terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Petrolina: Empresas investem e novo ônibus chega para atender bairro João de Deus

Créditos: Kennedy Silva/Ônibus Brasil


Os moradores do bairro João de Deus, zona oeste de Petrolina, receberam ontem (4) uma boa notícia: mais um ônibus novo foi colocado em circulação na linha que atende ao bairro. Metade dos veículos que circulam no bairro foi substituída esse ano, sendo que outros quatro novos veículos já haviam entrado em circulação desde junho. O bairro é atendido pela Viva Petrolina.


A entrega do ônibus teve direito até a corte de fita inaugural, feito pela presidente da Associação de Moradores do João de Deus, Patrícia Silva. Para surpresa dos passageiros, a primeira viagem realizada pelo veículo foi gratuita e contou com a presença da Diretoria da Viva Petrolina, que aproveitou para ouvir reclamações e sugestões apresentadas pelos usuários. O novo ônibus é o sétimo adquirido este ano e representa o quantitativo total de veículos, que deveria ter sido substituído em 2013 e 2014, de acordo com a legislação municipal. Em 2015 a empresa deve substituir outros oito veículos, atingindo um total de 40% de renovação da frota em dois anos.

Comentário do Carlos Britto:

Ao longo do ano este Blog noticiou os investimentos realizados pelas empresas e as dificuldades, já há muito conhecidas, do transporte público e da mobilidade em Petrolina. Apenas esse ano, segundo dados do Setranvasf, Viva e Joalina substituíram 13 ônibus, de um total de 62 que circulam diariamente pela cidade. Mas, e aí? já podemos dizer que melhorou? Penso que não.

As notícias falam dos investimentos das empresas, das dificuldades financeiras delas, dos percalços dos usuários. Mas e a Prefeitura, cadê? Que investimentos a EPTTC fez ou faz na melhoria do transporte? Aliás, qual é, afinal, o preço da passagem de ônibus em Petrolina? (já subiu, desceu, subiu e desceu de novo… O Setranvasf diz que as empresas vêm amargando prejuízos e trabalhando no vermelho).

O prefeito diz que quem decide é a justiça, a justiça diz que a prefeitura tem que calcular.
Chega de jogar para a plateia: é preciso encarar a questão com responsabilidade. Enquanto isso, o povo dança…e o prefeito também.

Blog do Carlos Britto

Caruaru: Linhas de ônibus do Salgado/São João da Escócia e do Polo Comercial ganham reforço

Créditos: Carlos Eduardo/Litoral Bus


Atendendo a solicitação dos moradores, desde ontem (01), a linha 191 – Salgado/São João da Escócia conta com mais um veículo para atender a população de forma permanente. O reforço irá diminuir o número de passageiros por viagem, evitando lotações no transporte público, o que vinha sendo alvo de reclamações por parte dos usuários. Com esse aumento, a linha passa de cinco para seis veículos.

Já a linha Polo Comercial irá ganhar dois novos ônibus durante os domingos do mês de dezembro, para atender os compradores que necessitem ir até o local. Com a abertura do comércio de Caruaru nos finais de semana, a linha Rendeiras/Centro também receberá um suporte, contando com mais um veículo aos domingos. As mudanças visam melhorar a prestação de serviço do transporte público na cidade.
 
Jornal de Caruaru

Veículo é flagrado estacionado em estação de BRT, no Centro do Recife

Créditos: G1 PE/Acervo

Ao checar uma denúncia postada nas redes sociais do grupo Cicloação Recife, o G1 flagrou um veículo estacionado na rampa de uma estação de BRT [Bus Rapid Transit] do sistema de Via Livre, no Cais do Apolo, na área central da cidade, na noite da quinta-feira (4). A estação ainda está em obras e fica a cerca de 600 metros da sede da Prefeitura municipal.

A denúncia foi feita pelo arquiteto Pedro Guedes, que trabalha na região e criticou a falta de fiscalização. "Quando eu vi, até fiquei na dúvida se era calçada ou não, até porque isso [a estação] não foi nem inaugurado. Isso só acontece porque ninguém diz que está errado, e a pessoa vai continuar a fazer, achando que está certa. Aqui é Recife: vacilou, vira estacionamento", disse.

