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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Em dia de paralisação, Grande Recife amanhece sem ônibus

Motoristas e cobradores paralisaram as atividades, na Região Metropolitana do Recife, na manhã desta sexta-feira (29), deixando a capital e as cidades vizinhas quase sem ônibus. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, toda a categoria está de braços cruzados. A mobilização deverá continuar o dia inteiro, só retomando as atividades às 23h30, quando saem os bacuraus.

Pelo Twitter, passageiros reclamavam que nenhum ônibus circulava em Rio Doce, em Olinda, e Jardim Maranguape, em Paulista, desde as 6h. Já eram 7h. Pessoas também saíram de outros municípios até o Centro do Recife e não viram veículos nas principais vias da capital.

Terminal de Igarassu amanheceu sem ônibus. Créditos: Samuel Junior/Whatsapp

Apenas táxis e motos trafegavam em avenidas como a Conde da Boa Vista, no Centro, um dos principais corredores. Em uma hora, só um ônibus da empresa Transcol passou. Não foram vistos ônibus de linha na Avenida Agamenon Magalhães, Mascarenhas de Moraes e Rui Barbosa, por exemplo.

Terminais estão vazios. Há relatos de que a situação se repete no Cais de Santa Rita e em Joana Bezerra, no Centro; Tancredo Neves, na Zona Sul do Recife; na Macaxeira, na Zona Norte; além de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, e Camaragibe. Passageiros chegavam de metrô, que funcionou no horário de pico, mas não conseguiam pegar ônibus.

Há muitos táxis nas vias esta manhã. Além disso, recifenses oferecem carona a quem está nas paradas. No entanto, veículos clandestinos, entre eles ônibus de turismo e mototáxis, se aproveitam e oferecem transporte aos passageiros, que lotam as paradas.

METRÔ - As estações de metrô do Recife começaram a funcionar às 5h e seguirão em atividade até às 9h. De acordo com o diretor de comunicação do Sindicato dos Metroviários, Levi Arruda, toda a categoria está parada e os trens estão sendo operados por supervisores. "É uma temeridade porque este não é um pessoal que está habituado a andar com o trem no dia a dia", reclamou.

Entretanto, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que são os supervisores quem treinam os metroviários, por isto têm capacidade de operar os trens com segurança. Às 9h, as estações serão fechadas e só pegará o trem quem já estiver dentro.

As linhas só voltam a funcionar às 16h, e seguem até 20h. O metrô não funcionará das 20h às 23h. As categorias de transporte público do Grande Recife aderiram ao Dia Nacional de Paralisação contra o projeto de lei 4.330, que trata das terceirizações. Além de rodoviários e metroviários, param hoje servidores públicos, metalúrgicos, químicos, petroleiros, entre outros.

Grande Recife vai acionar Ministério Público contra paralisação

O Grande Recife Consórcio de Transporte afirmou, na manhã desta sexta-feira (29), que acionará o Ministério Público do Trabalho (MPT) devido à paralisação de motoristas e cobradores desde as 4h30. Raros ônibus circulam na Região Metropolitana do Recife.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, o órgão estadual afirma que a paralisação não teve aviso prévio. "A legislação vigente obriga que, em casos de greve, seja disponibilizado 30% da frota de ônibus para a população da RMR", diz o texto.

Os profissionais protestam contra o projeto de lei 4330. A proposta está em votação no Senado e prevê a ampliação da terceirização. As medidas provisórias 664 e 665, responsáveis pela regulamentação do acesso aos benefícios previdenciários, abono salarial e seguro desemprego, também são alvo. À tarde, farão um protesto saindo da Avenida Cruz Cabugá, no Centro.

NE10

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Dia começa com menos trens e estações cheias no Metrô do Recife

Créditos: Comuniq

Passageiros da Linha Sul do Metrô do Recife encontraram estações cheias na manhã desta quarta-feira (20). O problema é rotineiro, mas uma falha técnica ocorrida por volta das 5h provocou uma redução no número de trens até as 6h10. Com isso, houve um aumento na demanda.

De acordo com a assessoria de imprensa da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o defeito foi em uma máquina de chave, o que não permitiu injetar todos os nove trens que circulam no horário de pico na linha.

Sete trens atenderam aos passageiros por uma hora. Cada um transporta, em média, 1,2 mil pessoas por viagem, gerando uma defasagem de milhares de passageiros.

A Linha Sul leva aproximadamente 40% da demanda de todo o dia apenas das 6h às 8h, o que equivale a cerca de 60 mil pessoas. Além disso, nas terças, quartas e quintas-feiras tem um crescimento de 10% da demanda, um aumento de 10 mil pessoas no horário de pico.

A CBTU reconhece que a superlotação é um problema comum no metrô. "Plataforma cheia é normal nesse horário", afirmou o assessor de imprensa da Companhia, Salvino Gomes.

NE 10

domingo, 17 de maio de 2015

Os gargalos do transporte público

Créditos: Guto de Castro/Maxi Ônibus Olinda

Dois milhões de passageiros diariamente, três mil ônibus circulando nas ruas e um problema que parece distante de ser solucionado. Para, além do desrespeito marcado por filas intermináveis e coletivos sempre superlotados, a má qualidade na prestação do serviço de transporte na RMR enfrenta outros gargalos, como a malha viária repleta de obras inacabadas, a falta de planejamento e um trânsito engarrafado. O atual formato de integração, adotado no Estado há 30 anos, é outro problema. O alívio no bolso ao se deslocar pagando uma única tarifa já não se apresenta como solução, mas sim como risco e perda de tempo para quem precisa do transporte público.

O percurso antes executado em um único veículo, apanhado na porta de casa, agora chega a ser feito por três, em uma verdadeira maratona de embarques e desembarques. Para especialistas, há, ainda, a falta de engenharia de tráfego, já que mesmo sendo maior que a de outras praças, a frota da Capital não atende à demanda. Somado a todos esses entraves, outro agravante: motoristas que encaram jornadas de trabalho de até 12 horas e suportam os congestionamentos em ônibus sem ar-condicionado e em meio às queixas dos usuários. “Hoje sentimos as consequências de um sistema carente, implantado em uma época em que não havia ferramentas para conhecer de perto as necessidades dos usuários”, explica o consultor em mobilidade, professor da UFPE, César Cavalcanti.


Segundo ele, comparado a outras regiões metropolitanas do País, como a de Curitiba (com 1,9 mil veículos e 2,2 milhões de usuários diários), o quantitativo de ônibus em operação na RMR poderia ser visto como satisfatório. “O formato de integração aberta, esquecido por aqui, é utilizado na maioria dos municípios com mais de 100 mil habitantes. É uma ferramenta que evita transtornos e não necessita de altos investimentos”, defendeu. O Grande Recife conta com 19 terminais integrados em funcionamento, estando ainda cinco em construção e mais dois em processos de reforma ou ampliação. O sistema temporal, em testes há mais de um ano, prevê que o passageiro possa se deslocar em um prazo de duas horas, embarcando e desembarcando ao longo do percurso. Detalhe: o benefício é desconhecido pela maioria dos usuários. “Das 394 linhas, 74 estão habilitadas para o sistema. Mas não há condições de abrir o processo para a livre escolha do usuário, representaria mais custos que teriam que ser repassados”, afirmou o diretor de operações, André Melibeu. Questionado, ele não forneceu a relação das linhas participantes.

