segunda-feira, 12 de maio de 2014

Trabalhadores queimam ônibus durante protesto em Suape

Créditos: Bobby Fabisak/JC Imagem

Quatro ônibus ficaram queimados durante a manifestação dos trabalhadores da petroquímica de Suape, na Curva do Boi, na PE-09, em Ipojuca, na manhã desta segunda-feira (12). Segundo o Batalhão Policial Rovodoviário (BPRv), o fogo já foi controlado pelo Corpo de Bombeiros e parte dos manifestantes foi dispersada pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar. Não houve vítimas, conforme informação dos bombeiros. O bloqueio nos dois sentidos da rodovia, no entanto, permanece.


De acordo com o Corpo de Bombeiros, três viaturas de incêndio e uma de resgate foram ao local. Eles foram acionados por volta das 10h. O protesto foi feito por cerca de 30 trabalhadores que foram demitidos da Emtep, uma empresa de serviços técnicos de petróleo que atua em Suape. Eles reclamam da falta de pagamento das verbas indenizatórias. Segundo eles, a Petrobrás não estaria repassando o dinheiro para a empresa.


A empresa Emtep informou, por meio de nota, que os funcionários envolvidos no protesto foram demitidos da empresa e que ela tem, de acordo com a lei, até o dia 22 deste mês para realizar o pagamento das indenizações. A Emtep ainda afirmou que tem apoio do Sindicato dos Trabalhadores de Suape. A assessoria de comunicação da Petrobrás ainda não se pronunciou sobre o caso.

G1 PE

sábado, 10 de maio de 2014

Ônibus da Google em São Francisco são ridicularizados

Créditos: David Paul Morris/Bloomberg


Os ônibus de transporte que viraram um foco para protestos pela justiça social em São Francisco deveriam ser proscritos, disseram um grupo comunitário e um sindicato de funcionários municipais em um processo contra a cidade.

Um número crescente de ônibus privados com janelas polarizadas, assentos acolchoados e Wi-Fi que transportam funcionários da Google, da Apple Inc. e da Facebook Inc. até o Vale do Silício avivaram um debate sobre a desigualdade em uma cidade onde engenheiros de software recém-saídos da faculdade podem esperar ganhar mais de US$ 100.000 por ano. Seus motoristas e outros moradores que ganham a metade dessa soma estão pagando US$ 2 por viagem nos ônibus públicos e passando por dificuldades para acompanharem a rápida alta dos aluguéis.

Não é justo que a cidade cobre somente US$ 1 aos ônibus das empresas por cada ponto de ônibus público que eles usam, disse Aaron Peskin, ex-presidente do Conselho de Supervisores de São Francisco e membro do grupo comunitário que está processando a cidade, em um comunicado. Ele chamou a contribuição da Google, da Apple, da Genentech Inc. e de outras empresas de “uma ninharia”.

“As viagens compartilhadas em carros e a decisão de tirar mais carros das ruas são importantes, mas isso não significa que se possa atuar desta forma, como uma cessão, que é o que este programa é, sem considerar nenhuma alternativa”, disse Peskin. “Este programa foi criado pela indústria da tecnologia para a tecnologia da indústria”.

Entre os condenados pelo processo está o sistema de trânsito da cidade, a Bauer’s Intelligent Transportation Inc., empresas de tecnologia que usam os ônibus e outras empresas de trânsito. Eles são acusados de violar uma lei estadual que proíbe ônibus privados de estacionarem em faixas para ônibus, conforme uma reclamação apresentada ontem no tribunal estadual de São Francisco.

Impacto ambiental
O programa também é ilegal porque a cidade não estudou o impacto ambiental dos ônibus nem alternativas a eles, de acordo com a reclamação enviada pela Coalizão para o Trânsito Justo, Legal e Ambiental, a SEIU Local 1021 e outros ativistas.

