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sábado, 8 de março de 2014

Sábado Nostalgia: Cidade Alta 990 - Anos 90/2000

Após um período de pausa, a coluna Sábado Nostalgia está de volta ao Maxi Ônibus Olinda, e com uma matéria que tenho certeza que você, caro leitor, vai gostar bastante.

Vamos hoje voltar 14 anos no tempo. O ano era 2000 e a empresa, a Cidade Alta. Um ônibus diferente chegava para a empresa, ainda em caráter de testes, mas que marcou para sempre a história do transporte em Recife e Olinda.

Trata-se de um Ciferal Padron Cidade II, com chassi Mercedes-Benz OH-1623 LG. O ônibus tinha um diferencial para a época: era movido a gás natural, tecnologia que estava em ascensão naquele tempo, e que motivou a Mercedes a produzir o ônibus de teste.

Ao chegar na Cidade Alta, o ônibus foi numerado com o prefixo 990, e foi batizado de ônibus ecológico. Além do fato de ser movido a gás natural, outras características marcaram a passagem do coletivo pelo solo pernambucano: as três portas, coisa pouco comum naquela época; e o motor traseiro, que oferecia muito mais conforto aos passageiros e funcionários.

O 990 passou pouco tempo em teste na Cidade Alta. Infelizmente, o chassi movido a gás natural não foi aprovado pela empresa. Durante toda sua curta carreira, operou na linha 974 Jardim Atlântico, uma das mais importantes, e tradicionalmente onde os ônibus que estão sendo testados são escalados. O ônibus foi então devolvido a Mercedes-Benz, e continuou a fazer testes em outras empresas Brasil afora.

Créditos: Andrade/Acervo


Após ser vendido pela Mercedes-Benz, o 990 foi para a empresa Cidade das Hortênsias, de Petrópolis, no Rio de Janeiro, onde ganhou o prefixo 3016. Entretanto, passou pouco tempo por lá, e logo foi adquirido pela empresa Além Paraíba, passando a ser numerado como 200.

 Ex-990 da Cidade Alta como o 3016 da Cidade das Hortênsias
Créditos: Rafael Xarão/Acervo

Ex-990 da Cidade Alta como o 200 da Além Paraíba
Créditos: Rafael Xarão/Ônibus Brasil

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Marcopolo Rio aposenta marca Ciferal


Créditos: Marcopolo/Divulgação

Marcopolo consolida a estratégia de organizar sua estrutura industrial no Brasil concluindo a transição da unidade de negócio Marcopolo Ciferal para Marcopolo Rio, dedicada exclusivamente ao segmento de carrocerias urbanas. A empresa com sede em Caxias do Sul (RS) vai concentrar a produção de modelos urbanos no espaço herdado da Ciferal, encarroçadora com fábrica em Xerém, no município de Duque de Caxias (RJ), que adquiriu em 1999. A unidade gaúcha focará nos rodoviários.

“A marca Ciferal não será extinta, mas ficará adormecida. A nomenclatura Marcopolo Ciferal criava certo ‘ruído’ entre os clientes, principalmente para aqueles dos mercados de exportação. O nome Marcopolo é mais forte, o que nos possibilita trazer mais negócios externos para o segmento de urbanos ”, explica o diretor de operações, Paulo Corso. Ele argumenta que a Ciferal não acompanhou a evolução dos produtos: “Hoje, as inovações chegam muito mais rápido do que no passado e a Ciferal não se adequou, seus produtos não cabiam nas inovações. A marca era capaz de lançar novidades mais econômicas, com produção mais rápida, o que foi um impacto para a indústria nacional de ônibus. Entretanto, hoje, é difícil impactar: não se consegue inovar com custo baixo, tem de ter um modelo muito versátil para produzir com competitividade”.

