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domingo, 3 de maio de 2015

BRTs apresentam temperatura em Fahrenheit

Créditos: Jorge Cosme/Leia Já


Está calor no Recife. No último dia 7 de abril a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) registrou a maior temperatura do ano na cidade, de 32,9º C. Para fugir do abafado, os ônibus do sistema de Bus Rapid Transit (BRT), que possuem ar-condicionado, tornam-se mais convidativos. Apesar disso, o usuário pode tomar um susto ao se deparar com o visor apresentando temperaturas que vão de 40° a 60°. Mas calma, são 40° a 60°... Fahrenheit.

Fahrenheit é uma escala de temperatura usadas em pouquíssimos países, como Bahamas, Belize, Ilhas Cayman, Palau e os Estados Unidos da América. Para quem não lembra das aulas de química do ensino médio e quer saber a temperatura ambiente do BRT, a fórmula de conversão de graus Fahrenheit para Celsius é °F=°Cx1,8+32.

A tal fórmula, inclusive, levanta outro questionamento: se a temperatura apresentada no visor, mesmo em Fahrenheit, está correta. É que se o valor apresentado for de 40°F, como acontece, isto significa que os termômetros estão marcando 4,44°C, uma temperatura congelante e que não condiz com a sensação térmica. Segundo o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE), o painel divulga a temperatura externa, o que deixa o número ainda mais distante da realidade.

Um motorista do sistema quanto perguntado sobre a tela disse desconhecê-la e que ajustava a temperatura em um painel menor, próximo dele e mais distante da vista dos usuários. Na ocasião, o tal painel estava em 22°C enquanto o visor variava em 47 e 48°F – o que significaria que a temperatura da rua estaria mais fria que a do ônibus climatizado. A Urbana-PE, entretanto, disse que os dados apresentados no visor são confiáveis visto que a empresa responsável por eles, a Danval, é “consolidada no mercado”.

Os visores são fabricados pela Danval, mas montados pela encarroçadora, que no caso é a Caio Induscar.De acordo com a Urbana-PE, a montagem segue o manual do fabricante e as informações expostas são pré-configuradas pelo fabricante. O visor em Fahrenheit são vistos nos veículos da lista leste-oeste da Via Livre, que vão de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife (RMR), até a Avenida Guararapes, no centro do Recife. Apesar das ocorrências, a tela com informações em Celsius tem se tornado mais recorrente.

Leia Já

domingo, 26 de abril de 2015

Corredor Leste/Oeste opera com um quarto do público estimado e metade das estações previstas


Créditos: Guto de Castro/Acervo


Quase quatro anos depois das obras iniciadas, o Corredor Leste/Oeste funciona com menos da metade das estações de BRT previstas, não opera com os dois terminais de integração e transporta cerca de um quarto da demanda estimada pelo Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano.

O atual governo chegou a anunciar a entrega do corredor para maio deste ano, mas já teve o prazo prorrogado para o fim do ano. A situação mais grave é no município de Camaragibe, porta de entrada da Arena Pernambuco e não dispõe de nenhuma estação de BRT na via principal da cidade. Nem mesmo a Copa garantiu a realização das obras. Os moradores precisam se deslocar até o Terminal do Sistema Estrutural Integrado (SEI) para pegar o BRT.

“Nossa preocupação é não causar um mal-estar na população, que precisa fazer um deslocamento maior para ter acesso ao BRT”, revelou o diretor institucional da MobiBrasil, operadora do Leste/Oeste.

Mesmo com a precariedade do sistema, a MobiBrasil garante que uma pesquisa interna de satisfação foi bastante favorável. “Nós tivemos quase 60% dos usuários que atestaram a qualidade e o conforto do serviço. Isso significa que os quem têm acesso ao BRT aprovam o modelo”, ressaltou Djalma Dutra. O problema é os que não tem acesso, os três quartos restantes.

Ao longo do corredor, o trecho da Avenida Caxangá é o que dispõe de mais estações em operação. Mas ainda há ociosidade. Na Estação Engenho, o registro é de menos de mil usuários por dia. A maior demanda é registrada na estação do Derby com quase 10 mil usuários por dia.

O maior entrave é o não funcionamento dos dois terminais de integração, que se encontram em obras na Avenida Caxangá. O da 4ª Perimetral, a obra está em estado de abandono e o mato já cresce no local. Já o terminal da 3ª Perimetral está praticamente pronto, mas sem previsão de ser inaugurado.

Depois da Caxangá, a estação da Benfica se encontra em obras e sem previsão. Passando pelo Derby, o problema volta na Conde da Boa Vista, onde estão previstas seis estações improvisadas com entrada pela porta da direita, mesmo assim não concluídas. Em nota, a Secretaria das Cidades reafirmou que o prazo final das obras é dezembro de 2015, mas não adiantou o cronograma das etapas.

