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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Pedestres sem vez na Avenida Cruz Cabugá, corredor do BRT no Recife

Creditos: Guilherme Veríssimo/Diário de Pernambuco


Ser pedestre na Avenida Cruz Cabugá não exige apenas disposição para superar a ausência de passeios seguros, mas também um pouco de sorte. Até mesmo para quem não vai atravessar a via de um lado para outro, mas deseja apenas caminhar no sentido do fluxo.

Um trecho complicado para quem anda a pé fica entre a Avenida Norte e a Rua Araripina, entre três quarteirões e quase um quilômetro de extensão. A opção de acessibilidade é zero e os pedestres enfrentam riscos por serem obrigados a caminhar na pista em um dos principais corredores de tráfego da Zona Norte e por onde passa o corredor Norte/Sul.

Há pelo menos duas situações que são emblemáticas e que tiveram ações diretas do poder público para resolver questões pontuais sem levar em conta as necessidades de deslocamento do pedestre. Em um dos pontos, nas imediações faixa de pedestre da estação do BRT na esquina da Rua Araripina, em um dos lados não existe calçada e o percurso é feito entre um trecho de areia da obra inacabada da Secretaria das Cidades, ou pela pista mesmo.

De acordo com o secretário executivo da pasta, Gustavo Gurgel , a calçada que falta será feita entre o fim de maio e começo de junho. “Teremos a calçada pronta quando a estação começar a funcionar”, afirmou. Até lá, fica como está. Para quem continua o percurso no sentido da Avenida Norte, ou faz o caminho inverso, irá se deparar também com outra situação. Dessa vez, entre a Rua 24 de agosto e a Avenida Norte, cujo quarteirão teve toda a calçada interditada em razão de risco de desabamento de uma marquise.

A ação foi feita por recomendação da Defesa Civil do município. Em nota, a Secretaria de Controle Urbano e Mobilidade justifica a interdição para evitar risco para pedestre. Só não oferece alternativa de separar parte da pista para quem faz a caminhada seguindo a sua linha de desejo.“É bastante complicado andar por aqui. A gente tem que olhar se vem carro e dar uma carreira para não ser atropelado”, Berenice Pereira, 30 anos, operadora de telemarketing

Sem opção, o pedestre se arrisca entre os veículos. E para piorar o trecho interditado da marquise é uma parada de ônibus e os usuários são obrigados a seguir pela pista. “A gente pode se livrar da marquise, mas pode ser atropelado por um ônibus”, criticou a supervisora Michele Silva, 24 anos. Ainda segundo a assessoria, o pedestre tem a opção de atravessar para o outro lado da pista e seguir pela calçada oposta. Simples assim.

Saiba Mais
Perfil da Avenida Cruz Cabugá
- 22 mil veiculos circulam pela via
- 240 mil pessoas transportadas
- 58 linhas passam pela via
- 6 estações de BRT do corredor Norte/Sul
- 4  estações de BRT estão em operação

Fonte: CTTU e Grande Recife

Blog Mobilidade Urbana

sábado, 6 de setembro de 2014

Para onde está caminhando o transporte público no Grande Recife?

Créditos: Agência Estado

Um ano e três meses após os protestos de junho de 2013, a população ainda aguarda melhorias no transporte público. Persistem os ônibus lotados, longas filas, falta de informações e o trânsito travado. Somente na Região Metropolitana do Recife, quase mil viagens deixam de ser realizadas por dia em razão dos congestionamentos. Nem os R$ 50 bilhões disponibilizados pelo governo federal após os protestos pela melhoria do transporte no país tiveram resultados práticos.

Dos R$ 143 bilhões destinados a obras de mobilidade, apenas 10% foram utilizados. O BRT, principal aposta de mobilidade na Copa, funcionou com limitações na maioria das cidades-sede em decorrência de atrasos nas obras. O Recife não conseguiu, ainda, operar 100% da capacidade dos corredores, dois meses após o fim do mundial. Ainda engatinhamos nas discussões sobre os salários dos rodoviários e o valor da tarifa, e não avançamos na questão da qualidade do serviço, usado por cerca de 2 milhões de usuários/dia.


O modelo não atende mais às necessidades de uma clientela cada vez mais consciente, com menos tolerância para sofrer em um transporte que custa a andar. Até domingo, o Diario coloca em discussão o funcionamento do Sistema de Transporte de Passageiros na RMR.


O Brasil se surpreendeu com a explosão das manifestações de junho de 2013 pela melhoria do transporte público. Nunca a necessidade de melhoria do sistema foi tão evidente. As mobilizações começaram em São Paulo, pela revogação de um aumento de R$ 0,20 na tarifa. Mas já se sabia que a raiz do problema não estava no reajuste. Como não está até hoje.


O congelamento das tarifas não satisfaz quando o serviço não é satisfatório. E não há sinais de melhoria. Nem mesmo as desonerações tributárias oferecidas em alguns estados e municípios serviram para mudar o quadro atual. Há uma longa distância entre fazer o sistema funcionar aos trancos e barrancos e manter um serviço regular, eficiente, seguro e confortável.


Enquanto espera por um ônibus comum em uma parada na Rua do Sol, Centro do Recife, o biólogo Diogo Aguiar, 27, que usa três conduções por dia, reclama do tempo que perde nos deslocamentos. “Eu gasto em média uma hora e 20 minutos no trajeto, mas com a integração pago apenas uma passagem de R$ 2,15. Eu não me importaria em pagar um pouco mais se o serviço fosse melhor”, diz ele.

No modelo atual, as contas do sistema ficam nas costas dos usuários. O consenso entre os especialistas é que não é mais possível custear todo o sistema com a tarifa. O sinal de alerta acendeu e revela que a saúde do sistema está comprometida. “O quadro é grave. O que se arrecada não é suficiente. As empresas estatais estão tendo déficits crescentes com a canibalização dos serviços e os equipamentos que não se renovam. É a desorganização do sistema”, alertou o especialista Frederico Bussinger, do Instituto de Desenvolvimento Logístico, Transporte e Meio Ambiente (Idelt).

O anúncio de um déficit mensal de R$ 7 milhões pelo Sindicado das Empresas de Transporte Urbano (Urbana-PE), não foi surpresa para os especialistas. “Não é apenas o Recife que passa por essa crise. Esse modelo é insustentável, e há o agravante das tarifas congeladas e sem nenhuma outra fonte de receita”, disse o diretor-administrativo da NTU, Marcos Bicalho.