Para sustentar seu plano focado no atendimento exclusivo para cada segmento, a Marcopolo aplicará R$ 55 milhões entre 2013 e 2015 na linha de montagem do Rio de Janeiro, dos quais R$ 20 milhões foram investidos só neste ano em modernização e adaptação da unidade para produzir toda a linha de carrocerias urbanas da marca. “Futuramente, também migrará para o Rio a linha de produção dos BRTs, que temporariamente continua em Caxias do Sul”, informa o diretor de negócio ônibus, Paulo Andrade.

Com o aporte, a empresa quer aumentar a capacidade produtiva dos atuais 25 ônibus por dia para 35/dia. Andrade explica que a demanda é quem dita o ritmo da produção, que este ano oscilou entre 11 e 28 unidades/dia. Atualmente, a capacidade instalada é de 40 unidades diárias.

Automotive Business

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Onde Está Você: Borborema e Rodoviária Metropolitana 606


A coluna "Onde Está Você" chega ao Maxi Ônibus Olinda nesta segunda trazendo para você a atual localização de dois ônibus que passaram pela frota das empresas pernambucanas. Os dois destaques da nossa coluna hoje são do mesmo modelo: o Ciferal Citmax, e foram adquiridos 0 km no ano de 2006.

O primeiro deles tem chassi Mercedes-Benz OF-1418 e pertenceu a Borborema. Tinha prefixo 659 e desde que chegou foi escalado nas linhas da empresa na zona sul da RMR (Boa Viagem, Piedade e Candeias), tendo passado boa parte da sua carreira na 043 Aeroporto/Tacaruna (Via Derby). Permaneceu em atividade até junho deste ano, quando foi desativado.

659 ainda com itinerário âmbar
Créditos: José Ailton Neto/Ônibus Brasil

Era um dos poucos Citmax da empresa a ter a porta traseira de vidro. Em meados de 2009, sofreu um grave acidente, tendo ficado bastante avariado. Porém, voltou reformado meses depois, e com itinerário digital branco.

659 já com itinerário branco após reforma
Créditos: Luiz Carlos/Ônibus Brasil

Atualmente o se encontra em Caruaru, nas mãos de um proprietário particular. Ele é alugado a Coletivo, empresa da cidade, e opera a linha intermunicipal Caruaru/Altinho (via Terra Vermelha e Ibirajuba). Veja como está o 659 atualmente:

Créditos: Milson Venceslau/Ônibus Brasil

Já o segundo personagem da nossa coluna hoje também é um Ciferal Citmax, com chassi Volkswagen 17-210 EOD. Pertenceu a Rodoviária Metropolitana e tinha o prefixo 606. Fez parte de um lote de 6 carros adquiridos nessa configuração pela empresa, todos na cor padrão, com duas portas e itinerário de lona.

606 ainda com itinerário de lona
Créditos: Alessandro Bem Barros/Flogão

Alguns anos de atividade depois, sofre uma modificação no visual: ganha itinerário digital na cor vermelha, herdado dos antigos Torinos geladões que a empresa possuia. Se manteve em atividade até 2012, quando foi desativado.

606 já com itinerário digital
Créditos: Guto de Castro/Ônibus Brasil

O 606 foi remanejado para o serviço de fretamento da Rodoviária Metropolitana, denominado Mobibrasil. Lá, ganhou o prefixo 1602 e roda no transporte de trabalhadores. Veja como ele está atualmente:

Créditos: Fabrizio Mastronelle/Ônibus Brasil

Gostou? Então não deixe de conferir as edições anteriores da coluna "Onde Está Você":
- 27/08/2013: Coletivo 051 e Empresa Metropolitana 205
- 13/08/2013: Borborema 676 e Itamaracá 391
05/08/2013: Cidade Alta 300 e Pedrosa 080
29/07/2013: Itamaracá 535 e Rodoviária Metropolitana 313

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Marcopolo Ciferal já programa articulados e biarticulados

Créditos: Marcopolo/Divulgação

A ordem geral na Marcopolo Ciferal é intensificar a produção. Copa do Mundo e jogos olímpicos são os grandes motivadores para a unidade que responde por 30% da produção de ônibus da Marcopolo e que já recebeu aportes superiores a R$ 30 milhões em investimentos nos últimos três anos. Com unidade fabril em Xerém, no Rio de Janeiro, a Marcopolo Ciferal reúne capacidade para produzir 7.500 veículos por ano e para isso conta com uma força de 2.600 colaboradores, que contribuíram para uma marca histórica: a produção do veículo 50.000, um modelo Torino que rodará no sistema BRT da capital fluminense. 