Diário de Pernambuco

sábado, 20 de dezembro de 2014

Linha 2469-Camaragibe/CDU suspensa a partir de hoje




A partir deste sábado (20), a linha 2469–Camaragibe/CDU terá sua operação suspensa. Os moradores do município de Camaragibe, que têm como destino a Cidade Universitária, terão que utilizar as integrações temporais. Na próxima semana, os usuários do Terminal Integrado da Caxangá terão mais uma opção de deslocamento pelo Via Livre. No dia 27, entra em funcionamento a linha 437–TI Caxangá (Centro) com nove veículos BRT e cinco convencionais articulados.


O Grande Recife Consórcio de Transportes adiantou que os BRTs irão realizar embarque e desembarque em 11 das 12 estações em operação ao do corredor Leste/Oeste: Engenho Poeta, Riacho do Cavoco, BR-101, Caiara, Parque do Cordeiro, Forte do Arraial, Getúlio Vargas, Zumbi, Abolição, Derby e Guararapes. Por sua vez, os veículos convencionais seguirão expressos até a Avenida Conde da Boa Vista onde realizarão embarque e desembarque nas paradas a partir da estação Padre Inglês.


As linhas 2445–Tabatinga e 2442–Jardim Primavera (Vale das Pedreiras) passam a ser linhas alimentadoras do TI Caxangá e têm mudança de itinerário. Os veículos dessas linhas seguirão os trajetos atuais até a Avenida Caxangá, onde entrarão na Avenida Afonso Olindense, Rua Rodrigues Ferreira e retornarão para a Avenida Caxangá acessando o TI. As linhas também terão redução de intervalo e aumento no número de viagens que serão realizadas.

Diário de Pernambuco

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Scania oferece solução completa para a MobiBrasil no BRT do Recife



A Scania  comemora a entrega da solução completa para a MobiBrasil operar no BRT (Bus Rapid Transit ou Transporte Rápido por Ônibus) de Recife. O investimento foi de cerca de R$ 95 milhões em 100 ônibus articulados K 310 6×2/2, e essa quantidade torna a frota Scania a maior da capital pernambucana no sistema.

“A Scania é pioneira mais uma vez ao oferecer à MobiBrasil uma solução completa. A empresa recebeu veículo (K 310 6×2/2), serviço (Programa de Manutenção Scania Premium por 5 anos) e solução financeira por meio do Scania Banco. Para o mercado de ônibus urbanos foi a primeira venda com essa amplitude de cobertura para atender às necessidades de um cliente”, afirma Silvio Munhoz, diretor de Vendas de Ônibus Urbanos da Scania nas Américas. “A Scania demonstra o quanto dispõe de uma gama que atende a diversas demandas.”

“O BRT de Recife é um projeto inovador para Pernambuco e de grande importância, pois já está propiciando uma melhoria na qualidade de serviços ao passageiro, além de redução dos custos para as operadoras”, comenta Niege Chaves, presidente da MobiBrasil.

“Quando fomos escolher nossa frota para utilizar no BRT de Recife fizemos uma análise das alternativas do mercado e chegamos à conclusão de que a Scania era um excelente parceiro, pela experiência que tínhamos na aquisição dos ônibus a etanol em São Paulo, onde atuamos em linhas urbanas na capital.”

“Conquistar a confiança da MobiBrasil para termos a maior frota do novíssimo BRT de Recife nos deixa muito orgulhosos”, diz Eduardo Monteiro, responsável por Vendas de Chassis Urbanos da Scania no Brasil. “Nosso articulado K 310 6×2/2 vem sendo muito elogiado tanto pelas operadoras de BRT´s quanto pelos passageiros. Ele é reconhecido pela qualidade, economia de combustível, robustez e pelo baixo índice de manutenção.”

Para aumentar a disponibilidade e reduzir custos da frota, a MobiBrasil adquiriu o Programa de Manutenção Scania Premium por cinco anos. “A operação tem sido um sucesso. Resolvemos intensificar a parceria com a Scania com um programa de manutenção de longo prazo”, revela Niege.

A MobiBrasil também usufrui do Scania Serviços Dedicados. A Casa Scania Trux, do Grupo Movesa, que atende a região, montou uma equipe de mecânicos para atuar dentro da estrutura do cliente. “Eles interagem bastante com nosso dia a dia e ajudam a sanar as necessidades da operação com adaptações dos horários a nossa agenda. Os mecânicos fazem o serviço completo, da manutenção preventiva à corretiva. Um formato que tem melhorado nossa operação na rua. Nossas responsabilidades agora são com carroceria, pneus e abastecimento. Muito mais simples e eficiente.”