OS TERMINAIS
A Folha percorreu importantes terminais da RMR em horários considerados conturbados, entre as 5h30 e 9h, tornando a visitá-los entre às 17h e 20h. Nos locais, cenas de um filme já conhecido pelos usuários do sistema de ônibus, com o desrespeito se mostrando como palavra de ordem. No Terminal da Macaxeira, na Zona Norte do Recife, por onde circulam 55 mil pessoas todos os dias, a correria é percebida desde a entrada.

“Sempre enfrentamos o mesmo tormento. O tempo de espera é grande e com isso as filas parecem não ter fim”, disse a auxiliar de cozinha Monica Nascimento, 46 anos. Nos pontos de embarque, o fator segurança parece ser deixado de lado, com passageiros amontoados nas portas, que seguem entreabertas após a partida do veículo. “Já fui empurrado e cai no chão”, contou o vendedor Hugo Santana, 41.

Comportando dez linhas, o Terminal do Barro também amarga falhas estruturais, com muitas reclamações dos usuários. “Hoje sou obrigado a sair muito mais cedo de casa para conseguir chegar a tempo. É uma perda na qualidade de vida”, reclamou o técnico em laboratório Elias Souza, 61. A situação é confirmada pela dona de casa Meury Silva, 57. “Já cheguei a passar 50 minutos esperando ônibus”, disse. Passando para o Terminal da PE-15, em Olinda, considerado o mais antigo em operação, a doméstica Maria José, 54, conta um pouco do drama enfrentado na região. “Antes eu precisava pegar um único ônibus para chegar ao trabalho. Agora são três, todos lotados. A vontade é de desistir”, criticou.

No Joana Bezerra, que além das dez linhas também abraça o sistema de metrô, a situação pode ser compreendida como amais precária, incluindo a falta de abrigo nos dias de chuva. “A volta para casa é sempre complicada. A gente já fica pensando no dia seguinte”, revela o pintor Asidezio Francisco, 55, que mora no Jordão e também precisa embarcar em três coletivos. Grávida de cinco meses, a auxiliar administrativa Regina Gonçalves, 26, divide as dificuldades também encaradas por idosos e portadores de dificuldades de locomoção. “Não há respeito nem mesmo para disputar as cadeiras reservadas. E os fiscais não são vistos”, disse.

FISCALIZAÇÃO
Os problemas encontrados diariamente nas ruas são alvos de constantes reclamações dos usuários que apontam a ausência de uma fiscalização ostensiva para as irregularidades. A Federação dos Usuários de Ônibus de Pernambuco assinala que as arrancadas bruscas, a queima de paradas e o desrespeito na prestação do serviço tornaram-se comuns. “Os cidadãos procuram a central de atendimento ou mesmo a ouvidoria do Grande Recife e não recebem qualquer retorno. A sensação que fica é de que nada é executado. A maioria já acha uma perda de tempo”, explica a presidente Renilda Acioli, que também aponta a falta de vistoria diária nos terminais e corredores de grande circulação.


De acordo com o Grande Recife Consórcio de Transporte, a Central de Atendimento ao Cliente recebe uma média de 270 ligações diárias, entre denúncias, reclamações e esclarecimentos. Conforme o órgão, o serviço recebeu 3.842 reclamações de janeiro até a última quinta-feira. O Consórcio reforçou que, a partir das informações recolhidas, é gerado um número de protocolo. Os dados são encaminhados para o setor responsável ou diretamente para a empresa, que tem um prazo de dez dias úteis para responder a demanda. O passo seguinte, informou o Consórcio, é o contato com o usuário para um posicionamento.

Para o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco, Benilson Custódio, as falhas no sistema de transporte público são frutos de erros que se repetem. “As linhas não são organizadas como deveriam, com as saídas dos terminais em horários desregrados, sem considerar a demanda do turno e a distinção de ônibus comuns e articulados, capazes de transportar muito mais passageiros”, explica, reforçando a falta de políticas de valorização aos profissionais, que enfrentam longas jornadas e recebem baixos salários.

MALHA VIÁRIA
Com obras sofrendo um ciclo de atrasos há mais de dois anos, importantes corredores como as avenidas Conde da Boa Vista e Caxangá, no Recife, assim como a PE-15 e Pan-Nordestina, em Olinda, ainda estão inacabados, bloqueando caminhos por onde passam mais de 300 mil pessoas. A disputa de espaço entre BRTs e carros de passeio é constante.

Para o engenheiro Germano Travassos, trata-se de imbróglios que não podem ser desconsiderados. “O rendimento da frota não pode mais ser medido apenas pela quantidade de ônibus, mas pela velocidade que eles conseguem operar. Assistimos a um entrave quanto à produtividade ao pensar nos congestionamentos e trajetos feitos com velocidade abaixo de 15 km/h”, alerta. A defesa perpassa pela criação de mais corredores exclusivos para ônibus, segregados por canteiros ou ainda marcados por sinalizações horizontais. “Sem fiscalização, essas vias não são respeitadas e assim não temos qualquer avanço”, acrescentou Travassos.

O processo de licitação para as empresas operadoras de ônibus, promovido em 2014 e dividido em sete lotes, ainda cumpre etapas burocráticas, como assinaturas de contratos, não havendo um cronograma definido. De acordo com o Grande Recife Consórcio de Transporte, cerca de 700 novos veículos seriam necessários para uma renovação consistente na frota.

“O problema não está na quantidade de veículos nas ruas, mas na velocidade do sistema. Efetuamos alterações constantes na programação no sentido de atender essas demandas. Mas, em alguns momentos do dia, os ônibus que deixam as garagens ou os terminais não voltam em tempo hábil. Os intervalos maiores para o embarque e o público acentuado são inevitáveis”, minimizou o diretor de operações André Melibeu.

PLANEJAMENTO
Para qualquer projeto de melhoria no sistema de transporte público da Região Metropolitana do Recife, apontam especialistas, é fundamental o conhecimento da atual realidade da demanda viária. Fatores como os novos polos de trafego, vias que tiveram a circulação ampliada e as rotas hoje adotadas por ciclistas integram a lista a ser considerada. Contrariando essas necessidades, estudos desse porte na RMR não registram avanços há quase duas décadas.


A última pesquisa de origem/destino na Região Metropolitana do Recife foi executada em 1997, quando foram coletados dados para servir de base para investimentos na área de transportes. A realidade da época era de menos de 500 mil veículos emplacados. Um número três vezes menor que o atual demais de 1,2 milhão. De acordo com último censo, a população, hoje de 3,6 milhões, também teve um salto de cerca de 700 mil pessoas. 