A lógica é que a conta também seja dividida com os beneficiários do transporte público, como os usuários de carros. “Quanto mais gente estiver no transporte público mais espaço sobra para o carro. E não há nenhum tributo para beneficiar o transporte público’, ressaltou o urbanista em mobilidade sustentável, Nazareno Stanislau Affonso, do Movimento pelo Direito ao Transporte (MDT).

A criação de um fundo para o transporte público e redirecionamento de verbas para projetos a curto prazo são urgentes. “Com 10% dos R$ 50 bilhões oferecidos pelo governo, seria possível construir 4 mil km de faixas exclusivas e isso traria um ganho significativo na redução do tempo das viagens”, afirmou Otávio Cunha, presidente-executivo da NTU.

Saiba mais
10 propostas para melhoria do sistema de transporte

Instalar e ampliar faixas exclusivas nos corredores de transporte

Equipar paradas e abrigos de ônibus com informações das linhas

Cobrar pedágio urbano nos centros para estacionamento de veículos

Proibir estacionamento em todas as vias de corredores de transporte

Criar tributos na compra de veículos e na gasolina para fundo do transporte público

Ampliar as redes de integração do sistema de transporte

Destinar IPTU de imóveis de grande porte para o transporte público

Discutir a gratuidade em órgãos como Correios e Polícia Militar

Aumentar a eficiência da fiscalização dos beneficiários com a gratuidade

Fonte: ANTP;NTU e MDT

Diário de Pernambuco

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Faixa exclusiva provisória na Avenida Norte como solução para a operação do TI da Macaxeira


Créditos: Aughost/Skyscraper City

Uma faixa exclusiva para ônibus na Avenida Norte, que funcione provisoriamente, apenas no horário das 6h às 9h. Essa é uma das propostas que o Grande Recife Consórcio de Transporte pretende apresentar à Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) para tentar melhorar a operação do Terminal Integrado da Macaxeira, na Zona Norte da cidade. A ideia surgiu depois das cinco horas de sufoco com o protesto que fechou o TI, o segundo maior do sistema de transporte da Região Metropolitana do Recife, por onde passam 60 mil pessoas por dia e de onde chegam coletivos de seis outros terminais (Igarassu, Pelópidas, Camaragibe, Caxangá, Barro e Tancredo Neves).


O presidente do Grande Recife Consórcio de Transporte, Nelson Menezes, disse que vai sugerir a criação da faixa provisória, apenas no sentido subúrbio-Centro e no horário de pico. “Estamos pensando em soluções para otimizar o terminal. Ele está saturado, é fato, mas não temos como ampliá-lo porque não há terreno. A solução é construir um novo TI, que depende do projeto do corredor de BRT (Bus Rapid Transit) previsto para a BR-101. Vamos conversar com a CTTU e ver se é possível realizar essa ação”, explicou Menezes.


O presidente do Grande Recife argumenta que a única solução é abrir espaço nas ruas para o ônibus. “O intervalo da linha 645 (Avenida Norte/Macaxeira) chega a três minutos no horário de pico, ou seja, é muito pequeno. Mas o que vimos nesta quarta-feira foi um congestionamento monstruoso na Avenida Norte que comprometeu toda nossa operação. Os coletivos levaram 56  e até 77 minutos a mais do que o tempo máximo previsto no percurso entre o TI e o Centro. Não há outra alternativa que não seja prioridade para o transporte público na Avenida Norte. Sabemos que os motoristas de automóveis vão reclamar, mas é o jeito”, disse.


Na segunda-feira (17/2) uma comissão representativa do grupo que fez o protesto no TI da Macaxeira irá se reunir com a direção do Grande Recife para discutir a pauta de reivindicações e algumas soluções para a operação do terminal.


O grupo que protestou criou uma página no Facebook, chamada central dos usuários de transporte público do grande recife (https://www.facebook.com/groups/632628973469175/).


Confira as reivindicações feitas pelos manifestantes:


Veja a reportagem da TV Jornal:



Blog de Olho no Trânsito

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Metade da população usa veículo particular

