apresentar seus modelos de chassis Euro 5 para Micro e Midibus na FetransRio 2012. O principal destaque da empresa é o novo chassi Agrale MA 17.0, o mais robusto da categoria, destinado a aplicações urbanas e com lançamento previsto para início do próximo ano.

Segundo Silvan Poloni, gerente de vendas de veículos da Agrale, a apresentação do Agrale MA 17.0 na FetransRio 2012 é importante porque permitirá uma participação ainda mais forte da marca em um mercado que representa mais de 40% das vendas no Brasil. “Desenvolvemos um produto robusto, no qual aplicamos tecnologias que garantem ao nosso cliente e usuário ganhos de desempenho, com menores custos operacional e de aquisição”, explica o executivo.

O Agrale MA 17.0 é o modelo de maior capacidade de carga já produzido pela marca e ampliará as opções da empresa no principal segmento de mercado de ônibus urbanos, com alto volume de vendas e muito disputado por todos os fabricantes.

Outra novidade da empresa é o chassi MA 10.0, também o mais robusto de sua categoria (leves), que apresenta todas as inovações e melhorias introduzidas na linha de chassis para micro-ônibus Euro V. O novo layout de montagem com reposicionamento do eixo dianteiro amplia o aproveitamento do espaço interno da carroceria e o campo visual do motorista, melhorando a dirigibilidade. Além disso, o posicionamento da alavanca de câmbio, fixada no painel, garante maior ergonomia.

Transpoonline

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

FALÊNCIA DA BUSSCAR: Confira o que deve acontecer.

FALÊNCIA DA BUSSCAR: Trabalhadores vão ter prioridade no pagamento. Administrador da massa falida vai levantar os números reais do patrimônio e dos débitos da encarroladora de ônibus que teve falência decretada pela Justiça na última quinta-feira.


Últimos ônibus a serem fabricados pela Busscar. Créditos: Diorgenes Pandini/Agência RBS

A imagem registrada pelo repórter fotográfico Diorgenes Pandini, da Agência RBS, publicada no “Diário Catarinense”, na qual aparecem os últimos três ônibus (dois micros e um urbano) que puderam ser entregues pela Busscar dá uma forma fotográfica às palavras do juiz Maurício Povoas, da Quinta Vara Cível de Justiça de Joinville, que considerou a administração da família Nielson nos últimos anos da Busscar “uma balbúrdia”.

A empresa, que chegou a ser por muitos anos uma das maiores encarroçadoras de ônibus do País, com volume anual de produção de quase 6 mil unidades e com cerca de 5 mil funcionários, após 66 anos de atividades (foi fundada em 17 de setembro de 1946) teve seus principais acessos lacrados.

A Busscar parou. Aquela Busscar, que começou Nielson, acabou. Mesmo havendo possibilidade de ressurgimento e de recursos por parte da família Nielson, a falência foi decretada. Algo que a justiça, trabalhadores e boa parte dos credores tentaram evitar.

De acordo com o dicionário, entre outras definições, “balbúrdia”, termo usado pelo juiz, quer dizer desorganização. E é justamente colocar ordem nas coisas que será a primeira atitude de Rainoldo Uessler, do Instituto do mesmo nome, que foi nomeado administrador responsável pelo processo de falência.


Sua equipe vai levantar e corrigir os débitos a receber credor por credor, desde o funcionário que individualmente tem o menor valor até as instituições financeiras que têm grandes recursos. Estima-se que a dívida da Busscar chegue a R$ 1,3 bilhão. Deste total, R$ 500 milhões em impostos e R$ 800 milhões para bancos, fornecedores, ex sócios (os tios de Cláudio Nielson). Mas Rainoldo quer os números atualizados agora.

Além disso, o administrador judicial da falência quer saber quanto vale de fato a Busscar: galpões, equipamentos, propriedades, plantas, etc. Até isso ser concluído, o que deve demorar, um eventual leilão de interessados pela empresa não pode acontecer. Encarroçadoras de destaque do mercado, como a Caio e a Marcopolo, já sinalizaram participação em eventual leilão. Após a venda dos bens, da empresa e dos patrimônios serão realizados os pagamentos.