“Neste ano iniciaremos a fabricação de ônibus articulados e biarticulados, modelos que até então eram feitos somente na unidade de Ana Rech, em Caxias do Sul”, afirma o diretor da Marcopolo Ciferal, Alberto Calcagnotto. Segundo o executivo, saem diariamente das linhas de produção de Xerém 28 unidades por dia.

Transporte Press

sábado, 17 de agosto de 2013

Marcopolo Ciferal presta homenagem especial a seus colaboradores no ônibus 50 mil

Créditos: Diogo Pagnocelli/Divulgação

Para comemorar a marca de 50 mil unidades produzidas desde 1999, a Marcopolo Ciferal prestou homenagem especial aos seus 2.600 colaboradores e desenvolveu um projeto de pintura personalizado com a assinatura de todos os funcionários. O veículo, uma unidade do  modelo urbano Torino, foi adquirido pelo operador de transportes Auto Viação Jabour para utilização nas linhas alimentadoras do Sistema BRT da cidade do Rio de Janeiro. 

Segundo Alberto Calcagnotto, diretor da Marcopolo Ciferal, o objetivo foi reconhecer e valorizar todos os profissionais que integram o quadro de pessoal da empresa. “Para que os colaboradores percebam como o trabalho que cada um faz no seu dia a dia contribui na fabricação dos ônibus, tivemos a ideia de pedir para que todos, tanto do período diurno, quanto do noturno, assinassem seus nomes no veículo comemorativo de 50 mil unidades produzidas. Isso é um fato inédito na indústria automotiva”, destaca o executivo.

A Marcopolo Ciferal tem capacidade para produzir mais de 7.500 veículos por ano e é responsável por mais de 30% da produção de ônibus da Marcopolo, o que demonstra a força do Estado, da região e principalmente das equipes e pessoas da unidade carioca. “Nossa expectativa é seguir investindo para transformar  a operação no centro especializado e competitivo de produção de ônibus urbanos do Brasil e do continente americano.”

Créditos: Diogo Pagnocelli/Divulgação

“Também vale lembrar a importância histórica da Marcopolo Ciferal para o Rio de Janeiro, como a primeira empresa a produzir carrocerias no Estado, em 1955, e uma das principais companhias do polo automotivo local, em razão do elevado volume de unidades fabricadas, investimentos realizados e utilização de mão de obra intensiva”, finaliza Calcagnotto.

Sobre a Marcopolo

Líder mundial na fabricação de ônibus, a Marcopolo conta com unidades fabris no Brasil - duas em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, e uma em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro – e fábricas em mais 11 países (África do Sul, Argentina, Austrália, Canadá, China, Colômbia, Egito, Estados Unidos, Índia, México e Rússia). A companhia prevê atingir, em 2013, receita liquida consolidada de R$ 3,8 bilhões e produção global de 21,6 mil unidades.

Marcopolo

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Onde Está Você: Borborema 676 e Itamaracá 391




Excepcionalmente nesta terça-feira, confira mais uma edição da coluna "Onde Está Você", e fique por dentro da atual localização de dois ônibus que passaram pela frota de empresas pernambucanas.

Para  a edição de hoje, preparamos um especial, já que os dois carros que falaremos hoje tiveram o mesmo destino: o consórcio Atalaia Transportes, uma empresa de ônibus que começou a operar recentemente em Aracaju. As pernambucanas Itamaracá e Borborema são as suas duas maiores acionistas. Com isso, vários coletivos já foram remanejados para a capital sergipana, e outros tantos devem ser transferidos em breve.