Créditos: Revista Algo Mais/Divulgação

A frota nacional de automóveis e comerciais leves cresceu 8% em 2012 ante 2011, conforme mostra o mais recente estudo do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). Metade dos brasileiros adultos já utiliza transporte privado para se locomover, incluindo motocicletas, segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).
Cidades como a capital paulista já têm dois habitantes por automóvel, paridade próxima à de regiões desenvolvidas, como Estados Unidos e Europa.
Fora dos principais centros consumidores, a média é de 8,8 habitantes por veículo, ante uma média brasileira de 5,2 pessoas por carro. Há uma década, essa paridade nacional era de 8,2 habitantes por veículo.
Apenas cinco Estados - São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná - concentram 72% da frota. Nessas localidades, a média de habitante por veículo varia de 2,9 a 5,2 (ver quadro).
A indústria automobilística conta com as regiões menos motorizadas para manter o ritmo das vendas e chegar em 2017 com números próximos a 5 milhões de veículos ao ano, conforme projeta a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Na última década, as vendas de carros novos cresceram a taxas médias de 7% ao ano, e a de motocicletas, de 13% ao ano. Já o número de passageiros que utiliza o transporte público caiu 25% no mesmo período.
"Nos últimos anos, houve uma tendência clara de fortalecimento do transporte individual em detrimento do transporte público", diz Carlos Henrique Carvalho, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), especializado em transporte.
O estudo do Sindipeças mostra que a frota brasileira aumentou 80% desde 2002 e encerrou o ano passado com 35,8 milhões de automóveis e comerciais leves, número que sobe para 38 milhões se forem incluídos caminhões e ônibus. A de motos praticamente quintuplicou - de 2,5 milhões de unidades há dez anos para 12,4 milhões.
Mais jovem. Da frota de veículos, 43% têm até cinco anos de uso, participação que era de 33% há dez anos. Modelos com 6 a 15 anos são 37% do total em circulação e aqueles com 16 a 20 anos são 16%. Os mais velhinhos, com mais de duas décadas, correspondem a 4% da frota (ante 6% há dez anos).
"A frota antiga é mais concentrada nas periferias e só deve ser reduzida significativamente se houver um programa de renovação, com incentivos fiscais", diz o conselheiro do Sindipeças, Elias Mufarrej.
Para o presidente da Anfavea, Luiz Moan, a atual taxa de motorização brasileira, comparada com vários outros países, "ainda é incipiente", por isso o País continua atraindo novos investimentos no setor. Exemplos são a alemã BMW e as chinesas Chery e JAC, que estão construindo fábricas no País.
A taxa de motorização é de 1,3 pessoa por veículo nos EUA, de 1,6 no Canadá, de 1,7 no Japão, Espanha e França, de 1,8 no Reino Unido e Alemanha, de 2,7 na Coreia do Sul, de 3,6 no México e de 3,7 na Argentina, segundo dados da consultoria PriceWaterhouseCoopers (PwC).
"Em muitos desses países há transporte coletivo eficiente e as pessoas continuam comprando automóveis", diz Moan. "Olhamos muito para a cidade de São Paulo, que está perto de manter apenas um mercado de substituição, mas nas demais regiões há espaço para crescer."
As Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste passam a ser alvo da indústria e também têm atraído investimentos. A Fiat está construindo nova fábrica em Pernambuco e a JAC, na Bahia.
Dados da Anfavea mostram que, de 2002 para cá, as vendas de automóveis e comerciais leves na Região Norte cresceram 234%, para 158,9 mil veículos no ano passado. No Centro-Oeste, a alta foi de 223% (362,3 mil) e no Nordeste, de 201% (567,2 mil). No Sudeste, a alta foi de 137% (1,8 milhão) e no Sul de 159% (718 mil). Na totalidade do mercado brasileiro, as vendas desse segmento saltaram de 1,39 milhão de unidades para 3,63 milhões, uma alta de 160%.
'Desmotorização'. Na opinião do sócio da PwC, Marcelo Cioffi, o Brasil ainda está longe da "onda de desmotorização" que começa a surgir em países desenvolvidos, onde parte da população, especialmente jovens, não quer mais ter automóvel. "O Brasil, assim como os demais países em desenvolvimento, como China e Índia, ainda está na fase da motorização."
Cioffi concorda que, embora nos grandes centros a paridade entre habitantes e veículos é cada vez menor, nas demais regiões há espaço para crescer. "O processo de 'desmotorização' vai depender da evolução dos investimentos no transporte público e das políticas de restrição ao uso do carro, medidas que podem definir mudanças na forma de usar o automóvel."

O Estado de São Paulo

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Acidentes envolvendo ônibus nesta quarta-feira no Recife

A quarta-feira registra dois acidentes de trânsito envolvendo ônibus no Recife. O primeiro deles aconteceu por volta das 6:45 da manhã, na Praça do Parnamirim. Um ônibus da empresa Transcol, um carro modelo Ford Ranger e um caminhão de lixo colidiram. Ninguém ficou ferido. O tráfego ficou lento no local, pois os veículos puderam passar por apenas uma via. Por volta das 8:15, os veículos foram retirados do local e o trânsito voltou a fluir normalmente.

Ainda pela manhã, outro ônibus se envolveu em um acidente, por volta das 8:30. Desta vez, com uma moto. Foi na Avenida Visconde de Albuquerque, próximo aos supermercados Bompreço e Extra. O coletivo pertence a empresa CRT. Segundo informações, o motociclista derrapou e caiu na pista, enquanto a moto foi parar embaíxo do ônibus. O motoqueiro foi atendido para o SAMU e levado a uma unidade hospitalar. O trânsito voltou ao normal por volta das 9:40.

Já no começo da tarde, um ônibus e um carro se envolveram em um acidente na Av Sul, descida do viaduto das Cinco Pontas. O fato aconteceu por volta das 12:50. Assim que tivermos mais informações, divulgaremos aqui.

Ônibus quebrados também marcam o dia

Os ônibus quebrados também fizeram parte da rotina da região metropolitana do Recife nesta quarta-feira. Dois casos aconteceram, deixando o trânsito complicado.

O primeiro deles foi na Avenida Barreto de Menezes, em Prazeres, Jaboatão dos Guararapes. Um ônibus da empresa Vera Cruz, que fazia a linha Barro/Prazeres, quebrou no sentido Piedade. O trânsito está complicado no local.

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Créditos: @allanrobertcm/Acervo

Já na Avenida Cruz Cabugá, um ônibus da empresa Cidade Alta quebrou, por volta das 13:00, em frente ao Shopping Tacaruna.

sábado, 6 de abril de 2013

Falta de prioridade ao transporte público também encarece ter carro

Falta de prioridade ao transporte público contribui para que São Paulo seja a segunda cidade do mundo mais cara para ter e manter automóvel. Levantamento é da Revista The Economist e leva em consideração os principais custos de um veículo.

Créditos: Veja/Acervo

Se o excesso de veículos nas cidades não é bom para o trânsito e para a o meio ambiente, em São Paulo, também é problema para o bolso. De acordo com levantamento da revista inglesa The Economist, São Paulo é a segunda cidade do mundo onde é mais caro comprar e manter um carro de passeio.

Os especialistas na revista levaram em conta veículos de porte médio, com 1800 cilindradas, para que a comparação entre as diversas cidades do mundo não fosse prejudicada pelas diferentes características dos veículos em cada região. Foram usadas as marcas Audi e Mercedes Benz.

Comprar e manter um carro na cidade de São Paulo por três anos faz o motorista desembolsar mais de US$ 120 mil dólares. O valor só é menor que na cidade de Nova Déli, na Índia, onde para ter e manter um carro por três anos, o cidadão gasta em média US$ 140 mil dólares.

Os dados levam em consideração diversos gastos, como aquisição, impostos, combustível, manutenção e taxas. Nos países em desenvolvimento, os gastos são maiores por causa da maior carga de impostos nestas nações.

Chama atenção o fato de que nas cidades onde não há investimento suficiente em transporte público, os custos para manter carros são maiores por diversos motivos. O primeiro deles é porque o uso do carro é maior, o que eleva os gastos para o proprietário do veículo.

Em Nova Iorque, por exemplo, onde para os deslocamentos cotidianos para a escola ou trabalho a maior parte das pessoas usa ônibus ou metrô, o dono de um carro gasta pouco mais de US$ 40 mil dólares em três anos. E a taxa de motorização da população é alta, mas o carro é usado eventualmente ou para passeios de final de semana.

