terça-feira, 2 de abril de 2013

Novos trens do metrô já circulam no Recife. Veículos operam na Linha Sul

Já estão circulando, em fase de testes, os novos trens do metrô do Recife. Os veículos com tecnologia espanhola estão operando na Linha Sul, que vai do centro do Recife a Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes. Os novos trens são equipados com câmeras de segurança, música ambientes, assentos especiais para obesos, informações em braile e espaço para cadeirantes.

Uma esteira também garante o acesso  das cadeiras de rodas aos vagões. Cinco trens já chegaram ao estado e a expectativa é que até dezembro 15 veículos estejam em operação, transportando em média 65 mil passageiros por dia.

Com os novos trens em operação, a frota do metrô vai passar de 25 para 40 veículos.

Créditos: NE 10/Acervo

Rádio Jornal

segunda-feira, 1 de abril de 2013

As novidades na frota pernambucana em março


O mês de março chegou ao fim e reservou muitas novidades no transporte em Pernambuco, tanto no segmento urbano quanto no rodoviário. As empresas realizaram investimentos, tanto na capital quanto no interior.

Vamos ver então o resumo do que apareceu de novo em março:

Borborema

 Créditos: Eugenio Ilzo da Silva/Ônibus Brasil

A maior empresa do sistema metropolitano do Recife realizou sua primeira compra de ônibus trucados urbanos. Ao todo são seis unidades, modelo Neobus Mega, chassi Volkswagen 17-230 OD Euro V. Apesar de já estarem de acordo com as novas normas de emissão de poluentes, os carros de três eixos tem apenas 14 metros de extensão, não apresentando itens como suspensão a ar ou terceiro eixo direcional.

Itamaracá

A empresa, que opera linhas no litoral norte da RMR, comprou 20 novos ônibus trucados, modelo Comil Svelto V, chassi Volkswagen 17-230 OD Euro V. Assim como os da Borborema, tais veículos tem extensão de 14 metros, o que os isenta de ter suspensão a ar ou terceiro eixo direcional.

 Créditos: Dionatan Cardozo/Ônibus Brasil

1002

Créditos: Michel dos Santos/Ônibus Brasil

A empresa, que opera linhas intermunicipais entre o Recife e as principais cidades da Zona da Mata Norte e Agreste, está trazendo novos veículos, modelo Marcopolo Idealle 770, chassi Volkswagen 17-230 OD Euro V.

Totality

Créditos: Kevin Willian/OCD Holding

Atuando no ramo de fretamento, a Totality também adquiriu ônibus novos nesse mês de março. A opção foi pelo Marcopolo Ideale 770, chassi Mercedes-Benz OF-1721 Euro V.


Preço do parabrisa encareceu transportes

Empresários denunciam aumentos de até 120% em menos de um ano

Créditos: Guto de Castro/Acervo
 
Associações de empresas de ônibus e gerenciadores de transportes começaram a apurar um suposto conluio entre fornecedores de peças e equipamentos para veículos de transportes coletivos que tem provocado aumentos considerados abusivos em alguns itens dos ônibus.

De acordo com o Transfretur – Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento e para Turismo do Estado de São Paulo e Região, um dos grandes vilões dos aumentos das peças de ônibus tem sido o parabrisa.

Associados deste sindicato, que são empresas de ônibus, mandaram relatórios de compras e de manutenções que apontam aumentos de preços na ordem de 120% em menos de um ano.

“Não houve um aumento expressivo dos componentes dos parabrisas que justifique um reajuste repentino e sem comunicação alguma com os setores dependentes. Por isso, não vemos alternativa, a não ser recorrer no âmbito legal” – disse em nota, Jorge Miguel dos Santos, diretor-executivo do Transfretur.

Para se ter uma ideia, o parabrisa de um micro-ônibus rodoviário da Busscar, modelo Micruss, ano 2005, verde, inteiriço, já era encontrado em janeiro por R$ 3.111. O parabisa direito ou esquerdo de um ônibus mais antigo, modelo Monobloco O 400 RS/RSL custa R$ 500 cada.

Já o parabrisa de um ônibus Marcopolo Paradiso Geração 6 – 1200 HD, laminado e verde, é encontrado por R$ 1630, cada lado. O mesmo tem ocorrido com modelos de ônibus urbanos, cujos vidros da frente tiveram aumentos na ordem de 100% do valor. O parabrisa de um micro-ônibus urbano Piá, da Comil, no início do ano custava R$ 2100,00

Segundo os empresários, todos estes aumentos muito superiores aos índices de inflação e que superaram os reajustes de outros insumos para ônibus, são sentidos pelo passageiro. No caso de empresas de fretamento, é possível, quando a concorrência permite, aumentar o valor da contratação dos ônibus. Mas nem sempre isso ocorre, já que as companhias de ônibus têm medo de perder clientes.