O primeiro destaque da nossa coluna hoje é um Ciferal Citmax, chassi Mercedes-Benz OF-1722. Pertenceu a Borborema e tinha o prefixo 676. Foi adquirido em 2006 junto com mais vários irmãos, tendo rodado nas diversas linhas da empresa. Foi desativado em julho deste ano, e atualmente é o 6029 da Atalaia. Confira as fotos:


Créditos: Guttemberg Siqueira/Ônibus Brasil

Créditos: José Ailton Neto/Flogão

Créditos: Wallace Silva/Ônibus Brasil

Já o segundo ônibus a aparecer na nossa coluna é um Busscar Urbanuss Pluss, chassi Volkswagen 17-210 OD. Ele pertenceu a Itamaracá e tinha o prefixo 391. Chegou a empresa em 2002, junto com mais 9 irmãos, tendo sido os primeiros articulados da história da operadora, bem como os primeiros articulados com chassi Volkswagen de Pernambuco.

Créditos: Diego Barbosa/Ônibus Brasil

O 391 teve uma longa vida na Itamaracá, revezando entre as linhas de alta demanda da empresa. Podemos citar, entre elas: 913 PE-15/Joana Bezerra, 915 PE-15 (Prefeitura), 946 Igarassu (BR-101), 967 Igarassu (Sítio Histórico). Em 2010, o ônibus recebe uma nova pintura, passando para o padrão SEI Radial. A partir daí, torna-se fixo da 979 Paulista (Rua do Sol/Expresso), aparecendo algumas vezes em outros roteiros.

Créditos: Jorge Gustavo/Ônibus Brasil


O 391 foi desativado em julho de 2013, após 11 longos anos de serviços prestados. Atualmente é o 6012 da Atalaia. Confira as fotos:

Créditos: Luan Santos/Ônibus Brasil

Gostou? Então não deixe de conferir as edições anteriores da coluna "Onde Está Você":- 05/08/2013: Cidade Alta 300 e Pedrosa 080
29/07/2013: Itamaracá 535 e Rodoviária Metropolitana 313
22/07/2013: Borborema 827 e Vera Cruz 054
16/07/2013: Borborema 980 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Modelos de ônibus: Ciferal Líder Turbo Jumbo


Em 1970, ano da famosa Copa do Mundo realizada no México, ano em que o Brasil apresentou ao mundo a sua mais fabulosa seleção, a que marcou o maior número de gols já feitos pela seleção numa copa, os brasileiros ainda viviam numa época de crescimento acelerado da economia. O presidente da República era um militar, o General Emilio Garrastazu Médici, sucessor de Costa e Silva, vítima de um derrame cerebral (AVC, Acidente Vascular Cerebral). O clima estava pesado para quem militava no meio político e era da oposição, principalmente para os que pregavam e defendiam a instalação do comunismo no Brasil. Mas para os brasileiros comuns, 99% na época, a sensação era de um país em crescimento, com múltiplas oportunidades. A economia crescia num ciclo somente visto entre 1957 a 1959, época de JK. A crise econômica por causa da crise do petróleo só viria a partir de 1973. 


Créditos: Mobilidade em Foco/Acervo

No setor de transportes estava ocorrendo uma rápida transição, com o fim de carros do padrão “Aero Willys” para o padrão dos carros compactos e econômicos, como o Corcel, o Fusca, TL, Variant, apenas pra citar alguns. Nos caminhões, o mercado decretava a “morte lenta” dos veículos com motor a gasolina e o nascimento dos motores diesel como líderes de mercado. Tanto é que em 1968, com o Mercedes-Benz L-1111 a marca de origem alemã ultrapassou de vez os Ford F-600 e Chevrolet C-65, até então líderes em vendas entre os caminhões. No segmento dos caminhões pesados a Scania se estabeleceu de vez como líder de mercado, com os seus L 75, L 76, L 100, L 110. Depois vinha a FNM e a Mercedes com os LP-1520
Entre os ônibus a Mercedes-Benz, assim como nos caminhões, com os seus famosos modelos monoblocos, assumia de vez a liderança de mercado. Como fornecedora de chassis médios, então, tinha mais de 70% do mercado.