Mas a falta de transporte público não deixa a manutenção do carro mais cara apenas pelo uso maior, mas pela forma de utilização do veículo. Sem rede de corredores de ônibus e metrô suficiente, as pessoas ficam mais tempo presas nos congestionamentos, o que aumenta ainda mais os gastos com os carros parados a toa nas ruas.

O transporte público consegue atender a uma grande quantidade de pessoas ocupando menor espaço urbano. Assim, a prioridade ao transporte urbano significa vias mais livres. Para o transporte público, no entanto se tornar interessante, ele deve ter baixo custo e velocidade maior.

Algumas cidades já restringiram algumas áreas para carros. É o que São Paulo fez recentemente na região do Largo Treze de Maio, na zona Sul de São Paulo, que nos horários de maior movimento da manhã e da tarde restringiu a circulação de carros de passeio em algumas ruas.

De acordo com a SPTrans – São Paulo Transportes, gerenciadora dos serviços, por causa da restrição de circulação dos carros, a velocidade média dos ônibus que trafegam pelo corredor da Avenida Santo Amaro e que depois servem a região do Largo Treze de Maio passou de 11 quilômetros por hora para 21 quilômetros por hora, segundo as medições feitas pelo sistema Olho Vivo dos aparelhos de GPS dos ônibus.

Adamo Bazani
, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Blog Ponto de Ônibus

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Motoristas enfrentam congestionamentos no primeiro dia de mudanças na PE-15

 Apenas ônibus podiam seguir na PE-15 após a interdição próximo ao Terminal Integrado; em seguida, os coletivos precisavam entrar na Rua Ema e desviar por dentro de Ouro Preto.
Créditos: NE 10/Acervo
 
Mais uma interdição na PE-15 causou transtornos para motoristas e passageiros que trafegaram pela rodovia na manhã desta segunda-feira (1º). O trânsito local foi interditado no sentido Paulista/Recife entre a Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (Facho) e a entrada da Avenida Romeu Jacobina de Figueiredo, próximo ao Posto BR e ao Colégio Argentina Castelo Branco. A mudança teve início nesta manhã e vai até a madrugada da sexta-feira (5). A alteração visa a implementação de 18 vigas de sustentação do Viaduto de Ouro Preto, em Olinda.

Carros de passeio e motoristas de veículos pesados que vinham de Abreu e Lima em direção ao Recife enfrentaram a primeira interdição da PE-15 no trecho localizado próximo ao Terminal Integrado de Paulista. Os condutores tiveram a opção de utilizar a Avenida Senador Nilo Coelho, conhecida como a II Perimetral, mas o fluxo intenso dificultou o acesso ao local, além do estreitamento da via, o que provocou filas de engarrafamento.

O taxista José Roberto, 56 anos, motorista de uma companhia de táxi, chegou a perder um passageiro por ter ficado preso no engarrafamento. "Esse trânsito aqui, em dias normais, já é muito complicado, e com essas interdições piorou mais ainda. Tive prejuízo", relata o taxista. Entretanto, Roberto acredita que a mudança visa melhorias para a população. "Até a conclusão desse Corredor, a gente vai sofrer, mas acho que o trânsito vai melhorar depois", afirma o motorista.

De acordo com o sargento Evandro Luís, do Batalhão de Polícia Rodoviária de Pernambuco (BPRv), duas rotas foram oferecidas à população para evitar os congestionamentos na II Perimetral, mas muitos ignoraram e preferiram fazer o retorno na avenida e voltar para a PE-15 para, então, seguir por Bairro Novo, em Olinda. "Estamos com um número pequeno de policiais em serviço para orientar os motoristas. Esse congestionamento poderia ser diminuído se tivéssemos um maior efetivo nos principais pontos do desvio", denuncia o policial.

Em virtude do bloqueio na PE-15, quatro paradas de ônibus foram desativadas a partir da Facho e passageiros de 20 linhas também foram afetados com a interdição. Os coletivos foram desviados por dentro de Ouro Preto e diversas paradas provisórias foram instaladas.

Para a garçonete Patrícia Araújo, 30 anos, a situação causou transtornos para diversos usuários que pegavam os coletivos nas quatro paradas desativadas. "A gente precisou andar muito mais para conseguir pegar os ônibus, as paradas ficaram muito distantes uma das outras", contou a passageira.

Funcionários do Grande Recife Consórcio de Transportes estiveram no local distribuindo panfletos e orientando os passageiros sobre as novas paradas. As interdições seguem até a madrugada da sexta-feira (5). A previsão da Secretaria das Cidades, órgão responsável pelas obras na PE-15, é que tudo esteja normalizado no próximo sábado (6).

NE 10

quinta-feira, 21 de março de 2013

Brasileiros gastam cinco vezes mais com transporte privado que público

Brasileiros gastam em média 15,23% da renda com transporte, diz Ipea. Pesquisa foi feita com base em dados do IBGE. 

 Créditos: Observatório do Recife/Acervo

Moradores de áreas urbanas brasileiras comprometem, em média, 15,23% de sua renda com transporte urbano, aponta estudo divulgado nesta quinta-feira (20) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Isso equivale a um gasto de R$ 544,08 em uma família com renda média de R$ 3.571,38.

De acordo com o levantamento, o aumento da renda dos brasileiros nos últimos anos levou a um maior gasto com transporte privado ou individual (carro e moto particulares, por exemplo). As despesas nesse tipo de transporte são, em média, de R$ 451,56, o que equivale a 12,65% da renda média familiar, valor cinco vezes maior que o gasto com transporte público (R$ 92,22 ou 2,58% da renda familiar).

O estudo considera despesa com transporte particular a aquisição de veículos, manutenção, combustível, documentação e seguro, além de gasto com estacionamento e pedágio. Já os gastos com transporte público incluem aqueles com passagem de ônibus (urbanos ou metropolitanos e fretamento), transporte alternativo (vans e peruas), táxi e mototaxi, transporte escolar, transporte ferroviário e hidroviário.

O levantamento foi feito com base em dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2009.

G1

 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Falta de Mobilidade também amplia desigualdade social

Camada mais pobre da população é ainda a que mais sofre com problemas de mobilidade urbana. Estudo do Ipea revela que investimentos em transportes públicos devem ser constantes.