PRIORIDADES:
1º LUGAR - A prioridade será dada à classe dos trabalhadores, cuja maioria, com procurações da empresa, também aprovou ao Plano de Recuperação na Assembléia Geral dos Credores realizada na terça-feira dia 25 de setembro. Os trabalhadores que seguiram o entendimento do Sindmecânicos – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Oficinas Mecânicas de Joinville e Região votaram contra o Plano. Os trabalhadores, independentemente se votaram a favor ou não, que têm cada até 15 salários-mínimos para receber serão os primeiros na ordem de pagamento.
2º LUGAR - Paralelamente, os bancos também vão receber com a venda ou devolução dos equipamentos que financiaram. Foi a classe dos Bancos que reprovou o Plano de Recuperação Judicial da Busscar. É dos bancos a maior parte do dinheiro a receber da fábrica de carrocerias.
3º LUGAR - Os valores devidos em forma de impostos sempre foram informados de maneira duvidosa, de acordo com a Justiça. As interpretações e tabelas apresentadas pela Busscar variavam de acordo com o interesse do momento. Após o pagamento de parte dos débitos trabalhistas e dos bancos, será a vez de os poderes públicos receberem de forma corrigida.
4 º LUGAR - Os tios de Cláudio Roberto Nielson e Fábio Luís Nielson, que representam a classe quitográfica e que aprovaram o Plano de Recuperação da Busscar, não serão prioridade na ordem dos pagamentos dos débitos. Será a última classe a receber os pagamentos da massa falida da Busscar.

DINHEIRO INSUFICIENTE:
Esta ordem de pagamento vai respeitar os recursos disponíveis. As dívidas da Busscar superam o patrimônio. Assim, isso será levado em conta no leilão da massa falida, o que vai depreciar o valor da empresa.

EMPRESAS:
Outras empresas do Grupo da Busscar também fazem parte do processo de falência, mas terão tratamentos diferentes umas das outras. A Busscar Ônibus S.A. encarroçadora), Busscar Investimentos e Empreendimentos Ltda, Busscar Comércio Exterior S.A., Lambda Participações e Empreendimentos S.A., Nienpal Empreendimentos e Participações Ltda foram lacradas.

Até a finalização do processo de falência, para o qual cabe recurso, estas empresas não podem realizar nenhum negócio, produção ou venda de ônibus. A Tecnofibras vai ser vendida também. A intenção é vendê-la como empresa saudável para melhor capitalizar a massa e pagar os credores. Mas o desempenho da Tecnofibras, empresa de materiais e peças de fibra de vidro e plástico, vai ser fiscalizado de forma rigorosa pelo administrador Rainoldo Uessler.

A Climabuss vai ser analisada por 30 dias. Após este prazo, será feito um relatório sobre se a empresa é ou não viável para continuar funcionando.

BUSSCAR:
A Busscar disse, em nota, que acata e respeita a decisão da Justiça e fará de tudo para colaborar, mas que estuda formas jurídicas para possíveis recursos.

OPORTUNIDADES:
Quem vê o Plano de Recuperação Judicial como a única oportunidade para a Busscar ter evitado a falência precisa saber que a apresentação do plano foi uma das chances. A crise da Busscar começou em 2008. Segundo a empresa, foi reflexo da crise econômica que restringiu o crédito em todo o mundo. Parte do mercado fala que a empresa ainda estava fragilizada de uma crise anterior, entre 2001 e 2004, atribuída pela companhia às variações na política cambial.

Esta fragilidade seria advinda de erros administrativos e após o agravamento da crise, em 2010, as negociações sempre foram marcadas por dificuldades. A Busscar disse, ao longo do tempo, que sempre esteve disposta a negociar. Mas parte dos credores acusa a família Nielson de ser inflexível.