Créditos: Mobilidade em Foco/Divulgação

Mas o Brasil é um país continental, de distâncias enormes e as linhas de ônibus, com a abertura de mais e mais estradas, cada vez ficavam mais longas. Afinal, o lema do governo federal, em 1970, era: “Governar é abrir estradas”.

Para as linhas de ônibus mais longas, o mercado passou a se pautar por veículos mais potentes. Veículo potente, naquela época atendia por um nome, Scania. Chassi pesado era Scania. Assim como chassi médio era Mercedes.

Em 1968 a Scania tinha lançado um chassi revolucionário, que a fez se distanciar dos demais concorrentes quando o assunto era chassi pesado. Tratava-se do chassi B 110, com inúmeras inovações, como freio de estacionamento mais moderno, suspensão pneumática traseira e um motor com uma potência incrível pra época, 285 cv. Tratava-se de um moderno motor de 10 litros, posição dianteira no chassi, com sistema de injeção mecânica direta, turboalimentado e caixa de câmbio de cinco marchas a frente, todas sincronizadas. Em relação ao chassi anterior da Scania, o B 76, lançado em 1962, que tinha 195 cv de potência, o B 110 deu um salto notável. 

Um grande chassi exige uma carroçaria de ponta, que sirva pra seduzir os passageiros nas rodoviárias e trazer retorno financeiro a empresa e ganho de imagem institucional perante clientes ativos e potenciais. A Viação Cometa, já naquela época, considerada o “suprasumo” entre as empresas de ônibus pelos seus “carrões”, alguns importados, como os GM Coach, simpatizou com um projeto novo da encarroçadora Ciferal. Era nada mais nada menos do que o primeiro ônibus fabricado no Brasil cuja carroçaria tinha 2,60 metros de largura. Até então todas as carroçarias tinham 2,40 metros de largura. Uma largura maior no salão de passageiros permite a instalação de poltronas mais largas, de corredores 
com maior espaçamento. Resumindo, mais conforto para os passageiros. 

O novo modelo da Ciferal era o Líder “Turbo Jumbo”. E a Cometa foi a primeira empresa do Brasil a utilizar nas suas linhas essa nova carroçaria com 2,60 metros de largura, padrão até hoje no mercado. Os novos ônibus foram montados sobre chassis Scania B 110. Sua viagem inaugural foi em 1970 na linha São Paulo x Campinas. Com 41 assentos e suspensão traseira a ar, o novo ônibus foi um sucesso de mercado nos anos 70. Grandes empresas como a Cometa e a Itapemirim utilizaram o veículo em linhas de média e grande distância, tanto na configuração de salão de passageiros leito quanto convencional.

Mobilidade em foco

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Onde Está Você: Cidade Alta 300 e Pedrosa 080



Hoje é segunda-feira, dia da já tradicional coluna "Onde Está Você". Iniciaremos os trabalhos neste mês de agosto mostrando ônibus que passaram pela frota das empresas pernambucanas, e agora prestam serviços em outras localidades.

O primeiro é um Comil Svelto III, chassi Volkswagen 17-210 EOD. Ele pertencia a Cidade Alta, e tinha o prefixo 300. Chegou para a empresa em 2004, como parte do processo de renovação da frota da empresa. Naquele ano, foi constatada a necessidade de investir em carros maiores, principalmente para as linhas de maior demanda da operadora na época, que eram a 924 Maranguape I e 925 Maranguape II.

Créditos: Erick Souza/Ônibus Brasil

Com isso, foram adquiridos 17 ônibus, sendo cinco alongados (entre eles o 300) e doze trucados, todos com três portas, para facilitar o embarque e desembarque dos passageiros. Passaram grande parte da sua vida na empresa entre as linhas 924 e 925, aparecendo ocasionalmente na 992 Pau Amarelo ou 999 Pau Amarelo (Conde da Boa Vista).