Créditos: Blog Acerto de Contas/Acervo

Quando se fala em justiça social, logo se pensa em cidades com menos desigualdades, tanto financeiras, como de oportunidades e de condições de vida. São vários os fatores que ainda fazem o Brasil ser um país desigual: diferença na renda entre trabalhadores inclusive os da mesma profissão, preconceitos raciais, falta de oportunidades de educação acadêmica e qualificação profissional para toda a população, assistencialismo em vez de criação de condições para as pessoas gerarem sua própria renda e também, logicamente, a corrupção que literalmente usurpa recursos que seriam usados para os serviços básicos para o brasileiro.

O que muitos não discutem, e que é fundamental, é que a falta de mobilidade urbana e de investimentos em transportes públicos ajuda a ampliar o abismo ainda existente na qualidade de vida entre os que possuem mais e os que possuem menos renda.

Estudo do Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, divulgado nesta terça-feira dia 12 de março de 2013, revela que a população de menor renda é ainda a que mais sofre com os problemas de mobilidade urbana, o que indica que a maioria dos investimentos em vias e transportes continua destinada para servir uma minoria da população mais privilegiada que possui mais automóveis e condições de morar mais perto de onde trabalha.

De acordo com o estudo, ao qual este jornalista teve acesso, “Na média das áreas metropolitanas analisadas, os mais pobres gastam quase 20% a mais de tempo do que os mais ricos se deslocando para o local de trabalho. Ainda, 19% dos mais pobres fazem viagens com duração acima de uma hora (somente trajeto de ida), enquanto esta proporção entre os mais ricos é de apenas 11%. Estes resultados reforçam os achados de estudos anteriores de que, em geral, a população de mais baixa renda tende a ser mais vulnerável às desvantagens no transporte urbano”

É verdade, no entanto, que a diferença entre os ricos e pobres no trânsito têm diminuído de uma maneira geral no País. De 1992 a 2009, o tempo de deslocamento entre os mais pobres subiu 4% e para os mais ricos, a alta foi de 15%.

No entanto, não há de se negar que as cidades ainda têm concentrado os investimentos para os que possuem maior renda. A maior parte das ampliações viárias, a concentração de linhas de metrô e todas as intervenções de infraestrutura ainda são mais evidentes nas regiões centrais que nas periferias.

E quando se fala em desigualdade no tempo de viagem entre os mais ricos e mais pobres, não se pode pensar apenas nas horas que as pessoas passam no trânsito e sim, no que elas poderiam fazer se não estivessem nos congestionamentos. Este aspecto mostra o quanto os investimentos em transportes públicos são essenciais para que as pessoas com menos condições possam ter acesso a novas oportunidades.

Muitos só trabalham e não estudam não porque simplesmente não há escola. Mas porque não sobra tempo para estudar. Muitas famílias cujo pai e cuja mãe têm de trabalhar para o sustento da casa não podem acompanhar adequadamente o crescimento dos filhos pela falta de tempo.

Muita gente deixa de fazer um acompanhamento médico correto não apenas porque não tem vagas nos hospitais, mas porque é difícil chegar às unidades de saúde de referência. O estudo é de Rafael Pereira, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, em parceria com Tim Schwanen, da Universidade de Oxford, e leva em consideração dados de 10 capitais brasileiras e mais 20 grandes cidades do mundo.

Outra conclusão do levantamento é que as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro figuram respectivamente na segunda e na terceira posição no ranking de onde as pessoas demoram mais tempo para deslocarem só na ida de casa para o trabalho.

Entre as dez cidades do mundo nas quais as pessoas ficam mais tempo no trânsito estão, de acordo com a pesquisa:

1º) Xangai – 50,4 minutos
2º) São Paulo – 42,76 minutos
3º) Rio de Janeiro – 42,58 minutos
4º) Londres – 37 minutos
5º) Estocolmo – 35 minutos
6º) Recife – 34,88 minutos
7º) Nova Iorque – 34,6 minutos
8º) Tóquio – 34,5 minutos
9º) Salvador – 33,91 minutos
10º) Paris – 33,7 minutos

O estudo não analisa dados de agora, mas da evolução da situação de transportes e deslocamentos destas cidades. Para os municípios brasileiros, o levantamento levou em conta informações coletadas desde 1992 da Pnad – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

E esta evolução de dados mostra resultados bastante interessantes. Em praticamente todas as regiões metropolitanas brasileiras houve aumento do tempo de deslocamento. Mas onde foram realizados investimentos em transportes coletivos, estes aumentos foram contidos e em diversos momentos, houve até redução.

Mas exemplos de cidades como Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba mostram que os investimentos em transportes públicos devem ser constantes. Não basta inaugurar uma obra e pronto. O transporte sempre deve crescer junto com as necessidades da cidade.

De acordo com a pesquisa, em vários anos o percentual de pessoas que demoram mais de uma hora para se deslocarem no Rio de Janeiro caiu fruto de investimentos em obras viárias, no metrô e no sistema de ônibus, mas à medida que estes investimentos diminuíam, voltavam a aumentar o os tempos de deslocamentos.

Diferentemente do que ocorreu em Minas Gerais, São Paulo e na maior parte do Norte e Nordeste, em cidades do Sul do País, em duas décadas o tempo de deslocamento dos cidadãos ficou praticamente estável, mesmo com crescimento populacional. E segundo o estudo que é fruto de uma parceria internacional, o motivo de as viagens não se tornarem mais demoradas foi a atenção maior ao transporte público.

“As exceções a essa tendência (de alta no tempo de deslocamento) são as RMs (Regiões Metropolitanas) de Porto Alegre e Curitiba, que têm apresentado uma tendência praticamente estável ao longo de todo o período. Possivelmente, esta estabilidade se já decorrente de um controle mais bem-sucedido da expansão urbana e de sistemas de transporte público mais eficientes nestas áreas”.

Assim, mostra o estudo, o transporte coletivo não é só um meio de garantir a mobilidade urbana, mas também a justiça social e contribuir para a igualdade de oportunidades.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Blog Ponto de Ônibus

segunda-feira, 5 de março de 2012

Os obstáculos da BR-232

O problema foi passado para o governo do Estado.


É difícil encontrar, na história administrativa de Pernambuco, uma obra pública mais burocraticamente controvertida que a BR-232. Já em sua nascente, o vício de origem: sendo uma BR, deveria ter sido duplicada no trecho entre o Recife e Caruaru, depois São Caetano, pelo órgão responsável pelas rodovias federais.