Já em relação às empresas cujas tarifas são reguladas, como de ônibus rodoviários e urbanos, a margem de lucro da empresa cai e dinheiro que poderia ser usado para fortalecimento econômico da viação ou mesmo investido em melhorias, como renovações de frotas e manutenção mais severa, tem servido para bancar estes reajustes dos parabrisas.

Além disso, os dois últimos reajustes do diesel, que nas refinarias somam 10,5%, também vão ser sentidos direta ou indiretamente pelos passageiros.

Mesmo com a possível desoneração do PIS e Cofins sobre o óleo diesel dos ônibus urbanos, estudada pela equipe econômica da Presidente Dilma, estes reajustes no combustível vão pesar nos próximos aumentos de tarifas, como nos sistemas municipais de São Paulo e Rio de Janeiro e no intermunicipal de São Paulo, onde as tarifas que deveriam ter reajustes no início do ano foram congeladas a pedido do ministro da fazenda, Guido Mantega, com medo de perder ainda mais o controle sobre a inflação.

Para os sistemas que já reajustaram as tarifas antes dos dois aumentos do diesel, as margens de lucro devem diminuir o que pode comprometer parte de alguns investimentos. Além disso, esses reajustes vão pesar no período contabilizado nos próximos aumentos de tarifas para os passageiros.

E vale lembrar que, se a desoneração de fato ocorrer, ela deve beneficiar apenas os ônibus urbanos. Os serviços de ônibus rodoviários e de ônibus de fretamento ainda vão pagar diesel sem desoneração.
É bom o cidadão estar atento, pois todo aumento abusivo sobre os insumos dos ônibus, totalmente ou parcialmente, acabam pesando no bolso do trabalhador.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Blog Ônibus Brasil

FPT vende 1,5 mil motores GNV a peruana Modasa

 Créditos: Automotive Business/Acervo

A FPT Industrial fechou contrato de mais de US$ 30 milhões para o fornecimento de 1,5 mil motores para a peruana Modasa. Os propulsores a gás natural veicular (GNV) equiparão ônibus produzidos pela empresa andina que atenderão o mercado do país e poderão ainda ser exportados para o Chile, Colômbia, Costa Rica, e Equador. As entregas serão feitas ao ritmo de cerca de 400 unidades anuais, com conclusão em 2016.

Os motores NEF 6 CNG serão importados da Itália, já que as fábricas da FPT Industrial na América Latina ainda não têm escala para produzir o propulsor a gás. “Isso seria perfeitamente possível com pequenas adaptações nas linhas”, explica Olivier Michard, diretor de vendas e marketing da companhia para a região.

Ele garante que espaço nas plantas não falta. A organização tem capacidade produtiva para 120 mil unidades por ano na região, somando o potencial da planta brasileira de Sete Lagoas, Minas Gerais, com o da argentina de Córdoba. Apesar disso, a produção esperada para a América Latina este ano é de 70 mil unidades. Segundo a empresa, a diferença é fruto de investimentos recentes em ampliação das estruturas locais. Com os aportes, a companhia garante estar pronta para a evolução prevista para o mercado nos próximos anos.

APOSTA NO GNV

Apesar de ainda não haver demanda para veículos comerciais a GNV no Brasil, a FPT Industrial investe em pesquisas na tecnologia. “Lideramos globalmente as vendas de motores a gás natural, com mais de 13 mil unidades desde 1997”, calcula Michard.

A aposta é que esse tipo de propulsor comece a ganhar espaço no Brasil. A empresa calcula que a participação do GNV na matriz energética dos veículos no País subiu de 3,7% em 2008 para 4,1% atualmente. Segundo a empresa, esse número deve crescer nos próximos anos. “Depende muito de vontade política, mas é perfeitamente viável principalmente para veículos de serviço, que operam em determinado horário e abastecem sempre no mesmo ponto. Se tivermos estrutura, a demanda crescerá naturalmente”, observa.

A empresa deve homologar até o fim deste ano um motor a gás Euro 5 que está em testes na Iveco em quatro aplicações: no miniônibus CityClass, no ônibus Eurorider, no Tector 170 como caminhão de coleta de lixo e no Daily furgão, todos da Iveco, também do Grupo Fiat. A companhia garante que o motor proporciona redução de consumo de combustível e de emissões de poluentes com maior intervalo e menor custo de manutenção.