“O tempo passou, as cidades mudaram e o perfil dos indivíduos também. Essas informações seriam fundamentais para o planejamento das ações atuais e futuras. As novas linhas de ônibus, por exemplo, acabam surgindo a partir de ofícios, interesses políticos ou reivindicações de comunidades, sem um estudo dedicado que aponte as suas reais necessidades”, explicou o consultor em mobilidade Carlos Augusto Elias. De acordo com a Secretaria Estadual das Cidades, o processo licitatório para a contratação da empresa que produzirá a pesquisa deve ter início até o fim deste ano.


Segundo o Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco, a instalação de terminais muito próximos aos bairros é um fator que não colabora. “Varias linhas diretas foram destituídas e o cidadão se viu obrigado a desembarcar em poucos minutos, perdendo seus assentos e enfrentando filas”, afirmou o presidente Benilson Custódio. Segundo ele, o quantitativo apresentado de três mil ônibus circulando não considera que em torno de 25% ficam fora das ruas por problemas mecânicos.

Folha de Pernambuco

terça-feira, 5 de maio de 2015

Em dia de final, 10 dos 14 ônibus de uma linha são depredados no Recife

Créditos: TV Globo/Reprodução

O domingo (3) foi de final do Campeonato Pernambucano, consagrando o Santa Cruz como time vencedor. O dia foi também de depredação. Dos 14 ônibus que faziam a linha PE-15 / Afogados, dez foram danificados, o que acabou fazendo com que a linha ficasse sem circular por 40 minutos depois do jogo, de acordo com a empresa Caxangá.

Dados do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana) apontam que 67 ônibus foram depredados no último domingo, após a partida ocorrida no Estádio do Arruda. Foram contabilizadas 143 avarias nos veículos, entre janelas quebradas, alavancas de emergência arrancadas, entre outras.

Os vândalos usaram inclusive pedras contra os ônibus. De acordo com motoristas e cobradores que trabalharam no dia da final, as cenas de vandalismo se repetiram antes, durante e depois da partida entre Santa Cruz e Salgueiro. Somente na empresa Caxangá, foram 31 ônibus depredados no domingo.

Alguns coletivos sequer deixaram a garagem da companhia nesta segunda-feira (4). Os prejuízos vão de janelas arrancadas e portas empenadas. “O maior porejuízo foram com parabrisas e janelas. O que chamou mais atenção é que não foi um clássico, foi um jogo com a torcida vencedora e ainda assim tivemos depredações”, explica o gerente de operações da Caxangá.

O motorista Amilcar Rigueira trabalha há seis anos dirigindo ônibus no Grande Recife. As cenas que ele viu durante o turno que trabalhou no domingo só fizeram aumentar o sentimento de insegurança. "A gente tem medo. Torcedores vêm bêbados, ameaçando, desrespeitando, pulando catraca, assaltando", recorda o motorista.

G1 PE

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Pedestres sem vez na Avenida Cruz Cabugá, corredor do BRT no Recife

Creditos: Guilherme Veríssimo/Diário de Pernambuco


Ser pedestre na Avenida Cruz Cabugá não exige apenas disposição para superar a ausência de passeios seguros, mas também um pouco de sorte. Até mesmo para quem não vai atravessar a via de um lado para outro, mas deseja apenas caminhar no sentido do fluxo.

Um trecho complicado para quem anda a pé fica entre a Avenida Norte e a Rua Araripina, entre três quarteirões e quase um quilômetro de extensão. A opção de acessibilidade é zero e os pedestres enfrentam riscos por serem obrigados a caminhar na pista em um dos principais corredores de tráfego da Zona Norte e por onde passa o corredor Norte/Sul.

Há pelo menos duas situações que são emblemáticas e que tiveram ações diretas do poder público para resolver questões pontuais sem levar em conta as necessidades de deslocamento do pedestre. Em um dos pontos, nas imediações faixa de pedestre da estação do BRT na esquina da Rua Araripina, em um dos lados não existe calçada e o percurso é feito entre um trecho de areia da obra inacabada da Secretaria das Cidades, ou pela pista mesmo.

De acordo com o secretário executivo da pasta, Gustavo Gurgel , a calçada que falta será feita entre o fim de maio e começo de junho. “Teremos a calçada pronta quando a estação começar a funcionar”, afirmou. Até lá, fica como está. Para quem continua o percurso no sentido da Avenida Norte, ou faz o caminho inverso, irá se deparar também com outra situação. Dessa vez, entre a Rua 24 de agosto e a Avenida Norte, cujo quarteirão teve toda a calçada interditada em razão de risco de desabamento de uma marquise.

A ação foi feita por recomendação da Defesa Civil do município. Em nota, a Secretaria de Controle Urbano e Mobilidade justifica a interdição para evitar risco para pedestre. Só não oferece alternativa de separar parte da pista para quem faz a caminhada seguindo a sua linha de desejo.“É bastante complicado andar por aqui. A gente tem que olhar se vem carro e dar uma carreira para não ser atropelado”, Berenice Pereira, 30 anos, operadora de telemarketing

Sem opção, o pedestre se arrisca entre os veículos. E para piorar o trecho interditado da marquise é uma parada de ônibus e os usuários são obrigados a seguir pela pista. “A gente pode se livrar da marquise, mas pode ser atropelado por um ônibus”, criticou a supervisora Michele Silva, 24 anos. Ainda segundo a assessoria, o pedestre tem a opção de atravessar para o outro lado da pista e seguir pela calçada oposta. Simples assim.

Saiba Mais
Perfil da Avenida Cruz Cabugá
- 22 mil veiculos circulam pela via
- 240 mil pessoas transportadas
- 58 linhas passam pela via
- 6 estações de BRT do corredor Norte/Sul
- 4  estações de BRT estão em operação

Fonte: CTTU e Grande Recife

Blog Mobilidade Urbana

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Manifestação de vigilantes paralisa o funcionamento da linha Centro do Metrô

Créditos: Tiago Rodrigues/ComuniQ


Vigilantes terceirizados da empresa BBC Segurança que atuam no Metrô do Recife realizaram uma manifestação na linha férrea de uma das estações da linha Centro no começo da tarde desta segunda-feira (2). Por conta disso, a energia de toda a linha Centro (que comporta os ramais de Camaragibe e Jaboatão) foi cortada por cerca de 50 minutos afetando o funcionamento dos trens. De acordo com a assessoria de imprensa da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o funcionamento foi normalizado por volta das 12h20.

Cerca de 50 trabalhadores foram ao local com cartazes e faixas para reivindicar o pagamento das férias que estão atrasadas desde o mês de outubro, além do ticket alimentação, que eles afirmam não receber há quatro meses. Grupo também bloqueou a Rua Cosme Viana, no bairro de Afogados, Zona Oeste do Recife.

A assessoria da CBTU informou ainda que o contrato com a empresa de vigilância está em dia. Uma comissão de trabalhadores se reunirá com a diretoria da empresa para discutir uma possível solução. A empresa presta serviço para órgãos como o Detran, Grande Recife Consórcio de Transporte e Metrô do Recife.