O prefeito de São Francisco, Ed Lee, anunciou em janeiro um programa piloto de 18 meses que permite aos ônibus privados usar 200 pontos de ônibus públicos para buscarem funcionários pagando uma taxa. O programa poderia arrecadar dezenas de milhares de dólares por mês dos maiores fornecedores de viagens, disse a cidade em janeiro.

Com os aluguéis mais caros do país e o maior número de despejos de inquilinos em sete anos, a crescente presença de ônibus financiados por empresas em vizinhanças densamente povoadas gerou protestos e ocasionais atos de violência em uma cidade conhecida pela tolerância.

Mais de 350 transportes privados têm mais de 35.000 passageiros diários que embarcam em pontos de ônibus públicos, conforme a reclamação. A cidade isentou o programa de uma revisão ambiental, ao passo que um programa de efetividade no trânsito para os ônibus públicos está passando atualmente por um estudo ambiental, conforme a reclamação.

“Não vimos a queixa e é prematuro fazer comentários”, disse Matt Dorsey, porta-voz da secretaria do procurador da cidade de São Francisco. O processo é titulado Coalition for Fair, Legal and Environmental Transit v. City and County of San Francisco, Tribunal Superior da Califórnia, Condado de São Francisco (São Francisco).

Revista Exame

Chassi O 500 da Mercedes-Benz assegura robustez e resistência ao primeiro ônibus articulado do mundo movido a baterias

Créditos: Mercedes-Benz/Divulgação


A Mercedes-Benz do Brasil – centro mundial de competência da Daimler para desenvolvimento e produção de chassis de ônibus e líder de mercado do segmento – tem presença muito importante numa experiência pioneira no País: o E-Bus, veículo montado sobre o chassi articulado O 500 UA de piso baixo. Este é o primeiro ônibus articulado do mundo totalmente elétrico, com 18 metros de comprimento e movido 100% a baterias, que encontra-se em fase de testes com passageiros na região Metropolitana de São Paulo.

“Nossa participação no E-Bus ressalta a versatilidade do chassi O 500 no transporte coletivo urbano, cuja qualidade, eficiência e rentabilidade já são amplamente reconhecidas em ônibus padron com carroçaria até 13,2 metros de comprimento, nos articulados de 18 metros e nos superarticulados de 23 metros para mais de 200 passageiros”, diz Ricardo Silva, diretor geral de Ônibus América Latina da Mercedes-Benz. “Mais uma vez, estamos oferecendo uma solução eficaz para novas demandas dos nossos clientes”.

A versatilidade do chassi O 500 da Mercedes-Benz ganha mais evidência a partir do desenvolvimento, testes e utilização de trações e combustíveis alternativos ao diesel de petróleo. O foco é a redução de consumo e de emissão de poluentes, mantendo a rentabilidade do cliente, melhorando a qualidade do ar e preservando o meio ambiente.

Com base na competência, experiência e conhecimento de seu Centro de Desenvolvimento Tecnógico, a Mercedes-Benz é pioneira no uso de biodiesel e diesel de cana em veículos comerciais e vem realizando testes com o motor bicombustível Diesel+GNV em ônibus urbanos. Além disso, tem parcerias bem sucedidas com a Eletra em veículos como o HíbridoBR, o trólebus e, agora, o E-Bus.
De acordo com Ricardo Silva, o desenvolvimento do E-Bus a partir do chassi O 500 articulado reforça também a presença da Mercedes-Benz na geração de soluções para a mobilidade urbana. “Este modelo de veículo, juntamente com o superaticulado O 500, tem se mostrado ideal para os corredores exclusivos e o BRT (Bus Rapid Transit), sistemas em expansão no Brasil, especialmente em cidades de médio e grande porte e nas capitais que serão sedes da Copa do Mundo deste ano e das Olimpíadas de 2016”, diz ele.

O E-Bus é fruto de parceria da Eletra, empresa brasileira especializada em veículos de transporte urbano com tração elétrica, com a Mitsubishi Heavy Industries e a Mitsubishi Corporation. Com carroçaria Induscar/Caio e motor elétrico WEG, o veículo é equipado com ar condicionado e tem capacidade para 150 passageiros.