Créditos: Carlos José Gomes de Souza/Ônibus Brasil

Em 2009, com a inauguração do Terminal Integrado do Paulista, o 300 passou a revezar entre as linhas 952 e 953, que entraram no lugar da 924 e 925, respectivamente. Em 2010, com a chegada dos Sveltos padrão SEI Alimentadora, o carro é remanejado para o Terminal de Rio Doce, se tornando fixo na 987 Rio Doce (Príncipe), até sua aposentadoria, em 2012.

Quando saiu da Cidade Alta, o 300 foi vendido a um proprietário particular, e hoje transporta estudantes em Jaboatão dos Guararapes. Veja como ele está atualmente:

Créditos: Jonathan Silva/Ônibus Brasil

Já o segundo destaque da nossa coluna hoje é um Ciferal Turquesa, chassi Mercedes-Benz OF-1417. Ele pertenceu à Pedrosa e tinha o prefixo 080. Chegou a empresa em meados dos anos 2000, e foi comprado a uma operadora do Rio de Janeiro.

Créditos: Diego Barbosa/Ônibus Brasil

Na Pedrosa, ele passou por diversas linhas até sua aposentadoria, em 2009. Foi vendido, e atualmente também transporta estudantes, a serviço da Usina São José, em Igarassu. Veja como ele está atualmente:

Créditos: Eronildo Assunção/Ônibus Brasil

Gostou? Então não deixe de conferir as edições anteriores da coluna "Onde Está Você":
- 29/07/2013: Itamaracá 535 e Rodoviária Metropolitana 313
- 22/07/2013: Borborema 827 e Vera Cruz 054
16/07/2013: Borborema 980 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Onde Está Você: Borborema 827 e Vera Cruz 054


A coluna "Onde Está Você" chega mais uma vez ao Maxi Ônibus Olinda, trazendo para você a atual localização de dois ônibus que passaram pela frota das empresas pernambucanas.

O primeiro destaque da nossa coluna hoje é um Marcopolo Viaggio GV 1000, chassi Mercedes-Benz OF-1721. Ele pertenceu a Borborema e tinha o prefixo 827, com placa KIZ-9437. Chegou no ano de 1998, sendo deslocado para operar nas linhas rodoviárias da empresa, com destino a cidades da zona da mata e agreste do estado.

Créditos: Paulo Gustavo/Ônibus Brasil

Entre as várias linhas que o 827 passou, podemos destacar: Recife/Palmares, Recife/Uruçu, Recife/São Joaquim do Monte, Recife/Cumaru, Recife/Vitória, entre muitas outras.

Créditos: Diego Almeida Araújo/Ônibus Brasil

O 827 teve uma longa carreira na Borborema: foram 13 anos de operação, até ser aposentado em 2011. Foi comprado pela empresa Transportadora Guimarães, de Esplanada, estado da Bahia. Lá, ganhou o prefixo 9810 e passou a operar no ramo de turismo.

827 partindo rumo ao estado da Bahia.
Créditos: Johnmo Moreno/Ônibus Brasil

Veja como está o 827 atualmente:

Créditos: Gênesis Freitas/Ônibus Brasil

Já o segundo destaque da nossa coluna hoje é um Ciferal Citmax, chassi Volkswagen 17-210 OD. Ele tinha o prefixo 054 e pertencia a Vera Cruz, com placa KLL 7591. Chegou em 2004, num lote composto por mais 11 carros de mesma configuração.

Créditos: Rafael Araújo/Ônibus Brasil

Ao longo de sua carreira, o 054 passou por diversas linhas da empresa. Se destacou também por ser um dos primeiros carros da Vera Cruz com itinerário digital.

Créditos: Luiz Carlos/Ônibus Brasil

Em 2013, o 054 encerra suas atividades pela Vera Cruz, sendo substituído por carros mais novos. Foi vendido, e atualmente está na Serv Buss, empresa que opera linhas municipais em Vitória de Santo Antão, no interior de Pernambuco. Lá, ganhou o prefixo 240, e teve o itinerário digital retirado.