Confira a íntegra da nota enviada pela CBTU:
Quanto ao movimento de invasão a via permanente do Metrô, informamos que o contrato entre a CBTU e BBC estão com seus pagamentos em dia. Informamos ainda, que a Superintendência convocou o proprietário da BBC para reunião, com objetivo de sanar qualquer pendência entre  a prestadora e seus funcionários, já que a CBTU encontra-se em dia com suas obrigações financeiras e contratuais junto a contratada.

JC Online

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Estações de metrô Camaragibe e Cosme e Damião ainda sem previsão de voltar a funcionar

Créditos: JC Imagem/Acervo


Mesmo com o trabalho ininterrupto das equipes do Metrorec, as estações de Cosme e Damião e Camaragibe continuam sem operar. Um problema na rede elétrica da Região Metropolitana do Recife chegou a afetar os dois ramais do metrô, mas aos poucos a situação foi se restabelecendo. Segundo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), cerca de 50 mil pessoas foram prejudicadas. A Companhia não soube prever quando o funcionamento voltaria ao normal.

No sábado pela manhã as estações Alto Céu, Curado e Rodoviária tiveram o funcionamento restabelecido, faltando apenas Cosme Damião e Camaragibe. Por conta disso, a recomendação para quem precisa ir até Camaragibe permanece a mesma: descer na estação de Barro e pegar um ônibus até Camaragibe.

Neste domingo, para chegar ao Centro do Recife, os passageiros da Zona Oeste tiveram que usar o BRT, mas como no domingo o modal reduz a quantidade de viagens, os ônibus chegaram ao destino completamente lotados.

O problema teve início na noite da última quarta-feira (17), quando duas subestações da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) entraram em curto-circuito, provocando um apagão em várias áreas da RMR. Na quinta-feira (18) pela manhã, cerca de 400 mil usuários de metrô dos ramais Sul e Centro.

De acordo com a CBTU, a linha Camaragibe foi a mais afetada. "Um cabo da Chesf caiu sobre a rede de alimentação da linha Camaragibe e tivemos curto-circuito e equipamentos danificados. A equipe de manutenção está no local para mensurar o tamanho do estrago e nós ainda não temos previsão para a linha Camaragibe", disse o assessor da Metrorec, Salvino Gomes, assim que ocorreu o acidente.

JC Online

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Ramal Camaragibe do metrô ainda sem funcionar

Créditos: @david_pfc/Twitter


Mesmo após mais de 24 horas do incidente que deixou a Região Metropolitana do Recife e algumas cidades do interior de Pernambuco sem energia, o funcionamento do metrô do Recife, que foi afetado pela queda, ainda não voltou completamente ao normal na manhã desta sexta-feira (19).

O ramal Camaragibe integra a linha Centro e possúi quatro estações (Alto do Céu, Curado, Rodoviária e Camaragibe) e atende cerca de 50 mil pessoas por dia. O ramal foi afetado com um curto circuito na estação Camaragibe, após um cabo de 230 mil volts cair sobre a via, e amanheceu ainda sem operar e sem previsão para volta.

O funcionamento de todas as linhas do metrô foi prejudicado pelo ocorrido nessa quinta-feira (18), mas, ainda na manhã da quinta, boa parte das estações voltaram a operar normalmente. Nesta manhã, em todas as estações da linha Sul e do ramal Jaboatão da linha Centro, os avisos de que não havia previsão para o retorno do funcionamento do metrô em Camaragibe era emitido.


Por causa da falta do metrô em Camaragibe, as filas da integração e dos BRTs estavam maiores do que o normal na manhã desta sexta: através do ComuniQ, o internauta Tiago Rodrigues denunciou a falta de um planejamento emergencial para auxiliar os passageiros da estação Camaragibe, que se acumulavam nas filas à espera dos coletivos.

O esquema especial de ônibus montado na manhã dessa quinta-feira, porém, está mantido pelo Consórcio Grande Recife. Segundo o Consórcio mesmo com o reforço de quinze ônibus em três linhas importantes do Terminal Integrado Camaragibe e a fiscalização reforçada de terminais como Camaragibe e Barro e de estações de BRT, a demanda de ônibus não consegue suprir a falta de metrô, que chega a transportar 1,2 mil passageiros em um único trem.

Segundo o assessor de imprensa da Metrorec, Salvino Gomes, equipes técnicas da empresa repararam, primeiramente, a parte física da estação (como os cabos e outras estruturas externas), e agora reparam os equipamentos tecnológicos de sinalização, que também foram danificados pela queda da energia. Salvino afirmou, ainda, que o reparo dos equipamentos precisa ser meticuloso para não oferecer riscos à população e que não há previsão para o retorno do metrô.

APAGÃO - O problema nas ligações da Chesf causou um apagão na Região Metropolitana do Recife (RMR) e alguns municípios da Zona da Mata e Agreste do Estado. A energia faltou devido a curtos circuitos que ocorreram em dois pontos diferentes de uma linha de alta tensão da Chesf, próximo às subestações de Joiram, no Curado, e a do Bongi, localizada perto da sede da Chesf. Os curtos circuitos fizeram a linha de alta tensão da Chesf cair em cima da rede de distribuição da Celpe, o que provocou o clarão visto quando ocorreu a falta de energia numa grande parte do Recife.

NE 10

domingo, 7 de setembro de 2014

Sem corredor segregado, BRTs brigam por espaço nas ruas do Grande Recife

Não estava no script. Ver os BRTs (Bus Rapid Transit) brigando por espaço em seu próprio corredor, não só com ônibus convencionais, mas, principalmente, com o transporte individual, não era previsto ainda em 2010, quando o governador Eduardo Campos começou a pensar em adotar o sistema, criado há 40 anos por Curitiba (PR) e universalizado com o Transmilenio, de Bogotá (Colômbia), em 2000. A falta de planejamento, consistência dos projetos e o atraso escabroso das obras são os responsáveis por deixar o BRT capenga, sem o R de Rapid, rapidez.



Além de incomodar ver os imponentes BRTs espremidos entre coletivos comuns e carros, a disputa por espaço está afetando a operação, reduzindo a velocidade dos veículos entre 50% e 75%. Não era o planejado para o sistema usado e abusado nos discursos governamentais como a solução para a mobilidade da Região Metropolitana do Recife.

O consolo é que a descaracterização dos projetos de BRT não é vista apenas no Via Livre, nome do modelo pernambucano. É praticada, mesmo que pontualmente, em alguns projetos. Não na proporção do Recife, é verdade. Três dos quatro mais recentes sistemas de BRTs criados no Brasil têm trechos não segregados, mas a diferença é que foram corredores totalmente novos, construídos e, não, adaptados ou remendados como o Via Livre.


O mais antigo, o TransOeste, no Rio de Janeiro, inaugurado em 2011, possui oito dos 56 Km de extensão em tráfego misto; o MOVE de Belo Horizonte, inaugurado em junho, tem 1,8 Km em que os BRTs dividem o espaço com veículos comuns dos 17,4 Km do corredor; e o Expresso DF Sul, de Brasília, possui 8,8 de via mista dos 36,2 Km em operação. Nesse caso, o trecho fica no Eixão, área de preservação histórica, o que impediu a mudança do pavimento para concreto ou qualquer tipo de segregação. Já o TransCarioca, o segundo BRT do Rio de Janeiro, em operação desde junho, não tem nenhum trecho misto nos seus 39 Km. Os quatro projetos tiveram a consultoria de entidades especializadas na implantação do sistema, como a Embarq Brasil e o ITDP Brasil.