NEGÓCIOS FORA DA FIAT

Com as fábricas preparadas para ampliar a produção, a empresa se empenha para fechar contrato com clientes de fora do Grupo Fiat. Na metade de 2012, esses negócios respondiam por 34% das vendas globais da FPT Industrial. Na América Latina este índice é bem menor, fechando o ano passado entre 5% e 6%. A expectativa para este ano é de elevar essa participação para em torno de 10%, perto de 10 mil motores.

Michard afirma que o aumento está garantido com os negócios já fechados com a Modasa e com a Ford, que equipará o caminhão extrapesado que a montadora vai lançar este ano com os propulsores da fabricante italiana. Além disso, o executivo aponta que a TAC (Tecnologia Automotiva Catarinense), que produz o jipe Stark, encomendou 200 motores e lembra dos negócios com a Caoa, que equipa o comercial leve HD78 com propulsor FPT.

A empresa faz pequenas mudanças para atrair os clientes externos. Uma delas foi a abertura de um escritório em São Paulo para abrigar a área comercial comandada por Michard. O executivo francês assumiu o cargo no Brasil no início de 2012 com a missão de incrementar os negócios da marca com empresas de fora do grupo.

Automotive Business

Motoristas enfrentam congestionamentos no primeiro dia de mudanças na PE-15

 Apenas ônibus podiam seguir na PE-15 após a interdição próximo ao Terminal Integrado; em seguida, os coletivos precisavam entrar na Rua Ema e desviar por dentro de Ouro Preto.
Créditos: NE 10/Acervo
 
Mais uma interdição na PE-15 causou transtornos para motoristas e passageiros que trafegaram pela rodovia na manhã desta segunda-feira (1º). O trânsito local foi interditado no sentido Paulista/Recife entre a Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (Facho) e a entrada da Avenida Romeu Jacobina de Figueiredo, próximo ao Posto BR e ao Colégio Argentina Castelo Branco. A mudança teve início nesta manhã e vai até a madrugada da sexta-feira (5). A alteração visa a implementação de 18 vigas de sustentação do Viaduto de Ouro Preto, em Olinda.

Carros de passeio e motoristas de veículos pesados que vinham de Abreu e Lima em direção ao Recife enfrentaram a primeira interdição da PE-15 no trecho localizado próximo ao Terminal Integrado de Paulista. Os condutores tiveram a opção de utilizar a Avenida Senador Nilo Coelho, conhecida como a II Perimetral, mas o fluxo intenso dificultou o acesso ao local, além do estreitamento da via, o que provocou filas de engarrafamento.

O taxista José Roberto, 56 anos, motorista de uma companhia de táxi, chegou a perder um passageiro por ter ficado preso no engarrafamento. "Esse trânsito aqui, em dias normais, já é muito complicado, e com essas interdições piorou mais ainda. Tive prejuízo", relata o taxista. Entretanto, Roberto acredita que a mudança visa melhorias para a população. "Até a conclusão desse Corredor, a gente vai sofrer, mas acho que o trânsito vai melhorar depois", afirma o motorista.

De acordo com o sargento Evandro Luís, do Batalhão de Polícia Rodoviária de Pernambuco (BPRv), duas rotas foram oferecidas à população para evitar os congestionamentos na II Perimetral, mas muitos ignoraram e preferiram fazer o retorno na avenida e voltar para a PE-15 para, então, seguir por Bairro Novo, em Olinda. "Estamos com um número pequeno de policiais em serviço para orientar os motoristas. Esse congestionamento poderia ser diminuído se tivéssemos um maior efetivo nos principais pontos do desvio", denuncia o policial.

Em virtude do bloqueio na PE-15, quatro paradas de ônibus foram desativadas a partir da Facho e passageiros de 20 linhas também foram afetados com a interdição. Os coletivos foram desviados por dentro de Ouro Preto e diversas paradas provisórias foram instaladas.

Para a garçonete Patrícia Araújo, 30 anos, a situação causou transtornos para diversos usuários que pegavam os coletivos nas quatro paradas desativadas. "A gente precisou andar muito mais para conseguir pegar os ônibus, as paradas ficaram muito distantes uma das outras", contou a passageira.

Funcionários do Grande Recife Consórcio de Transportes estiveram no local distribuindo panfletos e orientando os passageiros sobre as novas paradas. As interdições seguem até a madrugada da sexta-feira (5). A previsão da Secretaria das Cidades, órgão responsável pelas obras na PE-15, é que tudo esteja normalizado no próximo sábado (6).

NE 10