sábado, 23 de novembro de 2013

Copenhague testa o padrão EBSF

Créditos: Volvo/Divulgação

O programa European Bus System of the Future ou o Sistema Europeu do Ônibus do Futuro serviu de base para o estabelecimento de uma nova visão para o ônibus urbano, com eficiência e desempenho, a ser implantada naquele mercado pelos mais expressivos nomes fabricantes do veículo. A Volvo Bus, uma das participantes do projeto, desenvolveu seu articulado inovador capaz de transportar 20% mais passageiros por meio de um rearranjo interno e também por facilitar as operações de embarque e desembarque com a implantação de portas mais largas, reduzindo o tempo de parada nos pontos.

 O veículo conceito, depois de ser operado em testes pelas ruas de Gothemburgo, na Suécia, agora é usado em Copenhague, na Dinamarca, onde será avaliado, por consulta à motoristas e passageiros, sobre a sua eficácia operacional. O projeto EBSF terá sua continuidade no ano que vem.

Revista Auto Bus

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

MAN cria equipe para atender frotistas de ônibus


Créditos: MAN/Divulgação

MAN Latin America criou um setor exclusivo para atender frotistas especializados em transporte de passageiros. Parte do departamento de serviços e assistência técnica, a nova área denominada Atendimento a Frotista Ônibus será composta por quatro consultores e um gestor, divididos por grupos de empresas, e se somarão aos dos escritórios regionais e da rede de concessionárias.

Uma equipe formada para gerenciar 25 grupos empresariais, que neste primeiro momento, focará em grandes frotistas, tem como missão a orientação mais apropriada aos empresários de ônibus, gestores de frota e motoristas, por meio de trabalhos dedicados à melhoria de suas operações, além de acompanhar as tendências de mercado, podendo adequar a oferta de produtos da empresa. 

Para o diretor de vendas, marketing e pós-vendas da MAN Latin America, Ricardo Alouche, o atendimento dedicado é uma evolução do trabalho já realizado pela empresa junto aos frotistas, que visa incremento dos negócios neste segmento. “Conhecendo profundamente a operação de nossos clientes, conseguimos melhorar a durabilidade dos veículos, além de aprimorar as práticas de manutenção e melhorar os custos operacionais.” 

Vice-líder do mercado nacional de chassi de ônibus, com 29% de participação, atrás apenas da Mercedes-Benz, a MAN ingressou no segmento de ônibus em 1993 e hoje oferece 11 diferentes tipos de chassis para várias aplicações.

Automotive Business

Eletra e Mitsubishi desenvolvem ônibus movido a bateria

Créditos: Eletra/Divulgação

A Eletra e as empresas japonesas Mitsubishi Heavy Industries e Mitsubishi Corporation lançaram o E-bus, primeiro ônibus elétrico movido 100% a bateria do Brasil. O veículo tem autonomia operacional de 200 quilômetros, considerando recargas rápidas, e estará em testes no Corredor Metropolitano ABD, administrado pela concessionária Metra. O trecho vai de São Mateus, na zona leste, até o Jabaquara, na zona centro-sul, cruzando a capital paulista. 
Com chassi Mercedes-Benz, carroceria Induscar Caio e motor elétrico WEG, o veículo articulado é equipado com ar condicionado e tem capacidade para 150 passageiros. O modelo irá operar no trecho Diadema - Brooklin, em São Paulo, e as baterias poderão ser recarregadas no terminal, de acordo com a necessidade da operação, segundo informou a Eletra.

A tecnologia das baterias e das estações de recarga foi desenvolvida pela Mitsubishi Heavy Industries, enquanto o chassi, carroceria e sistema elétrico de tração são fabricados no Brasil. A interface entre os dois sistemas foi desenvolvida pelas engenharias da Mitsubishi e da Eletra, sob coordenação da Mitsubishi Corporation.

“O Brasil já tem tradição na fabricação de ônibus elétricos e a parceria da Eletra com a Mitsubishi concede ao país um papel de vanguarda no grupo de empresas detentoras desta tecnologia. A necessidade de reduzir a poluição nos centros urbanos passa pela não utilização de combustíveis fosseis, principalmente nos corredores que cortam as grandes cidades. Neste sentido, os ônibus elétricos com emissão zero de poluentes terão papel fundamental para o transporte público”, declarou Iêda Maria Oliveira, gerente comercial da Eletra.