Os corredores do Via Livre (Leste-Oeste, ligando Camaragibe ao Centro do Recife, e o Norte-Sul, entre Igarassu e a capital), além de estar ainda no início da operação, têm grandes extensões de disputa entre BRTs, ônibus comuns e automóveis. Situação potencializada pelo fato de que os corredores foram adaptações do que já existia e, não, uma construção nova. Onde há mais de uma década já existia segregação para os ônibus, ela permaneceu. Em trechos onde não havia prioridade, a promessa do governo é promovê-la, ao menos parcialmente. Hoje, do jeito que está, o Corredor Leste-Oeste possui 6,7 Km de tráfego misto dos 14,6 Km de extensão, e o Corredor Norte-Sul 5,7 Km dos 13 que estão em operação.

Na Avenida Cruz Cabugá, por exemplo, chega a dar pena ver o BRT tendo que abrir espaço para automóveis, mesmo na área das estações. A cena se repete na Avenida Belmino Correia, em Camaragibe, na Avenida Benfica, na Madalena, ou com os ônibus convencionais na Avenida Conde da Boa Vista. “Além de atrasar a viagem em pelo menos 40 minutos, estressa a gente. Temos que ter uma atenção redobrada para não danificar o veículo. É uma pena não termos a via segregada”, reclama Eduardo Gomes, motorista da única linha em operação do Norte-Sul. A falta de segregação provoca, inclusive, danos físicos. A Estação Tacaruna, na Cruz Cabugá, teve o teto externo danificado por uma carreta que passou na área apesar da altura superior à permitida – 3,9 metros.

Teto da estação BRT do Shopping Tacaruna foi danificado por carreta.
Créditos: JC Online/Divulgação


As descaracterizações dos BRTs foram discutidas e criticadas durante o Seminário Nacional 2014 da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transporte de Passageiros), realizado na semana passada em Brasília. “Vivemos uma época em que os sistemas de BRT já evoluíram tanto que ganharam mais um R, de confiabilidade (reliability, em inglês). O passageiro não espera apenas o conforto do veículo e do embarque. Ele quer a confiabilidade do serviço e, no tráfego misto, é impossível o BRT conseguir essa eficiência”, alerta o diretor-presidente da Embarq Brasil e maior garoto-propaganda do BRT no País, Luis Antônio Lindau.




GOVERNO MINIMIZA IMPACTOS
O governo de Pernambuco minimiza o impacto da briga por espaço viário que o BRT Via Livre está travando nas ruas. O presidente do Grande Recife Consórcio de Transporte, Nelson Menezes, pondera que os trechos de tráfego misto são poucos e que não havia como segregar os corredores nessa fase de implantação. Segundo ele, com as obras em execução, o impacto sobre os automóveis e os ônibus comuns seria ainda maior.


“A sociedade e a imprensa já estão promovendo uma enorme grita na Avenida Caxangá, onde o BRT trafega isolado, porque deixamos apenas duas faixas para o tráfego do restante dos veículos. Imagine se fôssemos separar os corredores em vias como a Avenida Cruz Cabugá? Por isso a operação começou sem o isolamento”, argumentou o presidente do GRCT, ponderando que em dezembro os dois corredores de BRT – Leste-Oeste e Norte-Sul – deverão ser totalmente concluídos.

Segundo Nelson Menezes, o tráfego misto tem impactado nos resultados do BRT, mas ainda não é tão prejudicial porque o sistema está em implantação. Mesmo assim, a redução de velocidade é fato: o Corredor Norte-Sul deveria ter velocidade operacional de 24 km/h e está em 16 km/h, enquanto o Leste-Oeste foi projetado para desenvolver, no mínimo, 22 km/h e está em 18 km/h, graças à faixa exclusiva da Avenida Caxangá.

BRT divide espaço com ônibus convencionais na Conde da Boa Vista
Créditos: Michele Souza/JC Imagem

Mas, mesmo em dezembro, prazo final prometido pelo Estado, serão vários os trechos em que os BRTs continuarão trafegando misturados a ônibus e/ou carros. Corredor Norte-Sul: Complexo de Salgadinho, Rua da Aurora, Ponte Princesa Isabel, Praça da República. Corredor Leste-Oeste: Avenida Belmino Correia, Rua Benfica, Derby, Avenidas Conde da Boa Vista e Guararapes.


JC Online

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Audiência entre rodoviário e sindicato do empresários do setor termina sem conciliação

Créditos: Bobby Fabisak/JC Imagem


A audiência de conciliação e instrução a respeito da legalidade das paralisações dos rodoviários realizada na tarde desta terça-feira acabou sem acordo. A reunião no Tribunal Regional do Trabalho 6ª Região contou com representantes do Sindicato dos Rodoviários e do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE). Pela falta de acordo, o vice-presidente do TRT-PE, o desembargador Pedro Paulo Nóbrega, marcou o julgamento do processo para a próxima terça (09), às 10h.

O julgamento contará com 19 desembargadores que deverão decidir se as últimas paralisações de motoristas, cobradores e fiscais de ônibus foram ilegais. Na última sexta-feira (29), Pedro Paulo, em liminar, considerou as manifestações como não abusivas. Porém, o desembargador exigiu que 80% dos ônibus circulassem no horário de pico, de 5h30 às 9h e de 17h às 20h.


Caso ocorra descumprimento da norma, o sindicato dos rodoviários terá que pagar multa de R$ 50 mil por dia. A Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) julga, na próxima sexta-feira, o recurso do Urbana-PE relacionado ao salário e ao auxílio-alimentação.

MOTIVO DA PARALISAÇÃO - A categoria está realizando paralisações por não aceitar a retirada dos 10% de reajuste que tinha conquistado no final do mês de julho. As empresas de ônibus entraram na justiça alegando que não tinham como pagar os 10% e o reajuste acabou caindo para 6%. O mesmo aconteceu com os tíquetes-alimentação. A justiça tinha dado um aumento de 75%, mas a liminar conseguida pelas empresas derruba esse valor. Com isso, o valor cai de R$ 300 para R$ 180.

JC Online

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

TRT exige que 80% dos ônibus circulem em horários de pico durante paralisações



Após mais uma paralisação de motoristas, cobradores e fiscais de ônibus, na manhã desta segunda-feira (29), o Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região concedeu uma liminar em resposta ao pedido de decretação de abusividade do movimento paredista feito pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiro do Estado de Pernambuco (Urbana/PE).


O vice-presidente do TRT, Pedro Paulo Pereira Nóbrega, não considerou os atos abusivos, no entanto, exigiu que durante as paralisações, no horário de pico - de 5h30 às 9h e de 17h às 20h -, 80% dos ônibus circulem. Caso haja descumprimento da norma, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Pernambuco terá que pagar multa de R$ 50 mil por dia. Uma audiência de conciliação, mediada pelo TRT, foi marcada para a próxima terça-feira (02), às 12h.