Chassis O 500 são reconhecidos pela durabilidade e elevado conforto
Os chassis articulados O 500 da Mercedes-Benz foram desenvolvidos para as operações severas do transporte coletivo urbano de alta demanda, que se caracterizam pelo intenso ritmo de anda-e-para. Graças a sua elevada robustez e resistência, eles asseguram durabilidade e longa vida útil. Estes atributos são fundamentais para um veículo como o E-Bus, especialmente pelo aumento de peso do ônibus devido à introdução das 14 baterias do sistema de tração.

Diferencial da linha O 500 no mercado, o sistema de suspensão totalmente pneumático proporciona um excelente nível de conforto a bordo, garantindo a satisfação do motorista e dos passageiros. A linha O 500 propicia mais vantagens para os clientes. Seu sistema eletrônico sofisticado está equipado com um painel de instrumentos que interage com todos os módulos eletrônicos do chassi, através da rede CAN. Isso possibilita a visualização de várias informações importantes de funcionamento do veículo por meio do sistema de diagnose “on board”.

Mercedes-Benz lidera as vendas de articulados no Brasil
A Mercedes-Benz lidera amplamente as vendas desse subsegmento de ônibus. Em 2013, entre articulados e superarticulados da linha O 500, foram emplacadas mais de 350 unidades no País, o que significa uma participação superior a 90% do mercado total. A Mercedes-Benz oferece quatro opções de escolha para clientes desse subsegmento de ônibus: os articulados O 500 MA e UA (piso baixo) e os superarticulados O 500 MDA e UDA (piso baixo).

Os modelos O 500 UA e UDA são indicados para pontos de embarque ao nível da calçada. Já os O 500 MA e MDA são adequados a corredores que utilizam plataformas de embarque elevadas. Todos os chassis articulados Mercedes-Benz são indicados para corredores exclusivos e BRT, ficando a cargo dos gestores e operadores a escolha do modelo que melhor atenda ao dimensionamento da capacidade do seu sistema de transporte.

Mercedes-Benz

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Veículos BRTs, enfim, começam a chegar ao Recife

Créditos: Jornal do Commercio/Acervo

A Volvo Bus Latin America entrega na próxima terça-feira (13/5) os primeiros 88 ônibus articulados que vão circular no sistema BRT (Bus Rapid Transit) pernambucano, batizado de Via Livre. Os veículos vão operar no Corredor Norte/Sul, que possui 33 quilômetros de extensão e liga o Centro a Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. A entrega simbólica acontecerá às 9h30, no Instituto Ricardo Brennand, na Várzea, Zona Oeste da capital.

Os ônibus da Volvo possuem 21 metros de comprimento e capacidade para 170 passageiros. O modelo transporta até 20% mais pessoas que outros veículos articulados disponíveis no mercado, o que aumenta a capacidade de transporte do corredor em que vão circular.   Todos os veículos são equipados com caixa de câmbio automático, freio a disco e EBS, um sistema de controle eletrônico dos freios que oferece mais eficiência e estabilidade às frenagens. Além disso, possuem controle de aceleração inteligente que garante que somente a potência necessária seja empregada nos arranques e retomadas de velocidade, reduzindo ainda mais o consumo de combustível.

Créditos: Jornal do Commercio/Acervo


“Recife tomou uma decisão acertada. Um BRT de qualidade é reconhecido imediatamente pela população, pois aumenta a eficiência do transporte urbano ao oferecer viagens mais rápidas, poupando um tempo de vida preciso para os cidadãos”, afirma Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo. “São características que aumentam a eficiência do veículo, garantem segurança à operação, conforto aos passageiros e ainda reduzem o consumo de combustível e as emissões de poluentes. Isto aumenta a qualidade do transporte ao mesmo tempo em que diminui os custos operacionais”, destaca Idam Stival, especialista em veículos para BRT da Volvo.