Empresários de diversos setores, em especial de transportes, mostraram interesse na empresa, mas a diretoria achou que os negócios apresentados não eram bons e não quis abrir a fábrica para outros sócios.
Antes mesmo de o Plano de Recuperação ser iniciado, em 31 de outubro de 2011, o juiz Maurício Povoas foi pressionado para atender às pressões em relação à falência ou intervenção.

Mas o magistrado segurou a pressão e deu oportunidade do plano ter sido apresentado da forma como a empresa achasse melhor. Foram três datas de Assembleia Geral de Credores: 22 de maio, 07 de agosto e em 25 de setembro.

Em todas elas, era indicado que o Plano não receberia aprovação total. Mas nas duas primeiras datas, diante de manifestações, confusões, apresentações de novas propostas, Mauricio Povoas postergava as decisões, abrindo novas oportunidades para a empresa.

Com a classe quitográfica, os entendimentos foram mais fáceis. Os ex sócios, tios dos atuais diretores, entraram em consenso na reta final. Em relação aos trabalhadores, a maioria apoiava a Busscar, mas não era unanimidade. Boa parte das procurações favoráveis era de funcionários da Tecnofibras, com débitos menores e menos descontentes.

A classe Garantia Real, dos bancos e demais instituições financeiras, também se abriu às negociações. E houve conversa. “Mas depois de tantos desencontros de números e propostas, faltou credibilidade” – disse ao Blog Ponto de Ônibus um interlocutor do Santander.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Blog Ponto de Ônibus

O Ônibus do Ano 2013

Citaro é o Ônibus do ano de 2013, segundo júri internacional. Modelo incorpora várias tecnologias para conseguir as metas mais rígidas de redução de emissão de poluentes previstas no Euro VI.

Créditos: Adamo Bazani/Blog Ponto de Ônibus

Um júri internacional elegeu o Citaro, modelo mundial de ônibus da Mercedes Benz, como o Ônibus do Ano de 2013.  A premiação levou em conta diversos fatores, como desempenho, economia, redução de emissão de poluentes, design e conforto.

O Citaro já atende às novas normas de redução de emissão de poluentes da Europa Euro VI que são bem mais rigorosas que as normas Euro V, as quais o Brasil começou a ter como referência este ano. No Brasil, há duas opções de tecnologia para seguir os limites de emissão de poluentes: a redução catalítica seletiva, que usa no sistema de escape um fluido a base de uréia, e a de recirculação de gases.

A Europa tem adotado mais de uma tecnologia ao mesmo tempo nos modelos para conseguir atender às novas exigências. Com o Citaro não foi diferente. Ele usa o ARLA 32, que é o fluido injetado no sistema de redução catalítica seletiva, a recirculação de gases, e outros itens como um filtro de particulado de loop. Assim também fazem parte do conjunto, um conversor catalítico de oxidação e um sistema de recirculação de gás de escapamento.

O ônibus venceu na votação até mesmo de modelos elétricos híbridos. Os motores do Citaro podem ser OM 936, de 7,7 litros e OM 470 de 10,7 litros.

SISTEMA APROVEITA ENERGIA:
Outro destaque no Citaro é que o ônibus é dotado de um sistema que consegue gerar energia. Segundo a Mercedes Benz, há um módulo de recuperação de 24 volts, no qual a energia produzida sem qualquer despesa pelo alternador, durante fases de sobrecarga, é armazenada em capacitores com camada dupla, conhecidos como supercaps, que o ônibus pode, então, utilizar como fonte adicional de energia, durante a fase de aceleração.

Adequações na carroceria também ajudam a reduzir o consumo. A economia de combustível, segundo a montadora alemã, pode chegar até 5%. O design, modernizado, também foi outro fator que contribuiu para o Citaro ser o Ônibus do Ano de 2013.

A carroceria é 30 milímetros mais longa. Por dentro, um sistema de iluminação com led, logo nas portas, também deixa o ambiente mais agradável. Quanto à segurança, o ônibus possui materiais mais leves e resistentes, além de uma área de “sobrevivência”, que aumenta a segurança do motorista em seu habitáculo maior, principalmente em caso de tombamento.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Blog Ponto de Ônibus