A decisão judicial considerou os atos de advertência da categoria que acontecem desde a última sexta-feira (22). No pedido de decretação de abusividade do Urbana/PE, os patrões alegaram "mediante piquetes violentos que impediram o acesso daqueles que queriam trabalhar, com o bloqueio ilegal de vias públicas, com desordem, com depredação de bens, com tumulto e com prejuízo para todos, tanto para os empregadores e para o sistema de transporte, como, principalmente, para a sociedade".


No documento, os empresários informam ainda que o movimento promove protestos contra a suspensão do reajuste salarial concedida - e já revogada - pelo ministro Barros Levenhagem, do Tribunal Superior do Trabalho. "Contra uma decisão judicial", declararam.


O julgamento do dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho está marcado para o próximo dia 08.

Diário de Pernambuco

Urbana estuda medidas judiciais para decretar ilegalidade das paralisações dos rodoviários

Créditos: Guto de Castro/Acervo


O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Urbana-PE) estuda medidas judiciais para que seja decretada a ilegalidade das paralisações que vêm sendo realizadas pelos rodoviários desde a semana passada.


O sindicato patronal garantiu que irá cumprir a determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que reconsiderou a decisão que suspendeu o reajuste dos trabalhadores e vai pagar no próximo dia cinco de setembro os vencimentos de motoristas, fiscais e cobradores com o aumento de 10%, aguardando a votação pela Seção de Dissídios Coletivos do TST, prevista para o próximo dia oito de setembro.  


A categoria, no entanto permanece insatisfeita, uma vez que o efeito suspensivo relativo ao vale-alimentação, diárias, auxílio-funeral e indenização por morte ou invalidez foi mantido, restringindo o reajuste a 6%. Os pisos com valores de R$ 1.765,50 para motoristas, R$ 1.141,69 para fiscais despachantes e R$ 812,13 para os cobradores estão mantidos.

Nesta sexta-feira, depois de encerrar a terceira paralisação de advertência realizada em uma semana, o Sindicato dos Rodoviários informou que não haverá mais atividades de mobilização no dia de hoje. Os trabalhadores, que cruzuramos braços das 4h às 8h, negaram a realização de uma passeata esta tarde.


A categoria também assegurou que irá trabalhar normalmente durante todo o dia, garantindo a volta para casa e também por todo o final de semana. A mobilização realizada no início da manhã transcorreu de forma pacífica, sem protestos, tumultos ou incidentes. Após as 8h, os motoristas voltaram ao trabalho, como acertado em assembleia.
 Diário de Pernambuco

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Rodoviários reafirmam paralisação somente durante a manhã desta sexta



Em novas assembleias, na tarde desta quinta-feira (28), os motoristas, cobradores e fiscais de ônibus da Região Metropolitana do Recife decidiram manter a paralisação desta sexta (29) somente no período da manhã, das 4h às 8h. Após o término do ato de advertência, os servidores retomarão as atividades normalmente. A decisão foi tomada por unanimidade após três reuniões dos servidores.


Além disso, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Pernambuco também garantiu que não haverá paralisação no fim de semana.


Somente na tarde desta quinta, duas assembleias dos rodoviários aconteceram para que os trabalhadores votassem sobre a paralisação. Na sede do sindicato, na Rua Araripina, no bairro de Santo Amaro, sob a coordenação do presidente do sindicato, Benilson Custódio, os rodoviários optaram por cruzar os braços das 4h às 8h.


No mesmo bairro, na Rua Coelho Leite, presidida pelo candidato a deputado estadual Aldo Lima, outra assembleia ainda sugeriu nova parada na segunda-feira (01), mas os motoristas, cobradores e fiscais preferiram parar apenas na sexta, no mesmo horário. Ainda pela manhã, outra assembleia da categoria também decidiu, por unanimidade, pela paralisação das 4h às 8h.


Na terça-feira passada, o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Barros Levenhagen reconsiderou a decisão que suspendeu o reajuste de 10% para motoristas, fiscais e cobradores. Mas a categoria permanece insatisfeita, uma vez que o efeito suspensivo relativo ao vale-alimentação, diárias, auxílio-funeral e indenização por morte ou invalidez foi mantido, restringindo o reajuste a 6%. Os pisos com valores de R$ 1.765,50 para motoristas, R$ 1.141,69 para fiscais despachantes e R$ 812,13 para os cobradores estão mantidos até a votação pela Seção de Dissídios Coletivos do TST, que deve acontecer no próximo dia oito de setembro.

Diário de Pernambuco

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Rodoviários paralisam atividades nesta manhã e ônibus são incendiados no Grande Recife

Créditos: Angélica Souza/JC Trânsito

A população foi pega de surpresa na manhã desta sexta-feira (22) na Região Metropolitana do Recife. Motoristas, cobradores e fiscais de ônibus paralisam as atividades em protesto à decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho) em reduzir o aumento salarial que foi concedido à categoria no mês passado.

No final de julho, durante a campanha salarial da categoria, os rodoviários ganharam na Justiça aumento de 10% na remuneração mensal, além do reajuste no ticket alimentação. Entretanto, o sindicato das empresas de ônibus, Urbana-PE, recorreu da decisão e o caso foi para julgamento ontem no TST em Brasília. Lá, os desembargadores revogaram a decisão do Tribunal Regional do Trabalho de Pernambuco, e reduziram o aumento para apenas 6%.

Revoltados com a decisão, os rodoviários suspenderam as atividades hoje pela manhã. Cerca de 90% dos ônibus não saíram das garagens no começo do dia, e os passageiros foram prejudicados com a falta de coletivos nas ruas.

A maioria dos Terminais Integrados da RMR amanheceram de portões fechados. Houve protesto no TI Xambá, onde passageiros fecharam a Avenida Presidente Kennedy. Já no TI Macaxeira, um ônibus, o 422 da Transcol, que fazia a linha 948 Arthur Lundgren II/Macaxeira foi incendiado às margens da BR-101.
Créditos: Facebook/Reprodução
Créditos: @Jonnhy Salgado/Twitter

Mais informações em instantes

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Rodoviários ganham na justiça aumento de 10%

Rodoviários comemoram resultado do julgamento.
Créditos: Vítor Tavares/G1


O aumento de 10% nos salários, reivindicado pelos rodoviários durante sua campanha salarial, foi concedido a classe hoje pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho). A audiência foi realizada entre o final da tarde e começo da noite desta quarta-feira, após várias rodadas de negociações com os patrões, todas sem acordo. Além do reajuste salarial, também foi aprovado o aumento do valor do ticket alimentação.

A greve da categoria já se estendia por três dias e vinha causando inúmeros transtornos a população, com coletivos superlotados e demora nas paradas. Com o aumento de 10%, o salário dos motoristas passa de R$ 1.605 para R$ 1.765, dos cobradores de R$ 738 para R$ 861 e dos fiscais de R$ 1.037 para R$ 1.140. Além disso, ticket alimentação sobe de R$ 171 para R$ 300, para todas as funções.