O problema foi passado para o governo do Estado, graças à liquidez circunstancial com a venda da Celpe para um grupo espanhol e, até aí, tudo bem, desde que a “espinha dorsal” rodoviária de Pernambuco fosse desobstruída no seu trecho mais movimentado, dado o crescimento do trânsito e a urgência de fazer o Estado andar mais e melhor. E que, naturalmente, o governo federal ressarcisse o custo da obra federal com dinheiro estadual, o que não aconteceu.

O início das obras foi um acontecimento político da maior dimensão. Pernambuco perdia sua estatal, mas ganharia a velocidade necessária para beneficiar o interior, integrar melhor dois terços da população com o terço mais desenvolvido, a Região Metropolitana do Recife. Mas foi aí, desde os primeiros momentos, que começaram os problemas e o jogo de empurra-empurra de responsabilidades sobre o que começou a ser detectado desde o início das obras e vem se ampliando com o aumento da frota de transportes de carga, o excesso de peso – incompatível com a qualidade da estrada que foi duplicada – e o embate burocrático, com parecer técnico para lá, parecer técnico para cá, enquanto a BR-232 deixa à mostra tudo que uma boa rodovia não pode ter – e era exatamente isso que se esperava, qualidade, com o custo da duplicação, uma Celpe privatizada.

Desde cedo, isto é, nos primeiros anos do prazo – 10 anos – tecnicamente aceitável para a realização de trabalhos de restauração, a rodovia começou a mostrar, num crescendo, placas de concreto quebradas, em muitos trechos insuficiência de drenagem, trinca na pista, afundamentos, vazios sob as placas e outros problemas que o viajante apressado não percebe mas que vão se aprofundando até encontrarmos – como se encontra com frequência – as pistas obstruídas em parte para a realização de obras, não mais apenas de restauração, mas implantação de novas placas, muitas vezes lembrando os difíceis anos da duplicação. É um problema de qualidade de um serviço público essencial que foi agravado pelos conflitos políticos, na passagem de governo de um grupo para outro contrário, daí advindo o que a ninguém interessa, principalmente à população: o jogo de empurra, enquanto a rodovia vai ficando em muitos trechos metade cimento, metade asfalto, no processo de desgaste que exige maior fiscalização e punição contra o excesso de peso das carretas, principal responsável pela degradação da rodovia.

Sem que se exclua o devido processo legal para a reparação do trabalho malfeito ou utilização de material de qualidade inferior, se for o caso. O que não pode é manter a principal obra rodoviária de Pernambuco das últimas décadas se deteriorando como matéria-prima de embates políticos.​

Jornal do Commercio (PE) e Agência CNT

sábado, 15 de outubro de 2011

Mobilidade urbana é maior desafio em Pernambuco

Créditos: DG-1 Trânsito/Acervo
 
A Região Metropolitana do Recife (RMR) possui hoje uma frota de 988.202 veículos, que vem crescendo a cada mês. Somente até julho de 2011, 53,3 mil novos veículos passaram a circular na região. Esse crescimento tem causado grandes problemas no deslocamento pelas ruas da capital pernambucana.
 
Para quem utiliza o transporte público, no entanto, as dificuldades são ainda maiores. Segundo informações do Grande Recife Consórcio de Transportes, órgão que coordena a mobilidade urbana, 488,7 mil passageiros utilizaram ônibus e metrô como meio de transporte na RMR em 2010.
 
Terminais de passageiros e ônibus superlotados nos horários de pico causam a insatisfação dos usuários. O auxiliar de marketing Manoel Neto demora cerca de duas horas para se deslocar da sua casa em Maranguape II, no município de Paulista, até o seu local de trabalho, no centro de Recife. O percurso tem em média 22 km. “Todos os dias eu enfrento uma fila quilométrica no terminal de integração e só depois do terceiro ou quarto ônibus é que consigo um lugar para fazer a viagem sentado”, reclama.
 
A rede de transporte público do Recife, o SEI (Sistema Estrutural Integrado), é composta por 13 terminais integrados e, de acordo com o governo do estado, tem capacidade para 800 mil passageiros. Até 2012, oito novos terminais devem ser construídos e, em 2013, será inaugurado o Terminal Cosme e Damião. Com isto, a capacidade de passageiros deve chegar a 1,6 milhão.
 
Neste mês, o governo do estado lançou os editais de licitação das obras do Programa Estadual de Mobilidade (Promob), que inclui a construção de três corredores exclusivos de ônibus: Norte-Sul, Leste-Oeste e o Ramal da Cidade da Copa. A primeira etapa do Corredor Norte-Sul terá 32,2 km e vai ligar o município de Igarassu até o centro do Recife, com capacidade para atender 146 mil passageiros/dia.
 
O Leste-Oeste vai ligar o bairro do Derby, no Recife, até o município de Camaragibe, na zona oeste da cidade. Serão 12,5 km de extensão, com uma demanda de 126 mil passageiros/dia.
 
O Ramal Cidade da Copa sai da av. Belmiro Correia em Camaragibe e vai até a região onde ficará a Arena Pernambuco, sede da Copa de 2014, no município de São Lourenço da Mata. Terá 6,3 km de extensão, com atendimento de 20 mil passageiros/dia. Os corredores vão operar com o sistema BRT (Bus Rapid Transit) e, juntos, vão somar 100 km de vias exclusivas para ônibus.
 
Também será licitada a construção do Terminal Integrado Cosme e Damião, em São Lourenço da Mata, no caminho para a Cidade da Copa. Todos esses projetos estão previstos na Matriz de Responsabilidades da Copa e, de acordo com os prazos previstos no documento, as obras já deveriam ter começado.

Para o engenheiro Ilo Leite, vice-presidente do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia de Pernambuco (Sinaenco-PE), o governo do estado deveria imprimir urgência máxima nestas obras para que o prazo de 2014 possa ser cumprido em benefício da população local. Em sua visão, o sistema BRT não poderia ser aplicado em qualquer local da cidade, mas avalia que os projetos atuais são viáveis. “Estes corredores são passíveis de serem implantados, já que a demanda destes trechos não é elevada”, avalia.

A construção da Via Mangue, que também está prevista na Matriz de Responsabilidades, deve desafogar o trânsito na zona sul da cidade. A obra, de responsabilidade da prefeitura, teve início em junho deste ano e terá faixas de rolamentos para veículos, calçadas e ciclovias. Serão construídos dois elevados, oito pontes, duas alças de ligação e será feito o alargamento da ponte Paulo Guerra e do viaduto Capitão Temudo. A via terá uma extensão de 4,75 km no sentido Centro/Boa Viagem e 4,37 km no sentido Boa Viagem/Centro.