“A manutenção terceirizada é uma tendência para o setor, pois tira a responsabilidade do serviço na garagem, onde o foco é a operação, ter o veículo na rua e a qualidade de serviço ao usuário. Nesse sistema todos ganham mais, inclusive o passageiro”, conta a empresária. ”Temos uma parceria com a Scania de muitos anos, e queremos intensificar ainda mais. Hoje, nosso conceito é comprar veículos diferenciados com manutenção agregada. A Scania tem prestado esse serviço com muita qualidade, o que resulta em um grande diferencial competitivo”, conclui Niege.

A MobiBrasil atua no BRT de Recife nos corredores Leste-Oeste nas linhas 2450 Camaragibe-Centro e 2480 Camaragibe-Derby, que transportam 24 mil passageiros/dia.

Scania/Blog do Caminhoneiro

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

BRTs estão parados nas garagens, à espera da conclusão dos Corredores Norte-Sul e Leste-Oeste

Créditos: Roberta Soares/JC Imagem

Os dois consórcios que venceram a licitação para operar o sistema de BRT pernambucano, o Conorte e o Mobibrasil, estão com as garagens abarrotadas de veículos novinhos em folha – e caros: cada um comprado por R$ 700 mil – parados, esperando que o governo do Estado conclua os Corredores Norte-Sul e Leste Oeste, atrasadíssimos, para entrar em operação. Mais do que o prejuízo financeiro das operadoras, que assumiram financiamentos, cujas prestações não esperam a lentidão das obras e começaram a ser pagas, a visão dos BRTs parados nos pátios incomoda por privar a população de um transporte mais confortável.

São 88 BRTs do Consórcio Conorte, dos quais apenas 14 estão rodando na linha PE-15-Centro. Já no Consórcio Mobibrasil são 54 BRTs adquiridos e 22 nas ruas, operando a linha Camaragibe-Centro.  Ou seja, são 106 BRTs parados dos 142 adquiridos. Ônibus refrigerados, com suspensão moderna, motor traseiro e sistemas tecnológicos de primeira linha, que deveriam estar rodando no lugar de veículos já usados e desconfortáveis. O governo diz que em dezembro os dois corredores estarão completamente concluídos e operando integralmente.

Sofre a população, privada do conforto com os novos BRTs, mas sofrem também os empresários, já que, o governo ainda não fez nenhum repasse do recurso previsto para a aquisição dos veículos, como é previsto no novo contrato de concessão do sistema. A transferência deveria ser a cada quinzena e, segundo informações de bastidores, o sistema já está na quarta quinzena de operação sem que o Grande Recife Consórcio de Transporte tenha se pronunciado sobre o pagamento. Os novos contratos foram assinados no dia 16 de julho deste ano.

Blog De Olho no Trânsito

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Passageiros denunciam sujeira e até mesmo baratas em coletivos do Grande Recife

Colônia de baratas em cadeira do ônibus Rio Doce/CDU. Créditos: JC/Acervo

 
Atrasos e lotações são reclamações constantes de muitos que utilizam ônibus diariamente na capital pernambucana. Alguns passageiros, por sua vez, lidam com problemas ainda mais improváveis: a falta de limpeza dentro dos coletivos. Boa parte dos ônibus do Grande Recife não possuem lixeiras, o que contribui com o aumento da sujeira no local. Usuários afirmam que a limpeza de veículos é, por muitas vezes, superficial, tornando alguns locais focos para acúmulo de lixo e até mesmo proliferação de insetos.

A presença de insetos foi alvo da denúncia da estudante Cláudia Santos*, 25 anos, que mora em Campo Grande e utiliza a linha Rio Doce/CDU -  operada pela empresa Metropolitana - todos os dias para ir à faculdade e voltar para casa. Na noite da última terça-feira (5), ela flagrou uma colônia de baratas em uma das cadeiras do coletivo. Segundo ela, é habitual encontrar os ônibus com aspecto sujo.

O estudante Wagner de Oliveira, 20, afirma quem por mais de uma vez, já presenciou baratas perto das portas ou debaixo das cadeiras no ônibus da linha Camaragibe/CDU, também operada pela Metropolitana. Para ele, o tamanho dos insetos e o local onde eles se escondem favorecem a proliferação dos animais no ônibus, já que é difícil notar a presença deles nos veículos.

A MobiBrasil, responsável pelos ônibus da Metropolitana, afirmou que toda a frota de ônibus passa por dedetização de três em três meses e por processos de limpeza e conservação, interna e externamente, todas as noites no seu recolhimento e periodicamente - a cada 5 mil e 15 mil  quilômetros rodados - com limpezas de maior profundidade.

A empresa informou, ainda, que diante das denúncias recebidas, fará um intenso trabalho de verificação e correção do problema em toda a frota, especialmente nas linhas Rio Doce/CDU e Camaragibe/CDU. Aqueles que quiserem registrar denúncias podem utilizar o canal de atendimento e relacionamento com o cliente (SAC), ligando para o número 0800-770-1866.

* Nome fictício porque a estudante pediu para não ser identificada
NE 10