JC Online

O metrô do Recife quebra pelo menos uma vez a cada três dias

 Créditos: Joana Calazans/Diário de Pernambuco

O metrô do Recife, principal modal de transporte para a Copa do Mundo, vem mostrando falhas reais no dia a dia e tirando a paciência dos usuários. Por mês, os trens têm que ser evacuados entre 10 e 15 vezes, uma média de até uma vez a cada três dias. Para a Metrorec, o número está dentro das normas internacionais, considerando as cerca de 570 viagens diárias. Difícil é fazer entender quem está na plataforma de embarque. Foi o que ocorreu na última quarta-feira, em Camaragibe, quando, pelo segundo dia seguido, a média de espera passou de 12 para até 30 minutos.


Uma falha na rede elétrica do ramal de Camaragibe, na última terça-feira, provocou o uso de apenas uma das duas linhas do trecho, obrigando que ida e volta fossem feitas pelo mesmo caminho, o que causou uma demora maior no atendimento dos usuários. Revoltado, por volta das 6h30, um grupo arrastou uma carcaça de geladeira para os trilhos, paralisando o atendimento. A Polícia Militar foi chamada e por volta das 8h, os manifestantes foram retirados da estação, mas os protestos continuaram até as 10h. O serviço só foi reestabelecido à tarde.

e acordo com o engenheiro de transportes da Universidade Federal do Mato Grosso, Luiz Miguel de Miranda, a realidade verificada no Recife não condiz com os grandes sistemas de transporte do mundo, onde falhas do gênero não são tão recorrentes. “Se isso acontecesse em São Paulo, a cidade parava e o governador cairia”, afirma.

Créditos: Joana Calazans/Diário de Pernambuco

Já o especialista em ferrovias da Universidade Federal de Pernambuco Fernando Jordão defende a não existência de “padrões de tolerância” para a qualidade do serviço. “Não se deve ter nenhuma paralisação no mês. Se uma quantidade de aviões cai por ano, pode-se dizer que isso está dentro do tolerável?”.

A situação ainda poderia ser pior. Há três anos, antes da reforma e da troca dos trens hoje utilizados no metrô, o número de evacuações mensais por falhas técnicas variava entre 18 e 20, quase uma a cada dia útil, em média. “O Metrô está dentro das normas e o índice de problemas é proporcionalmente semelhante ao verificado em São Paulo”, garante o gerente de comunicação da empresa, Salvino Gomes.


Camaragibe
O terminal integrado de Camaragibe era a grande aposta para a integração do metrô e do BRT (Bus Rapid Transit) para a Copa do Mundo e seus efeitos práticos foram prometidos para o primeiro semestre deste ano.

Maior do que a estação de Cosme e Damião, testada na Copa das Confederações, a de Camaragibe deveria ser o principal suporte, mas não será. A expansão do terminal para receber o BRT sequer foi feita. E as seis estações que deveriam receber o modelo dos ônibus do BRT na principal via de acesso à cidade também não ficaram prontas. Camaragibe deixou de ser o plano A e Cosme Damião vai novamente ser a aposta para atender aos usuários do metrô. Não apenas os planos foram adiados. O conforto e o bom atendimento também.

Créditos: Felipe Feliciano/Whatsapp

Além das limitações de capacidade da estação, outro desafio não só para a Copa, mas também para os usuários todos os dias, é o intervalo nas viagens do trem. A média é 12 minutos no ramal que chega ao município, 2,4 mais tempo que o esperado na estação central do Recife nos horários de pico.
Ao chegar na integração, novo desafio. Com cerca de 51 mil pessoas atendidas por 107 veículos por dia, os passageiros enfrentam esperas de até 30 minutos, a depender de qual das 21 linhas precise. Na busca por qualidade, a população de Camaragibe lembra que é mais do que uma via de acesso a um dos palcos da tão aguardada Copa do Mundo.

Blog Mobilidade Urbana