Veja como está o 054 atualmente:

Créditos: Guto de Castro/Maxi Ônibus Olinda

Gostou? Então, não perca as edições anteriores da coluna "Onde Está Você":
- 16/07/2013: Borborema 980

sábado, 8 de junho de 2013

Sábado Nostalgia: Itamaracá 110 - Anos 90

Na coluna "Sábado Nostalgia" desta semana você confere com a gente mais um registro histórico dos ônibus que já passaram pela frota das empresas pernambucanas.

O destaque de hoje vai para um Ciferal Padron Rio, chassi Scania F112 HL. Ele pertenceu à Itamaracá Transportes e tinha o prefixo 110. Chegou na empresa no começo da década de 90, tendo rodado até meados de 1998. Não temos informação se ele passou pela cor padrão da empresa, mas no final da sua carreira, estampava o padrão SEI Perimetral.

No registro histórico que você confere a seguir, ele estava na linha 963 Abreu e Lima/Macaxeira, que começou a operar em 1996, com a inauguração do TI Macaxeira. Em 2003, ela passa a integrar no recém-criado TI Abreu e Lima. Em 2009, este terminal encerra suas atividades, e a 963 é extinta, dando lugar a 906 Paulista/Macaxeira.

Veja a foto do 110, registrado por Ricardo Aparecido de Morais:


Gostou? Então confira também as edições anteriores da coluna "Sábado Nostalgia":
- 01/06/2013: Caxangá 609 - Anos 90

sábado, 16 de março de 2013

Onde Está Você: Borborema 008 e Rodotur 321


Hoje é sábado, dia da coluna "Onde Está Você". Traremos para você o paradeiro de mais uma dupla de ônibus que rodaram pelas ruas e estradas pernambucanas.

O primeiro protagonista da nossa série hoje é um Marcopolo Senior 2000, chassi Mercedes-Benz LO-814. Ele foi adquirido pela Borborema no ano de 2000, e ganhou o prefixo 008. Foi destinado ao serviço opcional, linhas operadas pela empresa com veículos de ar-condicionado.

 Créditos: Diego Barbosa/Ônibus Brasil

Um dos grandes destaques desse carro era o nome "Ligeirinho", que ele estampava na sua pintura. Muitos carros com ar condicionado ficaram conhecidos assim (bem como pelo apelido "Geladinho") no começo dos anos 2000, época em que o serviço opcional foi febre no Recife.

O 008 manteve-se na ativa até meados de 2008, quando a empresa adquiriu ônibus maiores (os famosos micrões), para realizar no sistema opcional. Após a aposentadoria, ele foi flagrado em Aracaju-SE, onde pertence a um proprietário particular.

Veja como está o 008 atualmente:

 Créditos: Gledson Mago/Ônibus Brasil

Quem também tem destaque na coluna de hoje é um Ciferal GLS Bus, chassi Mercedes-Benz OF-1318. Ele pertenceu à Rodotur, onde tinha o prefixo 321 e foi adquirido em 1994. Operou em várias linhas da empresa, sendo a principal delas a extinta 991 Engenho Maranguape (via Janga).

 Créditos: Ricardo Aparecido de Morais/Acervo

O 321 teve uma longa carreira na Rodotur, tendo sido aposentado em meados de 2003. Hoje o prefixo é ocupado por um Apache S21 Mercedes-Benz OF-1722, fabricado em 2005.

O 321 foi flagrado parado em Paulista, cidade da região metropolitana do Recife, agora pertencendo a um proprietário particular. Veja como ele está atualmente:

Créditos: Carlos José/Ônibus Brasil

Gostou? Então não deixe de conferir as edições anteriores da coluna Onde Está Você:
 
- 09/03/2013: São Paulo 399 e EME 043
- 02/03/2013: Cidade Alta 279 e Coletivo 110
- 23/02/2013: Progresso 1167 e CRT 609
- 16/02/2013: Pedrosa 411 e Transcol 019

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Modelos de Ônibus: Ciferal Citmax


Nesta segunda-feira, trazemos para você, leitor do Maxi Ônibus Olinda, uma edição especial da coluna "Modelos de Ônibus". Aqui, trataremos de uma carroceria que fez bastante sucesso na primeira década do século XXI: o Ciferal Citmax.