Veículo Leve sobre Trilhos - O sistema de VLT também será implantado para a melhoria do sistema de transporte público na RMR. Serão adquiridos sete equipamentos VLT, cada um com três carros de passageiros, que irão substituir o atual trem díesel em um trecho de 18km entre as estações de Cajueiro Seco e Cabo.
 
A demanda prevista para este VLT é de 30 mil usuários por dia. Os testes de operação já foram iniciados e a previsão do governo do estado é de que o sistema comece a operar ainda este ano.

Ciclovias e rios - Para fugir da má qualidade do transporte público, algumas –ainda raras– pessoas optam pela bicicleta. Mesmo possuindo um carro, o porteiro Iranildo Paris percorre 12 km de bicicleta para se deslocar de casa até o trabalho. “Usando a bicicleta, além de evitar o trânsito eu ainda economizo gasolina. Se eu for de carro levo cerca de 20 minutos para chegar ao trabalho; de bicicleta eu levo no máximo 10 minutos.“
 
Esta tem sido a opção escolhida por muitos recifenses, mas seus adeptos sentem falta de mais pistas para a circulação de bicicletas. “O problema é que os motoristas não respeitam os ciclistas e nós não temos uma ciclovia”, reclama Iranildo. Atualmente, o Recife possui 13,2 km de ciclovias distribuídas no centro, Orla e Tiradentes, na zona oeste.

Agora, até os rios que cortam o Recife já estão sendo considerados uma alternativa para a melhoria da mobilidade. A Secretaria das Cidades de Pernambuco abriu licitação pública para a realização de um estudo técnico de navegabilidade no rio Capibaribe.

O estudo vai avaliar a viabilidade econômica, ambiental e social da implantação de uma hidrovia. A proposta lembra o “Vaporetto”, sistema de tranporte urbano utilizado há décadas pela cidade de Veneza, na Itália, sempre lotado de turistas e moradores.
 
Portal 2014

sábado, 17 de setembro de 2011

Projetos para melhorar transporte na RMR são apresentados em São Lourenço

Uma das novidades é o Ramal Cidade da Copa: várias vias que vão ligar Camaragibe e o TIP à Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata

A Câmara Municipal de São Lourenço da Mata, na Zona da Mata pernambucana, foi palco de uma audiência pública que apresentou detalhes das obras da Cidade da Copa. O evento aconteceu na tarde desta sexta-feira (16), que marca o início da contagem regressiva de 1.000 dias para a próxima edição da maior competição mundial de futebol. Na ocasião, o secretário extraordinário da Copa do Estado de Pernambuco, Ricardo Leitão, apresentou os vários projetos que serão executados no Recife e na Região Metropolitana visando à Copa do Mundo de 2014.

Entre eles, foram apresentados os projetos que deverão melhorar o transporte de passageiros na região, como as obras no Terminal Integrado de Passageiros de Cosme Damião, os corredores Leste, Oeste, Norte e Sul e a duplicação da BR-408. Outra novidade apresentada na ocasião foi o Ramal Cidade da Copa, composto de várias vias que vão ligar Camaragibe e o Terminal Integrado de Passageiros (TIP) à Cidade da Copa, em São Lourenço.

O plenário da Câmara de Vereadores de São Lourenço ficou lotado para o encontro, que foi aberto pelo deputado Vinícius Labanca, que preside a Comissão de Esporte e Lazer da Assembleia Legislativa de Pernambuco. O presidente da Alepe, Guilherme Uchoa; o presidente da Comissão de Finanças da Alepe, Ettore Labanca; o presidente da Câmara de São Lourenço, Leonardo Barbosa; o deputado Clodoaldo Magalhães; e o representante da Odebrecht, Bruno Dourado, também participaram da audiência.

CUMPRIMENTO DO PRAZO
Antes da audiência pública em São Lourenço, Ricardo Leitão participou de uma coletiva de imprensa realizada também nesta sexta-feira. Na ocasião, o secretário extraordinário da Copa do Estado de Pernambuco garantiu que o pacote de obras será entregue em tempo, sobretudo a Arena da Copa, que atualmente está 15% concluída. A capacidade do novo estádio será de 46 mil espectadores e terá ainda seis mil vagas de estacionamento.

"Vamos entregar todas as obras seis meses antes da Copa. A Arena, por exemplo, ganhará mais um turno de trabalho visando a Copa das Confederações. Em março de 2012, caminharemos para a metade da obra. Sonhamos com a inauguração para dezembro de 2012. Se a Fifa não escolher Recife como cidade-sede, aí caminharemos com mais tranquilidade", afirmou Ricardo Leitão, à espera do sorteio para a Copa das Confederações, marcado para o mês que vem.

Com o investimento total de R$ 2,5 bilhões, o projeto do Governo do Estado e da Prefeitura do Recife conta ainda com a compra de 15 trens para o metrô, construção de novos corredores de acesso para facilitar o trafego de veículos, uma nova torre de controle para o aeroporto e pontos para melhorar a drenagem da capital pernambucana.

LOGOMARCA E CONTADOR
A logomarca do Recife como cidade-sede da Copa do Mundo de 2014 foi lançada no Parnamirim, no Recife, na manhã desta sexta-feira. As inspirações para a criação da logo foi o frevo, uma das mais fortes representações culturais de Pernambuco, e o seu principal símbolo: a tradicional sombrinha.

As secretarias extraordinárias da Copa, tanto estadual quanto do Recife, também inauguraram um contador regressivo para a abertura do evento. O relógio (foto 4) está instalado na avenida Agamenon Magalhães, uma das principais vias da capital pernambucana. Uma hora após ser inaugurado, o relógio parou de funcionar. O funcionamento apenas foi restabelecido apenas no final da tarde desta terça, por volta das 17h.