O flagrante aconteceu por volta das 22h. A reportagem apurou que o veículo, estacionado na rampa que dará acesso dos pedestres ao interior da estação, pertence ao vigilante responsável pela segurança do local. Ele afirmou que já estaciona no lugar há pelo menos duas semanas e nunca foi repreendido.
A denúncia dividiu a opinião dos internautas. Um deles disse que não via problema "já que a obra ainda está em construção". Outro chamou atenção para o fato de a rampa não ter sido feita para veículos, apontando "que a laje de concreto pode fissurar e afundar". Até o começo da tarde desta sexta (5), quase 200 pessoas tinham compartilhado a denúncia no Facebook.

A estação de BRT faz parte das obras do corredor Norte-Sul, que deveria ter ficado pronta para a Copa do Mundo. O projeto é tocado pela Secretaria das Cidades, ligada ao governo estadual. Procurada pelo G1, a Secretaria não se pronunciou até o momento de publicação desta reportagem.

Já a fiscalização cabe à Companhia de Trânsito e Transporte Urbano que informou, através de sua assessoria de imprensa, que recebe muitas denúncias de estacionamento irregular na estação de BRT que está sendo construída na Avenida Martins e Barros. Só na última terça-feira (2), cinco veículos foram autuados porque estavam estacionados ao lado da estação. Os proprietários dos cinco carros receberam uma infração média, no valor de R$ 85,13, e quatro pontos na carteira.

Não é permitido estacionar dentro ou ao lado das estações de BRT. A prática é considerada como estacionamento irregular e é punida de acordo com o artigo 181 do Código de Trânsito Brasileiro. As infrações vão de leve a grave e as multas de R$ 53 a R$ 127. No entanto, os veículos só são notificados se flagrados.

G1 PE

sábado, 6 de dezembro de 2014

PE-15: pouca modernidade no Terminal Integrado mais antigo da Região Metropolitana

Créditos: Lorena Barros/JC Imagem


Considerado o Terminal Integrado mais antigo em funcionamento, o PE-15 faz parte da rotina de muitos passageiros da Região Metropolitana do Recife. Localizado em Olinda, na rodovia estadual da PE-15, o terminal opera com 12 linhas , tendo duas delas (PE-15/Boa Viagem e PE-15/Afogados) as maiores frotas da RMR, e realiza mais de 1.500 viagens, atendendo a 39 mil usuários diariamente. Com quase 23 anos, poucas marcas de modernidade são notadas no terminal que, segundo alguns passageiros, não apresenta mudanças significativas há muito tempo.

As diversas obras de reparo do lado de fora do terminal denunciam os danos que o tempo causou à estrutura da integração. Os monitores de TV, sinais de modernidade que deveriam informar os horários de saída dos ônibus, não funcionam e um dos dois banheiros femininos do local está em manutenção. A saída dos BRT’s é uma das poucas marcas atuais presenciadas pelos passageiros que utilizam o local todos os dias.

O estudante Josemir Correia, 21 anos, não era nascido no ano em que o terminal foi inaugurado, mas utiliza a integração da PE-15 há mais de cinco anos. Para ele, o terminal não mudou durante esse tempo: “outros terminais integrados foram construidos, inclusive o T.I Pelópidas, que é muito perto da PE-15, mas o terminal permaneceu inalterado. Isso é preocupante, afinal, a demanda só aumenta e algumas filas não suportam tantas pessoas e precisam ser improvisadas com cavaletes”.

A vendedora Zuleica Santos, de 30 anos, utiliza o terminal há seis e afirma que a única grande mudança que notou durante esse tempo foi o aumento da desorganização nas filas do local. Ela afirma, ainda, que o maior incômodo enfrentado pelos passageiros é o mau cheiro dos banheiros.

O Consórcio Grande Recife foi procurado pela equipe do JC Trânsito para informar sobre possíveis planejamentos para o TI e sobre as obras no local. Segundo o consórcio, as manutenções são realizadas de acordo com a necessidade dos Terminais Integrados e atualmente a manutenção do banheiro, construção da caixa de gordura – equipamento que evita o entupimento doe esgoto no local - e a reforma de parte do muro estão sendo realizadas. Não há previsão para o fim destas obras. O consórcio afirmou, ainda, que um projeto para a reconstrução do TI PE-15 está em fase de elaboração, e as obras tem previsão de serem iniciadas no segundo semestre de 2015.