Histórico

Lançado em 2003 pela fluminense Ciferal, o Citmax veio substituir o Turquesa. Diferente do antecessor, que era livremente inspirado no Torino 99, da Marcopolo (empresa que controla a Ciferal), o novo modelo tinha traços mais parecidos com o Padron Cidade, diferindo apenas em algumas linhas arredondadas.

Sua produção foi descontinuada em meados do ano de 2008. A partir daí, a fábrica da Ciferal passou a fabricar os modelos da Marcopolo. A encarroçadora de Duque de Caxias, desde então, não lançou nenhum modelo novo de ônibus.

A aceitação do Citmax foi grande entre os empresários de todo o país. No Nordeste, caiu nas graças de grandes frotistas, tendo sido realizadas grandes compras, principalmente entre os anos de 2003 e 2006. Atualmente, ainda é bastante presente nas ruas das grandes cidades da região.

Características

O Citmax lembra em vários aspectos outros modelos produzidos pela Marcopolo e pela própria Ciferal. Suas formas arredondadas eram bastante visíveis tanto na dianteira como na traseira.

A característica mais marcante do Citmax foram suas lanternas, em especial as traseiras. Em número de três, dispostas verticalmente em ordem crescente (a terceira era maior que a segunda, que por sua vez era maior que a primeira).

Especificações técnicas

O tamanho padrão dos Citmax varia entre 12 e 12,5 metros. Por ser um modelo de baixo custo, chega a ter 15 centímetros de altura a menos em comparação a outros modelos, como o Torino. Foi fabricado principalmente em motores dianteiros, especialmente das marcas Mercedes-Benz e Volkswagen.

Fotos

Borborema Imperial Transportes - Recife/PE
 Ciferal Citmax - Mercedes-Benz OF-1722
Créditos: Guto de Castro/Acervo

 Empresa Metropolitana - Jaboatão dos Guararapes/PE
Ciferal Citmax - Volkswagen 17-210 EOD
Créditos: Guto de Castro/Acervo

Expresso Vera Cruz - Jaboatão dos Guararapes/PE
Ciferal Citmax - Volkswagen 17-210 OD
Créditos: Guto de Castro/Acervo

Empresa São Paulo - Recife/PE
 Ciferal Citmax - Volkswagen 17-210 EOD
Créditos: Eronildo Assunção/Acervo

Vitória - Caucaia/CE
Ciferal Citmax - Mercedes-Benz OF-1722
Créditos: Eronildo Assunção/Ônibus Brasil

Viação Real Alagaoas - Maceió/AL
Ciferal Citmax - Mercedes-Benz OF-1418
Créditos: Alex Santos/Ônibus Brasil

Viva Petrolina - Petrolina/PE
Ciferal Citmax - Volkswagen 17-210 EOD
Créditos: Plínio Filho/Ônibus Brasil

Viação Capital do Agreste - Caruaru/PE
Ciferal Citmax - Volkswagen 17-210 OD
Créditos: Rodrigo Fonseca/Ônibus Brasil

Transportes Guanabara - Natal/RN
Ciferal Citmax - Mercedes-Benz OF-1722
Créditos: Helckton Fernandes/Acervo

Viação Campos - Nísia Floresta/RN
Ciferal Citmax - Mercedes-Benz OF-1722
Créditos: Helckton Fernandes/Acervo

 Empresa Nossa Senhora da Conceição - Natal/RN
Ciferal Citmax - Mercedes-Benz OF-1722
Créditos: Helckton Fernandes/Acervo

Auto Viação Veleiro - Maceió/AL
Ciferal Citmax - Mercedes-Benz OF-1418
Créditos: Alex Santos/Ônibus Brasil

Transbrasiliana Transportes e Turismo - Marabá/PA
Ciferal Citmax - Volkswagen 17-210 EOD
Créditos: Wendel Alves/Ônibus Brasil

Vídeos