PE 360 Graus/Globo Nordeste

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ônibus bate em poste e deixa partes de Boa Viagem e do Pina sem energia

Reprodução/TV Globo
Créditos: TV Globo/Reprodução
De acordo com a Companhia de Transito e Transporte Urbano, o ônibus bateu em um poste da avenida Herculano Bandeira; a energia já foi normalizada no bairro de Boa Viagem

Um acidente envolvendo um ônibus, no bairro do Pina, Zona Sul da cidade, deixou a localidade e parte de Boa Viagem sem energia, na manhã desta segunda (22). De acordo com a Companhia de Transito e Transporte Urbano (CTTU), o motorista tentou desviar mas acabou batendo em um poste da avenida Herculano Bandeira.
A energia nos bairros já foi normalizada. A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) realizou reparos nos dois alimentadores atingidos durante a colisão.
Por causa desse acidente, um longo congestionamento se formou durante a manhã, chegando até a avenida Agamenon Magalhães. O trânsito da região foi normalizado no final da manhã.

PE 360 Graus/Globo Nordeste

sábado, 7 de maio de 2011

Grande Recife reforça 118 linhas para o Dia das Mães

Neste final de semana (07 e 08/06), o Grande Recife Consórcio de Transporte irá intensificar a programação de 118 que circulam na Região Metropolitana do Recife. Esse reforço visa atender tanto os filhos que desejam comprar os presentes de suas mães na véspera da festividade quanto aos que querem apenas curtir a data especial fora de casa. Assim, um total de 236 veículos extras realizarão 1.702 viagens a mais que nos finais de semana comuns.


Neste sábado (07/05), 84 ônibus estarão em operação a mais que nos sábados normais e realizarão 614 atendimentos extras. Este reforço tem como principal objetivo atender a grande demanda de usuários que deixaram para comprar o presente de suas mães na véspera e precisam se locomover aos principais centros comerciais, como os shoppings e o centro do Recife, por exemplo.
Créditos: Guto de Castro/Acervo

Já para o domingo (08/05), o reforço será ainda maior. No total, 152 veículos extras estarão em
operação, contabilizando 1.088 atendimentos a mais que nos domingos comuns. Este aumento na operação se deve tanto ao aumento na procura pelo comercio quanto na por pontos de lazer.

Assim, neste final de semana, 1.752 ônibus estarão em operação, realizando 17.119 viagens, ao contrário dos finais de semana comuns, que contam com 1.516 veículos e 15.417 atendimentos.

Para mais informações sobre a programação, ou outras dúvidas, os usuários podem entrar em contato com a Central de Atendimento ao Cliente do Grande Recife pelo telefone 0800 081 0158.

Confira aqui a lista de linhas reforçadas
Grande Recife Consórcio de Transporte

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Caxangá e Agamenon não terão monotrilho

Embora não tenha chegado à decisão final sobre o uso de monotrilhos no Recife, o governo estadual reduziu de quatro para dois os corredores viários candidatos a receber esse tipo de transporte público, que funciona com uma espécie de metrô em um único trilho elevado. O governador Eduardo Campos revelou ontem que a Avenida Norte e parte do corredor Norte-Sul ainda podem receber o monotrilho. Os projetos de mobilidade urbana são cruciais para a Copa 2014.

Em três corredores haverá um sistema especial de ônibus, com veículos articulados, venda antecipada de passagem e vias exclusivas, o chamado Bus Rapid Transit (BRT): na BR-101, no Corredor Leste-Oeste (até Camaragibe) e no Norte-Sul, no trecho Terminal Integrado Joana Bezerra-Tacaruna.

Os editais de licitação de todos esses corredores que terão BRT já estão em análise pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), explica o governador. A expectativa é lançar os editais em junho.
Projeto de monotrilho no exterior Créditos: Portal Scoomy.com/Acervo

No caso dos demais corredores, legalmente a decisão deverá ser tomada até o dia 26. “Essa é uma questão eminentemente técnica”, reforça Eduardo Campos, a respeito do processo até a escolha final.

Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), que montou uma estrutura para acompanhar as obras do Mundial, os primeiros corredores viários pernambucanos deveriam ter a licitação lançada em junho do ano passado. Apesar de nenhuma licitação ter saído, até agora, o governador considera o cronograma adequado e se mostra tranquilo quanto ao desenvolvimento das obras de mobilidade.

“Tivemos que fazer uma atualização do Plano de Desenvolvimento de Transporte Urbano (PDTU), que era de 1982. Fizemos atualização, medição, pesquisa de origem e destino (de passageiros), debate com a Prefeitura do Recife, traçado. Não são questões simples”, enumera o governador. Entre as questões técnicas, ele diz que os debates passam pela visão de desenvolvimento futuro do Recife até o decorrer das obras – que causarão algum tipo de transtorno durante a implantação.

“Está tudo dentro do cronograma. Não tenho dúvidas. Vamos continuar com o sinal verde. Não tem porque achar que vamos atrasar. Só se alguém tiver torcendo para que a gente atrase”, continua.

Do jeito que foram apresentados para disputar empréstimos da Caixa Econômica Federal, no formato BRT, o investimento previsto para os quatro corredores – Leste-Oeste, Norte-Sul, Avenida Norte e BR-101 – chega a R$ 1,8 bilhão.

Fonte: Jornal do Commercio, caderno de economia

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Frota rodoviária é reforçada no período da Semana Santa

Devido ao grande movimento de passageiros, o DER, a ANTT e as empresas de ônibus reforçaram a frota para o período da Semana Santa. Em épocas normais, 300 ônibus partem por dia do TIP, o Terminal Integrado de Passageiros, em Recife; nos quatro dias do feriadão serão 375, o que representa um aumento de 25%.

Créditos: Guto de Castro/Photobucket

No estado, os destinos mais procurados são Gravatá e Caruaru. Entre as capitais, João Pessoa e Natal são os roteiros que registram maior volume de vendas.

Créditos: Guto de Castro/Acervo

O esquema especial de operação deve durar até o próximo domingo (24).

sábado, 2 de abril de 2011

Jornal do Commercio lança novo site e dedica espaço exclusivo ao debate sobre trânsito e mobilidade urbana

Entrou em operação no último domingo (26) o mais novo portal de notícias da Internet, o NE10 (http://ne10.uol.com.br/). Sob o comando do Jornal do Commercio, o site traz informações gerais de tudo o que acontece no mundo, com um foco específico na Região Nordeste.

Uma das grandes novidades do site foi trazer um espaço dedicado apenas a discussão sobre trânsito e mobilidade urbana no Recife. Denominado de "Minha Mobilidade", traz depoimentos de vários cidadãos que convivem diariamente com a realidade e traça ideias e sugestões sobre o que pode ser feito no futuro. Para visitar, clique no link a seguir:http://www2.uol.com.br/JC/sites/aminhamobilidade/index.html.