OTM Editora/Portal Ônibus Paraibanos

Hartmut Schick, presidente da Mercedes-Benz: "O ônibus pode ser melhor do que o carro jamais foi"

O presidente da maior fábrica de ônibus do mundo afirma que as faixas de tráfego exclusivo e os aplicativos de celular darão rapidez e comodidade aos passageiros

Créditos: Guto de Castro/Acervo

Os dois filhos já adultos do executivo alemão Hartmut Schick, que vive em Stuttgart, não têm carro particular. Em parte, por influência do pai, presidente mundial da divisão de ônibus da Mercedes-Benz e dirigente da Associação Internacional do Transporte Público. Em parte, pela ampliação e pelo enriquecimento da população nas cidades, que sobrecarregou o trânsito. Schick diz que o mesmo ocorrerá no Brasil, na próxima década, quando o uso de transporte público dobrará. O sacrifício de deixar o carro em casa, diz, será compensado pela praticidade dos ônibus que avisam ao passageiro quando estarão no ponto, para os quais o sinal estará quase sempre verde. 

ÉPOCA – Qual é o futuro do transporte público?
Hartmut Schick – Até 2025, o transporte público dobrará sua participação na movimentação urbana. O Brasil crescerá nessa proporção, perto de 100%. Países da África e a Índia puxarão a média para cima. A Europa não mudará muito, é uma região consolidada.

ÉPOCA – Como o transporte urbano mudará em dez anos?
Schick – Os corredores de ônibus expresso, tipo BRT (bus rapid transit, em inglês), serão muito importantes. Já existem em cidades da Turquia, Colômbia e África do Sul. Começarão na Índia. No Brasil, o BRT será implantado em nove das 12 cidades sedes da Copa do Mundo de 2014.

ÉPOCA – O que explica a proliferação do BRT?
Schick – O preço. Um estudo feito em 2007 para Bangcoc, capital da Tailândia, mostra que 426 quilômetros de BRT custam tanto quanto 40 quilômetros de trens de superfície, 14 quilômetros de trens elevados, tipo monotrilho, ou 7 quilômetros de metrô. No Brasil, o quilômetro do metrô custa R$ 201 milhões, 18 vezes o custo do BRT. A implantação do BRT é muito rápida. No Rio de Janeiro, a malha passará dos atuais 30 quilômetros para 150 até a Olimpíada de 2016.


ÉPOCA – A visita do papa Francisco ao Rio de Janeiro não gerou boas expectativas para os grandes eventos esportivos no Brasil. O metrô parou, as ruas ficaram congestionadas e os passageiros levaram mais de uma hora para embarcar nos ônibus.
Schick – Os problemas na visita do papa ao Rio foram normais. Nem Berlim, capital da Alemanha, estaria pronta para receber 3,5 milhões de visitantes. O Brasil não precisa dimensionar seu sistema de transportes para uma visita do papa. Ele não voltará ao país tão cedo. O sistema de transportes será suficiente para a Copa e para os Jogos Olímpicos. Tenho certeza de que funcionará bem.

ÉPOCA – O transporte público brasileiro é bom, comparado ao resto do mundo?
Schick – Os ônibus nas capitais brasileiras andam à velocidade média de 15 quilômetros por hora, 2 quilômetros por hora mais lentos que os ônibus das capitais europeias. A situação está num bom nível.


ÉPOCA – O público brasileiro não parece nada satisfeito...
Schick – As pessoas gostarão. Precisa de tempo. Tempo para entender que, com o aumento da riqueza e de pessoas trabalhando nas cidades, certas coisas não são mais possíveis. Em capitais europeias como Paris, não é mais possível dirigir. Mesmo os chefes de empresa vão para o trabalho em transporte público. O sistema parisiense é bem ruim, mas a população se acostumou. Meus filhos não sentem falta de carro particular. Eles usam transporte público e carros compartilhados.

ÉPOCA – Como tornar o transporte público agradável aos donos de carro particular?
Schick – A tecnologia dá ao transporte público algumas qualidades típicas do carro. Em alguns aspectos, o ônibus poderá ser melhor do que o carro jamais foi.

ÉPOCA – Como?
Schick – O carro particular tem defeitos inevitáveis. Como ele é seu, não é possível abandoná-lo num engarrafamento. O transporte público, sim. É possível descer de um táxi e seguir a pé ou trocar por um ônibus ou metrô.

ÉPOCA – Quando chego a um destino, num carro particular, sou obrigado a procurar estacionamento. Mas sei que o carro estará disponível quando eu quiser ir embora.
Schick – O garçom do restaurante, ao trazer a conta, pergunta se quero um táxi ou se meu carro está com o manobrista. Não precisar esperar o meio de transporte é um luxo caro. Não será mais. Poderei sair do restaurante ciente de que, em dois minutos, meu ônibus passará no ponto. Meu smartphone dará essa informação. Um aplicativo poderá monitorar milhares de táxis, ônibus e trens. Poderá sugerir a estratégia de locomoção mais eficaz a cada momento, considerando as condições de trânsito e a oferta de cada meio de transporte. O monitoramento também permite aos controladores de tráfego abrir e fechar sinais para dar prioridade ao transporte coletivo.