O TRT também determinou a volta imediata ao trabalho. Com isso, a greve está encerrada e os ônibus circulam normalmente nesta quinta-feira (31).

Terceiro dia de greve teve catracas livres

No terceiro dia da greve dos rodoviários, o caos no horário de pico se repetiu, a exemplo dos outros dias. Filas enormes se formaram nos terminais integrados, e poucos ônibus circulavam. Muita gente não conseguiu chegar ao trabalho no horário.

Por volta das 10 da manhã, rodoviários pararam os ônibus que circulavam no bairro da Encruzilhada, zona norte do Recife, e permitiram que os passageiros subissem pela porta do meio, sem pagar passagem. Em seguida, vários deles seguiram para o Parque 13 de Maio, onde, por volta das 16hs, seguiram rumo ao Cais do Apolo, para acompanhar o julgamento do dissídio coletivo da categoria.

No Facebook, o Sindicato dos Rodoviários postou uma mensagem em comemoração ao resultado favorável obtido na campanha salarial.

terça-feira, 29 de julho de 2014

No segundo dia de greve dos rodoviários, ida ao trabalho é mais tranquila para passageiros

Créditos: Arthur Mota/Diário de Pernambuco


Mesmo com a demora dos ônibus e algumas linhas que não operaram na manhã desta terça-feira (29), o segundo dia de greve dos rodoviários é considerado mais tranquilo, segundo passageiros da Região Metropolitana do Recife. “Ontem, além da demora ser bem maior, os ônibus estavam sempre lotados. Hoje, não. Demorei cerca de 20 minutos e não tive problemas”, revelou o morador de Artur Lundgren II, Ednaldo Batista, que estava no Terminal Integrado da PE-15, na Cidade Tabajara, em Olinda.

Muitos passageiros reclamaram da demora dos ônibus no Terminal Integrado de Joana Bezerra. Durante o início da manhã, o TI ficou lotado e várias pessoas estavam atrasadas. Porém, não foi registrado nenhum tumulto e nem ato de vandalismo durante o início desta manhã. A reportagem da Folha de Pernambuco flagrou muitos ônibus parados nas garagens da Globo, na Guabiraba, da Pedrosa, no Brejo da Guabiraba, e da Borborema, em Porta Larga. Mas flagrou, também, muitos ônibus saindo para levar a população ao destino. Passageiros que estavam na Estação de Metrô do Recife reclamaram que as linhas Circular/Imip e Circular Cabugá/Prefeitura não saíram.

Por conta disso, a linha Circular Prefeitura/Cabugá ficou sobrecarregada. A linha, normalmente, tem intervalo de cinco minutos, mas neste segundo dia de greve a espera é de 40 minutos. Apenas a linha Circular/Príncipe está regular, com intervalo de cinco minutos. Para que os funcionários não faltassem o serviço, algumas empresas contrataram vans, micro-ônibus e até ônibus. Com receio de novos transtornos, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) suspenderam as aulas nesta manhã.

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 6ª Região convocou a primeira rodada de negociação entre a categoria e o Sindicato das Empresas de Ônibus (Urbana-PE). A reunião acontece, às 16h, na sede do TRT, no Cais do Apolo. Apesar de terem descumprido a determinação do TRT no primeiro dia de greve, os rodoviários alegam que não houve ilegalidade no movimento.

Segundo dia de greve dos rodoviários tem menos ônibus nas ruas

No segundo dia de greve dos rodoviários, nesta terça-feira (29), a população da Região Metropolitana do Recife recebeu 71% da frota dos ônibus até às 9h. O balanço foi divulgado pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE). Apesar do primeiro dia de greve ter sido marcado por tumultos e atos de vandalismo, até às 9h da última segunda-feira (28), a população teve 75% da frota nas ruas.

Porém, os números descumprem a decisão judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, que determinou 100% de operação dos três mil coletivos em horários de pico, ou seja, das 6h às 9h e das 16h às 20h. Nos demais horários, o TRT determinou 50% dos veículos nas ruas. Apesar de terem descumprido a determinação, os rodoviários alegam que não houve ilegalidade no movimento.

Folha de Pernambuco

terça-feira, 13 de maio de 2014

TIP: uma rodoviária entregue à sorte

Créditos: Jo Calazans/Diário de Pernambuco

Qual seria a sua impressão ao chegar pela primeira vez em uma cidade e se deparar com sujeira, animais circulando entre as mesas das lanchonetes e muitos pedintes? Pois essa é a experiência pela qual passarão os turistas que desembarcarem para a Copa do Mundo no Terminal Rodoviário de Passageiros Antônio Farias (TIP), no Curado, no Recife.


Muitos dos problemas relatados por usuários e comerciantes do local - e conferidos pela reportagem do Diario - estão relacionados diretamente à ociosidade de muitas áreas do terminal e pela ineficiência da fiscalização.


Nas cadeiras de espera e nas mesas das lanchonetes, pedintes abordam passageiros. Muitos pagam lanches e refeições, mas logo o grupo volta a agir. O que eles querem é dinheiro. “Pedir virou um meio de vida. Muitos dizem que chegam a apurar R$ 700 por dia”, diz a lojista Chrislene Marinho, 26, que afirma conhecer a maioria deles.


Pelo menos duas vezes por mês, o estudante Yves Alencar, 20 anos, frequenta o TIP. Ele se sente incomodado com a situação. “São muitos, e cada um conta uma história diferente.” Lojistas solicitam o apoio dos PMs, “mas eles dizem que não podem fazer nada”, reclama a comerciante Chrisley Marinho, 41 anos.


A Socicam, que administra o TIP, informou que a fiscalização atua para cobrir pontos estratégicos 24 horas por dia, “controlando acessos, apoiando os usuários e abordando eventuais pedintes”. “Eventuais excessos são solucionados com a presença do 12º Batalhão da Polícia Militar”, afirma o gerente de núcleo da Socicam, divisão Norte/Nordeste, Newton Fialho.


Veja também: Passageiros e lojistas denunciam acúmulo de problemas no TIP-Recife


A ação dos fiscais e da PM parece não surtir efeito. De acordo com taxistas, áreas sem uso foram ocupadas pelos pedintes. É o caso das antigas paradas de ônibus em frente ao desembarque. Pessoas dormem sobre bancos. Roupas, comida e pertences pessoais indicam que eles vivem no local. “À noite, alguns montam barracas de camping. Virou ponto de droga e prostituição”, diz um motorista. A Socicam respondeu que, após a Copa, as antigas paradas serão demolidas e requalificadas.


Animais soltos, mau cheiro e depredação dos banheiros agravam a situação. Uma funcionária que trabalha na limpeza disse que a Socicam faz a manutenção regular, mas os usuários depredam. Em relação aos animais, Newton Fialho disse que há uma campanha de conscientização para que os comerciantes não os alimentem.