NE 10

Na volta da praia, ônibus cheios e cassetetes em punho

Créditos: Úrsula Freira/Leia Já Imagens


Ir à praia é um típico programa de domingo dos recifenses. A volta para casa em ônibus abarrotados também. Nos finais de semana, as linhas de ônibus reduzem sua frota cerca de 60%. Lotadas, as paradas dos bairros do Pina e Boa Viagem acabam dando dor de cabeça para quem tinha tirado o dia apenas para relaxar. Enquanto isso, as empresas de transporte estão colocando seguranças, alguns armados, para evitar evasão de renda e danos materiais.

Para fugir do sufoco, alguns acabam optando por outros meios. A dona de casa Cláudia Gomes, de 27 anos, estava esperando o ônibus na primeira parada da Avenida Engenheiro Antonio de Góes, no Pina. “Eu acabo voltando a pé ou pegando um táxi. O ônibus só vem lotado”, criticou. “Ele para lá no início, antes da parada, quando eu chego lá já está lotado”, disse.

O auxiliar de serviços gerais Igor Anderson, 19, não precisa nem ir à praia para viver a mesma situação. Ele trabalha ao lado dela. Segundo o jovem, a situação começa a piorar já nas sextas-feiras. “Eu fico esperando vir um mais vazio. Olha para aí [aponta para ônibus com um aglomerado de pessoas se esforçando para subir], não tem condições. Algumas vezes eu vou andando até o Shopping Rio Mar”, disse Anderson.


Essa grande demanda de passageiros também atinge as empresas de ônibus. Quando os veículos chegam à parada da Antônio de Góes, as pessoas saem correndo para subir e muitas entram pelas portas de trás e pelas janelas, sem pagar. Para evitar o prejuízo financeiro e o vandalismo, vigilantes e fiscais de trânsito passaram a trabalhar no local.

A empresa Borborema coloca três funcionários no ponto de ônibus. Quando o carro chega, eles correm para as portas, impedindo que alguém ouse invadir. “Se a gente deixar, as pessoas quebram as portas e os carros não saem”, relatou o fiscal Isaque Ferreira. Segundo ele, os fiscais também são responsáveis por pedir reforço policial, caso seja necessário.

Logo ao lado deles, no mesmo ponto, seis vigilantes trabalham para a Mobibrasil Transportes, protegendo os veículos da empresa CRT. Ao contrário dos empregados da Borborema que não podem andar com armas, dois dos vigilantes carregam cassetetes. O grupo afirma que não usa os objetos, que só servem de intimidação. Na parada, a opinião geral é que a atuação desses profissionais é benéfica. “Se não fosse eles, teria mais barulho, briga, assalto. Quando alguém tenta entrar, eles pedem para descer...”, opinou o marceneiro Jackson Orico da Silva, 27.

A reportagem procurou a Polícia Federal para descobrir se os vigilantes da Mobibrasil teriam autorização para portar uma arma em uma parada de ônibus, inclusive porque eles não usam nenhuma identificação da empresa a qual pertencem, apenas um colete laranja. O órgão respondeu apenas que seria necessário uma denúncia para que os agentes investigassem o caso. No entanto, no próprio site da PF, estão listados uma série de documentos necessários para que uma empresa exerça a função de segurança privada.

Em junho deste ano, a câmara federal elaborou um projeto que visa implantar uma série de novas regras para o uso de cassetetes e armas perfurocortantes pelos agentes de segurança pública, ou seja, policiais devidamente fardados, em todo o Brasil. De acordo com o texto, da Comissão de Constituição e justiça (CCJ), que ainda será votado no plenário, os policiais não poderão usar cassetetes em festividades e celebrações, por exemplo.


Segundo o Grande Recife Consórcio de Transporte, a redução na frota nos finais de semana e feriados se deve pela redução de demanda, o que ocasionaria prejuízo. Apesar da média de 40% de ônibus nas ruas nesses dias, o consórcio disse que para as linhas que trafegam na área do Pina e Boa Viagem, mais da metade dos ônibus continuam operando.

A Urbana-PE, sindicado das empresas de ônibus, afirmou que os "orientadores de tráfego" da Borborema já atuam há algum tempo e são funcionários da empresa. Porém, até a publicação da matéria, o sindicato não esclareceu a atuação dos funcionários da CRT e nem se eles tinham autorização para o uso da arma.

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