ÉPOCA – Quão distantes estamos de monitorar todos os meios de transporte?
Schick – Em cinco anos, isso será realidade. Stuttgart, na Alemanha, desenvolve um projeto assim. As empresas de ônibus das maiores capitais brasileiras já monitoram seus carros em tempo real. São mais adiantadas nisso que as capitais europeias. Ainda são tímidas, porém, ao compartilhar essa informação com o público.

ÉPOCA – Onde está a vanguarda do transporte público?
Schick – É difícil comparar o transporte público de uma cidade para outra. Ele é uma solução específica para problemas específicos. Há cidades mais avançadas em objetivos diferentes. Stuttgart avança no monitoramento da frota. Hamburgo, também na Alemanha, quer ter a frota mais limpa do mundo. Eles experimentam ônibus movidos a célula de combustível, que emitem apenas vapor d’água pelo escapamento. Os hamburgueses querem estender a tecnologia à frota inteira, até 2020. É um plano ambicioso e caro, por enquanto. Mas é a meta deles. Hong Kong tem o Octopus, um cartão para fazer compras no mercado e pagar o transporte público.

ÉPOCA – Qual é a vantagem de pagar o transporte público com cartão de débito?
Schick – Nos Estados Unidos ou na Europa, preciso comprar tíquete para o transporte público. Cada cidade adota um sistema diferente. Frequentemente, meios de transporte da mesma cidade adotam sistemas diferentes. Nem sou tão velho, tenho 51 anos, mas, para mim, é tão difícil... Muitas pessoas não usam o transporte público por ser complicado. O Octopus torna tudo muito mais fácil. Pagar com cartão de débito, ou pelo celular, tornará os ônibus mais acessíveis.

ÉPOCA – Pela primeira vez no Brasil há tantos passageiros em ônibus quanto em aviões, em viagens interestaduais. Por que o transporte rodoviário perdeu espaço?
Schick – Sempre haverá competição entre ônibus e aviões, com vantagens para um lado ou para o outro, dependendo da distância ou do preço do combustível. Do ponto de vista da ecologia, o avanço do transporte aéreo é ruim. O avião emite o sêxtuplo de gás carbônico por passageiro. Não conheço tão bem a estrutura de estradas e aeroportos do Brasil, mas imagino que o equilíbrio entre ônibus e avião seja temporário. O transporte rodoviário tende a prevalecer. Ele pode chegar mais perto do destino, está menos sujeito ao clima e requer menos tempo de embarque.

ÉPOCA – Por que, no Brasil, os carros de passeio têm itens de segurança mais sofisticados que os ônibus? O custo da tecnologia nos ônibus pesa menos, pois pode ser diluído na passagem de milhares de passageiros.
Schick – Na Europa, os ônibus alertam ao motorista se ele mudar de faixa na estrada, sem sinalizar, ou se chegar perto demais do carro da frente. Alguns freiam, por conta própria, diante de pedestres. Podemos oferecer essas e outras tecnologias no Brasil, se houver interesse. Ele dificilmente vem do empresário. O transporte de carga ou de passageiros é, por natureza, um negócio competitivo. Há pouca margem para cobrar mais caro por um produto melhor. Na Europa, os ônibus mais modernos reduziram gastos com seguro, mas é um ganho incerto.

ÉPOCA – Como levar a tecnologia disponível no mundo para os ônibus brasileiros?
Schick – As inovações chegam às ruas por incentivo ou exigência dos governos. Os novos ônibus brasileiros são obrigados a ter freios ABS e atendem aos limites de emissão de gases poluentes adotados na Europa há cinco anos. Para essas inovações chegarem às ruas, o país precisa incentivar a renovação da frota. Os ônibus brasileiros têm, em média, 15 anos. Um ônibus dessa idade emite 12 vezes mais fumaça com partículas, como fuligem, do que um ônibus novo.  

Revista Época

Ônibus com estudantes capota em Sirinhaém

Créditos: Gabriela Lisboa/Globo Nordeste

Um ônibus que transportava estudantes capotou no início da tarde, no município de Sirinhaém, litoral sul de Pernambuco. Nove alunos ficaram feridos. Uma mais grave, identificada como Vaneide Maria dos Santos, foi encaminhada ao Hospital Dom Helder Câmara, no Cabo de Santo Agostinho. Os outros oito, com ferimentos leves, foram levados para uma unidade de saúde local.

A assessoria de imprensa do Hospital Dom Helder Câmara informou que a vítima socorrida para a unidade passará por exames para saber se há necessidade de cirurgia na clavícula, que apresenta fratura. A garota está consciente, orientada e sem risco de morte.
De acordo com testemunhas, o ônibus caiu de uma ponte, na PE-64, nas proximidades do Engenho Camaragibe. Equipes do Batalhão da Polícia Rodoviária (BPRv) foram ao local. 


Diário de Pernambuco