Saiba mais

Terminal Rodoviário de Passageiros Antônio Farias


- Foi inaugurado em outubro de 1986
- É gerenciado desde 2008 pela Socicam, com sede em São Paulo, que administra outros 50 terminais no Brasil, Chile e Peru.
- Antes, era administrado pelo Departamento de Estradas de Rodagem
- O prédio do TIP pertence ao Governo do Estado e foi cedido à Socicam por 30 anos.
- Está localizado há 16km do centro do Recife.
- Em 2013, o terminal recebeu um investimento de R$ 2 milhões para reformas e melhorias
- Também em 2013, foram desativadas as paradas de ônibus do local, após a inauguração do novo Terminal Integrado SEI - TIP

Diário de Pernambuco

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Passageiros do metrô sofrem com falta de energia

Créditos: Cavalcanti/ComuniQ

O Metrorec ficou sem funcionamento e às escuras, após uma falha no fornecimento de energia, nesta segunda-feira (12). O problema ocorreu em várias estações, na linha Camaragibe/Jaboatão dos Guararapes.

Alguns usuários desceram dos trens com as estações no escuro e foram caminhando pelos trilhos. Após o retorno da energia, os trens funcionaram em velocidade reduzida, por precaução, caso algum passageiro estivesse pelos trilhos.

Segundo a MetroRec, o responsável pelo transtorno foram a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) e da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). Já a Celpe informou que o problema foi causado pela Chesf. O Portal NE10 não conseguiu entrar em contato com a Chesf.

NE 10

sexta-feira, 9 de maio de 2014

O metrô do Recife quebra pelo menos uma vez a cada três dias

 Créditos: Joana Calazans/Diário de Pernambuco

O metrô do Recife, principal modal de transporte para a Copa do Mundo, vem mostrando falhas reais no dia a dia e tirando a paciência dos usuários. Por mês, os trens têm que ser evacuados entre 10 e 15 vezes, uma média de até uma vez a cada três dias. Para a Metrorec, o número está dentro das normas internacionais, considerando as cerca de 570 viagens diárias. Difícil é fazer entender quem está na plataforma de embarque. Foi o que ocorreu na última quarta-feira, em Camaragibe, quando, pelo segundo dia seguido, a média de espera passou de 12 para até 30 minutos.


Uma falha na rede elétrica do ramal de Camaragibe, na última terça-feira, provocou o uso de apenas uma das duas linhas do trecho, obrigando que ida e volta fossem feitas pelo mesmo caminho, o que causou uma demora maior no atendimento dos usuários. Revoltado, por volta das 6h30, um grupo arrastou uma carcaça de geladeira para os trilhos, paralisando o atendimento. A Polícia Militar foi chamada e por volta das 8h, os manifestantes foram retirados da estação, mas os protestos continuaram até as 10h. O serviço só foi reestabelecido à tarde.

e acordo com o engenheiro de transportes da Universidade Federal do Mato Grosso, Luiz Miguel de Miranda, a realidade verificada no Recife não condiz com os grandes sistemas de transporte do mundo, onde falhas do gênero não são tão recorrentes. “Se isso acontecesse em São Paulo, a cidade parava e o governador cairia”, afirma.

Créditos: Joana Calazans/Diário de Pernambuco

Já o especialista em ferrovias da Universidade Federal de Pernambuco Fernando Jordão defende a não existência de “padrões de tolerância” para a qualidade do serviço. “Não se deve ter nenhuma paralisação no mês. Se uma quantidade de aviões cai por ano, pode-se dizer que isso está dentro do tolerável?”.

A situação ainda poderia ser pior. Há três anos, antes da reforma e da troca dos trens hoje utilizados no metrô, o número de evacuações mensais por falhas técnicas variava entre 18 e 20, quase uma a cada dia útil, em média. “O Metrô está dentro das normas e o índice de problemas é proporcionalmente semelhante ao verificado em São Paulo”, garante o gerente de comunicação da empresa, Salvino Gomes.


Camaragibe
O terminal integrado de Camaragibe era a grande aposta para a integração do metrô e do BRT (Bus Rapid Transit) para a Copa do Mundo e seus efeitos práticos foram prometidos para o primeiro semestre deste ano.

Maior do que a estação de Cosme e Damião, testada na Copa das Confederações, a de Camaragibe deveria ser o principal suporte, mas não será. A expansão do terminal para receber o BRT sequer foi feita. E as seis estações que deveriam receber o modelo dos ônibus do BRT na principal via de acesso à cidade também não ficaram prontas. Camaragibe deixou de ser o plano A e Cosme Damião vai novamente ser a aposta para atender aos usuários do metrô. Não apenas os planos foram adiados. O conforto e o bom atendimento também.

Créditos: Felipe Feliciano/Whatsapp

Além das limitações de capacidade da estação, outro desafio não só para a Copa, mas também para os usuários todos os dias, é o intervalo nas viagens do trem. A média é 12 minutos no ramal que chega ao município, 2,4 mais tempo que o esperado na estação central do Recife nos horários de pico.
Ao chegar na integração, novo desafio. Com cerca de 51 mil pessoas atendidas por 107 veículos por dia, os passageiros enfrentam esperas de até 30 minutos, a depender de qual das 21 linhas precise. Na busca por qualidade, a população de Camaragibe lembra que é mais do que uma via de acesso a um dos palcos da tão aguardada Copa do Mundo.

Blog Mobilidade Urbana

terça-feira, 6 de maio de 2014

Motoristas e cobradores da Borborema protestam no TI Joana Bezerra

Créditos: Caroline Toscano/Twitter


Funcionários da Borborema realizaram um protesto na manhã desta terça-feira (6) no Terminal Integrado de Joana Bezerra, na área central do Recife. Segundo o Consórcio Grande Recife de Transporte, um dos motoristas estacionou um ônibus atravessado na portaria do terminal, o que provocou tumulto entre passageiros e veículos. A Polícia Militar já foi acionada e está no local, para evitar possíveis alterações. Embarque e desembarque estão sendo feitos na área externa do TI. Em nota, a empresa disse estar em dia com seus empregados.


Por volta das 4h, um grupo de funcionários da Borborema paralisou o expediente na garagem da rodoviária, no bairro do Curado, em Jaboatão dos Guararapes. Entretanto, trabalhadores de outras garagens saíram para trabalhar. Por volta das 8h30, outro grupo decidiu parar. Eles exigem o pagamento de benefícios trabalhistas e reclamam de assédio moral no ambiente de trabalho.

O Grande Recife informou que da garagem do Curado partem 118 veículos de 18 linhas, mas apenas 24 ônibus estão nas ruas. Ainda não há informação da quantidade de pessoas prejudicadas pela paralisação.

A Borborema divulgou uma nota informando que tem pago corretamente salários e benefícios a seus empregados. Leia o comunicado na íntegra:

Em relação ao protesto ocorrido hoje, no Terminal do Curado, a Borborema explica que o pagamento dos funcionários está em dia e que as horas extras estão sendo pagas de acordo com o cronograma da empresa. A Borborema afirma que dos 400 veículos da empresa, 88 deixaram de circular. A empresa acrescenta, que até o momento, não havia recebido nenhuma pauta de reivindicação de nenhum representante de classe, mas que pretende ouvir e conversar com os trabalhadores.

JC Online